Arquivo da categoria ‘Curiosidades’

Dia Nacional do Turismo

2 de março de 2012

Será que existe algo que seja relaxante e estimulante ao mesmo tempo? Existe sim: Fazer turismo! Bom, pelo menos para o turista.

Quando pensamos em turismo geralmente nos colocamos na posição de quem o pratica, mas existe uma grande variedade de atividades econômicas voltadas para o turismo e que movimentam mais de 10% do PIB mundial, o que dá uma montanha de dinheiro!

O Brasil sempre teve vocação para o turismo, ou seja, temos clima e paisagens naturais muito diversificados, cultura rica e atraente, povo simpático e hospitaleiro…  Além disso, estamos vivendo uma situação econômica bastante favorável, o que é bom para quem vem de fora e ótimo para quem faz turismo interno.

Por estarem envolvidas em quase todos os aspectos econômicos, a Metrologia Legal e a Qualidade legal acabam participando direta e indiretamente das atividades voltadas ao turismo. Parece exagero, mas não é!

Quando a bagagem é pesada no aeroporto antes de ser embarcada; ou quando o carro é abastecido para pegar a estrada; e até mesmo quando o hotel é escolhido ou quando são adquiridos todos os produtos e serviços necessários a quem viaja, o turista se vê as voltas com metrologia legal e qualidade legal.

Em todo o mundo, o dia do turismo é comemorado em 27 de setembro, em homenagem à implantação do estatuto da OMT (Organização Mundial do Turismo) em 27 de setembro de 1970. No Brasil, porém, o Dia Nacional do Turismo é comemorado em dois de março!  Coincidentemente esse dia marca o fim das férias de verão, após o quê “o ano começa pra valer”, como popularmente se diz. Mas a contradição é apenas aparente. Num país das dimensões do Brasil, tem gente fazendo turismo e trabalhando com turismo o ano inteiro.

Metrologia e Academia: Graças aos gregos

14 de fevereiro de 2012

A palavra academia tem origem na Grécia antiga. O nome vem de Academo, herói grego cuja estátua ficava num bosque nos arredores de Atenas. Platão fundou sua famosa escola filosófica naquele local, e acabou ficando conhecida como Academia. Hoje, sempre que se quer criar uma instituição onde se pratique e se desenvolva algum tipo de conhecimento específico, cria-se uma academia. Assim é que existem as academias de belas artes, de letras, de medicina, até de futebol. Mas vamos falar, aqui, da nossa velha conhecida academia de ginástica, de musculação, de malhação ou similares.

Ginástica também vem do grego, gymnastica, e significa “exercitar-se nu”. É que os cidadãos gregos precisavam manter a forma, pois não havia exército profissional na época. E eles ficavam nus para fazer os exercícios. O nome do lugar onde se praticava a gymnastica era, naturalmente, o gymnasio, que deu origem ao nosso ginásio.

E a metrologia? Sim, a palavra metrologia também é grega, mas aqui nos interessa observar a metrologia na academia. Para isso basta entrar em uma academia de ginástica para ver os conjuntos de pesos com que os praticantes se exercitam. Naturalmente, os halteres não exigem grande qualidade metrológica, mas o seu peso precisa estar correto. Além disso, as academias de ginástica se valem de uma série de medições para avaliar o condicionamento físico e o desempenho dos seus frequentadores, começando por uma simples fita métrica, passando por balanças ergométricas e chegando às esteiras ergométricas que avaliam o desempenho cardiovascular. Por isso, antes de começar qualquer tipo de exercício físico numa academia, é fundamental que a avaliação seja feita por um profissional especializado sob supervisão médica. Ele conduzirá as medições e os ensaios que dirão se o candidato à malhação está apto a praticar atividades físicas, e quais modalidades são mais recomendadas para o seu biotipo e condicionamento.

Berço Infantil terá selo do INMETRO

27 de julho de 2011

O uso de berço para acomodar o bebê é coisa muito antiga, e vem sendo uitlizado, sob as mais diversas formas, ao longo de milênios. Antigamente era comum que um berço permanecesse na família por gerações, de modo que era comum o bisneto ser embalado no berço do seu bisavô!

Hoje, é claro, isso mudou. A sociedade de consumo impõe um ritmo vertiginoso de aquisição de produtos, e os berços que eram feitos à mão passaram a ser produzidos em larga escala. Com isso, a qualidade dos berços passou a ser questionada. Seriam, de fato, seguros?

Ao baixar a Portaria 269 de 21 de junho de 2011, o INMETRO tornou a avaliação da conformidade obrigatória também para berços infantis. Isso significa que a fabricação dos berços deve obedecer rigorosamente o regulamento do INMETRO. Nenhum berço poderá ser comercializado no País, sem que estejam conforme as normas pela ABNT.

