Archive for the ‘Conceitos de metrologia’ Category

Horóscopo Metrológico – Peixes

20 de fevereiro de 2017

piscis-newPeixes – 20 de fevereiro à 20 de março

Peixes, do elemento Água, tem como característica principal o IDEALISMO. É prestativo, sensível e emocional. Por ser o último signo do zodíaco é considerado o mais espiritualizado, mais próximo da iluminação. No horóscopo metrológico o signo de Peixes está associado à grandeza Intensidade Luminosa, cuja unidade SI é a Candela, símbolo cd, definida como a “Intensidade luminosa, numa direção dada, de uma fonte que emite uma radiação monocromática de frequência 540 x 1012 hertz e cuja intensidade energética naquela direção é 1/683 watt por esterradiano “.
A vela, utilizada desde a antiguidade até hoje para iluminação e para a devoção, representa bem o caráter de Peixes.

Horóscopo Metrológico – Aquário

6 de janeiro de 2017

aquarius-new Aquário –  21 de janeiro à 19 de fevereiro

Aquário, do elemento Ar, tem como principal característica a IMAGINAÇÃO. É fluído, tolerante e lógico. Aquário é o personagem que transporta o vaso de água, fonte da vida e base para a construção do futuro. No horóscopo metrológico o signo de Aquário está associado à grandeza Volume, cuja unidade SI é o Metro Cúbico, símbolo m³, definido como o “Volume de um cubo cuja aresta tem 1 metro de comprimento”. Também lhe é associada diretamente a unidade Litro, símbolo L (maiúsculo ou minúsculo), em uso com o SI.
O vaso, utensílio primordial que está na origem de incontáveis dispositivos, representa bem o caráter de Aquário.

Horóscopo Metrológico – Capricórnio

13 de dezembro de 2016

 

 

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Capricórnio – 22 de dezembro à 20 de janeiro

Capricórnio, do elemento Terra, tem como principal característica a DISCIPLINA, associada às virtudes da objetividade, racionalidade e paciência. Assim, Capricórnio sabe organizar cronologicamente as coisas ao seu redor e se orienta pela máxima “o tempo é o senhor da razão”. No horóscopo metrológico o signo de Capricórnio está associado à grandeza Tempo, cuja unidade SI é o segundo, símbolo s, definido como a “Duração de 9 192 631 770 períodos da radiação correspondente à transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133.

A ampulheta, antigo instrumento de avaliar a passagem do tempo, representa bem o signo de Capricórnio.

Horóscopo Metrológico – Sagitário

17 de novembro de 2016

sagitarius-new Sagitário – 23 de novembro à 21 de dezembro

Sagitário, do elemento Fogo, tem como principal característica a EXPANSÃO. É representado por um centauro arqueiro sempre propenso à aventura, às descobertas, às conquistas e às viagens. Enxerga longe e cobre grandes distâncias, quer viajando, quer lançando suas flechas. No horóscopo metrológico o signo de Sagitário está associado à grandeza Comprimento, cuja unidade SI é o Metro, símbolo m, definido como o “Comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo, durante um intervalo de tempo de 1/299 792 458 de segundo”.

A roda, máquina primordial responsável pela revolução na tecnologia e nos transportes, representa bem o caráter de Sagitário.

Horóscopo Metrológico – Escorpião

19 de outubro de 2016

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 Escorpião – 24 de outubro à 22 de novembro

Escorpião, do elemento Água, tem como principal característica a TRANSFORMAÇÃO. Resistente, emotivo e adaptável, Escorpião é hábil em lidar com situações e ambientes extremos, e suporta grandes amplitudes térmicas. No horóscopo metrológico o signo de Escorpião está associado à grandeza Temperatura Termodinâmica, cuja unidade SI é o Kelvin, símbolo K, definido como a “Fração 1/273,16 da temperatura termodinâmica do ponto tríplice da água”. Também lhe é associada a grandeza “Temperatura Celsius”, cuja unidade SI é o grau Celsius, símbolo °C.

A forja, antiga máquina utilizada para transformar e modelar o ferro mediante calor, representa bem o caráter de Escorpião.

