Archive for the ‘Data comemorativa’ Category

Dia Mundial da Fotografia – 19 de agosto

19 de agosto de 2019

O Dia Mundial da Fotografia é comemorado em 19 de agosto. Nessa data do ano de 1839, a Academia de Ciências da França tornou de domínio público o processo fotográfico desenvolvido por Niépce e Daguerre. Mas não vamos contar a história da fotografia aqui. Vamos abordar o tema sob o aspecto metrológico, pois este é, sempre, o ponto de vista privilegiado pelo Almanaque.

A palavra fotografia significa, literalmente, “desenhar com luz”. Fotografia, portanto, é a arte de registrar imagens capturando a luz que os objetos iluminados refletem, ou os luminosos emitem.

Para capturar a luz é preciso uma câmera fotográfica. A câmera é constituída, basicamente, por uma caixa escura dotada de um orifício por onde a luz entra, cuja abertura é controlada por um diafragma. Além disso, um obturador controla o tempo de exposição da película; uma objetiva contém as lentes; e uma película impregnada com emulsão de sais de prata sensível à luz (filme) registra a imagem.

Hoje as câmeras fotográficas digitais são extremamente sofisticadas, possuem objetivas complexas e utilizam sensores (CCD – Charge Coupled Device), em lugar do filme, para registrar a imagem. Contudo o diafragma, o obturador e a sensibilidade do filme (ou do sensor) ainda são os elementos fundamentais para fotografar.

Desenho esquemático de câmera fotográfica.

 

O diafragma

O diafragma é o dispositivo que regula o tamanho da abertura do orifício por onde a luz entra na câmera. Quanto maior a abertura, mais luz. Toda câmera, antiga ou moderna (inclusive de celular) tem diafragma. As várias aberturas possíveis são dadas pela escala de números F ou F-Stop (veja abaixo). O número F resulta da relação entre a área de abertura do diafragma e a distância focal da lente. Quanto menor o número F, maior a abertura. Área e distância: começamos a falar em metrologia.

O obturador

O obturador é responsável pelo tempo de exposição da película, ou do sensor, à luz. Em geral funciona como uma “cortina” que fica à frente do filme ou do sensor. O obturador deixa a luz passar por um tempo que pode ser controlado. Os fotógrafos chamam a isso de “velocidade de obturador”. Há câmeras cujo obturador permite regulagem de, por exemplo, 1/1000 s (um milésimo de segundo) até B (bulb) onde o obturador permanece aberto o tempo que o fotógrafo desejar. Medição de tempo é metrologia.

A sensibilidade do filme ou do sensor (ISO)

O filme convencional é classificado de acordo com o tamanho dos cristais de prata (brometo e iodeto) presentes na emulsão. Esses cristais tornam-se escuros quando expostos à luz. Quanto maior a exposição, mais intensamente escuros eles ficam. Por isso, quanto maior é o tamanho do cristal, mais sensível  é o filme. Cristais grandes possibilitam fotos com pouca luz, mas em contrapartida não permitem grandes ampliações, pois tendem a “granular” a foto. Os cristais pequenos, ao contrário, permitem melhor definição da imagem, mas precisam de mais luz.

A escala ISO/DIN (ou apenas ISO) possibilita a escolha do filme conforme a necessidade do fotógrafo. Os filmes rápidos (de alta sensibilidade à luz) são melhores para fotos em movimento (fotojornalismo, esportes etc.), enquanto os filmes lentos, de baixa sensibilidade, são os preferidos para cenas paradas (fotos de objeto, publicidade etc.). A escala ISO também vale para câmeras digitais. Nesse caso, a opção por um ISO maior na câmera faz com que o sensor capte mais luz, mas também mais “ruído” (o equivalente digital de “granulação”), enquanto uma escolha de ISO menor faz com que o sensor capte menos luz e pouco “ruído”.

E, finalmente, esses conceitos todos convergem para a mais pertinente medição realizada pela câmera: a medição da luz!

A quantidade de luz que chega até o filme (ou o sensor) é medida pelo fotômetro interno da câmera, que em geral opera pelo sistema “TTL” (through the lens). Ele mede a luz refletida pelos objetos que passa através das lentes da objetiva, e a relaciona com os parâmetros da câmera. Um indicador mostra a exposição ideal para aquela quantidade de luz. O ponto zero indica que a foto sairá bem iluminada. Se o ponteiro estiver à esquerda, a foto sairá subexposta (pouca luz), enquanto se o ponteiro estiver à direita a foto sairá superexposta (muita luz).

