Archive for the ‘Meio ambiente’ Category

Medindo a Camada de Ozônio

14 de setembro de 2016

ozonioarteA camada de ozônio, ou ozonosfera, é uma região da estratosfera que concentra uma elevada quantidade desse gás. Diferentemente do oxigênio molecular, que tem dois átomos, o ozônio possui três átomos de oxigênio. Mas atenção! A figura acima é apenas uma brincadeira com a palavra e não representa a geometria da molécula de ozônio. Veja só:

ozonio-estruturaMesmo que as letras “Z” e “N” pudessem representar ligações químicas, a letra “I” ficaria sobrando, isso porque na molécula de ozônio o átomo central se liga a dois outros átomos por ligações covalentes dativas (coordenadas), como na figura à direita.

ozono-estruturaAgora, veja que coisa curiosa e provavelmente única: Em Portugal, onde OZÔNIO se diz OZONO, sem o fonema “i”, e onde, por consequência, não se usa a letra “i” para escrever a palavra, ela pode ser manipulada para assumir a mesma forma da geometria da molécula de “ozono”, como na figura à esquerda.

A ozonosfera é importante pois funciona como um escudo que bloqueia grande parte da radiação solar nociva à vida, principalmente a radiação ultra violeta, ou raios UV. No final da década de 1970 descobriu-se que a concentração de ozônio havia diminuído bastante sobre a região Antártica. O fenômeno foi batizado de “buraco de ozônio”. Desde então os cientistas têm observado variações na quantidade desse gás.

aerossol

Na época, apontou-se como causa do fenômeno o uso de compostos de cloro como os clorofluorcarbonos (CFCs). Esses gases, usados em refrigeração (geladeiras, ares-condicionados) e nos aerossóis liberam cloro, que destrói as moléculas de ozônio na estratosfera. Isso fez com que a ONU patrocinasse a redução do uso dessas substâncias. Assim, em 16 de setembro de 1987 foi firmado o Protocolo de Montreal. Os países que aderiram a esse protocolo comprometeram-se a interromper a produção e a comercialização dos principais CFCs. Veja, a seguir, onde fica a camada de ozônio.

ozonosfera No gráfico acima vemos a correlação entre quatro grandezas físicas que quantificam diferentes aspectos da camada de ozônio: À direita e à esquerda temos duas grandezas cujos valores diminuem com a altitude: A pressão atmosférica em quilopascal, e a densidade do ar, dada em gramas por metro cúbico. A linha vinho indica a correlação entre a altitude, em quilômetros, e a temperatura média do ar, em kelvins. Observe que temperatura do ar diminui à medida que se aproxima do limite superior da troposfera, e fica constante na tropopausa, entre os 12 km e os 20 km de altitude. No limite superior da tropopausa começa a camada de ozônio. Acima dos 20 km a temperatura do ar volta a esquentar até atingir a estratopausa, em torno dos 50 km de altitude, onde permanece constante até a mesosfera, tornando então a esfriar.

A ozonosfera concentra cerca de 90% de todo o ozônio atmosférico, tem uma espessura de cerca de 10 km e está localizada entre os 15 km e os 35 km de altitude, dentro da estratosfera (no gráfico, a área com listras brancas).

Espectrofotômetro Dobson

Espectrofotômetro Dobson

A quantidade de ozônio na atmosfera é medida por instrumentos no solo ou embarcados em balões, aviões e satélites. Algumas medições são feitas pela análise do ar seco em um detector de ozônio. Outras são baseadas na capacidade única do ozônio de absorver a luz na atmosfera. É o caso do espectrofotômetro Dobson, que mede a intensidade da luz solar em dois comprimentos de onda na faixa ultravioleta, uma fortemente absorvida pelo ozônio e outra fracamente absorvida. A diferença na intensidade de luz desses dois comprimentos de onda é utilizada para medir o ozônio total acima da localização do instrumento.

É preciso dizer que não há consenso, nem mesmo entre os cientistas, de que o CFC seja o causador do “buraco de ozônio”. Há quem defenda que a flutuação na concentração de ozônio na ozonosfera se deve a causas naturais. De todo modo, para que seja possível defender uma ou outra tese acerca desse fenômeno é fundamental medi-lo, e  para isso existe a metrologia.

