Archive for the ‘Instrumentos de medição’ Category

O Esfigmomanômetro e o Termômetro Clínico

17 de outubro de 2011

Esfigmomanômetro é o termo pouco amigável usado para nomear um dos mais importantes e populares instrumentos de medir utilizados pelo pessoal da área de saúde: O medidor de pressão arterial.

O esfigmomanômetro é quase tão conhecido quanto o termômetro clínico. Isso porque a temperatura corporal e a pressão arterial estão entre os primeiros parâmetros que o médico verifica quando atende um paciente.

Isso é tão importante que ambos esses instrumentos de medição estão submetidos à metrologia legal, ou seja, precisam ser obrigatoriamente verificados pelo IPEM-SP.

O termômetro clínico é submetido a ensaios de medição de temperatura antes de ser comercializado. Apenas os termômetros aprovados ostentam o símbolo do Inmetro, o que significa que apresentam medições confiáveis.

Com o esfigmomanômetro acontece a mesma coisa. Antes de ser comercializado, todo medidor de pressão arterial é submetido a ensaios para verificar se está medindo corretamente. Entretanto, diferentemente do termômetro clínico, o esfigmomanômetro precisa ser verificado periodicamente, a ver se mantém as características de precisão adequadas. Isso é necessário porque o esfigmomanômetro desregula com o tempo e com o uso, e passa a apresentar medições erradas.

É por isso que o IPEM-SP recomenda aos profissionais da área de saúde, sobretudo aos médicos, que fiquem atentos quanto à verificação periódica do medidor de pressão arterial. Esfigmomanômetro desregulado pode falsear o diagnóstico médico e colocar em risco a saúde do paciente.

Metrologia e Meteorologia: O Pluviômetro

13 de setembro de 2011

Pluviômetro doméstico

O nome pluviômetro é formado pela palavra latina pluvia (chuva) mais o termo grego metro. É um instrumento extremamente simples e, também, muito antigo.

O pluviômetro mede a quantidade de água da chuva em milímetros de altura por metro quadrado. Sim, é uma notação um pouco estranha, mas já vamos explicar.

Para se ter uma boa idéia da quantidade de chuva que cai num lugar, a maneira mais simples é imaginar que a chuva não escorre ou se infiltra no solo, mas permanece ali como uma lâmina de água. Se medirmos a altura dessa lâmina de água em milímetros, teremos, ao mesmo tempo, uma boa noção intuitiva de quanto choveu, além de podermos calcular essa quantidade em litros.

O cálculo é, também, bastante simples. Uma lâmina d’água com um milímetro de altura, que ocupe um metro quadrado de área, terá um milhão de milímetros cúbicos. Isso equivale a mil mililitros, ou seja, um litro!  Então, quando ouvimos dizer que choveu10 milímetros em algum lugar, podemos imaginar que a precipitação acumulou uma lâmina d’água ideal de 10 milímetros (um centímetro) de altura, o que equivale a um volume de 10 litros em cada metro quadrado de superfície.

A partir desse conceito já dá para imaginar um método de medir a quantidade de chuva:  Basta colocar ao relento uma vasilha cuja abertura (boca) seja igual ao fundo, esperar chover e, depois, medir com uma régua quantos milímetros de altura tem a lâmina d’água acumulada no fundo da vasilha. Pois bem, isso é um pluviômetro!

Pluviômetro de Báscula ou Pluviógrafo.

É claro que os pluviômetros usados pelos meteorologistas têm construção mais sofisticada, mas o princípio é exatamente o mesmo. Na verdade, a meteorologia moderna utiliza o pluviômetro automático de báscula ou pluviógrafo, aparelho bem mais complexo que registra mecânica ou eletronicamente os níveis de precipitação obtidos durante a operação do instrumento. Entretanto, se você quiser instalar o seu próprio pluviômetro no quintal, não se esqueça de verificá-lo imediatamente após cada chuva, caso contrário a água contida no aparelho poderá evaporar e falsear a leitura.

Por que o táxi da minha cidade não tem taxímetro?

27 de junho de 2011

 

O Congresso Nacional está em vias de aprovar uma Lei que regulamenta a profissão de taxista. Essa nova Lei, porém,  não interessa apenas a esses profissionais do volante. Ela tornará obrigatória a adoção de taxímetros nos táxis dos municípios com mais de 50.000 habitantes!