Exemplo de Indicador do fotômetro interno

Veja, abaixo, um resumo dos três parâmetros principiais da câmera fotográfica e os seus efeitos na foto.

foto-elements

clique para ampliar

Também é possível medir a luz com um fotômetro externo, que apresenta resultados em lux, unidade SI para medir a grandeza Iluminamento de uma superfície plana de um metro quadrado de área, sobre a qual incide perpendicularmente um fluxo luminoso de 1 lúmen uniformemente distribuído. A propósito, o lúmen, unidade SI para a grandeza fluxo luminoso, é definido em termos da grandeza de base do SI intensidade luminosa, cuja unidade SI é a candela. Mas vamos abordar as várias maneiras de medir a luz em outro post.

 

Anúncios

“O IPEM-SP NUMA CASCA DE NOZ” – nova publicação anual do Ipem-SP

1 de agosto de 2019

clique na imagem para acessar a revista

“O Ipem-SP numa casca de noz” é a nova publicação do Ipem-SP. De periodicidade anual, a revista apresenta a estrutura do instituto e expõe, de maneira sintética, as atividades desenvolvidas pelo Ipem-SP na verificação e fiscalização de instrumentos de medição sujeitos à metrologia legal, na fiscalização de produtos e serviços submetidos à avaliação compulsória da conformidade, nos seus laboratórios metrológicos e na avaliação e certificação de produtos e serviços.

A publicação de 52 páginas deverá ser veiculada apenas em mídia digital e ficará hospedada no site oficial da autarquia. A cada ano, por volta da data de aniversário do Ipem-SP (24 de abril), uma versão atualizada da revista substituirá a anterior, de modo a proporcionar aos leitores um panorama sempre atual do instituto “em uma casca de noz”.

 

50 anos da conquista da Lua!

19 de julho de 2019

O astronauta Buzz Aldrin instala equipamentos na Lua. Ao fundo, o módulo lunar da Apollo 11. (foto: NASA)

Há 50 anos, em 20 de maio de 1969, o módulo espacial da missão “Apollo 11” pousou na Lua com dois astronautas a bordo. A tripulação completa era formada por três astronautas: Neil Aldem Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin Jr. e Michael Collins, mas apenas os dois primeiros pousaram na Lua, Collins permaneceu em órbita.

A nave Apollo 11 era formada por três partes: um módulo de comando, com lugar para três astronautas, que permaneceu em órbita e retornou à Terra após o fim da missão; um módulo de apoio com propulsão, energia elétrica, oxigênio e água; e um módulo lunar dividido em dois estágios, um usado para descer na Lua e um para subir de volta à órbita.

Armstrong, o comandante da missão, foi o primeiro a pisar na superfície lunar, num local chamado “Mare Tranquillitatis” (Mar da Tranquilidade). “Buzz” Aldrin (cujo apelido inspirou o nome do personagem “Buzz Lightyear” da animação “Toy Story”) desceu em seguida. Os astronautas passaram pouco mais de duas horas fora do módulo e coletaram 21,5 kg de rochas para trazer à Terra.

É interessante notar que, ainda hoje, há quem duvide desse estupendo feito norte-americano. Muita gente crê que tudo não passou de encenação criada por Hollywood para enganar o mundo.

Pois é aí que entra a “prova metrológica”. Quando os astronautas da Apollo 11 estiveram na Lua, lá deixaram um dispositivo capaz de refletir um feixe de laser exatamente de volta ao seu ponto de origem. Assim, qualquer observatório bem equipado poderia (e ainda pode) medir a distância entre a Terra e a Lua com grande precisão. Ou seja, alguém esteve realmente na Lua em 1969 e colocou o refletor, pois desde então muitos observatórios, mundo afora, têm utilizado esse dispositivo.

