Archive for the ‘Medidas antigas’ Category

Caminhando e contando

28 de setembro de 2010

Muitas das antigas maneiras de medir ainda persistem entre nós, sobretudo aquelas que se baseiam em partes do nosso corpo. O passo é uma delas. Passo é uma antiga medida romana, abolida há muito tempo, que equivalia a 5 pés (mais ou menos 1,5m). Hoje em dia, só nos lembramos do passo como unidade de medir quando vemos, nos filmes de piratas, o capitão contar passos para encontrar o seu tesouro enterrado. (more…)

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Por que os sumérios contavam com base no doze?

26 de agosto de 2010

Escrita cuneiforme desenvolvidada pelos sumérios gravada numa escultura do século XXII a.C. (, Paris)

Medir é definir, numericamente, uma quantidade. Desde que tenhamos a unidade de medir definida, basta contar quantas dessas unidades são necessárias para medir o que desejamos. Por exemplo, podemos usar o metro para medir o comprimento uma peça de tecido. Digamos que, após comparar o metro com a peça, descobrimos que ela tem 8,5 metros, o que significa que contamos o metro oito vezes e meia. Portanto, o sistema de contagem que usamos é muito importante para determinar as medições.

 

Hoje usamos o sistema de contagem decimal, e o próprio Sistema Internacional de Unidades tem base decimal. Mas nem sempre foi assim, e ainda hoje existem grandezas que são contadas em base duodecimal (base 12). A medição de tempo é um bom exemplo.  O dia tem vinte e quatro horas, e cada hora tem 60 minutos ou 3600 segundos. Não é difícil perceber que a base de contagem é o doze e não o dez. Mas porque será que é assim?

 

Tudo indica que o sistema duodecimal começou lá na antiguidade, com os sumérios. Se os sumérios tinham dez dedos como todo mundo, porque não contavam as coisas com base no número dez, como fazemos hoje? É que eles tinham um jeito peculiar de contar. Quando contavam, eles moviam o polegar da mão direita sobre as falanges dos outros quatro dedos. Cada dedo tem três falanges, então era possível contar até doze em uma mão. Já a mão esquerda era usada para contar quantas mãos direitas tinham sido completadas na contagem. Cinco dedos da mão esquerda vezes doze falanges da mão direita, e temos o número sessenta, até hoje usado como base de contagem para medidas de arcos e ângulos, além de tempo!

 É claro que existem explicações mais pragmáticas, como o fato de o número sessenta ser divisível por um, dois, três, quatro, cinco e seis, o que facilitava os cálculos. Além disso, o ano solar tem doze ciclos lunares. Seja como for, essa antiga herança dos sumérios permanece até os nossos dias nas contagens comerciais, e sempre que comprarmos uma dúzia de qualquer coisa nos lembraremos deles.

A origem dos nomes das unidades de medir – etimologia

26 de julho de 2010

Clio – Musa da História

O Sistema Internacional de Unidades – SI incorpora unidades variadas que representam diversas grandezas físicas. O SI é relativamente recente, porém os nomes das unidades que o integram vêm de longe e têm as mais diversas origens. Conhecer a etimologia desses nomes todos facilita a compreensão e é, no mínimo, divertido. (more…)

A praça Vendôme: o palco da Revolução Métrica

20 de julho de 2010
 

   

Muitas pessoas sabem que a praça da Bastilha foi o palco a Revolução Francesa. Mas não é muito conhecida a relação existente entre a praça Vendôme – o imponente largo onde estão instalados os mais luxuosos joalheiros do mundo – e a luta popular. De fato, é nessa praça, onde existem algumas das mais ricas habitações de Paris, que estão os vestígios de uma revolução mais calma,  no entanto tão importante quanto a de 1789 : a Revolução do Sistema Métrico. (more…)

Medidas extremas

12 de julho de 2010

Conheça a fascinante história das medidas, que acompanham o homem desde o tempo das cavernas.

Texto da Revista Superinteressante, ed. 186, mar. de 2003 

Da Pré-História aos dias de hoje, as medidas de comprimento, volume e massa foram de tal forma incorporadas às nossas vidas que é impossível imaginar a civilização sem elas. Conheça os bastidores dessa história de erros, acertos e acirradas disputas de poder.

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A medida dos paladares

24 de junho de 2010

O Livro “Dona Benta – Comer bem” (Companhia Editora nacional) tem um capítulo sobre como imprecisão na quantidade dos ingredientes de uma receita interfere no resultado do prato.  O título do capítulo é ” Peso e Medida”, e fornece muitas “dicas” sobre fazer para medir corretamente os ingredientes. Veja algumas:

Sempre que determinada receita pede medidas como xícaras e colheres, a tendência é pesarmos e medirmos os ingredientes empregando utensílios caseiros, pela facilidade de estarem à mão. É preciso, no entanto, levar em conta que o tamanho das xícaras e das colheres varia bastante; conseqüentemente, não existe uma uniformidade. O correto é utilizar medidores padronizados, que são facilmente encontrados em lojas de artigos para culinária.

