Arquivo da categoria ‘Conceitos de metrologia’

Tira da dupla Pesado e Medido – Dia Mundial do Consumidor

10 de março de 2014

Postado originalmente em Almanaque do Ipem - SP:

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O Dia Mundial dos Direitos do Consumidor é comemorado desde 15 de março de 1983.  Essa data foi escolhida pois, em 15 de março de 1962, o então presidente dos EUA, John Kennedy, enviou ao Congresso Americano sua famosa mensagem sobre os direitos do consumidor. Nela Kennedy afirmava que todo consumidor tem direito à segurança, à informação, à escolha e a ser ouvido. A ideia ganhou o mundo e, em 1985, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a tese dos direitos do consumidor e a incluiu dentre as Diretrizes das Nações Unidas, o que conferiu legitimidade e reconhecimento internacional ao tema.

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Tira da dupla Pesado e Medido – Primavera!

23 de setembro de 2013

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Mais uma vez comemoramos o dia 23 de setembro, o início da primavera! Do ponto de vista da geofísica, e também da metrologia, a ciência das medições, a primavera marca o início do segundo equinócio do ano (o primeiro  foi no outono, no dia 20 de março). Mas não vamos voltar ao tema, que já foi abordado em outro post aqui no Almanaque (dê uma olhada no link abaixo).

http://ipemsp.wordpress.com/2011/09/28/primavera/ ).

Hoje vamos aproveitar o começo da estação das flores para lembrar outra data importante: No dia 21 de setembro comemoramos o dia da árvore! Sim, e a proximidade entre essas duas datas não é casual. O dia 21 foi escolhido em razão do início da primavera. Não é preciso dizer muito sobre esse dia! Todo mundo reconhece como é fundamental para o futuro do planeta que as árvores, e por extensão toda a natureza, sejam respeitadas e preservadas!

Estamos no 40° Salão Internacional de Humor de Piracicaba!

23 de agosto de 2013

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Mais uma vez a dupla Pesado e Medido estará no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, agora em sua 40ª edição!

Para nós do IPEM-SP é uma honra lançar mais uma cartilha da dupla Pesado e Medido no Salão de Humor, que é o mais importante evento desse tipo do País e um dos mais prestigiados e respeitados do mundo!!  Aliás, o IPEM-SP em Tiras II reúne mais vinte tiras que, como de hábito, usam o humor para divulgar informações ao consumidor.

Download em: http://www.ipemsp.com.br/images/pdf/publicacoes/ipem%20em%20tiras2.pdf

O salão foi criado no ano de 1974, em pleno regime militar, numa época em que a censura corria solta e o humor era praticamente proibido.  Os inventores do salão, jornalistas, artistas e intelectuais de Piracicaba, conseguiram o apoio da turma que editava O Pasquim, um dos mais instigantes jornais dos anos setenta e que abrigava a nata da intelectualidade carioca. O resultado foi que o Salão “pegou” e, já a partir da sua terceira edição, virou internacional.

Confira o site:  http://salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br/humor/

Vamos comemorar mais um “Dia do Metrologista”

26 de junho de 2013

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O Dia 26 de junho é o dia do Metrologista! Já falamos bastante sobre esse dia e a sua origem aqui no Almanaque. Já dissemos que a data é uma referência a 26 de junho de 1862, quando o imperador Dom Pedro II adotou o Sistema Métrico Decimal. É só buscar pelo dia 26 de junho aqui no blog. Entretanto, a homenagem aos profissionais da metrologia se renova a cada ano! Por isso reproduzo um dos primeiros textos sobre a profissão de metrologista postado aqui no Almanaque.  Parabéns, colegas,  pela data!