Dispositivo refletor de raios laser instalado na Lua em 1969. O dispositivo funciona até hoje. (foto: NASA)

E já que estamos no assunto, lembramos que a distância entre a Terra e a Lua varia em função da posição relativa dos dois corpos, pois a Lua percorre uma órbita elíptica. A distância média, contudo, é de 384.400 km. Assim, desde que se obtenha o tempo que o laser leva para ir e voltar, calcular a distância é simples.

Como exemplo, vamos supor um tempo de 2,48 s de ida e volta do laser, o que dará 1,24 s apenas para ir. Para a velocidade da luz adotamos o valor de 3,1 x 108 m/s , que convertido para km/s dará 3,1 x 105 km/s (310.000 km/s). Multiplicando 1,24 s por 310.000 teremos 384.400 km (é claro que forçamos o exemplo para obter a distância média da Terra à Lua).

 

 

 

 

 

 

Dia do Metrologista 2019

26 de junho de 2019

No Brasil comemoramos o Dia Nacional do Metrologista em 26 de junho. Foi nesta data que, em 1862, o Imperador Dom Pedro II promulgou a lei nº. 1157, pela qual o País adotou o Sistema Métrico Decimal. O metrologista, todos sabem, é o profissional que trabalha com medições, uma das atividades mais antigas e mais praticadas em todo o mundo.

Aqui no Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo são os metrologistas que, naturalmente, formam a base da instituição e se dedicam a exercer o controle das atividades metrológicas e da avaliação da conformidade no âmbito do Estado.

Pelo inestimável serviço que prestam à sociedade cumprimentamos, neste dia, a todos os metrologistas do Brasil e, em particular, aos metrologistas do Ipem-SP. Parabéns, colegas!

Hoje é dia de solstício. O Inverno chegou!

21 de junho de 2019

Este ano de 2019 o inverno no hemisfério sul tem início, precisamente, às 15 horas e 54 minutos do dia 21 de junho! Na maior parte do território brasileiro as temperaturas não chegam a cair muito, a não ser no sul, quando as latitudes mais elevadas (mais distantes do equador) têm maior influência sobre o clima e a duração dos dias e noites.

Mas o que é que a metrologia tem com isso? Bem, o próprio conceito de latitude tem a ver com metrologia. Para quem não se lembra, latitude e longitude são coordenadas geográficas que permitem medir distâncias e localizar um ponto na superfície do planeta. Isso é feito com os chamados paralelos e meridianos. Aliás, foi medindo o comprimento de um meridiano que se chegou à primeira definição do metro!

Os meridianos são linhas imaginárias traçados de polo a polo, verticalmente ao equador. Marcam a longitude. O principal deles é o meridiano de Greenwich, que passa pela cidade do mesmo nome na Inglaterra. É o marco inicial de longitude e dos fusos horários.  Os paralelos, como o nome diz, são linhas imaginárias traçadas paralelamente ao equador e que delimitam, entre outras coisas, as zonas tropicais e polares. Marcam a latitude.

Os trópicos são paralelos que delimitam as zonas tropicais e marcam o ponto mais ao norte, ou mais ao sul que o sol atinge, em seu movimento aparente em torno da terra, durante os solstícios de verão e de inverno. O trópico de Capricórnio (23° 26’ 14” S) delimita a zona tropical sul, passa no Brasil sobre o Estado de São Paulo (inclusive aqui na cidade de São Paulo) e também no norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Hoje, por estarmos no solstício de inverno, o sol se encontra sobre o trópico de Câncer (23° 26″ 14′ N) e determina o início do verão no hemisfério norte.

 

Festas Juninas!

14 de junho de 2019

O mês de junho traz o inverno e as festas juninas. Com as temperaturas mais baixas e as festas e quermesses ao ar livre, em torno das fogueiras, é época de tirar os agasalhos do armário (ou comprar novos) e se deliciar com as comidas típicas. Para o Ipem-SP é época de fiscalizar os produtos mais consumidos durante esse período para que o consumidor se divirta sem sustos. Veja, a seguir, algumas dicas:

Ao comprar fantasias e agasalhos, fique de olho na etiqueta têxtil. Ela contém informações sobre a composição do tecido, tamanho, dados do fabricante e cuidados na conservação. O Ipem-SP fiscaliza a presença da etiqueta, que é obrigatória nas peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho e muitos outros produtos!

Fique atento também ao comprar produtos pré-medidos, cuja quantidade é determinada sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Os produtos pré-medidos típicos da época, como os doces, bolos, fubá, canjica, cachaça, arroz etc. trazem na embalagem a indicação da quantidade líquida. O Ipem-SP fiscaliza esses produtos. Na dúvida, fale com a ouvidoria do Ipem-SP pelo número 0800.013.05.22.

Não solte balões! Lembre-se de que soltar balão é crime, e coloca em risco a vida e o patrimônio das pessoas. E já que estamos no assunto, lembre-se também de que é proibido soltar fogos na cidade de São Paulo, pois as explosões provocam mal-estar em idosos, crianças e animais domésticos.

 

12 de junho é Dia dos Namorados

7 de junho de 2019

 

Dia dos namorados é dia de trocar presentes!

Se você resolveu dar roupa, fique de olho na etiqueta têxtil. Ela contém uma série de informações importantes sobre o tipo de composição do tecido, tamanho, dados do fabricante e cuidados para limpeza. A presença da etiqueta têxtil é obrigatória nas peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho, cortinas, colchões, travesseiros, linhas e mais um grande variedade de produtos! Equipes de fiscalização  do Ipem-SP visitam as lojas e retiram de comercialização os produtos que estiverem irregulares ou que não apresentarem a etiqueta têxtil. Aliás, lembre-se de que a lã e a seda são fibras naturais. Não existem lãs e sedas sintéticas.

E se você for dar chocolate observe que as embalagens do produto, como as caixas de bombom, por exemplo, informam o peso líquido do chocolate contido na embalagem.  O Ipem-SP fiscaliza os chocolates para que o seu presente esteja com o peso certo.

 

Lembre-se de que o uso do preservativo (camisinha) pode evitar gravidez indesejada, além  de proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis! Antes de comprar, preste atenção na embalagem. Ela deve estar intacta, dentro do prazo de validade e precisa ter o símbolo do Inmetro. O Ipem-SP fiscaliza regularmente os preservativos e retira de comercialização os que estiverem irregulares.

Dia Mundial do Meio Ambiente

5 de junho de 2019

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado no dia 5 de junho pela Assembleia Geral da ONU, em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia, onde o tema principal foi o meio ambiente. A partir daí a data tem sido comemorada todos os anos com eventos destinados a conscientizar as pessoas da necessidade de preservar o meio ambiente.

Este ano será a vez da China sediar a conferência internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente, com o tema “Poluição do Ar”.

A poluição do ar é causada, principalmente, pela emissão de gases e material particulado fino proveniente da ação humana. Naturalmente, o monitoramento da qualidade do ar envolve muita metrologia.

Estação de monitoramento e avaliação da qualidade do ar (foto divulgação CETESB)

As medições são feitas em estações de monitoramento onde instrumentos de medição (monitores) geram dados que são comparados com os padrões legais de qualidade do ar. Um padrão de qualidade do ar define um limite máximo aceitável para a concentração de componentes atmosféricos e é baseado em estudos científicos dos efeitos produzidos por poluentes específicos. O nível de poluição do ar é medido por sensores metrológicos que quantificam as substâncias poluentes nele presentes.  Considera-se poluente qualquer substância que, em razão da sua concentração, possa torná-la imprópria ou nociva à saúde e bem-estar das pessoas, da fauna e da flora.

Os sensores típicos usados em estações incluem medidores de velocidade e direção do vento, radiação solar, temperatura do ar, temperatura da água, temperatura do solo, umidade relativa, precipitação e pressão barométrica. Incluem também uma ampla gama de analisadores de gases que medem as concentrações de dióxido de enxofre (SO2), sulfeto de hidrogênio (H2S), ozônio (O3), óxido de nitrogênio (NOx), dióxido de nitrogênio (NO2), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e hidrocarbonetos, entre outros.

Clique aqui e saiba mais sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente 2019 e o que podemos fazer a respeito.

 

Dia Mundial da Metrologia 2019

20 de maio de 2019

O poster de 2019 foi criado pelo “the Standards and Calibration Laboratory”, Hong Kong, China.

Hoje comemoramos o Dia Mundial da Metrologia. O texto a seguir é uma tradução (e ligeira adaptação) do site World Metrology Day, que é suportado pelo BIPM – Bureau International des Poids et Mesures (Escritório Internacional de Pesos e Medidas) e pela OIML – Organisation Internationale de Métrologie Légale (Organização Internacional de Metrologia Legal).

“O tema do Dia Mundial da Metrologia de 2019 é O Sistema Internacional de Unidades – Fundamentalmente melhor. Este tema foi escolhido porque em 16 de novembro de 2018 a 26ª Conferência Geral sobre Pesos e Medidas concordou em promover o que é, talvez, uma das revisões mais significativas do Sistema Internacional de Unidades (o SI) desde o seu início. Pesquisas sobre novos métodos de medição, incluindo aqueles que usam fenômenos quânticos, sustentam a mudança, que entra em vigor justamente no dia de hoje, 20 de maio de 2019. O SI agora é baseado em um conjunto de definições, cada uma delas ligada às leis da física, e tem a vantagem de ser capaz de incorporar novas melhorias na ciência e tecnologia de medição para atender às necessidades dos futuros usuários por muitos anos.

De fato, cada vez mais amplamente a metrologia, a ciência da medição, vem desempenhando um papel central na descoberta e inovação científicas, na produção industrial e no comércio internacional, na melhoria da qualidade de vida e na proteção do meio ambiente global.

O Dia Mundial da Metrologia é uma celebração anual da assinatura da Convenção do Metro em 20 de maio de 1875 por representantes de dezessete nações, o Brasil inclusive! A Convenção estabeleceu a estrutura para colaboração global na ciência da medição e em suas aplicações industriais, comerciais e sociais. O objetivo original da Convenção do Metro – a uniformidade mundial da medição – permanece tão importante hoje quanto em 1875.”

50° Aniversário do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

17 de maio de 2019

À esquerda, o poster da primeira comemoração do WTD (ano de 1969).    À direita, o poster do 50° aniversário do WTISD,  em 2019.

Hoje, 17 de maio de 2019, o mundo celebra pela 50ª vez o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

O dia marca a fundação, no dia 17 de maio de 1865, da International Telecommunication Union – ITU, organização destinada a padronizar e regular os assuntos relativos ao uso das ondas de rádio e telecomunicações internacionais. A ITU é hoje a organização internacional mais antiga do mundo, e é a agência especializada da ONU para tecnologias da comunicação e informação.

Resumidamente a ITU está assim estruturada:

Radiocomunicações (ITU-R): Responsável pela gestão do espectro de radiofrequência internacional e recursos de órbita de satélite mediante a elaboração de normas para o uso eficaz do espectro de radiofrequências.

Desenvolvimento (ITU-D): Responsável por ajudar a difundir o acesso equitativo, sustentável e barato à infraestrutura e aos serviços de tecnologias de informação e comunicação, com a finalidade de garantir a todos o direito à comunicação.

Normatização (ITU-T): Responsável pela elaboração, a partir do diálogo com o setor industrial, de padrões e normas consensuais sobre tecnologia que garantam o funcionamento, a interoperabilidade e a integração dos sistemas de comunicação em todo mundo. Responsável, também, pelas famosas ITU-T Recommendations series (de A à Z).

A cada aniversário da ITU um tema atual é escolhido, e os eventos que o celebram  ocorrem em todo o mundo. O tema de 2019 Bridging the standardization gap “BSG” (Transpondo o fosso da normalização) permitirá estimular a participação dos países em desenvolvimento no processo de elaboração de normas da ITU, capacitar especialistas locais no processo de padronização e promover a implementação de padrões internacionais nos países em desenvolvimento.

O objetivo geral do programa BSG é abordar as disparidades na capacidade dos países em desenvolvimento em relação aos desenvolvidos para acessar, implementar e influenciar os padrões internacionais da ITU. O programa BSG visa facilitar a participação eficiente dos países em desenvolvimento no processo de elaboração de normas da ITU, disseminar informações sobre os padrões existentes e ajudar os países em desenvolvimento na implementação de padrões.

Pois bem, você faz ideia de quanta metrologia, quanta tecnologia em sistemas de medição essa gigantesca e complexa organização internacional desenvolveu ao longo dos seus 50 anos de existência? Pois então dê uma olhada na ITU-T Recommendations serie O. Se você é do ramo e ainda não conhece, vale a pena uma visita.