 

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Medições fabulosas: O Vulcão e a Geleira.

28 de julho de 2016
vulcaoegeleira

A imagem acima (e também o texto) foi inspirada nas magníficas paisagens da Islândia.

Era uma vez, em uma distante ilha do Mar da Noruega, um vulcão que começava a se formar. Com um longo rugido entrecortado por soluços, a fenda que lhe dera origem expulsou cinzas e fumaça espessa aos borbotões, seguidas por um derrame de lava pastosa que abriu caminho lentamente pelo gelo. Esse foi o primeiro contato do novo vulcão com a geleira que o envolvia. Sim, lá estava ela, um gigantesco glaciar compacto e ancestral, que há milênios ocupava o sul da ilha.
Passaram-se alguns anos de mútua indiferença. Nem a geleira, nem o vulcão tomaram conhecimento um do outro. Finalmente, após um período particularmente ruidoso em que o vulcão erguera o seu cone acima das elevações mais próximas, a geleira condescendeu em notá-lo.
– Você acordou? – Perguntou a geleira – Em tom quase afetuoso.
– Acordei você? – Devolveu a pergunta o jovem e impetuoso vulcão .
– Eu nunca durmo – respondeu a geleira. Embora não pareça, estou sempre em movimento. Isso de dormir é com os vulcões. Vocês dormem muito…
– Pois eu acabei de surgir das entranhas da mãe Terra, e tenho energia e calor de sobra para permanecer acordado e até para transformar você num lago fumegante.
– Calor? – Riu a geleira – Não conheço essa palavra.
– Mas deveria! O gelo frágil de que você é feita não resiste a meros dois ou três graus acima de zero. Você não teme o imenso calor do magma?
– Você está enganado, meu amigo! Começo a derreter quando a temperatura ultrapassa 273,15 K.
– Não sei nada de 273,15 K. Que diabo de temperatura é essa?
– Temperatura termodinâmica. Kelvin, meu caro, falo da escala kelvin!
– Quer dizer que 273,15 graus kelvin correspondem a zero graus Celsius?
– Não se fala em graus kelvin! A escala kelvin é absoluta, seu ponto zero é o zero absoluto, a menor temperatura que um corpo pode atingir no universo, portanto não é dada em graus. O grau é usado apenas para escalas comparativas como o Celsius, ou no arcaico e ultrapassado Fahrenheit.
– Mas 273 K equivalem ou não a zero graus Celsius?
– Sim, equivalem. E a conversão de grau Celsius para a escala kelvin é muito fácil, basta somar 273,15. Se você quiser pode arredondar para 273. Mas não me pergunte a equivalência entre eles e o tosco Fahrenheit. Recuso-me a responder.
– Que seja! De qualquer modo o seu gelo irá sublimar quando eu lançar sobre ele toneladas de lava ardente a mais 1.000 °C ou, como você prefere, a mais de 1.273 K. Posso transformar você num prato de sopa…
– Ora, ora! Mas que sujeito enfezado! – Zombou a geleira. – Você fala de maneira tão absoluta que deveria adotar o kelvin em lugar do Celsius. Você precisa aprender a comparar e a relativizar as coisas!
– Relativizar? – Perguntou o vulcão, um tanto embaraçado.
– Sim! Veja bem: Você acabou de nascer, enquanto eu tenho quase três mil anos. Você atingiu há pouco os duzentos metros de altura, enquanto minha camada de gelo pode chegar a mil metros de espessura. Enfim, você derreteu à sua volta uma área cujo raio terá uns dez quilômetros, mas eu me estendo por mais de oito mil quilômetros quadrados… E para o seu governo, você não é o único vulcão por aqui. Há outros, bem mais antigos e mais sábios, e nenhum deles achou que poderia me derreter.
– Bem, bem – Gaguejou o vulcão – Eu não sabia de nada disso… Eu só estava brincando…
– Não se preocupe – Contemporizou a Geleira – Perdoo a sua juventude. Voltaremos a conversar quando você for mais velho, digamos, daqui a uns cem anos… Se você estiver acordado.
– Cem anos? Combinado! Voltamos a conversar daqui a cem anos se eu estiver acordado, e se o efeito estufa não tiver reduzido você a um pote de sorvete…

Moral da história: A geleira pode ter razão, mas a última palavra, parece, é mesmo do vulcão…

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

5 de junho de 2015

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O dia 5 de junho deu início à primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em 1972.