Qual é mesmo a sua profissão?
- Qual é mesmo a sua profissão?
- Metrologista!
- Ah! Esse pessoal que fala sobre o tempo.
- Eu não falo sobre o tempo, mas posso medir o tempo.
- Medir o tempo? Você quer dizer “fazer a previsão do tempo”… 
- Não, isso quem faz é o Meteorologista.
 - Então? Não é isso?
- Não, eu sou Me-tro-lo-gis-ta. 
- Ah! Ta! Trabalha no Metrô.                    
- Bom, tem metrologia no metrô… Mas eu não trabalho no Metrô, trabalho no Ipem.
- Ipem eu sei o que é. Pesquisas nucleares, né? Não sabia que vocês faziam previsão do tempo…
- Não, não. Esse Ipen aí é com “n”. E eles não fazem previsão do tempo, fazem pesquisas nucleares, como o nome diz.  Também lá tem metrologia… Mas eu trabalho no Ipem com “m”, Instituto de Pesos e Medidas.
- Pesos e medidas? Mas não são vocês que fiscalizam as balanças, essas coisas?  Por que é que vocês também fazem previsão do tempo?       
- Mas a gente não faz previsão do tempo! Nós trabalhamos com metrologia. A palavra vem de metro, sacou?
- E porque, então, o Ipem não se chama Instituto de Filometria?
- Metrologia! O nome é metrologia!
- Mas filometria também fica legal, que nem filosofia, filatelia…
- Entendi. .. Mas o nome é metrologia, a ciência das medições. Como Geologia, Pedagogia e outras muitas “gias”…
- Ok! Mas então devia ser Instituto de Metrologia…
- Talvez… Quem pesa já faz uma medição… Pesar é medir massa. Fica meio redundante dizer pesos e medidas. Mas esse é o nome certo. É uma questão de tradição, sabe? O nome foi dado há muito tempo, lá na Europa, e acabou ficando. Coisa antiga.
- Puxa, que profissão complicada você escolheu!
- Pode parecer complicado, mas a metrologia é absolutamente essencial. Daí, apesar das confusões com o nome, tenho orgulho de ser metrologista! 
 
 

Medições Fabulosas: O Barco e a Pousada.

28 de maio de 2013

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- Casas e barcos são muito parecidos… – argumentava o velho marinheiro de prosa com o dono de uma pousada a beira-mar. – É claro que uma canoa é muito diferente de um apartamento, mas um navio de turismo é bem parecido com um grande hotel, a não ser pelo fato do navio levar as pessoas para lugares distantes, enquanto no hotel são as pessoas de lugares distantes que vão até ele.

- Isso não quer dizer nada! – retrucou o dono da pousada – Não adianta querer comparar o seu barco com a minha pousada. Tenho muito mais espaço do que você.

- Será mesmo? – duvidou o marinheiro – Então vamos ver. Vivo com muito conforto no meu barco de 30 pés. Quantos pés têm a sua casa?

- Pés? Isso só pode ser pergunta de marinheiro. Lá em casa os únicos pés são os das pessoas que eu hospedo, além dos meus próprios. Nós, que moramos no seco, usamos o metro para medir as coisas.

- Pois que seja, meu amigo estalajadeiro! Um pé tem 30,5 centímetros. Então, 30 pés equivalem a 9,15 metros.

- Nem precisa continuar, meu amigo lobo-do-mar. Minha pousada tem 200 metros quadrados, portanto é muito maior que o seu barco.

- Você está comparando alhos com bugalhos! Não se compara comprimento de barco com área! Quero ver se a tonelagem da sua pousada é maior que a do meu barco.

- Que negócio de tonelagem é esse?

- Ora, seu pirata de terra firme, todo mundo sabe que a tonelagem vale 100 pés cúbicos…

- Lá vem você com os pés de novo! Para mim tonelada é peso. Uma tonelada vale mil quilogramas.

- Não é tonelada, é tonelagem. É medida de volume porque, antigamente, o volume de um barco tinha a ver com quantos tonéis de vinho ele podia transportar. Tonelagem vem daí. Entendeu? Pois então. Se 100 pés cúbicos equivalem a 2,83 metros cúbicos, qual é a tonelagem da sua casa?

- E eu lá vou querer saber uma coisa dessas?

- Pois é aí que está. Você acha que a sua pousada é maior do que o meu barco, mas esquece que nos barcos nós ocupamos todo o volume disponível.

- Vá lá… Mas a minha pousada não é só a casa! Eu também tenho um pomar…

- E eu tenho todo o mar…

- Não adianta! – Disse finalmente o dono da pousada – Nós nunca vamos chegar a um acordo sobre isso. É melhor você voltar para o seu barco enquanto eu retorno à minha pousada.

E assim fizeram. Quem, entretanto, via o barco e a pousada de longe, mal podia distinguir um do outro…

Moral da história: A melhor maneira comparar as coisas é medindo-as, desde que se saiba qual aspecto (ou grandeza física) se medirá nelas.

