O pão francês, nosso velho conhecido

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Bem, nem tão velho assim. Esse pão de casca dourada e miolo branco surgiu no Brasil apenas a partir do começo do século passado!  Antes, o pão consumido por aqui era bastante escuro, por fora e por dentro, e um tanto “pesado”.  Tudo indica que a receita do pão que ficou popular entre nós é a mesma da baguette produzida na França a partir de meados do século dezenove. Então, não é à toa que o nosso pãozinho é conhecido por pão francês.  Também é conhecido por  “pão de sal”, pois é feito apenas com farinha, água, fermento e sal.

Já o hábito de consumir o pão francês na sua versão reduzida, o pãozinho de 50 gramas, é ainda mais recente. Antes o pãozinho era comprado apenas para fazer sanduíche em festa. As famílias preferiam as versões maiores do pão francês, como a “bengala” de 500g e o “filão” de 1 kg. Muitas padarias sequer produziam o pãozinho de 50 gramas regularmente, e às vezes era preciso encomendá-lo. Entretanto, a partir dos anos 1950 o pãozinho ganha a preferência dos consumidores.

Quanto à forma de comercialização, durante muito tempo o pão francês foi pré-medido, ou seja, fabricado com o peso fixo, respeitando os tamanhos tradicionais. Assim, a portaria n.º 17 de 25/01/1994 do INMETRO (primeira a tratar do assunto) padronizou os pesos para o produto em  50g, 100g, 200 g, 300 g, 500 g e 1kg.  Nessa época os consumidores compravam os pães por unidade. Pedia-se, por exemplo, duas bengalas, dez pãezinhos, ou um filão. É claro que o preço do pão também era estabelecido por unidade. Um pãozinho de 50g podia custar, por exemplo, vinte centavos.

Acontece que o sistema começou a trazer problemas, pois as padarias tinham dificuldade em fabricar o pão francês com os 50 gramas requeridos. Muitas padarias faziam os pães com menos de 50 gramas e lesavam o consumidor. Com isso, eram freqüentemente multadas pelo IPEM. Aquelas que faziam o pão com mais de 50 gramas acabavam tendo prejuízo.

A solução encontrada foi proibir a comercialização dos pães pré-medidos. Assim, a partir da edição da portaria Inmetro n.°146 de 20 de junho de 2006, só é permitida a comercialização do pão francês, ou de sal, quando este for pesado na presença do consumidor. A padaria deve, obrigatoriamente, colocar um cartaz bem visível com o preço do quilograma do pão francês.

No começo algumas pessoas estranharam. Porém, nada mudou para o consumidor, que pode continuar pedindo os seus dez ou vinte pãezinhos, só que estes são pesados na sua presença e o valor cobrado será aquele apurado pela balança. É claro que, na hora de pesar o pão, o peso da embalagem deve ser descontado. Afinal, ninguém come o saco de papel onde os pãezinhos são acondicionados, não é?

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69 Respostas to “O pão francês, nosso velho conhecido”

  1. Adilso Says:

    Amigos tenho uma duvido, sou obrigado e pesar o pão e colocar etiqueta de pesagem quando o cliente esta presente ?
    Ou posso apenas pesar e lançar diretamente na comanda de consumo do mesmo

    • Montini Says:

      Caro Adilso,
      A Portaria Inmetro n° 146/2006 (veja link no post) não faz menção ao uso de etiqueta. Entretanto, em seu artigo 3° essa mesma Portaria determina que a balança a ser utilizada na pesagem do pão, tenha menor divisão de escala igual ou menor a 5 g (cinco gramas) e apresente a indicação da massa medida (peso) e do preço a pagar. Ou seja, mesmo que o peso e o preço do pão não sejam registrados numa etiqueta adesiva emitida por impressora, a balança deve mostrar, no visor voltado para o consumidor, o peso do pão e o total a pagar. Na falta da etiqueta esses dados podem ser transcritos manualmente. Lembre-se de que a Anvisa faz algumas exigências quanto a etiquetagem de produtos.