Meça os líquidos sempre ao nível dos olhos, usando uma jarra de vidro graduada.

Antes de medir farinha, peneire-a sobre um pedaço de papel alumínio ou impermeável, para que ela fique bem fina e leve. Nunca a coloque diretamente dentro das medidas. E quando a receita incluir pequenas quantidades de ingredientes em pó (sal, pimenta, canela etc.), peneire todos eles com a farinha de trigo, para que fiquem perfeitamente distribuídos.

Ao medir ingredientes secos em xícaras ou colheres, nunca os aperte, salvo se isso for solicitado na receita, ou no caso do açúcar mascavo, que deve ser compactado à medida. Coloque os ingredientes nas medidas despejando-os delicadamente. Retire o excesso com as costas da lâmina de uma faca, para que os ingredientes fiquem no nível correto.

Se a receita pede uma colher cheia (de sopa ou de chá), ponha duas rasas. E nunca use colheres de seu faqueiro, utilize sempre as colheres-medida.

Não meça condimentos sobre a tigela, pois eles podem derramar.

Lave e seque os medidores a cada vez que os usar.

Veja algumas equivalências abaixo:

  • 1 xícara (chá) rasa de açúcar equivale a 120g.
  • 1 xícara (chá) de manteiga ou margarina equivale a 200g.
  • ¼ de xícara (chá) de líquido equivale a 4 colheres (sopa).
  • 1/3 de xícara (chá) de líquido equivale a 6 colheres (sopa).
  • ½ xícara (chá) de líquido equivale a 10 colheres (sopa).
  • 2/3 de xícara (chá) de líquido equivale a 12 colheres (sopa).
  • ¾ de xícara (chá) de líquido equivale a 14 colheres (sopa).
  • 1 colher (sopa) equivale a 15ml.
  • 1 colher (chá) equivale a 5ml.
  • 1 colher (sopa) de líquido equivale a 3 colheres (chá).
  • 1 cálice equivale a 9 colheres (sopa) de líquido.
  • 1 pitada é o tanto que se pode segurar entre as pontas de dois dedos ou ½ colher (chá).

 

Fonte: Livro Dona Benta Comer Bem    (Editora Nacional)

Medidas do legado Árabe

10 de junho de 2010

A civilização árabe chegou na península Ibérica com os berberes, que a invadiram em 711 e lá permaneceram por mais de cinco séculos.  A influência cultural sobre os povos que lá viviam  foi considerável.  (more…)

Anedota com medida portuguesa

4 de junho de 2010

O alqueire designava, originalmente, uma das bolsas ou cestas que se punha sobre o animal de carga, pendente para ambos os lados do seu dorso. Já no século XV deu-se o nome de alqueire ao recipiente usado para medir o volume de mercadorias secas, geralmente grãos. O hábito de avaliar o tamanho das terras agricultáveis pelo volume de grãos que elas produziam fez com que o alqueire passasse a ser empregado como unidade de área em propriedades rurais, como o alqueire Paulistas, o Mineiro etc.

Atualmente usa-se o hectare, unidade de área admitida temporariamente pelo SI que equivale a 10.000 m², ou o metro quadrado e seus múltiplos. Mas… E a anedota? Confira:

Estavam dois agricultores, um Americano e um Alentejano a compararem o tamanho de suas propriedades:

 – Qual é o tamanho de suas terras? – Pergunta o Americano.
 – Para os padrões portugueses a minha terra tem um tamanho razoável, vinte alqueires, e a sua?
– Olha, eu saio de casa de manhã, ligo o meu jeep e ao meio-dia ainda não percorri a metade da minha propriedade. – Gabou-se o Americano.
 – Pois é, – responde o Alentejano – já tive um carro desses. Esses Jipes americanos só dão problema e não andam nada…

Antes da definição do sistema métrico…

20 de maio de 2010

A vara e o côvado, medidas medievais na porta de Sortelha

O sistema métrico, desenvolvido numa estrutura de múltiplos e submúltiplos decimais da unidade (quilograma, litro e metro), foi concebido por G. Morton em 1670, mas só 120 anos depois, à época da Revolução Francesa, é que foi aprovado pela Assembleia Constituinte Francesa.

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Exposição no Ipem conta história das bombas de combustíveis

18 de maio de 2010

Bombas da marca Wayne em um ferro velho em Castle Rock - cidade localizada no estado norte-americano do Colorado.

A primeira bomba de gasolina foi inventada e comercializada em 1885 por Sylvanus F. Bower em Fort Wayne, Estado Norte-Americano de Indiana. Essa bomba não era usada ainda para abastecer automóveis, uma vez que eles não tinham sido criados! Ao invés disso, as bombas eram utilizadas para lâmpadas de querosene e fogões. (more…)