O estudo das interações dos seres vivos entre si e com o ambiente natural onde vivem se chama “ecologia”.  A palavra deriva do grego “Oîkos”, que significa casa, morada. Entretanto, quando nos referimos ao ambiente onde nós, seres humanos, vivemos, usamos a expressão “Meio Ambiente”.

E porque não usar a palavra ecologia? Acontece que a esmagadora maioria dos seres humanos deixou o “ambiente natural” há muito tempo. Vivemos em todos os lugares, graças ao desenvolvimento tecnológico que nos permitiu adaptar o ambiente às nossas necessidades, ao contrário dos demais seres vivos que precisam se adaptar ao ambiente. Por isso, o nosso habitat é praticamente todo o planeta, e o nosso modo de vida o afeta de todos os modos, o que nos torna responsáveis por tudo o que há nele.

A metrologia contribui bastante para ampliar o conhecimento sobre o meio ambiente, pois permite quantificar os vários fatores físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de nos afetar e aos outros seres vivos. Esse conhecimento é fundamental para que adotemos medidas de proteção e conservação do ambiente onde vivemos, a Terra.

Dia Internacional do Animal (world animal day)

3 de outubro de 2013

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Dia 4 de outubro é o Dia Internacional do Animal! Não por acaso é dia de São Francisco de Assis, que ficou conhecido por ser devotado a todos os animais e chamá-los de irmãos. A propósito, 4 de outubro é também Dia do Cão, Dia do Poeta, Dia da Ecologia  e Dia Internacional da Anistia!!  E o que é que o IPEM-SP tem com isso? Muita coisa!

Em primeiro lugar, o IPEM-SP é um órgão engajado nas questões ecológicas e ambientais. Além disso, as equipes de fiscalização do IPEM-SP fiscalizam regularmente os produtos destinados aos animais de estimação, conforme pode se visto em nosso recente post sobre o assunto.

Mas não é apenas isso. Acontece que todos nós, instituições públicas ou privadas, empresas ou órgãos de fiscalização, pessoas físicas e pessoas jurídicas, enfim, todos temos obrigação de divulgar e comemorar a data, pois isso faz parte do esforço de conscientização com relação aos nossos amigos animais, mesmo que alguns deles não nos pareçam muito amistosos.

Proteger os animais é proteger o mundo natural e, por extensão, o ambiente no qual todos vivemos. E devemos lembrar que se os grandes animais como elefantes, rinocerontes, hipopótamos e leões são aqueles mais ameaçados, nós humanos também somos animais de grande porte e poderemos ficar extintos muito antes de carrapatos, pulgas e, naturalmente, as sempiternas bactérias, as verdadeiras donas do planeta.

Tira da dupla Pesado e Medido – Primavera!

23 de setembro de 2013

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Mais uma vez comemoramos o dia 23 de setembro, o início da primavera! Do ponto de vista da geofísica, e também da metrologia, a ciência das medições, a primavera marca o início do segundo equinócio do ano (o primeiro  foi no outono, no dia 20 de março). Mas não vamos voltar ao tema, que já foi abordado em outro post aqui no Almanaque (dê uma olhada no link abaixo).

https://ipemsp.wordpress.com/2011/09/28/primavera/ ).

Hoje vamos aproveitar o começo da estação das flores para lembrar outra data importante: No dia 21 de setembro comemoramos o dia da árvore! Sim, e a proximidade entre essas duas datas não é casual. O dia 21 foi escolhido em razão do início da primavera. Não é preciso dizer muito sobre esse dia! Todo mundo reconhece como é fundamental para o futuro do planeta que as árvores, e por extensão toda a natureza, sejam respeitadas e preservadas!

Palestra “Sustentabilidade no ambiente de trabalho” orienta funcionários na reta final do 5S

12 de dezembro de 2011

 O Ipem-SP recrutou um grupo de funcionários em meados de outubro com a finalidade de desenvolver e monitorar a realização do projeto 5s em todas as sedes da instituição.