Horóscopo Metrológico – Libra

23 de setembro de 2016

libra-newLibra – 24 de setembro à 23 de outubro

Libra, do elemento Ar, caracteriza-se pelo EQUILÍBRIO. Representa a ponderação, a comparação e o próprio processo de medir. Representa também a justa medida e, por extensão, a aplicação da justiça. No horóscopo metrológico o signo de Libra está associado à grandeza Massa, cuja unidade SI é o Quilograma, símbolo kg, definido como a “Massa do protótipo internacional do quilograma “. Essa definição está prestes a ser substituída por um conceito fundamental da física baseado na constante de Planck. Libra também é associada à proteção ao cidadão nas suas relações de consumo.

A alavanca, máquina primordial presente na balança e em inúmeras ferramentas, representa bem o caráter de Libra.

 

Medindo a Camada de Ozônio

14 de setembro de 2016

ozonioarteA camada de ozônio, ou ozonosfera, é uma região da estratosfera que concentra uma elevada quantidade desse gás. Diferentemente do oxigênio molecular, que tem dois átomos, o ozônio possui três átomos de oxigênio. Mas atenção! A figura acima é apenas uma brincadeira com a palavra e não representa a geometria da molécula de ozônio. Veja só:

ozonio-estruturaMesmo que as letras “Z” e “N” pudessem representar ligações químicas, a letra “I” ficaria sobrando, isso porque na molécula de ozônio o átomo central se liga a dois outros átomos por ligações covalentes dativas (coordenadas), como na figura à direita.

ozono-estruturaAgora, veja que coisa curiosa e provavelmente única: Em Portugal, onde OZÔNIO se diz OZONO, sem o fonema “i”, e onde, por consequência, não se usa a letra “i” para escrever a palavra, ela pode ser manipulada para assumir a mesma forma da geometria da molécula de “ozono”, como na figura à esquerda.

A ozonosfera é importante pois funciona como um escudo que bloqueia grande parte da radiação solar nociva à vida, principalmente a radiação ultra violeta, ou raios UV. No final da década de 1970 descobriu-se que a concentração de ozônio havia diminuído bastante sobre a região Antártica. O fenômeno foi batizado de “buraco de ozônio”. Desde então os cientistas têm observado variações na quantidade desse gás.

aerossol

Na época, apontou-se como causa do fenômeno o uso de compostos de cloro como os clorofluorcarbonos (CFCs). Esses gases, usados em refrigeração (geladeiras, ares-condicionados) e nos aerossóis liberam cloro, que destrói as moléculas de ozônio na estratosfera. Isso fez com que a ONU patrocinasse a redução do uso dessas substâncias. Assim, em 16 de setembro de 1987 foi firmado o Protocolo de Montreal. Os países que aderiram a esse protocolo comprometeram-se a interromper a produção e a comercialização dos principais CFCs. Veja, a seguir, onde fica a camada de ozônio.

ozonosfera No gráfico acima vemos a correlação entre quatro grandezas físicas que quantificam diferentes aspectos da camada de ozônio: À direita e à esquerda temos duas grandezas cujos valores diminuem com a altitude: A pressão atmosférica em quilopascal, e a densidade do ar, dada em gramas por metro cúbico. A linha vinho indica a correlação entre a altitude, em quilômetros, e a temperatura média do ar, em kelvins. Observe que temperatura do ar diminui à medida que se aproxima do limite superior da troposfera, e fica constante na tropopausa, entre os 12 km e os 20 km de altitude. No limite superior da tropopausa começa a camada de ozônio. Acima dos 20 km a temperatura do ar volta a esquentar até atingir a estratopausa, em torno dos 50 km de altitude, onde permanece constante até a mesosfera, tornando então a esfriar.

A ozonosfera concentra cerca de 90% de todo o ozônio atmosférico, tem uma espessura de cerca de 10 km e está localizada entre os 15 km e os 35 km de altitude, dentro da estratosfera (no gráfico, a área com listras brancas).

