Produtos certificados diferenciam-se no mercado

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Quando popularmente dizemos que “vamos verificar se as coisas estão dentro dos conformes”, queremos dizer que vamos ver se as coisas estão ocorrendo conforme as regras, da forma como aquilo que foi estabelecido. A avaliação da conformidade tem o mesmo princípio, demonstrar que um produto, processo, serviço, pessoa ou organização, atende a determinados requisitos estabelecidos.

Conceito mais amplo

A avaliação de conformidade é o processo sistematizado, com regras definidas, constantemente acompanhado e avaliado, gerando um grau de confiança aceitável quanto ao atendimento de requisitos preestabelecidos em normas ou regulamentos técnicos e com o menor custo para a sociedade.

O objetivo principal é a proteção do consumidor, pois a avaliação da conformidade indica que o produto, processo ou serviço, atende a requisitos mínimos de segurança, qualidade e finalidade.

Outros efeitos da avaliação da conformidade são, por exemplo, a melhoria contínua da qualidade, maior presença no mercado interno, facilidade de acesso ao mercado exterior, maior projeção da marca, maior confiabilidade e prestígio junto aos consumidores, etc.

 

De qualquer maneira, a certificação desempenha o importante papel de agregar valor ao produto. Como o consumidor tem acesso a novas fontes de informação, entre elas as redes sociais e os sites de busca, ele passa a ter uma visão cada vez mais crítica ao adquirir produtos. Logo, aqueles produtos que tem a sua qualidade referendada por instituições certificadoras ganham um diferencial positivo no mercado.

E qual será a diferença entre avaliação compulsória e avaliação voluntária?

A Avaliação Compulsória é uma exigência do Poder Público, e é aplicada quando o produto pode oferecer risco potencial à saúde, segurança e ao meio ambiente. Um bom exemplo é o preservativo de uso masculino, a popular camisinha. A camisinha é um contraceptivo, ou seja, serve para evitar gravidez indesejada. Além disso, também é fundamental na prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs. Logo, uma camisinha fabricada sem controle de qualidade pode trazer sérios problemas ao usuário. Nesse caso, o poder público não pode

apenas confiar que o fabricante faça todos os testes e estabeleça o seu próprio nível de qualidade. O poder público impõe, por lei, a obrigatoriedade do fabricante em seguir critérios e especificações técnicas rígidas.

A Avaliação Voluntária é decidida pelo produtor, e essa decisão se prende, sobretudo, aos fatores mercadológicos ou a temas que garantam um diferencial importante ao produto, como sustentabilidade, meio ambiente e conformidade. Além de agregar valor ao produto, a Certificação facilita a exportação, pois propicia a superação de barreiras técnicas. Um bom exemplo de Avaliação Voluntária é a certificação de frutas, que proporciona a possibilidade de exportação a um maior número de mercados consumidores no exterior e maiores ganhos aos produtores.

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