 Na semana final do projeto, o Ipem-SP tomou a cuidado de convidar um especialista na àrea para garantir que no “DIA D”, sexta-feira, todo o processo de descarte dos diferentes materiais seja realizado corretamente de modo que a regulamentação envolvida seja respeitada. O Inmetro, por exemplo, criou a portaria nº 319 que estabelece procedimentos e requisitos para tratamento e destinação de produtos apreendidos durante as atividades de fiscalização realizadas pela rede.

A palestra de “Sustentabilidade no ambiente de trabalho”  será realizada pelo advogado Fabrício Dorado Soler, coordenador do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Felsberg e Associados e presidente da Comissão de Energia da OAB-SP. A palestra de Fabrício é uma ação da Comissão 5S do Ipem-SP.

O palestrante abordará temas como responsabilidade compartilhada, coleta seletiva, manejo, responsabilidade pós-consumo, destinação e disposição ambientalmente adequada de resíduos. Todos os servidores estão convidados.

 Fabrício é advogado pelo Centro Universitário de Araraquara. Pós-graduado em Gestão Ambiental na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Gestão Ambiental e Negócios do Setor Energético pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e MBA Executivo em Infraestrutura pela Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
Também é autor de diversos artigos na área do direito ambiental e integrou a equipe jurídica que compôs o grupo de consultores do Banco Mundial na elaboração do estudo “Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Hidrelétricos no Brasil: Uma Contribuição para o Debate.”

Metrologia e Meteorologia: O Anemômetro

21 de setembro de 2011

Anemômetro com hélice e catavento (foto wikipédia)

O nome anemômetro vem do grego “anemós”, que significa vento. Medir a velocidade e direção dos ventos é fundamental em meteorologia, sobretudo para prever o tempo climático.

Anemômetro de Conchas

Os tipos mais comuns de anemômetro são os de conchas e os de hélice. Ambos obedecem ao mesmo princípio de medição, ou seja, a passagem do ar pelas conchas ou pela hélice faz com que estas girem com velocidade proporcional à velocidade do vento. O movimento desses dispositivos é, por sua vez, transmitido a um sistema de registro, que pode ser mecânico, elétrico ou eletrônico. O sistema precisa ser calibrado para que registre corretamente a velocidade, e isto é feito em um túnel de vento.

O anemômetro de hélice fixo precisa de um catavento acoplado de modo a posicioná-lo contra o vento. Os anemômetros registram as velocidades em metros por segundo ou quilômetros por hora. O anemômetro fixo mais utilizado é o de conchas.

Os cataventos são muito antigos e ainda são usados na Europa, no telhado das casas, para indicar a direção do vento e deixar a propriedade mais charmosa. É muito fácil e divertido fabricar um catavento com hélice em casa. Já o anemômetro não é tão simples, pois o problema não é captar o vento, mas criar um dispositivo que registre a sua velocidade corretamente.

Instituição retoma o Programa 5S

14 de setembro de 2011

Você já ouviu falar em 5S? Muitos dos servidores com menos de 15 anos de Ipem-SP provavelmente não sabem do que se trata. No entanto, o projeto foi retomado pela atual gestão, que instituiu uma comissão, composta por representantes das diversas áreas da autarquia.

Os objetivos do 5S são a diminuição do desperdício, redução dos custos, melhora na qualidade de vida dos servidores e, o mais ambicioso de todos, porém, fruto da consequência das ações, é transformar o ambiente da instituição e a atitude das pessoas.

 A sigla 5S tem origem em cinco palavras japonesas que começam com a letra S. São elas:

Seiri – senso de utilização
Seiton – senso de ordenação
Seisou – senso de limpeza
Seiketsu – senso de saúde
Shitsuke – senso de autodisciplina

As atribuições do da Comissão são dar apoio para a organização e execução do “Dia D”; orientar os departamentos e demais setores na implementação do Programa 5S; documentar reuniões por meio de atas; acompanhar o desempenho dos setores e realizar auditorias.