É claro que nas cidades grandes a adoção de taxímetros é  uma necessidade que se impõe por si mesma.  Na cidade de São Paulo, por exemplo, seria impensável os táxis não terem taxímetros. A população da cidade é de mais de onze milhões de habitantes.  Para atender a essa gente toda, o município de São Paulo tem  uma frota de mais 32.600 táxis, o que dá um táxi para cada 338 habitantes!

 

Mas, e naqueles municípios com menos habitantes? Será que não vale a pena exigir o taxímetro? Acontece que cidades com pequenas populações têm poucos táxis, e o poder público municipal acaba apenas regulamentando os preços mediante uma tabela, por exemplo. Em alguns casos nem tabela existe, e o preço da corrida é “tratado”, diretamente, entre o taxista e o usuário.

Por isso, a adoção de taxímetros  tem causado polêmica. Taxistas habituados a tratarem o valor das corridas diretamente com os seus clientes, resistem em adotar taxímetros. Muitos passageiros, por outro lado, preferem o taxímetro, pois fica mais fácil controlar o valor da corrida.

Com a nova lei a questão estará resolvida, pelo menos nos municípios com mais de 50.000 habitantes.  Nas cidades menores, entretanto, só com lei municipal. Seja como for, nós aqui do IPEM estaremos sempre preparados para verificar e fiscalizar todos esses instrumentos.

Equilibrar, medir e pensar

3 de junho de 2011

O equilíbrio é experimentado por todo mundo que já teve que se deslocar pelo planeta. É algo tão importante que temos até um sentido especial para ele! Isso mesmo, o nosso verdadeiro sexto sentido é o equilíbrio, dado pelo labirinto vestibular que fica no ouvido interno. É com o sistema do labirinto que percebemos a gravidade e sabemos se estamos em pé ou de ponta cabeça…

O equilíbrio é intuitivo, por isso é mais fácil perceber do que explicar… Na verdade, equilíbrio é um estado. Dizemos que uma coisa está em equilíbrio quando as forças que atuam sobre essa coisa não alteram o seu estado. Também podemos dizer (com alguma reserva) que essas forças se anulam mutuamente. Assim, podemos identificar equilíbrio em tudo, desde as galáxias até a rotação de um pião sobre o seu eixo (nesses casos, equilíbrio dinâmico).

A explicação que a física nos dá também serve para outras concepções de equilíbrio. O equilíbrio emocional, por exemplo, não deixa de ser uma distribuição tal dos afetos, que produz na pessoa uma sensação de estabilidade. Se, por acaso, um desses afetos, uma dessas forças (a paixão, a raiva, o medo, etc.) se sobressai momentâneamente, a estabilidade é perdida e dizemos que a pessoa ficou emocionalmente desequilibrada.

A idéia de equilíbrio sempre nos comunica um sentimento de justiça. Palavras como equitativo, equânime, equivalente são aparentadas, pois começam pelo prefixo latino equi, que significa igual. Do mesmo modo, a palavra equilíbrio é composta pelo prefixo equi, mais a palavra latina libra, que significa balança. Equilibrar é, portanto, manter iguais os pratos da balança equiparando as forças que agem sobre eles.

Quando pesamos alguma coisa numa balança de braços iguais, avaliamos a sua massa (peso) colocando pesos no outro prato até que ambos fiquem em estado de equilíbrio. Um sinônimo para a palavra peso é penso. O conceito de pensamento deriva do conceito de pesagem. Pensar é, portanto, avaliar o peso (penso) das coisas em sentido amplo, a ver com o que elas se identificam e se equilibram. Pesar e pensar são, por conseguinte, operações muito parecidas.

Conclusão: O pensamento, quem diria, é um processo de medição! Mais um ponto para a metrologia…

Entenda a importância do cronotacógrafo

12 de maio de 2011

Cronotacógrafo é um instrumento que registra velocidade, tempo e distância percorrida por um veículo durante seu deslocamento e está ligado diretamente a segurança, como forma de reduzir o número de acidentes nas estradas e rodovias. Ele é considerado a “caixa preta” dos veículos de carga com peso bruto acima de4.536 quilogramas e veículos de passageiros com mais de dez lugares.