A decisão deveu-se ao aumento de acidentes de consumo provocado por produtos de uso infantil, inclusive os berços. Além disso, o Programa de Análise de Produtos do INMETRO constatou que todas as marcas de berço infantil apresentavam alguma não conformidade.

Os fabricantes e importadores do produto terão prazo de 18 meses para se adequar. Terminado esse prazo, terão mais 6 meses para a venda dos produtos em estoque. O comércio terá, então, mais um ano para vender berços sem a certificação.

Na prática, somados os prazos, a regulamentação passa a valer integralmente em meados de 2014, quando o IPEM-SP começará a fiscalizar esses produtos no comércio. Os fabricantes, importadores e comerciantes que não cumprirem os prazos poderão ser autuados e ter os produtos apreendidos.

Confira o regulamento 269 na ìntegra.

Na dúvida, entre em contato com a nossa Ouvidoria.

40 anos da conquista da Lua

21 de julho de 2011

Esta semana comemoramos os 40 anos da chegada do homem à Lua! No dia 20 de julho de 1969 o cosmonauta Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a deixar a marca da sua bota na poeira do solo lunar.

Pisar na Lua é, talvez, a coisa mais atrevida e fantástica que fizemos desde que surgimos no planeta. É algo tão incrível, sobretudo se considerarmos a tecnologia disponível na época, que ainda hoje muita gente duvida que isso de fato tenha acontecido.

Nós, aqui do Almanaque, não temos dúvida. Afinal, o fato foi corroborado por todos os cientistas de todas as universidades e laboratórios de pesquisa do mundo, inclusive os russos, que na época até teriam motivos políticos para contestar essa façanha americana.

Entretanto, tão espantoso como ir à Lua é imaginar quanta metrologia de ponta foi necessária para chegar lá. Na verdade a corrida espacial acabou sendo responsável por uma série de avanços científicos importantes, inclusive no campo metrológico. Foram desenvolvidos novos conceitos, novos métodos e novos instrumentos de medição sofisticados.

Uma curiosidade a respeito é que, naquela época, os cientistas americanos ainda estavam muito presos ao sistema de medição inglês (aquele que usa polegada, galão e libra). Esse sistema é obviamente arcaico e complicado quando comparado ao Sistema Internacional de Unidades – SI. As pesquisas e o desenvolvimento tecnológico necessários para mandar um homem à lua acabaram exigindo dos americanos (pelo menos dos engenheiros e cientistas) que estes passassem a adotar o SI. Pena que no varejo, entre os cidadãos comuns, isso não tenha acontecido.

Equilibrar, medir e pensar

3 de junho de 2011

O equilíbrio é experimentado por todo mundo que já teve que se deslocar pelo planeta. É algo tão importante que temos até um sentido especial para ele! Isso mesmo, o nosso verdadeiro sexto sentido é o equilíbrio, dado pelo labirinto vestibular que fica no ouvido interno. É com o sistema do labirinto que percebemos a gravidade e sabemos se estamos em pé ou de ponta cabeça…

O equilíbrio é intuitivo, por isso é mais fácil perceber do que explicar… Na verdade, equilíbrio é um estado. Dizemos que uma coisa está em equilíbrio quando as forças que atuam sobre essa coisa não alteram o seu estado. Também podemos dizer (com alguma reserva) que essas forças se anulam mutuamente. Assim, podemos identificar equilíbrio em tudo, desde as galáxias até a rotação de um pião sobre o seu eixo (nesses casos, equilíbrio dinâmico).

A explicação que a física nos dá também serve para outras concepções de equilíbrio. O equilíbrio emocional, por exemplo, não deixa de ser uma distribuição tal dos afetos, que produz na pessoa uma sensação de estabilidade. Se, por acaso, um desses afetos, uma dessas forças (a paixão, a raiva, o medo, etc.) se sobressai momentâneamente, a estabilidade é perdida e dizemos que a pessoa ficou emocionalmente desequilibrada.

A idéia de equilíbrio sempre nos comunica um sentimento de justiça. Palavras como equitativo, equânime, equivalente são aparentadas, pois começam pelo prefixo latino equi, que significa igual. Do mesmo modo, a palavra equilíbrio é composta pelo prefixo equi, mais a palavra latina libra, que significa balança. Equilibrar é, portanto, manter iguais os pratos da balança equiparando as forças que agem sobre eles.