  2. ALINE PEGORETE DOS RAMOS MANTOVANI Says:

    Boa noite! Li um comentário anterior a respeito de delivery de pão francês e sua resposta dizendo que neste caso os pães devem ser pesados e o valor afixado na embalagem juntamente com o preço do quilo. Neste caso então, a pesagem não é obrigatória ser na presença do consumidor? Agradeço a atenção.

    • Montini Says:

      Cara Aline,
      Sim. A Portaria Inmetro nº 146, de 20 de junho de 2006, estabelece as condições para a pesagem do pão francês, mas não determina que este seja pesado, necessariamente, na presença do comprador.

  3. Hamilton Domingues silva Says:

    Tem uma padaria perto de casa, que estao cobrando 0,50 por cada pao frances, e correto cobrar preço fixo por pao de 50 gramas? Onde devo denunciar essa padaria?

    • Montini Says:

      Caro Hamilton,
      Não é correto. O Pão francês não pode ser comercializado por unidade, apenas por peso. Se você reside no Estado de São Paulo, ligue para a Ouvidoria do IPEM-SP. O telefone é 0800.013.05.22 (a ligação é gratuita). Relate o caso e informe o endereço da padaria. Uma equipe de fiscalização será enviada ao local. Seus dados serão mantidos em sigilo e, se você quiser, será informado das providências tomadas pelo IPEM-SP. Se você não mora no Estado de São Paulo, entre em contato com o IPEM do seu Estado.

  4. adriano campos Says:

    Prezados hoje fui comprar 10 peõezinhos e ao ver a conta deu nove reais, o kilo era onze reais. Ao questionar a atendente que para ajudar era mal educada e prepotente a mesma indagou que pode fazer o pão do jeito que quiser. Gostaria sim que o pão fosse pesado mas gostaria de que fosse estipulado uma curva de tolerância para mais e para menos. Sabe se que o pão é o alimento básico do brasileiro e faz muita diferença para família habituada a dividir seu alimento, algumas pessoas vão falar porque simplesmente não cortar o pão simples somos consumidores e temos direitos a serviços de qualidade e justo.Deixo uma pergunta no ar pq agora que é pesado os pães são maiores?
    Gostaria de que o tema fosse levado a sério e esses aproveitadores punidos com leis serias.

    • Montini Says:

      Caro Adriano,
      A intenção do INMETRO, quando alterou a legislação, foi a de proteger o consumidor que era frequentemente lesado no peso do pão. Entretanto, a obrigatoriedade de pesar o pão na presença do consumidor trouxe esse efeito colateral indesejado. Muitas padarias, de fato, têm fabricado o pãozinho em tamanho maior que o habitual, quer por não mais precisarem controlar o seu peso (que antigamente devia ser de 50 gramas), quer porque pretendem vender mais pão. A legislação é federal, e o papel do IPEM-SP é fazer com que esta seja cumprida aqui no Estado de São Paulo. Registramos, contudo, a sua insatisfação.

    • Aparecido Jose Gomes da Silva Says:

      Isso esta acontecendo em muitas padarias, pães francês chegam ao absurdo de 80 grs ou mais, dai vc pede 3 pães e paga como se fosse 5 pães!! Pìor, certas padarias lesam seus clientes ao assar um pouco menos deixando-os com alto teor de água (massa meia crua internamente) – portanto você esta pagando água em vez de pão! Precisa mais fiscalização nesse segmento! Esta mmuito livre e abandonado!

      • Montini Says:

        Caro Aparecido,
        Desde que a legislação federal determinou que o pão seja comercializado a peso, o IPEM-SP restringe-se a verificar, nesse mister, apenas se as balanças e a pesagem estão corretas. Para agir, os órgãos de proteção ao consumidor (como o PROCON, por exemplo) precisam de leis, e até onde sei não existe legislação que obrigue a padaria a produzir o pão com determinadas características que atendam a qualidade esperada pelo consumidor. Assim, resta ao consumidor o recurso de deixar de comprar nas padarias que oferecem pães de qualidade insatisfatória.

  5. ilma de fatima da paixão rosa Says:

    olá ,tem um mercado do lado da minha padaria vende o pão mais barato que o meu tem algum orgão que fiscaliza isso ?isso pode?

    • Montini Says:

      Cara Ilma,
      O preço do quilograma do pão francês não é controlado pelo governo, de modo que cada estabelecimento define o seu próprio preço, como acontece com outras mercadorias cujo peço é definido pelas relações de consumo e livre concorrência.

  6. Anissandra Alves de Aragão Says:

    Olá ! Gostaria de uma informação,se a pessoa tem uma firma legalizada com cnpj e o IPEM vem visita-la por isso,as demais concorrentes q nao possuem cnpj como padaria por exemplo podem continuar vendendo pães a unidade 5 paes a 1,00??por ser tratar de nao serem legalizadas e a leis do Ipem são válidas p eles também q não possuem qualquer legalização??recebem visitas do IPEM mesmo nao possuindo cnpj?? E outra, podem estipular a quantidade minima de frios fatiados na balança a serem comercializados tipo minimo de 100g??? E não preço por fatias e sim por gramas,como exemplo 30 reais o Kg e quiserem 1,00? Só q aqui é interior RJ.

    • Montini Says:

      Cara Anissandra,
      Ninguém pode comercializar pão francês por unidade, no território nacional. Uma padaria que não tem CNPJ não pode ser autuada pelo IPEM ou pelo PROCON, e então acaba cometendo todo tipo de irregularidade contra o consumidor (como estipular quantidade mínima de frios, por exemplo). Recomendo denunciar essa padaria à Prefeitura Municipal, que é quem fiscaliza o comércio clandestino.

  7. luiza Says:

    Boa tarde
    qual a penalidade para quem vende paes franceses sem balança?

    • Montini Says:

      Cara Luíza,
      Caso a fiscalização constate a venda do pão francês por unidade (sem pesá-lo), o responsável é autuado e pode sofrer sansão administrativa que vai de advertência até multa, e esta pode variar de cem reais a um milhão e meio de reais. Naturalmente é assegurado ao infrator ampla defesa, o valor da multa irá depender da gravidade da infração e das atenuantes e agravantes de cada caso.

  8. camila Says:

    Ola tem uma padaria aqui perto da minha casa na baixada. Santista. Que se a pessoa pedir pao de cara na sequência da bandeja tipo paes do meio e canto juntos, paga 6,79kg. Q é o valor normal dos outros paes. E se a pessoa querer só levar cara do meio paga 8,95 kg. O comerciante tem esse direito ?

  9. Vitor Says:

    Boa noite, gostaria de saber se o pão de cara do meio pode ter um valor diferenciado dos pães da ponta ?

    • Montini Says:

      Caro Vitor,
      É possível especular que talvez haja uma eventual variação de umidade entre eles, com maior retenção de água nos pães do meio do que nos pães da ponta, o que os tornaria, em tese, mais “pesados”. Se assim for, por serem comercializados com o mesmo preço por quilograma (naturalmente), os pães mais pesados custariam, unitariamente, mais do que os mais leves. Entretanto, isso é especulativo e desconheço estudo a respeito que corrobore essa tese.

  10. gilmar Says:

    Existe uma lei que diz que na falta do pão francês a padaria é obrigada a vender outro pão pelo preço do francês?

    • Montini Says:

      Caro Gilmar,
      Existia uma antiga Portaria da extinta Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento) que impunha ao comerciante a obrigação de vender qualquer outro tipo de pão pelo mesmo preço do pão francês, caso este estivesse em falta. Essa Portaria não foi reeditada e a Sunab foi extinta em 1997. Hoje, portanto, não há nenhuma Lei, norma ou portaria federal que obrigue a padaria a vender outro tipo de pão pelo mesmo preço do pão francês.

  11. leonardo Says:

    ola !
    estou com duvida so pode vender o pão francês(sal) ou os outros demais tambem podem ser vendido no peso .
    ou tem alguma norma para isso ??????

    • Montini Says:

      Caro Leonardo,
      O pão francês só pode ser vendido a peso, ou seja, não pode mais ser vendido por unidade, como era antigamente. Os outros tipos de pães podem ser vendidos a peso, normalmente.

  12. ivair vilera martins Says:

    Olá boa tarde, moro em mirassol sp, aqui no bairro em que moro o mercado onde compro pães esta vendendo pães francês acima do peso de 50 grs, pois na pesagem do produto nota se que o pão pesa em até 60 grs e o preço fica além do estipulado pelo mercado, pois na compra de 8 pães maioria das vezes pago por dez pães, segundo a gerencia eles estão dentro da lei, é certo isso?

    • Montini Says:

      Caro Ivair
      Sim. A portaria Inmetro n.°146 de 20 de junho de 2006 estabelece a obrigatoriedade do pão francês ser comercializado por quilograma e ser pesado à vista do consumidor. Ou seja, o tradicional pãozinho não precisa mais ter 50 gramas, pois seu preço não é mais estipulado por unidade e sem “por quilo”. Com isso os fabricantes deixaram de controlar o tamanho do pãozinho, que em muitos casos passou a pesar bem mais de 50 gramas. Entretanto, o mercado é obrigado a colocar um cartaz onde conste o preço do quilograma do pão.

  13. Fernando D Cruz Says:

    Os supermercados na área çentral de São Paulo, extra está sempre faltando pão francês, e não permite que similar seja o mesmo falou,missô e constante, forno em reforma, falta de funcionários etc.
    Quando forneçe não tem uma uniformidade e sempre com aparência de pão do dia anterior.

    Se puderem ajudar, agradeço, a boa vontade do extra e péssima.

    Grato

    Fernando

  14. Sílvia Letícia Neres Simões Says:

    Atualmente existem as assinaturas de Pão Delivery, com uma quantidade pré-definida de pães comprados por mês, o pão é cobrado por unidade. Como fica essa situação frente à legislação? Obrigada.

    • Montini Says:

      Cara Sílvia,
      A Portaria Inmetro nº 146 de 20/06/2006, em vigor, determina que o pão francês ou de sal seja comercializado somente a peso. Quando foi editada, a referida Portaria pretendeu regulamentar o comércio do pão francês no ponto de venda, de modo que estabeleceu as condições para que o mesmo fosse pesado em presença do consumidor. Assim, mesmo que o pão francês chegue ao consumidor por sistema de “delivery”, e ainda que o consumidor tenha ordenado a quantidade de pães por unidade e não por peso, o comerciante deverá pesá-los segundo o que estabelece a referida portaria, e afixar na embalagem que os contém a etiqueta com o peso, o preço por quilograma e o preço a pagar. Além disso, ainda segundo o que dispõe a Portaria Inmetro nº 146/2006, o comerciante deverá informar ao consumidor o preço por quilograma do pão francês, seja através do sítio da empresa na internet, onde é exibido o cardápio dos produtos oferecidos à venda, seja de viva voz quando a encomenda é feita por telefone.

      • Aline Pegorete dos Ramos Mantovani Says:

        Boa noite! Neste caso então, se a entrega for por sistema delivery, a pesagem dos pães deve ser obrigatória mas não precisa ser na presença do consumidor? Obrigada!

      • Montini Says:

        Cara Aline,
        Sim. O comerciante deverá pesar os pães a afixar na embalagem a etiqueta emitida pela balança, onde constem o peso, o preço por quilograma e o preço a pagar.

  15. Willian Humberto Says:

    A padaria onde moro, vende os pães a 0,35 centavos cada. E se nega a pesar caso o cliente solicita. O que deve ser feito nesse caso ?

    • Montini Says:

      Caro Willian,
      Se você reside no Estado de São Paulo, Ligue para a ouvidoria do IPEM-SP (0800.013.05.22), relate o caso e informe o endereço da padaria. Você não precisa se identificar, mas se preferir fazê-lo seus dados serão mantidos em sigilo. Após feita a denúncia uma equipe de fiscalização do IPEM-SP irá ao local. Você será informado sobre o resultado da fiscalização. Se você residir fora do Estado de são paulo, entre em contato com o IPEM do seu Estado.

  16. cilene Says:

    oi a padaria proximo da minha casa ta vendendo pao por unidade 5 paezinhos R$ 3,00 esta certo? como devo denunciar a padaria

    • Montini Says:

      Cara Cilene,
      A padaria está errada.O pão francês só pode ser comercializado por quilograma. Se você mora no Estado de São Paulo, entre em contato com a nossa ouvidoria pelo telefone 0800.013.05.22 e denuncie. Uma equipe de fiscalização será enviada ao local. A ligação é gratuita e o sigilo é garantido. Se você morar fora de São Paulo, entre em contato com o IPEM do seu Estado.