 O Dia D é o dia da “grande limpeza”, onde todas as pessoas das diversas áreas praticam os princípios do 5S, liberando o que não utiliza mais – mediante alteração do patrimônio – ou retirando de outro setor o que foi liberado, organizando desta maneira todo o departamento.
Se você também quiser experimentar, veja no site do IPEM-SP como implementar o Programa 5S na sua casa, empresa ou escola. Clique aqui.

Metrologia e Meteorologia: O Pluviômetro

13 de setembro de 2011

Pluviômetro doméstico

O nome pluviômetro é formado pela palavra latina pluvia (chuva) mais o termo grego metro. É um instrumento extremamente simples e, também, muito antigo.

O pluviômetro mede a quantidade de água da chuva em milímetros de altura por metro quadrado. Sim, é uma notação um pouco estranha, mas já vamos explicar.

Para se ter uma boa idéia da quantidade de chuva que cai num lugar, a maneira mais simples é imaginar que a chuva não escorre ou se infiltra no solo, mas permanece ali como uma lâmina de água. Se medirmos a altura dessa lâmina de água em milímetros, teremos, ao mesmo tempo, uma boa noção intuitiva de quanto choveu, além de podermos calcular essa quantidade em litros.

O cálculo é, também, bastante simples. Uma lâmina d’água com um milímetro de altura, que ocupe um metro quadrado de área, terá um milhão de milímetros cúbicos. Isso equivale a mil mililitros, ou seja, um litro!  Então, quando ouvimos dizer que choveu10 milímetros em algum lugar, podemos imaginar que a precipitação acumulou uma lâmina d’água ideal de 10 milímetros (um centímetro) de altura, o que equivale a um volume de 10 litros em cada metro quadrado de superfície.

A partir desse conceito já dá para imaginar um método de medir a quantidade de chuva:  Basta colocar ao relento uma vasilha cuja abertura (boca) seja igual ao fundo, esperar chover e, depois, medir com uma régua quantos milímetros de altura tem a lâmina d’água acumulada no fundo da vasilha. Pois bem, isso é um pluviômetro!

Pluviômetro de Báscula ou Pluviógrafo.

É claro que os pluviômetros usados pelos meteorologistas têm construção mais sofisticada, mas o princípio é exatamente o mesmo. Na verdade, a meteorologia moderna utiliza o pluviômetro automático de báscula ou pluviógrafo, aparelho bem mais complexo que registra mecânica ou eletronicamente os níveis de precipitação obtidos durante a operação do instrumento. Entretanto, se você quiser instalar o seu próprio pluviômetro no quintal, não se esqueça de verificá-lo imediatamente após cada chuva, caso contrário a água contida no aparelho poderá evaporar e falsear a leitura.

Campanha de Consciência ambiental no trabalho

12 de agosto de 2011

Consciência ambiental no trabalho é uma das metas do atual gestor da autarquia. Para isso, várias ações e temas foram escolhidos para sensibilizar os servidores do IPEM-SP. O objetivo da campanha é produzir menos lixo, desenvolver hábitos mais sustentáveis, além de ser uma forma de economia para a instituição e para o planeta. Na sessão de páginas aqui ao lado ->, você escolhe a página ” Campanha de Consciência ambiental no trabalho”  onde irá encontrar todas as ações  desenvolvidas em prol da campanha. Confira abaixo as matérias referentes a economia de papel e substituição do tradicional copinho de plástico por canecas que não são descartáveis.

Consumo inteligente de papel: todos nós ganhamos com isso

Desperdiçar papel sem qualquer reaproveitamento não é um problema pontual. Quanto mais papel é produzido, mais árvores são cortadas, mais água é gasta no processo de produção e mais espaço em lixos e aterros é ocupado. A produção de papel está entre os processos industriais que mais utilizam água. São necessários 540 litros para produzir um quilo. E para cada tonelada de papel virgem, doze árvores são derrubadas, segundo o Instituto Akatu.

Já reparou na quantidade de papel que você usa no dia-a-dia? Ele está em embalagens de produtos, livros, revistas, jornais, canhoto de compras e documentos.

E no trabalho, aqui no Ipem-SP? Imagine quantas folhas são gastas desnecessariamente nos diversos setores da autarquia. Mas alguns departamentos, como a Assessoria de Comunicação (ACO), já descobriram alternativas para reutilizar o que imprimiu e não vai usar mais e utilizam folhas impressas de um lado para imprimir do lado oposto, além de montar bloquinhos de anotação.