Quando pesamos alguma coisa numa balança de braços iguais, avaliamos a sua massa (peso) colocando pesos no outro prato até que ambos fiquem em estado de equilíbrio. Um sinônimo para a palavra peso é penso. O conceito de pensamento deriva do conceito de pesagem. Pensar é, portanto, avaliar o peso (penso) das coisas em sentido amplo, a ver com o que elas se identificam e se equilibram. Pesar e pensar são, por conseguinte, operações muito parecidas.

Conclusão: O pensamento, quem diria, é um processo de medição! Mais um ponto para a metrologia…

Cerveja também se mede!

13 de abril de 2011

Sim, cerveja também se mede, e não apenas o volume das garrafas ou das latas que a contém. É impossível fabricar cerveja, mesmo que seja uma receita caseira, sem medir uma porção de coisas. Se você quiser fazer cerveja em casa, os ingredientes são basicamente água, malte, lúpulo e fermento. Vamos falar um pouco sobre eles.

Água você sabe o que é, porém, ela deve ser pura. O Malte é produzido pela germinação da cevada! A cevada é colocada na água e, depois de germinada, vai para a secagem. Quanto mais tempo ficar na secagem, mais escura ela será, e isso vai determinar a cor da cerveja. O Lúpulo é uma trepadeira da família cannabaceae. Suas flores contêm o ácido alfa, que dá o típico sabor amargo à cerveja. O fermento, ou levedo, é um microorganismo chamado saccharomyces cerevisiae. Ele decompõe os açucares e os transforma em álcool etílico.

Você já tem os ingredientes. Agora precisa dos instrumentos de medir para determinar volume, massa (peso), temperatura, tempo e massa específica (densidade).

Fabricar cerveja exige muita água. Os garrafões de vinte litros de água mineral já vêm com o volume pré-determinado. Entretanto, é bom ter uma proveta de um litro, graduada, por perto.

Uma balança também é importante, pois será necessário medir a massa (peso) do malte, do lúpulo e do fermento, a menos que você tenha comprado um desses kits com as quantidades pré-definidas.

Um termômetro adequado é indispensável. Durante o processo de fabricação da cerveja são feitas várias medições de temperatura.

Um bom relógio com cronômetro e alarme é fundamental. O tempo é muito importante na fabricação da cerveja.   

Finalmente, é necessário ter um densímetro apropriado para conferir a massa específica e, por tabela, o teor alcoólico da cerveja.

Nós íamos dar uma receita de cerveja aqui, mas são tantos os tipos possíveis que é melhor você pesquisar na internet e escolher a receita da sua cerveja preferida.  Boa sorte e aprecie com moderação. Saúde!

O Primeiro mês

3 de janeiro de 2011

 

Jano

Estamos em janeiro de 2011! O nome deste mês vem do latim “mens januario”, que significa mês de Janus, ou Jano. O deus Jano era representado com duas faces, uma voltada para o passado e outra voltada para o futuro, e era vinculado a Saturno, o deus romano do tempo (Cronos para os gregos).

Jano marca, justamente, o instante entre o antigo e o novo. Esse instante que nós poderíamos considerar “o presente”, não é representado. O presente é o momento fugaz, inapreensível.  Isso quer dizer que os antigos romanos consideravam o tempo como um continuum que flui do passado para o futuro.

Nós concebemos o tempo exatamente da mesma maneira. É claro que os físicos têm concepções diferentes sobre o tempo, sobretudo quando lidam com os fenômenos astronômicos ou subatômicos. Nossas percepções, entretanto, não são afetadas diretamente pelo que acontece no universo espaço-temporal da teoria da relatividade ou da mecânica quântica. Nós lidamos com o tempo do dia a dia, e também do minuto a minuto, da hora a hora, do mês a mês, do ano a ano…

Ou seja, as medições de tempo que fazemos no prosaico mundo das coisas “do nosso tamanho” nos são mais importantes. Mas existe um paradoxo: Embora o tempo seja um fluxo constante para nós, quando o medimos nós fixamos, ou pelo menos marcamos um determinado instante. A famosa “passagem de ano” comemorada no revellion é uma contagem regressiva de segundos que, ao chegar ao zero, estabelece uma fração infinitesimal e simbólica de tempo: O fim de um ano e começo do outro. Aqui nos interessa o simbolismo, e não necessariamente o instante exato em que o planeta reinicia um novo período de translação. Há muito de simbólico nas medições, e há muita metrologia nos ritos simbólicos. Jano que o diga!

Panetone Metrológico

22 de dezembro de 2010

Poucas coisas exigem tanta medição como uma receita culinária. É claro que, para a maioria das receitas, as medições não precisam ser rigorosas e nem os resultados, precisos. Porém, para fazer uma receita, saber medir é essencial. Você duvida? Então, veja essa receita de panetone.

