Abastecer o carro: Dicas e Mitos

by

Verdade  ou não, todos dizem que o carro está entre as grandes paixões do brasileiro. Porém, mesmo que para você o carro seja  apenas um meio de transporte, conferir o abastecimento é a forma correta de evitar alguns transtornos e  diminuir a propabilidade de levar menos combustível do que a bomba anuncia.

Os mitos:

1 – Encher o tanque nas primeiras horas da manhã, quando o combustível está mais “denso”, significa mais gasolina, álcool ou diesel em seu tanque.

Isso é verdade em tese. De fato, o combustível se expande (aumenta de volume) com o aumento da temperatura. Vamos supor que, num dado posto de combustível, a gasolina armazenada no tanque está a 20ºC e tem massa específica de 0,740 g/ml ( massa específica, ou densidade, é a correlação entre o volume e massa de um corpo). Isso significa que, a essa temperatura, um litro de gasolina pesa 740 gramas. Se aumentarmos a temperatura para 30ºC  o combustível irá aumentar de volume, de modo que um litro do combustível pesará menos, ou seja, mais ou menos 732 gramas. Logo, para um diferencial de 10ºC  temos cerca de 8 gramas por litro. Em um tanque de 40 litros são 320 gramas de combustível. Nada mal!  Porém, só vale a pena se dar ao trabalho de acordar bem cedo para abastecer se a temperatura noturna for consideravelmente mais baixa que a diurna, a ponto de influenciar a massa específica do combustível que, quase sempre, está armazenado em um tanque subterrâneo.

2 – Ficar quase sem combustível para abastecer não é recomendável, pois quanto mais espaço para o ar, mais ele evapora. Evite esta perda.

Os combustíveis costumam ser voláteis, ou seja, passam para o estado gasoso mais facilmente do que ocorre com a água, por exemplo. O aumento da temperatura propicia a evaporação.  A evaporação se dá, também, em razão da área de superfície do líquido que fica exposta ao ar. O cálculo, como já deu para perceber, não é lá muito simples. Se considerarmos que o tanque em questão não é um sistema hermeticamente fechado, ou seja,  permita a troca de gases com o ambiente externo, isso anula uma possível influência da pressão no tanque, o que dificultaria a evaporação.  Na prática, o que conta mesmo é a superfície exposta ao ar, e esta é constante, a menos que o formato do tanque não seja regular e propicie o aumento da área da lâmina de combustível exposta ao ar na medida em que vai ficando mais vazio. Ou seja, a economia dificilmente será significativa.

3 – Se você observar o caminhão de reabastecimento no posto de gasolina, evite abastecer o carro. Toda sujeira que estiver no fundo do reservatório do posto irá se misturar com o combustível e irá parar no tanque do seu carro. Espere a “poeira” abaixar.

Quando o combustível é vertido para dentro do reservatório do posto, fatalmente revolverá parte dos sedimentos depositados no fundo. Entretanto, os filtros do sistema de abastecimento existem para isso, reter partículas sólidas indesejáveis. Além disso, é difícil saber qual reservatório o caminhão está reabastecendo. Ou seja, só dê ouvidos a esse mito se você tiver tempo de sobra ou outro posto de combustível, bem à mão, como opção.

4 – Procure abastecer em postos de boa procedência. Não se deixe seduzir pelo menor preço. A manutenção pode custar caro e alguns centavos poupados hoje podem trazer prejuízo futuros.

Isso não é mito. É a pura verdade. Siga esse preceito à risca!

Anúncios

Tags: ,

2 Respostas to “Abastecer o carro: Dicas e Mitos”

  1. Ausorio Come Says:

    porque que o abastecimento de combustivel nos carros constitui a operacao que mais emite vapores a atmosfera quando comparado com o reabastecimento dos tanques do posto?

    • Montini Says:

      Caro Ausorio,
      Esse é um assunto complexo, mas é possível especular. O processo de reabastecimento do tanque do posto é feito por “descarga selada”, um dispositivo existente no bocal onde a mangueira de descarga do caminhão é engatada. Esse sistema reduz a emissão de vapores para a atmosfera. Mesmo assim, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) admite que os postos contabilizem 0,6% do combustível movimentado no posto como perda por evaporação. No abastecimento dos veículos, ao contrário, não há selagem, de modo que o combustível fica exposto ao ar. Assim, o combustível que entrou no tanque por um único bocal selado é pulverizado em centenas de abastecimentos nos tanques dos veículos, potencializando a evaporação.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: