Archive for the ‘Conceitos de metrologia’ Category

Medições fabulosas – O Fungo e a Bactéria

27 de janeiro de 2016

 

fungobacteria

As bactérias são esses bastõezinhos e o fungo é essa estrutura maior. Não estão em escala.

Era uma vez uma bactéria que vivia tranquilamente numa colônia de Lactobacilli. Ela e o restante da comunidade haviam acabado de criar o belo queijo onde habitavam, quando um numeroso grupo de fungos Penicillium apareceu por lá. A bactéria não gostou nada daqueles penetras na sua festa.

– Que negócio é esse, Senhores Fungos? Que fazem aqui? Quem convidou vocês?

– Calma, Dona Bactéria, somos decoradores. Este queijo recém produzido ganhará uma bela coloração azul esverdeada, típica de um legítimo roquefort. Estamos aqui para ajudar…

– Isso é conversa fiada! Nós não precisamos da ajuda de nenhum mofo para fazer o nosso trabalho. Aliás, se é apenas para decorar, não precisava vir tanta gente. Em quantos vocês estão?

– Quantos? Ora, essa é uma pergunta difícil. Você sabe muito bem como somos diminutos e numerosos, e que não existe maneira de expressar quantos somos. Aliás, o mesmo se dá com a sua espécie, não é mesmo?

– Engano seu, Levedura invasora!

– Bolor! Por favor, sou um bolor! – Reclamou o Penicillium roqueforti.

– Esta bem, Fungo, não precisa fungar! Mas existe, sim, uma maneira bastante eficaz de expressar quantidades desse tipo. Basta recorrer ao mol.

– O mol? – Admirou-se o fungo.

– Sim! – Atalhou a bactéria –  O mol é a quantidade de matéria de um sistema que contém tantas entidades elementares quantos são os átomos contidos em 0,012 quilograma de carbono 12.

– Espere um pouco! – disse o fungo –  Se não me engano, 12 gramas de isótopo de carbono 12 contém 6.022 × 1023 átomos, ou seja, é a famosa constante de Avogadro!

– Isso mesmo! Até que para um fungo você é bem informado.

– Ora! Os fungos são muito cultos. Onde existem livros, lá estamos nós. Adoramos as bibliotecas.

– Nós também valorizamos a cultura – vangloriou-se a bactéria – Todos conhecem as famosas culturas bacterianas… Mas voltando ao assunto, para usar o mol é preciso deixar claro qual é a entidade elementar que se está contando: Átomos, moléculas, fungos…

– Mas os fungos são seres vivos, não são meras coisas! – Protestou o fungo.

–  Para mim isso não tem importância! – Retrucou a bactéria –  O mol funciona mais ou menos como a dúzia. Se eu quiser, posso falar em uma dúzia de grãos de areia ou um mol de grãos de areia; posso falar em uma dúzia ou um mol de moléculas de água, de átomos de enxofre… O mol é isso: Uma quantidade muitíssimo grande de qualquer coisa muitíssimo pequena.

– Sinto muito, mas acho que o mol só é usado em química, em estequiometria! Nunca ouvi falar em expressar quantidades de fungos ou qualquer outro ser vivo usando o mol. Acho que nem mesmo os vírus, que nem sequer são entes vivos, costumam ser quantificados dessa maneira.

Alguns vírus micófagos que estavam por ali de bobeira ouviram a conversa e sentiram-se ofendidos… E como eles são sabidamente vingativos, logo todos os bolores estavam infectados e não puderam embolorar o queijo, que com isso não se tornou um roquefort (malgrado nosso). Já a bactéria, feliz da vida, foi contar às outras como conseguira se livrar de meio mol de fungos atrevidos.

Moral da história: As bactérias são seres muito estranhos, os fungos são ainda mais esquisitos e os vírus… bem, não falemos nos vírus.

 

O Jogo dos 7 erros metrológicos.

8 de janeiro de 2016
jogo7erros2a

clique na imagem para ampliar

O jogo dos sete erros é um passatempo conhecido desde os tempos dos antigos almanaques. Aqui usamos como tema um laboratório de medição de massa onde os padrões (pesos) são calibrados.  Todo mundo sabe como funciona o jogo dos sete erros, mas não custa nada repetir. Deve-se comparar as duas figuras e identificar as sete diferenças existentes entre elas. Se você achou muito fácil, espere… Nesta versão do jogo será preciso descobrir, também, as “impropriedades metrológicas” que cada “erro” representa. Veja, por exemplo, o rato que aparece na imagem inferior. Além de ser uma diferença óbvia (a imagem superior não tem nenhum rato) é também uma impropriedade, pois laboratórios metrológicos não fazem experiências com esse bichinhos, de modo que não tem cabimento que haja um rato ali. Agora é só procurar os sete erros (o rato não conta!). Abaixo damos a solução. Divirta-se.

 

1- Erro na Placa do Laboratório de Massa: Sigla escrita com “M” na imagem superior e com “N” na inferior.  Impropriedade:  IPEN é a sigla do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, um Órgão muito importante mas que, obviamente, não se dedica especialmente à metrologia. Muita gente confunde um Instituto com o outro.
2 – Erro no Quadro do Certificado: Na imagem superior está escrito Metrologista e na inferior, Meteorologista. Impropriedade: Os Meteorologistas estudam e fazem previsões sobre o clima, de modo que um laboratório metrológico não teria um certificado desse profissional na parede.
3- Erro no Visor da Balança: O símbolo do “grama” aparece em letra minúscula na imagem superior e em letra maiúscula na inferior. Impropriedade: O símbolo do grama só pode ser escrito com  letra minúscula, de modo que uma balança de precisão jamais deveria apresentar um ” G “, em letra maiúscula, no visor.
4- Erro no Conjunto de Padrões de Massa: Na imagem superior o conjunto é composto por pesos do mesmo tipo, enquanto que na imagem inferior o peso maior é diferente dos demais . Impropriedade: O padrão amarelo da imagem inferior é um antigo peso comercial, uma peça de museu que não poderia figurar nesse conjunto de padrões.
5- Erro nas Pinças: Na imagem superior a pinça próxima à balança é do tipo apropriado para segurar pesos pequenos, enquanto na segunda ilustração a pinça é de um tipo diferente. Impropriedade: A  pinça da imagem inferior jamais poderia estar numa bancada metrológica, pois é usada para sobrancelhas.
6- Erro no Termômetro. Na primeira imagem o termômetro marca 20°C enquanto na segunda marca 40 °C (graus Celsius). Impropriedade: Nos laboratórios metrológicos a temperatura e a umidade são rigidamente controladas. A temperatura padrão, por exemplo, é de 20°C, de modo que o ambiente jamais poderia estar a 40°C.
7- Erro no Relógio. Na imagem superior são 10 h 10 min, enquanto na inferior são 6 h e 10 min. Impropriedade: Os laboratórios do IPEM-SP funcionam das 8 horas às 17 horas, de modo que às 6 h e 10 min (ou  18 h e 10 min) os padrões e pinças estariam devidamente guardados e a balança, desligada… (Tudo bem, esta foi uma pegadinha, nem todo mundo sabe o horário de funcionamento dos laboratórios do IPEM-SP…)

CRUZADAS METROLÓGICAS – Desafio n° 1.

16 de novembro de 2015

Os antigos almanaques ficaram conhecidos por oferecer aos seus leitores vários tipos de passatempo, numa época em que os jogos eletrônicos eram inimagináveis.  Por isso, fiéis à nossa proposta de reproduzir as características dos antigos almanaques (e porque, às vezes, é preciso relaxar), fomos buscar o recurso das palavras cruzadas lá no fundo do baú, na melhor tradição dos almanaques de outrora, para difundir conceitos de metrologia.

É claro que nem todas as palavras deste problema pertencem ao universo metrológico, mas procuramos, ao menos, permanecer o mais possível no âmbito da terminologia técnica. Como não somos cruciverbalistas profissionais, gostaríamos de saber a sua opinião e pedimos desculpas, desde já, por eventuais deslizes.

cross8

Para facilitar sugerimos imprimir

 

HORIZONTAIS

1 – Categoria de unidades de medir que incluem o Tesla e o Weber. 2 – Substância com grande potencial para realizar trabalho. 3 – Capacidade expressa em joules por kelvin; Escola Naval. 4 – Raio; Metro; Telúrio; Tampa (inglês). 5 – Onda (espanhol); Trajetória de um corpo ao redor de outro sob a influência da gravidade. 6 – Lua (espanhol); Ilha coralina anelar. 7 – Aparelho que mede a saturação de oxigênio no sangue; Eu (inglês). 8 – O grama; Parte da física que estuda as propriedades da luz (inglês). Unidade de Corrente Elétrica (simb.). 9 – Partir; Divisa; Césio. 10 – Artigo def. fem. sing.; Brisa marinha.

VERTICAIS

1 – Ciência das medições. 2 – Associação Nacional dos Escritores; Unidade de Iluminamento; Rua. 3 – Elemento químico metaloide de número atômico 32; Prefixo que multiplica a unidade por 106. 4 – Normas Reguladores de Mineração; Espaçosa. 5 – País que abriga o rio Nilo; Composto orgânico usado como anestésico (etoxietano). 6 – Trabalhar os fios em trama e urdidura; Equipe. 7 – Instituto Tecnológico de Aeronáutica; Embarcações. 8 – Cento e um em algarismos romanos; Radical grego para “Pedra”; Iodo. 9 – Concordo; Cálcio. 10 – Alpercatas.

BANCO

Lid; Ola; Luna; I; Optics.

Solução: Clique aqui.

O Densímetro: Veja para que serve!

9 de novembro de 2015

densimetros

Como o próprio nome diz, o densímetro serve para medir a grandeza densidade, que é a relação entre o peso e o volume de um corpo. O densímetro é usado nos laboratórios, na indústria e no comércio! Sim, também no comércio, e já veremos como.

O tipo mais comum de densímetro é aquele formado por um bulbo de vidro fechado, cuja base contém um lastro de chumbo granulado. O lastro fica preso por um lacre de resina. Uma haste com uma escala graduada em gramas por mililitros (g/ml) completa o instrumento. Esse tipo de densímetro funciona segundo o “Princípio de Arquimedes”. Existem outras maneiras de medir densidade, como densímetros eletrônicos, medidores mássicos por efeito coriolis e até picnômetros.

Para medir a densidade com um densímetro comum, o líquido é colocado numa proveta onde o instrumento é mergulhado. Usa-se também um termômetro, pois o valor da densidade depende da temperatura. A leitura é feita no ponto onde a escala graduada é tocada pela superfície do líquido. Veja a ilustração a seguir:

densimetria

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Para um mesmo líquido pode ser necessário o uso de densímetros com diferentes escalas, pois estas costumam ter uma amplitude de apenas 0,050 g/ml. Para o álcool hidratado carburante (etanol), por exemplo, usa-se um densímetro com graduação de 0,7500 g/ml até 0,8000 g/ml e outro de 0,8000 g/ml até o,8500 g/ml.  É que a densidade mínima admitida para o produto à 20°C é de 0,8075 g/ml (93,8º INPM), e a máxima é de 0,8110 (92,6º INPM).

Ou seja, é pela densidade que a qualidade do etanol é avaliada, e é no comércio de combustíveis que o densímetro aparece! Quem já foi a um posto e observou uma bomba fornecendo etanol, viu um densímetro em plena atividade. Esse instrumento é chamado de densímetro termocompensado e a sua presença na bomba é obrigatória, pois através dele é possível verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou permanece íntegro.

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Acima, à esquerda da ilustração, separamos o densímetro propriamente dito do estojo que o abriga (que consiste de um copo condensador, de material transparente, e de um sistema de entrada e saída de etanol). À direita temos o conjunto completo. Quando em operação, o densímetro permanece flutuando dentro do copo por onde o etanol passa. Note, também, as instruções ao consumidor sobre como interpretar a posição do densímetro em relação ao líquido.

Os densímetros só podem ser utilizados se passarem por verificação metrológica. O IPEM-SP verifica vários tipos de densímetro em seus laboratórios, inclusive o densímetro termocompensado para etanol.

IPEM-SP calibra “Compact Prover”

19 de outubro de 2015

 

compactprover

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Em setembro de 2015 o Departamento de Metrologia Científica e Industrial (DMCI) do IPEM-SP foi procurado pelo grupo Emerson Process Management (líder mundial em soluções para processos de medição industrial), para proceder à calibração de um instrumento de medição conhecido como “Compact Prover”, ou Provador de Deslocamento Mecânico Compacto. O “Prover” é um instrumento de alta precisão utilizado para calibrar os medidores de vazão que realizam a medição do volume do petróleo e seus derivados “em linha”, ou seja, enquanto esses produtos passam pela tubulação (oleoduto).

Navio-plataforma

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O equipamento estava embarcado no FPSO PEREGRINO, um gigantesco navio-plataforma petrolífero ancorado em alto mar, no campo Peregrino da Bacia de Campos – RJ. Além de ser altamente técnico, o trabalho é arriscado e sujeito às rígidas normas de segurança próprias desse tipo de embarcação, o que obrigou os nossos especialistas a passarem pelo Curso Básico de Segurança em Plataforma e até por treinamento de Escape de Aeronave Submersa, já que o acesso ao navio é feito por helicóptero.

O “Prover” consiste, basicamente, de um tubo de aço (“Flow Tube”), de um pistão (“Prover Piston”) e de sensores ópticos. Toda a sua concepção apresenta alta tecnologia agregada e exige extrema perícia técnica para ser calibrado. O IPEM-SP é o único órgão da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade que tem sido chamado a executar esse tipo de calibração, essencial para a correção das quantidades de combustível transferidas por oleoduto.

Leia o relato e o relatório no site do IPEM-SP.

 

Fiscalizar é fundamental!

21 de julho de 2015

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O IPEM-SP fiscaliza a quantidade e a qualidade de inúmeros produtos e serviços adquiridos pelo cidadão!  Veja como funciona:

Os especialistas e técnicos do IPEM-SP agem em nome do Inmetro.  Eles fiscalizam o desempenho de todos os instrumentos de medir  (balanças, bombas de combustível, taxímetros, termômetros clínicos, tacógrafos, radares e muitos outros) usados nas transações de compra e venda ou na prestação de serviços, em todo o Estado de São Paulo! Os fiscais verificam se esses instrumentos  estão medindo corretamente, para que o consumidor não seja prejudicado.

Os produtos embalados e pré-medidos como arroz, feijão, açúcar, óleo, leite, detergente, desodorante, papel higiênico e mais uma infinidade de produtos cuja quantidade é determinada pelo fabricante sem que o consumidor acompanhe a medição, também são fiscalizados diariamente pelo IPEM-SP, para que o consumidor leve para casa exatamente a quantidade de produto que comprou.

Além disso, o IPEM-SP fiscaliza o selo de conformidade dos produtos sujeitos à Avaliação da Conformidade, como brinquedos, mamadeiras, carrinhos de bebê, preservativos, material elétrico, extintores de incêndio e muitos outros produtos que possam causar dano ao consumidor e ao meio ambiente, caso não sejam fabricados da maneira correta.

Ou seja, a atuação do IPEM-SP é fundamental para a sociedade, tanto na proteção dos interesses do consumidor, como na preservação do meio ambiente e na manutenção da leal concorrência entre produtores, comerciantes e prestadores de serviço. Afinal, de nada adianta termos boas leis se não tivermos instituições fortes e atuantes que fiscalizem o cumprimento e a aplicação dessas leis.

 

 

 

A Faixa de Moebius.

29 de maio de 2015

A metrologia é a ciência das medições. Cabe à metrologia, entre outas coisas, desenvolver métodos que possibilitem quantificar as propriedades mensuráveis de um objeto (grandezas físicas), como por exemplo, as suas dimensões. A geometria é um dos meios mais antigos e práticos para fazer isso. A obtenção da área das figuras a seguir é um bom exemplo:

calculodeareas

clique na figura para visualizar em tamanho maior

Existem alguns objetos, entretanto, que são verdadeiros desafios geométricos, e o mais famoso deles é a intrigante faixa (ou fita, banda, tira) de Moebius (ou Möbius) . Veja o desenho abaixo: faixademobius

Para criar uma faixa de Moebius basta dar meia volta (180°) em uma das pontas de uma fita ( figura 1) e depois colar mantendo a torção (figura 2). Criamos assim um objeto muito especial, cuja propriedade mais evidente é a de ter apenas um lado! Por isso é possível percorrer toda a sua superfície sem que seja preciso “pular” para o outro lado. Veja: moebiusanimablueyellow

Além de ter uma única superfície, a faixa tem uma única borda! A matemática chama esse tipo de objeto de “não orientado”. Por isso, e ao contrário da área do polígono, medir a área da faixa de Moebius é uma coisa complicada que exige conhecimentos matemáticos muito sofisticados.

Mas será que é mesmo tão complicado? Afinal, se a fita original era, por exemplo, um retângulo de 20 cm de comprimento e 2 cm de largura, suas dimensões não vão mudar  apenas porque alteramos a sua orientação espacial (ou, no caso, não orientação…)!

