Padronização de Produtos Pré-Medidos

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Produto pré-medido, como nós já vimos aqui no Almanaque, é aquele cuja quantidade é determinada sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. A maioria dos produtos que compramos no supermercado são pré-medidos: Açúcar, arroz, café, detergente, sabão em pó, papel higiênico… enfim, uma grande variedade de produtos.

Uma das peculiaridades do produto pré-medido é, justamente, o fato de o consumidor não ter certeza se a quantidade indicada na embalagem corresponde ao que ela contém. Se você comprar um pacote de feijão de um quilograma, sempre é possível colocá-lo em uma das balanças do supermercado e verificar se este pesa mesmo 1 kg, como indicado na embalagem. Isso porque a própria embalagem plástica do feijão é relativamente leve e permite uma avaliação desse tipo. O problema, naturalmente, é quando a embalagem é muito pesada, ou então o produto é comercializado por volume ou por comprimento. Não dá para o consumidor verificar se a ervilha em lata pesa, de fato, os duzentos gramas indicados na embalagem. Não adianta colocar a lata sobre uma balança, pois a indicação de quantidade se refere sempre ao peso líquido e, nesse caso, tanto a lata como a salmoura precisariam ser descontados. Você não vai abrir a lata no local, drenar o seu conteúdo e pesar só as ervilhas, não é? Da mesma forma, não há meios do consumidor conferir se o papel higiênico tem de fato os trinta metros indicados na embalagem, ou se a embalagem de detergente contém realmente quinhentos mililitros!

É aí que entra o IPEM. Todos os dias as equipes de fiscalização de produtos pré-medidos do IPEM-SP visitam centenas de supermercados e outros estabelecimentos que vendem esses produtos em todo o Estado de São Paulo. A equipe fiscal pesa, no local, os produtos que podem ser avaliados ali, como é o caso do pacote de feijão. Os demais, como a ervilha, o papel higiênico, o detergente, e uma grande variedade de produtos que não podem ser avaliados no local de venda, são verificados nos laboratórios do IPEM. As equipes fiscais coletam amostras desses produtos e, caso estejam irregulares, todo o lote é retirado do ponto de venda e os responsáveis são autuados.

Outra maneira de facilitar a vida do consumidor é impedir que as empresas comercializem alguns produtos, aqueles de primeira necessidade, em qualquer quantidade. É o que chamamos de padronização quantitativa. A farinha de trigo, por exemplo, só pode ser comercializada em embalagens de 500 g; 1 kg; 2 kg e 5 kg! Isso permite ao consumidor comparar os preços mais facilmente.

O número de produtos com padronização de quantidade não é grande, uma vez que a regulamentação teve que seguir as normas Mercosul.

ALGUNS PRODUTOS COM QUANTIDADES PADRONIZADAS.
Açúcar: 100 g – 200 g – 250 g – 500 g – 1 kg –2 kg – 5 kg
Arroz: 100 g – 125 g – 200 g – 250 g – 500 g –1 kg – 2 kg – 5 kg
Café: 250 g – 500 g e 1 kg
Feijão: 100 g – 200 g – 500 g – 1 kg – 2 kg
Leite líquido:  250 ml – 500 ml – 750 ml – 1 L
Massas ou macarrões: 100 g – 200 g – 300g – 400g – 500 g – 750 g – 1 kg
Óleos comestíveis: 100 ml – 200 ml – 250 ml – 500 ml – 750 ml – 900 ml – 1 L – 1,5 L – 2 L
Papel higiênico em rolos: Comprimento mínimo 20 m – acima de 20 m em múltiplos de 10 m
Sabão em barra: 100 g – 150 g – 200 g – 250 g – 275 g – 300 g – 400 g – 500 g – 1 kg
Sal: 100 g – 250 g – 500 g – 1 kg

Veja a relação completa de produtos padronizados no anexo à Portaria n°153 do Inmetro.

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