Ingredientes

Um quilograma de farinha de trigo peneirada. Compre um pacote de 1kg e use tudo.

3 ovos grandes. Infelizmente o adjetivo “grande” não tem nada de metrológico. Paciência, nem tudo é perfeito.

300 gramas de açúcar. Se você não tiver balança, pode medir em volume. 300g de açúcar equivale a, mais ou menos, 230 mililitros. Use um copo desses de requeijão.

Uma pitada de sal. Pitada também não é um conceito metrológico, mas é uma quantidade intuitiva, não é? Se você não souber, basta pegar uma porção de sal entre o polegar e o indicador.

2 colheres de sopa de manteiga . Outro problema! Quanto vale, em gramas, uma colher de sopa de manteiga? Difícil dizer, mesmo porque “colher” é medida de volume (cerca de 15ml). E será que a receita recomenda colher rasa ou cheia? Na dúvida, use a colher cheia, pois o panetone ficará mais macio.

250 mililitros de leite morno. É um quarto de litro. Você pode usar aquele  mesmo copo. Encha até transbordar.

50 gramas de fermento biológico. Se você for comprar na padaria, peça para o atendente pesar na sua presença, sem a embalagem!

300 gramas de frutas cristalizadas e 250 gramas de uvas passas. Peça para pesar na sua presença, assim você pode controlar a quantidade.

Raspas de 1 limão.

Como você viu, medir as coisas não é fácil, principalmente quando as referências são confusas.  O melhor é ter uma balança de cozinha e um conjunto de medidas de volume à mão. Um relógio de parede e um forno com termostato também ajudam.

Preparo

Coloque no liquidificador os ovos, o açúcar, a manteiga, o leite e o fermento. Bata por 30 segundos, ou meio minuto. Use o seu relógio.

Coloque a farinha peneirada numa vasilha grande e larga, faça um buraco no meio da farinha e acrescente os ingredientes batidos.

Vá amassando até soltar das mãos. Se  ficar muito mole, coloque um pouco mais de farinha, aos poucos, para não endurecer demais a massa. Aí, acrescente as frutas cristalizadas, as uvas passas e as raspas de limão.

Coloque a massa nessas formas de papel manteiga, próprias para panetone. Não é difícil de encontrar.  Não ultrapasse a metade da altura da forma, pois a massa vai crescer bastante. Deixe a massa crescer até dobrar de volume, faça um corte em X em cima, pincele com gema de ovo e coloque para assar.

Asse em forno pré-aquecido a 150°C (graus Celsius), por cerca de uma hora. Pronto. Agora é só servir.

Apenas nessa receita você teve que fazer várias medições de massa (peso), de volume, de tempo e de temperatura. Meus parabéns, você é quase um especialista em metrologia! Bom apetite!

Antes mesmo de existir o CDC…

15 de dezembro de 2010

 Ontem, dia 14 de dezembro, o  Ipem – SP recebeu a visita do procurador José Geraldo Brito Filomeno. Ele  foi coordenador da comissão do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor que elaborou o anteprojeto do Código de Defesa do Consumidor.

Na ocasião, Filomeno lembrou um fato histórico e pouco conhecido. Segundo ele, a primeira ação civil pública movida na área da defesa do consumidor no Brasil foi fruto de um convênio entre Ipem e Ministério Público, em 1986.

Como disse ele, ” como um bom interiorano, gosto muito de contar casos”. Aproveitamos então para filmar esse momento e compartilhar com vocês. Essa foi uma das situações ocorridas no o início da Defesa do Consumidor no estado de São Paulo, antes mesmo de existir a Código de Defesa do Consumidor, criado em setembro de 1990 e que entrou em vigor em março, de 1991.

Para não perder o ritmo…metrônomo

1 de novembro de 2010

Não sendo propriamente um instrumento musical, o metrônomo é aquele aparelho que faz tic-tac no ritmo predeterminado. Ele é muito útil para quem está compondo, ou tirando uma música a partir de uma partitura.

Breve história do metrônomo

Em 1581, Galileu descobriu que um pêndulo sempre balançava na mesma velocidade, não importando seu tamanho. Essa descoberta foi vital para a invenção do relógio de pêndulo, por volta de final do século XVII. O desafio era desenvolver um mecanismo que fizesse com que o pêndulo não parasse, mas continuasse sempre no mesmo ritmo. Era o princípio da marcação de tempo em intervalos iguais. Até então, as primeiras tentativas de metrônomo eram objetos que, à medida que perdiam o impulso, contavam mais devagar. (mais…)


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