Espectrofotômetro Dobson

Espectrofotômetro Dobson

A quantidade de ozônio na atmosfera é medida por instrumentos no solo ou embarcados em balões, aviões e satélites. Algumas medições são feitas pela análise do ar seco em um detector de ozônio. Outras são baseadas na capacidade única do ozônio de absorver a luz na atmosfera. É o caso do espectrofotômetro Dobson, que mede a intensidade da luz solar em dois comprimentos de onda na faixa ultravioleta, uma fortemente absorvida pelo ozônio e outra fracamente absorvida. A diferença na intensidade de luz desses dois comprimentos de onda é utilizada para medir o ozônio total acima da localização do instrumento.

É preciso dizer que não há consenso, nem mesmo entre os cientistas, de que o CFC seja o causador do “buraco de ozônio”. Há quem defenda que a flutuação na concentração de ozônio na ozonosfera se deve a causas naturais. De todo modo, para que seja possível defender uma ou outra tese acerca desse fenômeno é fundamental medi-lo, e  para isso existe a metrologia.

 

Horóscopo Metrológico – Virgem

9 de setembro de 2016

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 Virgem – 24 de agosto à  23 de setembro

Virgem, do elemento Terra, caracteriza-se pela PRATICIDADE. Sua meticulosidade e perfeccionismo lhe conferem habilidade para organizar e quantificar os elementos que compõem a matéria. No horóscopo metrológico o signo está associado à grandeza Quantidade de Matéria, cuja unidade SI é o Mol, símbolo mol, definido como “Quantidade de matéria de um sistema que contém tantas entidades elementares quantos são os átomos contidos em 0,012 quilograma de carbono 12”. O signo de Virgem também está associado a todos os aspectos que envolvem Qualidade e Avaliação da Conformidade.
O tear, antiga máquina de tecer que mais tarde deu origem aos computadores, representa bem a caráter de Virgem.

Olimpíada se faz com esporte e metrologia!

2 de agosto de 2016

arosolimpicos

Pela primeira vez na história, os jogos olímpicos e paraolímpicos estão sendo realizados no Brasil (o termo oficial é “paralímpico”, mas vamos evitá-lo por amor à etimologia). Você, provavelmente, já sabe tudo sobre Olimpíadas: Sabe que os jogos começaram na Grécia antiga, foram interrompidos ainda na antiguidade e retomados apenas no século XIX pelo Barão de Coubertin… Por isso não vamos abordar essa longa história aqui. Vamos falar de metrologia…

Nesta olimpíada são 42 modalidades olímpicas e 19 paraolímpicas! É competição que não acaba mais! Pense no número de regras que cada modalidade tem, e na incrível quantidade dessas regras que estabelecem medidas. Pense nas dimensões dos campos, das quadras, dos ringues, dos tatames, das piscinas, das pistas… E também nas especificações das redes, dos obstáculos, das balizas, dos dardos, dos discos, das bolas, das varas, das canoas, das velas… Pense nas regras que envolvem tempo, velocidade, altura, comprimento, peso, temperatura, volume, profundidade, força, pressão e até nos parâmetros biométricos dos atletas… Tudo isso aliado a um arsenal de instrumentos para realizar todas essas medições: Metros, trenas, cronômetros, paquímetros, manômetros, balanças de vários tipos, esfigmomanômetros, dinamômetros, termômetros… Ufa! É muita medição!

Na verdade, parece que não há competição sem medição! O Barão de Coubertin defendia que em uma competição não importava vencer, mas sim competir. Hoje, entretanto, vencer tornou-se fundamental, e o que separa a vitória da derrota, o primeiro do segundo lugar é, na maioria das vezes, a precisão das medições. Então, com todo respeito ao lema do famoso Barão, podemos atualizá-lo afirmando: Numa competição, o importante é medir!

Se você ainda não está por dentro de tudo sobre as Olimpíadas, acesse os sites:

COB – Comitê Olímpico do Brasil

Brasil 2016 – Portal Oficial do Governo Federal

 

Medições fabulosas: O Vulcão e a Geleira.

28 de julho de 2016
vulcaoegeleira

A imagem acima (e também o texto) foi inspirada nas magníficas paisagens da Islândia.