Bem, mais ou menos. De fato, se conhecemos a fita original com a qual construímos a faixa de Moebius, então podemos dizer que conhecemos as suas dimensões. No exemplo dado, uma fita original  de 20 cm x 2 cm determinaria uma faixa de Moebius com 40 cm de comprimento e 80 cm² de área. Do mesmo modo, se pudermos “cortar” uma faixa de Moebius convertendo-a num objeto mais simples (como um retângulo) podemos medi-la facilmente. Só que ao fazer isso não mais estaremos lidando com a faixa de Moebius!

Mas afinal, porque alguém iria se dar ao trabalho de medir essa faixa a não ser por pura (e talvez duvidosa) diversão? Acontece que a faixa de Moebius tem múltiplas aplicações:  Arquitetura, escultura, música, joalheria, moda, semiologia… Talvez a mais conhecida aplicação do seu conceito seja o símbolo abaixo. Você o conhece?

reciclamoebius

Note: O triângulo é uma fita de Moebius com uma volta e meia (540°).

2015: Ano Internacional da Luz!

12 de maio de 2015

 ILY-luz

O ano de 2015 foi proclamado, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias baseadas em Luz (International Year of Light and Light-based Technologies – IYL 2015). Sim, todos sabemos que a luz é obviamente fundamental, e que sem ela sequer estaríamos aqui no planeta, mas a ideia é ressaltar a importância da luz e das tecnologias ópticas na vida dos cidadãos e despertar a consciência das pessoas para o tema.

 As tecnologias decorrentes das pesquisas com a luz  têm resultado em aplicações fascinantes como lasers, fibras ópticas e LEDs, que já foram incorporadas no nosso dia-a-dia. Vivemos uma época privilegiada: Sistemas ópticos de captura e transmissão de imagem, acoplados a microscópios e telescópios potentíssimos, registram paisagens estonteantes e detalhes inusitados do universo, desde a estrutura atômica até as galáxias mais distantes, ao mesmo tempo em que fotografamos tudo à nossa volta com a câmera do nosso celular.

Mas parece que isso tudo é só o começo. Tecnologias ainda mais impressionantes estão a caminho com o desenvolvimento da fotônica, ciência que estuda as aplicações técnicas da luz em áreas tão díspares como, por exemplo, agricultura e a medicina.

cartaz-ILY-luzA propósito, a unidade de medir que dá nome à metrologia, o metro, é definida com base na luz. A Metrologia Óptica utiliza a luz como base para grandezas como intensidade luminosa, fluxo luminoso,  potência óptica e muitos outros aspectos estudados pela radiometria, fotometria, nanometrologia, polarimetria, interferometria, colorimetria e outras ciências metrológicas “luminosas”.

Um assunto tão vasto merece uma atenção especial. Por isso o Almanaque recomenda vivamente uma visita aos seguintes sites:

Site oficial do Ano internacional da Luz no Brasil: http://www.luz2015.org.br/

Site oficial do Ano Internacional da Luz  (inglês): http://www.light2015.org/Home.html

Site oficial do Congresso Brasileiro de Metrologia 2015: http://www.metrologia2015.org.br/luz/

Site oficial da 67ª Reunião Anual da SBPC: http://www.sbpcnet.org.br/

Botijão de Gás : Passamos de mil comentários!! Veja alguns temas!

11 de março de 2015
Família de Botijões de GLP - Gás Liquefeito de Petróleo

Família de Botijões de GLP – Gás Liquefeito de Petróleo

Desde a criação do Almanaque temos procurado responder às mais variadas perguntas sobre Gás Liquefeito de Petróleo, o famoso gás de botijão, ou de cozinha. Embora os posts sobre o assunto tenham como objetivo esclarecer as dúvidas mais corriqueiras do consumidor, muita gente aproveita para perguntar sobre aspectos mais complexos como instalações em condomínios, características técnicas do GLP e dos botijões, legislação e até mesmo sobre algumas perigosas adaptações e “gambiarras”. Vejas os posts na página sobre Botijão de Gás aqui do Almanaque.

Por conta disso, e para comemorar os mais de mil comentários já postados, vamos abordar aqui, ao longo das próximas semanas, algumas dessas questões menos comuns, mas não menos relevantes.