Tira da dupla Pesado e Medido

18 de abril de 2013

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Moral da história: Como todo  produto pré-medido, o papel higiênico tem as suas dimensões (largura e comprimento) definidas sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Na hora de comprar o produto é impossível conferir se aquele rolo de papel tem mesmo os 30 metros que a embalagem indica. É por esse motivo que o IPEM-SP coleta amostras de todas as marcas de papel higiênico que estejam expostas à venda nos supermercados. Essas amostras são levadas aos laboratórios do IPEM onde são medidas meticulosamente. Caso haja qualquer irregularidade o produto é retirado de comercialização e o responsável é autuado.

O indispensável papel higiênico.

18 de abril de 2013

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Tudo indica que o papel higiênico foi inventado na China, em 875!

Os chineses, de fato, usavam o papel para fins de higiene íntima desde a dinastia Tang. Existem registros, datados de 1393, da produção de quantidades consideráveis de folhas de papel macio, perfumadas, fabricadas especialmente para a corte do imperador Hongwu.

Ou seja, não foi apenas a pólvora e a bússola que os chineses descobriram antes do resto do mundo… Enquanto isso, na Europa medieval, imaginem o que o pessoal usava para fazer as vezes dessa incrível (e até então desconhecida) invenção chinesa.

Sim, porque o papel higiênico só foi reinventado no ocidente por Joseph Gayetty, de Nova Iorque, em 1857! E só foi patenteado e vendido em rolos em 1886!  Esses dados, compilados da Wikipédia (a quem somos sempre gratos) revelam que aqui no Brasil o papel higiênico só esteve disponível, pra valer, a partir do início do século XX… Hoje o indispensável papel higiênico é comercializado em muitas versões, desde as mais simples e rústicas às mais sofisticadas.

 O papel higiênico não pode ser fabricado em qualquer comprimento ou largura. O Inmetro padroniza as dimensões do produto da seguinte maneira: A largura deve ser de, no mínimo, 10 centímetros. O comprimento mínimo permitido é  de 20 metros, e acima dessa medida são permitidos apenas múltiplos de dez, ou seja, 30 metros, 40 metros, 50 metros e assim por diante.

O papel higiênico de uso doméstico mais comum é usualmente fabricado com 10 centímetros de largura e em rolos com 30 metros de comprimento. Por essa razão é importante verificar na embalagem qual o comprimento do papel que se está levando.

O papel higiênico é um produto pré-medido, isto é, suas dimensões (largura e comprimento) são determinadas na fábrica, sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Naturalmente não é possível ao consumidor conferir, no ato da compra, se o rolo de papel higiênico que irá comprar tem, de fato, os 30 metros informados na embalagem. Por isso o IPEM-SP fiscaliza diariamente as muitas marcas de papel higiênico comercializadas no Estado de São Paulo, autuando e retirando do ponto de venda aquelas cujas dimensões não correspondam ao informado na embalagem.

Medições estranhas: Gravimetria

16 de maio de 2012

Gravimetria é o conjunto de metodos, técnicas e instrumentos utilizados para quantificar e estudar os campos gravitacionais, principalmente o da Terra. As informações obtidas pela gravimetria são fundamentais para se conhecer melhor as dimensões, a forma e o estado de agregação de matéria no interior do nosso planeta. Até aqui tudo bem. O que pode haver de estranho em medir gravidade? Então, antes de continuarmos, dê uma olhada no vídeo abaixo.

(obtido em  www.youtube.com/user/geografismos )

O Geóide mostrado acima foi criado por computação gráfica a partir dos dados obtidos pelo satélite GOCE, da Agência Espacial Européia (ESA)!  Esse formato bizarro é fruto das medições do campo gravitacional da Terra. Se prestarmos atenção, nós veremos que o sul da Índia fica num verdadeiro “buraco gravitacional”. Em compensação, a Nova Zelândia fica sobre uma alta montanha!

O gravímetro é um instrumento muito sensível e muito preciso, adequado para detectar variações muito pequenas no valor da aceleração de gravidade. Essas variações são consequência da maior ou menor densidade dos materiais subterrâneos. Quando o valor de aceleração de gravidade num dado lugar é diferente do previsto, diz-se que ali existe uma anomalia gravimétrica, o que significa que as rochas subjacentes àquele lugar são mais densas que a média prevista para a região. Isso pode significar que se está sobre uma jazida de minério de ferro ou outro metal cuja massa específica é elevada. Por isso, a gravimetria é também muito útil para localizar e identificar jazidas minerais.