Era uma vez, em uma distante ilha do Mar da Noruega, um vulcão que começava a se formar. Com um longo rugido entrecortado por soluços, a fenda que lhe dera origem expulsou cinzas e fumaça espessa aos borbotões, seguidas por um derrame de lava pastosa que abriu caminho lentamente pelo gelo. Esse foi o primeiro contato do novo vulcão com a geleira que o envolvia. Sim, lá estava ela, um gigantesco glaciar compacto e ancestral, que há milênios ocupava o sul da ilha.
Passaram-se alguns anos de mútua indiferença. Nem a geleira, nem o vulcão tomaram conhecimento um do outro. Finalmente, após um período particularmente ruidoso em que o vulcão erguera o seu cone acima das elevações mais próximas, a geleira condescendeu em notá-lo.
– Você acordou? – Perguntou a geleira – Em tom quase afetuoso.
– Acordei você? – Devolveu a pergunta o jovem e impetuoso vulcão .
– Eu nunca durmo – respondeu a geleira. Embora não pareça, estou sempre em movimento. Isso de dormir é com os vulcões. Vocês dormem muito…
– Pois eu acabei de surgir das entranhas da mãe Terra, e tenho energia e calor de sobra para permanecer acordado e até para transformar você num lago fumegante.
– Calor? – Riu a geleira – Não conheço essa palavra.
– Mas deveria! O gelo frágil de que você é feita não resiste a meros dois ou três graus acima de zero. Você não teme o imenso calor do magma?
– Você está enganado, meu amigo! Começo a derreter quando a temperatura ultrapassa 273,15 K.
– Não sei nada de 273,15 K. Que diabo de temperatura é essa?
– Temperatura termodinâmica. Kelvin, meu caro, falo da escala kelvin!
– Quer dizer que 273,15 graus kelvin correspondem a zero graus Celsius?
– Não se fala em graus kelvin! A escala kelvin é absoluta, seu ponto zero é o zero absoluto, a menor temperatura que um corpo pode atingir no universo, portanto não é dada em graus. O grau é usado apenas para escalas comparativas como o Celsius, ou no arcaico e ultrapassado Fahrenheit.
– Mas 273 K equivalem ou não a zero graus Celsius?
– Sim, equivalem. E a conversão de grau Celsius para a escala kelvin é muito fácil, basta somar 273,15. Se você quiser pode arredondar para 273. Mas não me pergunte a equivalência entre eles e o tosco Fahrenheit. Recuso-me a responder.
– Que seja! De qualquer modo o seu gelo irá sublimar quando eu lançar sobre ele toneladas de lava ardente a mais 1.000 °C ou, como você prefere, a mais de 1.273 K. Posso transformar você num prato de sopa…
– Ora, ora! Mas que sujeito enfezado! – Zombou a geleira. – Você fala de maneira tão absoluta que deveria adotar o kelvin em lugar do Celsius. Você precisa aprender a comparar e a relativizar as coisas!
– Relativizar? – Perguntou o vulcão, um tanto embaraçado.
– Sim! Veja bem: Você acabou de nascer, enquanto eu tenho quase três mil anos. Você atingiu há pouco os duzentos metros de altura, enquanto minha camada de gelo pode chegar a mil metros de espessura. Enfim, você derreteu à sua volta uma área cujo raio terá uns dez quilômetros, mas eu me estendo por mais de oito mil quilômetros quadrados… E para o seu governo, você não é o único vulcão por aqui. Há outros, bem mais antigos e mais sábios, e nenhum deles achou que poderia me derreter.
– Bem, bem – Gaguejou o vulcão – Eu não sabia de nada disso… Eu só estava brincando…
– Não se preocupe – Contemporizou a Geleira – Perdoo a sua juventude. Voltaremos a conversar quando você for mais velho, digamos, daqui a uns cem anos… Se você estiver acordado.
– Cem anos? Combinado! Voltamos a conversar daqui a cem anos se eu estiver acordado, e se o efeito estufa não tiver reduzido você a um pote de sorvete…

Moral da história: A geleira pode ter razão, mas a última palavra, parece, é mesmo do vulcão…