 Conforme o Código de Trânsito Brasileiro estes veículos são obrigados a ter o cronotacógrafo. Esse equipamento possui um disco que registra as velocidades desenvolvidas pelo veículo, intervalos de tempo parado e em deslocamento e distâncias percorridas. São informações aceitas legalmente como prova em caso de acidentes ou denúncias de má condução do veículo.

 Todas as informações ficam registradas nesse equipamento e, ao analisá-las, é possível descrever o comportamento do motorista.

 Conforme pesquisas, um dos fatores responsáveis por acidentes com ônibus e caminhões é o excesso de horas ao volante. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, 51,5% dos motoristas trabalham de 13 a 19 horas por dia. Usado para identificar também esse problema, o cronotacógrafo pode ajudar a diminuir muito o número de acidentes.

Proporcionalmente à frota total de veículos no Brasil, os ônibus e caminhões têm uma participação cinco vezes maior nos acidentes.

 Por isso, o Ipem-SP realiza diversas fiscalizações e organizou mega operação, denominada “Velocidade Máxima” para fiscalizar o cronotacógrafo de coletivos de passageiros, ônibus escolares e veículos que transportam cargas em geral, em diversos municípios do interior, além da capital paulista.

Como saber se determinado veículo já foi verificado?

Para obter essa informação, é necessário ter em mãos o número do RENAVAM e placa do veículo. O Inmetro/RS disponibiliza esses dados. Clique aqui.

Verificação de Caminhão-Tanque

10 de fevereiro de 2011

Talvez você não saiba, mas um dos muitos trabalhos que o IPEM realiza é verificar o volume dos tanques que transportam combustíveis líquidos. Sabe esses caminhões-tanque que a gente vê nos postos de combustível? Pois então! O dono do posto compra o combustível baseado na quantidade de litros contidos no tanque do caminhão.

Funciona assim: O dono do posto encomenda à distribuidora de combustível dez mil litros de gasolina e dez mil litros de óleo diesel, por exemplo. A distribuidora escolhe um caminhão cujo tanque comporte vinte mil litros divididos em dois compartimentos de dez mil litros cada um. Depois de enchê-los com o combustível e de lacrar as bocas de inspeção e de descarga, emite a nota fiscal e manda o caminhão fazer a entrega no posto. Chegando lá a carga é conferida e descarregada.

Acontece que a única maneira de conhecer a capacidade volumétrica do tanque do caminhão é mediante o Certificado de Verificação Volumétrica emitido pelos postos de verificação de tanques (VT) do IPEM. São quatro postos: Em Guarulhos, Bauru, São José do Rio Preto e Paulínia.

Os técnicos do IPEM conferem a capacidade do tanque enchendo com água cada um dos compartimentos. O volume de água colocado no tanque é medido com precisão por meio de um medidor volumétrico calibrado. Uma vez determinado o volume de cada compartimento, uma referência é afixada, marcando até onde o tanque precisa ser enchido para conter o volume correto. Na verdade, cada compartimento do tanque é uma medida de volume calibrada! Simples, mas fundamental, como a maioria das coisas simples.

Para obter o serviço, clique aqui.

Aferição dos táxis pelo Ipem-SP é feita no S do Senna

3 de fevereiro de 2011

O piloto Ayrton Senna vistoria obras no autódromo em 1989, ano em que passou por reformas

Curiosidade: O piloto Ayrton Senna propôs que fosse feito um S ligando a reta dos boxes à curva do sol, melhorando o traçado que estava proposto, hoje recebe o nome de S do Senna.

A aferição de taxímetros da frota da Capital continua sendo feita a todo vapor pela equipe do Ipem-SP em Interlagos. Os taxistas que passaram por lá, já tiveram a experiência de correr no S do Senna, famoso trecho da pista do autódromo de Interlagos.

Para os taxistas que ainda não realizaram a aferição e para todos nós que apenas usufruimos do serviço de táxi ou que não sabemos como é feito este serviço, aqui vai mais um vídeo preparado pela ACO (Assessoria de Comunicação do Ipem-SP). 

Para maiores informações sobre a megaoperação de mudança de tarifa de táxis na Capital, clique aqui. Informações aos taxistas, entre por aqui e para os usuários do serviço de táxi, aqui, ufa!.