  17. Misael S Silva Says:

    Há tempos venho observando o comportamento das padarias e
    quando reclamo que o pão está pesando 70 gramas, algumas até concordam comigo.
    Já comprei pão francês de 84 gramas.
    A conta é simples: se o pão voltar a ter 50 gramas o faturamento dos pães cai de 20 a 30%. Qual padaria vai aceitar.
    Agora dizer que se não concorda com o peso é só diminuir a quantidade de pães… é duro de ler!
    Ficou igual a aposentadoria: não dá para reclamar.
    Dias atrás achei uma que o faz com 50 gramas. Fiquei freguês.

    • Montini Says:

      Caro Misael,
      A intenção do INMETRO, quando alterou a legislação, foi proteger o consumidor. Entretanto, esse efeito colateral indesejado de fato tem ocorrido. A legislação é federal, e o papel do IPEM-SP é fazer com que esta seja cumprida aqui no Estado de São Paulo. Registramos, contudo, a sua insatisfação.

  18. Ane Says:

    Gostaria que me explicasse melhor sobre a lei q foi extinta. Porque hoje uma cliente me falou que na falta do pão francês, sou obrigada a da qualquer produto (pães) que ela escolhesse e que não importava o valor do pão que ela iria levar pra substituir o francês. Achei isso um absurdo, acho justo que tenha um outro para substitui-lo, mas qualquer um que o cliente queira achei demais. Desde já muito OBRIGADA!

    • Montini Says:

      Cara Ane,

      Uma antiga Portaria da Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento) de 1990 determinava, em um dos seus artigos, que na falta do pão francês o comerciante deveria vender qualquer outro tipo de pão pelo preço do francês. Essa portaria foi redigida numa época em que existia risco de desabastecimento (época do Plano Collor). Entretanto, portarias da Sunab posteriores a essa, e que tratam do mesmo assunto (como as Portarias n° 3 e 4 de 1994) já não trazem essa determinação. A Sunab foi extinta em 1997. Hoje, portanto, não há nenhuma Lei, norma ou portaria federal que obrigue a padaria a vender outro tipo de pão pelo mesmo preço do pão francês, caso este esteja em falta, e o mesmo vale para o Estado de São Paulo.

  19. jlopes Says:

    Olá Montini,
    Fui em uma padaria próximo a minha casa e pedi uma quantidade de pão, quando notei um tamanho menor do que o costume, dos pães. e o dono quis me vender por quilo , estava o preço do quilo do pão , mas ainda ele quis me vender por unidade cobrando 30 centavos e com um tamanho bem pequeno, achei errado , porem levei os pães . mas não queria que ficasse assim , ligo no 0800.013.05.22

    • Montini Says:

      Sim, você deve ligar para o telefone da Ouvidoria, que é esse mesmo, e denunciar a padaria. O pão francês só pode ser vendido por peso, que é a maneira mais segura de levar a quantidade de pão pela qual se está pagando.

  20. Hélio Menezes Says:

    Quem é o responsável pela fiscalização do modo o qual o pãozinho é comercializado? Na padaria aqui na esquina não estão mais pesando o pãozinho, estão comercializando por unidade, alegam que recebem muitas reclamações, quando vendem por peso, não é Lei?

    • Montini Says:

      Prezado Hélio,
      Sim, é Lei, e precisa ser respeitada. Por isso, peço que você entre em contato com a nossa Ouvidoria e relate o caso.
      A sua denúncia será enviada a uma equipe fiscal, que irá ao local apurar a irregularidade. Se você quiser poderá ficar sabendo do resultado da fiscalização. Por favor, ligue no 0800.013.15.22 e faça a sua denúncia. A ligação é gratuita.

  21. Manoel Says:

    Sou de Jundiaí-SP e ao comprar pão francês por kilo, a informaçãodo prêço por kilo não aparecia na balança, somente no cupom do caixa. Ao questionar o proprietário do establecimento, o mesmo disse que estava de acordo com a portaria 146/2006 do INMETRO, que não traz essa exigência. Ao pesquisar a portaria 146/2006 do INMETRO, tive a confirmação pois conforme a mesma no a balança a ser utilizada deve ter no mínimo a indicação de massa medida (peso) e do preço a pagar. E agora? Como ficamos?