Algumas atitudes simples ajudam a economizar. Que tal fazer o seu papel?

Saiba como reduzir

– Reflita se a impressão de e-mails é realmente necessária. Utilize a opção “Visualizar Impressão”, antes de imprimir, é muito útil;

– Verifique as margens da folha, tamanho da fonte e tente redimensionar o conteúdo para caber no menor número de páginas possível. Às vezes, por uma linha apenas, uma folha inteira é utilizada;

– Se realmente for fundamental imprimir, imprima na frente e no verso das folhas ou configure a qualidade de impressão de sua impressora como “rascunho”, dessa maneira sairá menos tinta. Caso a impressora não tenha a opção de frente e verso, imprima “somente páginas ímpares”, feito isso coloque as folhas novamente na impressora em ordem, de maneira que quando selecionar “somente páginas pares”, as mesmas saiam impressas na ordem. Imprima de pouco em pouco, de três em três por exemplo. Assim, se caso a impressora puxar duas ou mais folhas, o prejuízo será menor;

– Guarde arquivos em CDs ou em pen drives em vez de mantê-los em versões impressas.

Reutilize as folhas

– Folhas usadas que estejam limpas dão ótimos bloquinhos para anotações. Use sua criatividade e crie-os de sua maneira;

– Folhas com uma face em branco servem para fazer alguns testes de impressão, então quando errar alguma, não amasse o papel e jogue-o fora. Guarde-o, quem sabe quando você precisará usá-lo para testes?

Para reciclagem

– Depois que você reduziu, fez bloquinhos e já os rabiscou com seus recados, é hora de mandar a papelada para reciclagem. Rasgue e jogue o papel sempre em um lixo reservado, separados dos demais, assim ele não irá para aterros sanitários;

– Folhas de caderno, envelopes, fotocópias, cartazes, panfletos e outros materiais de papel podem ser separados juntos. Afinal, é tudo de papel.

 Você já observou quantos copos de plástico consome por dia?

Só no prédio da sede do Ipem-SP foram utilizados no último mês 15 mil copos plásticos descartáveis de água e 500 unidades de copos para café. Isso, sem contar no prédio da Muriaé e das regionais na capital e interior. Muito não é? Será que não é uma boa ocasião para despertar a consciência ambiental no trabalho e também em casa? Pequenas atitudes podem fazer a diferença. Uma boa alternativa é cada um ter um caneca ou copo de vidro ao lado, com isso o uso dos copos plásticos descartáveis podem diminuir radicalmente. Colabore com o planeta, tornando-o sustentável para essa e as futuras gerações.

 

Um dos elementos mais usados nas empresas e que muitas vezes passa despercebido, mas que ataca a natureza de forma violenta são os copos plásticos descartáveis. A maioria das pessoas faz uso do copo uma única vez e já o descarta. Mas quantas vezes essa mesma pessoa toma água por dia? E quantos funcionários também não o fazem? Alguém já parou para pensar nisso? Quem diria que um ato tão corriqueiro e essencial poderia se transformar num atentado contra a natureza.

Uma boa alternativa é cada funcionário ter seu próprio copo ou caneca. São várias as possibilidades, caneca de cerâmica, vidro, ágata, que podem eliminar a sede sem produzir mais lixo, além de ser uma forma de economia para a autarquia e para o planeta.

Plásticos já respondem por 70% da poluição dos oceanos. De acordo com estudo realizado por organizações não governamentais, a concentração de material plástico nos oceanos, antes restrita a alguns pontos, hoje é onipresente nas águas dos mares do mundo inteiro e atingiu níveis inéditos. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem 46 mil fragmentos de plástico em cada 2,5 quilômetros quadrados da superfície dos oceanos.

Quando o assunto é poluição, o plástico é sempre citado como um dos grandes vilões, pois leva mais de 100 anos para se degradar. Copos plásticos consomem energia na fabricação, matéria-prima e aumentam o acúmulo de lixo, contribuindo para a emissão de gases do efeito estufa.

Colabore com o planeta. Tenha uma caneca ou copo de vidro, por exemplo, por perto. Adote essa ideia!