Medições estranhas: Viscosimetria

25 de abril de 2012

Viscosimetria, como o nome sugere, é a medição da viscosidade de um fluído.

A viscosidade está associada à resistência que o fluido oferece para deformar-se por cisalhamento. Cisalhar significa cortar! Tanto a palavra cisalha quanto a palavra francesa “ciseaux” e a inglesa “scissors” significam “tesoura”. Todas derivam do latim “cesarea” (tudo a ver com parto por cesariana!), que por sua vez vem do verbo latino caedere (pronuncia-se cedere) que significa cortar e, como você já percebeu, deu origem ao verbo ceder! Três vivas à etimologia!

As tesouras cortam pois suas pernas aplicam tensões tangenciais opostas no objeto que está sendo cortado. Por isso, em geologia, o termo cisalhamento é usado para identificar a rocha que foi deformada devido a tensões tangenciais. Viscosidade também pode ser definida como sendo o atrito interno nos fluídos causado por interações intermoleculares em função da temperatura.

Existem centenas de tipos e modelos de viscosímetros. Este é digital, para viscosidade dinâmica.

Para resumir, a viscosidade é a propriedade  física que caracteriza a resistência de um fluido ao escoamento. Quanto mais viscoso o fluído, mais lento o seu escoamento. Ou seja, existem fluídos “finos” como a água e fluídos “grossos” como o mel, por exemplo. E existem fluídos tão “grossos” que nunca irão escoar, como é o caso intrigante e paradoxal do vidro à temperatura ambiente.

Quer dizer, então, que o vidro é um fluído mesmo quando está sólido? Há controvérsias, mas a explicação é um pouco longa e fica para outra vez.  Bem, não é difícil perceber que o fluído está associado aos três estados fundamentais da matéria, o sólido, o líquido e o gasoso, e que esses estados dependem da temperatura.

Então, para praticar a viscosimetria é preciso sempre referir-se à temperatura do fluído que se está medindo. Outra coisa importantíssima é definir o método de medição, que vai resultar no tipo de viscosidade. Se formos medir a viscosidade dinâmica ou absoluta usamos o Pascal segundo e seus múltiplos, e se  formos medir a viscosidade cinemática usamos o metro quadrado por segundo e seus submúltiplos.

Medições estranhas: Picnometria

2 de abril de 2012

Como tantas outras palavras do universo metrológico, picnometria também tem origem grega. É a junção do termo grego puknos (denso) com metron (medida). A picnometria é uma técnica laboratorial desenvolvida para determinar a densidade e a massa específica de líquidos utilizando-se um picnômetro, mas antes de abordá-la é importante lembrar alguns conceitos.

Densidade de um corpo é o quociente entre a massa e o volume desse corpo. A unidade SI para a densidade é o quilograma por metro cúbico (kg/m³), porém é mais comum utilizarmos os submúltiplos g/cm³ ou g/ml.

A definição de massa específica é idêntica à de densidade, porém nós só a usamos quando nos referimos às substâncias, e não a um objeto sólido qualquer, a menos que este seja homogênio e isotrópico (tenha massa distribuída igualmente ao longo de todo o volume). Por isso, para líquidos e gases homogênios, a densidade e massa específica podem ser sinônimos, pois nesses casos a isotropia está presente.

Como referência de densidade usa-se a massa específica da água, pois um litro de água pesa um quilograma à pressão ambiente e à temperatura de 25 °C, ou seja, o quociente é igual a 1kg/L ou 1g/cm³.

Voltando ao picnômetro, este consiste num recipiente fabricado com material adequado e que tenha o seu volume determinado com precisão. Para usar é fácil:  Basta pesar o picnômetro vazio, enche-lo com o produto a ser medido e depois pesá-lo cheio. Uma simples subtração dará o peso do produto. Como o volume já é conhecido, basta dividir o peso obtido (massa) pelo volume e pronto, achamos a densidade!

É claro que fazer isso num laboratório é bem mais complicado. É preciso calibrar o picnômetro com água, fazer várias medições, colocar o produto com cuidado, verificar a temperatura… Procedimentos laboratoriais exigem extremo cuidado e precisão. Na verdade, embora o nome soe muito estranho, em princípio a picnometria é mesmo muito simples…


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