    • Montini Says:

      Caro Manoel,
      Peço que você relate o caso à nossa ouvidoria. O telefone é 0800.013.05.22 informando a o ocorrência e o endereço do estabelecimento. Uma equipe de fiscalização será enviada ao local. A ouvidoria do IPEM garante sigilo absoluto e você poderá, se quiser, ser informado do resultado da fiscalização.

  22. Julio Pires Says:

    Meu nome é julio de Cambé, ao comprar pão francê em uma padaia da cidade verifiquei que a balança não registrava o preço por quilo, porém registrava o prêço total a pagar, como isso é possível

    • Montini Says:

      Prezado Julio.
      Você tem razão, a balança deve registrar o preço por quilograma. Como você reside no Paraná, você deve recorrer ao IPEM-PR, que é o representante do Inmetro no Paraná assim como nós, aqui do IPEM-SP, somos os representantes do Inmetro para São Paulo. Por favor, entre em contato com a Ouvidoria do IPEM-PR pelo telefone 0800 645-0102 e relate o seu caso.

  23. edson Says:

    Ola. Meu nome é Edson de Foz do Iguaçu – Paraná. Fui em um supermercado e pedi 10 pães franceses que pesados deram 690 gramas, sendo que o certo seria 500 gramas. Se o pão é de 50 g cada, tem abuso aí. Me ajudem e me respondam.

    • Montini Says:

      Caro Edson.
      De fato, o pão francês de tamanho pequeno, conhecido como pãozinho, tem sido fabricado tradicionalmente com o peso de 50 gramas. Entretanto, já há algum tempo não existe mais a obrigação legal de se fazer esses pãezinhos com 50 gramas. Isso porque o Inmetro decidiu alterar a legislação e estabelecer que só é permitido vender o pão francês pesando-o em presença do consumidor. Ou seja, não existe mais pão de 50 gramas. Isso fez com que alguns fabricantes aumentassem o tamanho (e o peso) do pão com a intenção de vender mais produto para aqueles consumidores acostumados a comprar o pãozinho por número de unidades, como foi o seu caso. Ou seja, se você pretende continuar comprando nesse supermercado, e se não quer comprar mais pão do que o necessário, você pode reduzir o número de pães que compra para 8, por exemplo.

  24. Joao Lucas Says:

    Dia 14/10/12,às 9:30 da manha,entrei numa padaria do meu bairro pra comprar pao francês.Infelizmente,nao tinha.Fui informado q o referido pao nao teria mais fornada.Achei um absurdo!Entao, me lembrei de uma lei q dizia: NA FALTA DO PAO FRANCÊS,TODOS OS ESTABELECIMENTOS Q O COMERCIALIZEM,DEVERAO VENDER QUALQUER OUTRO TIPO DE PAO PELO MESMO VALOR DO PAO FRANCÊS.Era,mais ou menos, assim q eu via afixado nas padarias,em Belo Horizonte.Essa lei,ainda,ta em vigor?

    Atenciosamente,

    Joao Lucas (Serra/ES)

    • ipemsp Says:

      Caro João Lucas
      Antes de tudo, desculpe a demora em responder. O site ficou inoperante durante o ano de 2012.
      Você se refere à uma Portaria da Sunab – Superintendência Nacional de Abastecimento, de 1990. Um dos seus artigos determinava que, na falta do pão francês, o comerciante deveria vender qualquer outro tipo de pão pelo preço do francês. Entretanto, portarias da Sunab posteriores a essa, e que tratam do mesmo assunto (como as Portarias n° 3 e 4 de 1994) já não trazem essa determinação. A Sunab foi extinta em 1997. Hoje, portanto, não há nenhuma Lei, norma ou portaria federal que obrigue a padaria a vender outro tipo de pão pelo mesmo preço do pão francês, e o mesmo vale para o Estado de São Paulo, a menos que aí no Espírito Santo haja regulamentação específica a respeito.