Festas de fim de ano: Cuidado com o bafômetro…

20 de dezembro de 2010

As leis brasileiras são bastante rígidas no que diz respeito a punir quem dirige alcoolizado. Por isso, muita gente que gosta de tomar umas e sair dirigindo por aí, anda se perguntando se é possível enganar o bafômetro, aquele aparelho usado pelos policiais para descobrir se o motorista passou da conta.

Aparece tudo que é receita: Tem gente que acha que comer coisas muito gordurosas funciona. Outros sugerem beber vinagre, comer cebola, chupar pastilhas de leite de magnésia e, até, comer banana, na vã esperança de que os vapores exalados pelo hálito contaminado por essas, digamos, substâncias espertas, enganariam o aparelho.

Só que a coisa não funciona assim. O etilômetro, ou bafômetro, mede a concentração de álcool presente no ar alveolar, isto é, o ar exalado pelos pulmões quando a gente expira. Ou seja, quando alguém toma bebida alcoólica, esta vai parar no sangue. O sangue, todos sabem, é conduzido aos pulmões justamente para que haja troca de gases: entra oxigênio e sai gás carbônico. Nessa troca, parte do álcool presente no sangue acaba evaporando (o álcool é muito volátil) e se mistura com o ar exalado na respiração. Quando o motorista supostamente alcoolizado sopra o bafômetro, o ar reage com substâncias químicas dentro do aparelho. São reações químicas específicas, portanto, não adianta tentar ludibriar a sensibilidade do equipamento com a ingestão de panacéias.  Afinal, não é pelo cheiro que o etilômetro detecta álcool.

Ou seja, neste fim de ano, o melhor mesmo é evitar a bebida alcoólica se for dirigir, e não apenas em razão da possibilidade de ser pego pelo bafômetro, mas principalmente porque motorista embriagado faz bobagem!

Para não perder o ritmo…metrônomo

1 de novembro de 2010

Não sendo propriamente um instrumento musical, o metrônomo é aquele aparelho que faz tic-tac no ritmo predeterminado. Ele é muito útil para quem está compondo, ou tirando uma música a partir de uma partitura.

Breve história do metrônomo

Em 1581, Galileu descobriu que um pêndulo sempre balançava na mesma velocidade, não importando seu tamanho. Essa descoberta foi vital para a invenção do relógio de pêndulo, por volta de final do século XVII. O desafio era desenvolver um mecanismo que fizesse com que o pêndulo não parasse, mas continuasse sempre no mesmo ritmo. Era o princípio da marcação de tempo em intervalos iguais. Até então, as primeiras tentativas de metrônomo eram objetos que, à medida que perdiam o impulso, contavam mais devagar. (more…)

A história mais curiosa sobre Postos de Combustível que já vimos

27 de outubro de 2010

Qual não foi a surpresa de alguns fiscais do Ipem-SP ao se depararem com um posto de combustível que não fazia parte do roteiro de verificação de bombas  de medição em uma cidade do interior de São Paulo. Ao passarem com o carro em uma ruazinha de Castilho, avistaram a estrutura de um posto de combustível atrás de um muro extenso. 

Incucados com  fato,  resolveram descer do veículo e se aproximar para entender do que se tratava. Junto ao muro, perceberam que aquele amplo espaço cercado, era nada mais, nada menos, que o cemitério da cidade. O posto, não era um estabelecimento abandonado e nem tão pouco que havia sido desativado e estava rodeado por jazigos com o passar dos anos. O posto é um túmulo.

 Sim, tentamos decifrar qual a história do homem que ali jazia. Pedimos para funcionários do Ipem-SP  de Araçatuba, sede responsável pelo município de Castilho, que buscassem  mais informações sobre o jazigo misterioso.  Na prefeitura da cidade, descobriram que o falecido é ex-prefeito do município, Adnaldo Rodrigues Medeiros. Ele era proprietário de um posto de combustível pelo qual tinha grande apreço. Portanto, para homenageá-lo, a familia do ex-prefeito construiu uma réplica do posto em formato de túmulo.

Pois é, quem diria que o serviço de fiscalização do Ipem iria se deparar com uma história tão inusitada?


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