1- GLP: Gás que a Lei Proíbe…

A Lei Federal n° 8.176/91 proíbe o uso de GLP em motores de qualquer espécie, saunas, caldeiras e aquecimento de piscinas, ou para fins automotivos (crime contra a ordem econômica e pena de detenção de um a cinco anos!!). Então, quem pretendia fazer aquela famosa gambiarra de instalar um botijão de gás no carro, é melhor desistir. Além de perigosíssimo, dá cadeia!

A Lei Estadual nº 9.494/97 proíbe o uso, no Estado de São Paulo, do botijão de GLP de 13 kg (P-13) que não seja para fins domésticos. Isso quer dizer que é proibido usar o P-13 para fins comerciais, ou seja, em oficinas (solda), em restaurantes, padarias, pizzarias, churrasqueiras de frango, barracas e veículos de comida de rua… Enfim, você entendeu. Os demais botijões (P-2, P-5, P-8, P-45) podem ser usados para fins comerciais.

2- As impressionantes questões da pressão.

Dentro dos botijões o gás é mantido em estado líquido sob pressão, entre 4 kgf/cm² a 7 kgf/cm² (ou 392 kPa a 686 kPa em unidades SI). A pressão interna nos botijões é a mesma, não importa a capacidade. No P-13, P-8 e P-5 o regulador de pressão (conhecido popularmente como “click” ou “registro”) reduz essa pressão toda em até 250 vezes (até cerca de 2,8 kPa) para uso nos fogões domésticos de baixa pressão.

Enquanto os botijões de 5 kg, 8 kg e 13 kg são projetados para operar com equipamentos a gás de baixa pressão (fogões, fornos, churrasqueiras, etc.), o botijão de 2 kg (P-2) é projetado para uso em fogareiros e lampiões de alta pressão, em geral acoplados diretamente sobre a válvula do botijão. Então, nada de usar o P-2 num fogão de baixa pressão (a rosca da válvula do P-2 é incompatível com a rosca do regulador de pressão) e nem usar o P-5, P-8 ou P-13 com fogareiros e lampiões de alta pressão.  Para fogões e fornos industriais de alta pressão, use o P-45, aquele cilindro que contém 45 kg de GLP.

3- Botijão congelado é uma fria, e também é uma questão de geometria!

Às vezes acontece: O botijão começa a esfriar, “transpirar” e, em alguns casos, surge uma camada de gelo sobre a superfície que congela o sistema e acaba interrompendo o fornecimento do GLP.  Esse fenômeno intrigante tem uma explicação muito simples: Consumo muito rápido de gás. E é aqui que a geometria entra! Veja só:

Dentro do botijão o GLP permanece na fase líquida, submetido a grande pressão. Para ser consumido o produto precisa voltar à fase gasosa e, para isso, é necessário que ele receba calor do ambiente através da parede do botijão. Quanto maior for a superfície relativa (área da parede em relação ao volume) do botijão, maior a capacidade de receber calor do ambiente. Assim, um botijão P-45 consegue vaporizar cerca de 1 kg/h, enquanto o botijão P-13 vaporiza cerca de 600 g/h, o botijão P-8 uns 500 g/h e um P-5 gaseifica 400 g/h.

Por isso, quando o consumo ultrapassa a capacidade de vaporização do botijão, o processo de despressurização do GLP passa a exigir mais calor do que o botijão consegue trocar com o ambiente. Como consequência, a superfície do botijão esfria e passa a condensar o vapor d’agua presente no ar, dando a impressão de que o botijão está transpirando. Aí, se o consumo continuar elevado as gotículas de água podem congelar, o que provoca a formação de gelo e a interrupção do fornecimento de gás por falta de energia (calor) para a vaporização.

Se isso acontecer basta fechar todos os registros (do fogão, forno, churrasqueira, etc.) e aguardar o descongelamento natural do botijão. Dias muito frios favorecem a ocorrência desse fenômeno. Porém, quando o congelamento ocorre com frequência, é sinal de que o sistema de alimentação de GLP está subdimensionado e talvez exija a substituição do regulador de pressão ou o acréscimo de mais botijões.

O IPEM-SP na construção civil.

13 de fevereiro de 2015

 

civil

No universo da construção, engenharia e arquitetura, o IPEM-SP atua na fiscalização das dimensões de materiais de construção como tijolos, canaletas e blocos cerâmicos, elementos vazados, entre outros. Fiscaliza, ainda, a quantidade dos materiais pré-medidos como sacos de cal, argamassa, cimento, pregos, tintas, fios etc.

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