  25. Ivan Siqueira Says:

    Prezados Senhores, Estive em uma padaria, onde comprei 2 pães e foi pesado a 280gr, me senti lesado, pedi para o caixa pesar novamente e o peso foi o mesmo! é possível a balança estar adulterada? que atitude posso tomar?? onde ligo para denunciar esse abuso? Fico no aguardo de sua resposta, Ats Ivan Siqueira

    • ipemsp Says:

      Prezado Ivan
      Desculpe a demora em responder. Este site esteve inoperante durante o ano de 2012, de modo que só agora estamos retomando as questões.
      Sim, é possível que a balança esteja irregular. Entre em contato com a nossa Ouvidoria pelo telefone 0800.013.05.22 e formalize a sua denúncia. A ligação é gratuita, o sigilo é absoluto e você terá retorno da ação tomada pelo Ipem-SP, se desejar.

  26. Flávia E.A.C.Rugiadini Says:

    Ontem estive numa padaria e pedi 250 gramas de Carolinas (docinhos). A atendente colocou-as em um saquinho e pesou,aproximadamente 270 gramas. Achei muito, mas…fui pagar. Chegando no caixa, ela não havia registrado o peso das carolinhas no cartão da padaria, então , a pedido do caixa, outro balconista pesou (em outra balança) as mesmas carolinas, a fim de registrá-las no cartão. Fiquei olhando, pois já havia estranhado o peso…Qual não foi a minha surpresa quando vi que as mesmas carolinas, pesadas por outro atendente em outra balança, pesavam 80 gramas a menos, ou seja, 190 gramas…Estranhei, contei ao Caixa e ao funcionário que fez a segunda pesagem, e eles não me responderam nada, somente ficaram me olhando em silêncio… Eu nunca mais irei a esta padaria, mas existe uma forma de vocês fiscalizarem as balanças da mesma, a fim de que outros consumidores não sejam mais enganados?

    • Montini Says:

      Cara Flávia.
      Existe, sim, um meio de coibir esses abusos. Por favor, ligue para a nossa Ouvidoria. O telefone é 0800.013.05.22 (ligação gratuita). A atendente registrará a sua denúncia e uma equipe de fiscalização irá ao local para verificar as balanças. O seu nome é mantido em sigilo e você será informada do resultado da fiscalização.

  27. Elio Dias de Sousa Says:

    Acho um absurdo esta legislação que mudou a venda de pães por peso sem obrigar que o comerciante continue a vendê-lo no peso habitual de 50 g. Infelizmente, neste nosso querido país, a corda arrebenta sempre para o lado mais fraco, com a anuência dos políticos e órgãos competentes. O correto seria que o pão continuasse a ter que ser de 50 g e pago pelo que fosse menor o peso total ou a quantidade, se por exemplo, você pedisse 3 pães e eles pesassem no total 130 g, o consumidor deveria pagar daí sim o peso por quilo ,agora se o comerciante ganancioso errou e fez um paozão de 75 g, como a padaria perto de minha casa, ele que ficasse com o prejuízo. Desculpe-me, mas é simplesmente hilária a sugestão anterior deste site para que o consumidor vá diminuindo a qtde de pães comprados até chegar ao peso total dos pães que consumia habitualmente. Imagine a cena você com visita em sua casa e ter que tirar 25 g de um pão para juntar com o de outro até dar o 50 g para sua visita se alimentar – afinal se você tiver 8 pessoas e quiser oferecer 8 pães só conseguirá fazer com esta manobra, no mínimo ridícula.

    • Montini Says:

      Desculpe, Elio, se a sugestão lhe pareceu absurda. Nossa intenção é a de ajudar. A legislação que alterou a forma de comercialização dos pães é federal, de modo que vale para todo o território nacional e, infelizmente, não cabe a nós, aqui do IPEM-SP, questioná-la. Cabe-nos, isso sim, fazer o possível para que os regulamentos metrológicos e da qualidade sejam respeitados e o consumidor não seja prejudicado.

  28. Antonio J. Xavier Says:

    Na padaria onde adquiro meus pães a balança não está tarada e zerada. Ela parate de 8 gramas. Os balconistas alegam que 8 gramas é a tara do saquinho.
    Isto é correto?

    • Montini Says:

      Caro Antonio,
      Para que a alegação do balconista seja verdadeira, a balança precisa partir de “menos” 8 gramas. É fácil conferir. Basta pedir ao atendente que coloque um saquinho vazio sobre a balança. Se ela retornar ao zero é porque a tara está, de fato, descontando o peso do saquinho. Se ao invés de zerar, o mostrador da balança indicar um aumento de peso (14g, 15g, 16g, por exemplo), denuncie a padaria ao IPEM-SP (se você estiver no estado de São Paulo). O telefone é 0800-013.05.22. A ligação é gratuíta e nós enviaremos uma equipe de fiscalização ao local. Obrigado pela consulta.

  29. Jorge Luiz Says:

    Leitores, tenho notado a frequência, em algumas padarias que, o pão pesa até 80g. Não entendo muito sobre o assunto, porém, acredito que estão deixando a massa, interna, crua, para aumento do peso e, comoi consequência nosso estomago é quem sofre com esta atitude. Não há lei, em nosso pais, que proíba essa atitude imoral dos comerciantes. Quem paga a conta, final, é o governo pois, um estomago castigado e, com feridas, vai ser preciso de passar por um especialista e, pasmem, o Sistema de Saúde não suporta pressões.

    • Montini Says:

      Caro Jorge Luiz,
      Se algumas padarias estão deixando de assar adequadamente o pão francês para que este pese mais, isto é uma alteração na qualidade do produto e não na sua quantidade, uma vez que o pão francês é comercializado por quilograma. A metrologia legal não tem, nesse caso, meios para agir. Quando o comerciante ou fabricante compromete a qualidade do produto que oferece ao consumidor, este pode e deve reagir exigindo que a qualidade melhore ou evitando adquirir o produto daquele fornecedor.
      Obrigado pela consulta.

  30. Misael Soares Silva Says:

    A partir da portaria Inmetro n.°146 de 20 de junho de 2006, o que acontece é que não existe mais pão francês de 50 gramas; o normal é 60 gramas o que significa que o consumidor é obrigado a levar 20% a mais do que ele deseja.

    Desejo saber a quem reclamar dos abusos, pois já comprei pão francês com 81 gramas, ou seja 60% de acréscimo; comprei 5 e paguei 8.

    O pior, reclamar no balcão ou no SAC não tem resolvido.

    • Montini Says:

      Caro Misael.
      Se na padaria onde você compra os pãezinhos são maiores, controle a quantidade pelo peso registrado na balança. Por exemplo: Se você estava habituado a comprar oito pãezinhos de 50 gramas (total de 400g), pode reduzir a quantidade de pães até que atinjam mais ou menos 400 gamas, ou seja, sete pãezinhos de 60 gramas (420g) ou 5 de 80 gramas (400g). O importante é que você pague apenas por aquilo que leva.
      Obrigado pela consulta.

  31. joao maria de castro Says:

    Tenho sindrome do intestino irritável e desde que o pão passou a ser vendido por peso, tive os sintomas dessa doença aumentados sensivelmente. Alem da retirada da vesicula biliar e o uso de medicamentos(lexotan, dompiridona e lonium); tornei-me dependente do lexotan. Só recentemente liguei às coisas, ou seja, pão por peso, as padarias não assam bem os pães, óbvio pão seco PESA MENOS. Pão mal assado me fez muito mal. Fica o alerta, muita gente, assim como eu, devem estar tendo problemas digestivos.

    • Montini Says:

      Caro João,
      Não sei dizer se as padarias têm assado menos os pães. Se isso acontece, entretanto, não creio que seja devido à atual forma de comercialização que exige que os pães sejam pesados em presença do consumidor. Afinal, a forma anterior exigia que os pães fossem pré-medidos e tivessem, no caso do pãozinho, 50 gramas cada. Ou seja, a motivação para assá-los menos seria a mesma. De todo modo, talvez seja melhor recusar os pães mais “brancos”. Peça ao atendente que lhe dê apenas os pãezinhos mais assados. É fácil identificá-los pela cor mais intensa, tostada.
      Obrigado pela consulta.

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