Archive for the ‘Meio ambiente’ Category

Dia Mundial do Meio Ambiente

5 de junho de 2019

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado no dia 5 de junho pela Assembleia Geral da ONU, em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia, onde o tema principal foi o meio ambiente. A partir daí a data tem sido comemorada todos os anos com eventos destinados a conscientizar as pessoas da necessidade de preservar o meio ambiente.

Este ano será a vez da China sediar a conferência internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente, com o tema “Poluição do Ar”.

A poluição do ar é causada, principalmente, pela emissão de gases e material particulado fino proveniente da ação humana. Naturalmente, o monitoramento da qualidade do ar envolve muita metrologia.

Estação de monitoramento e avaliação da qualidade do ar (foto divulgação CETESB)

As medições são feitas em estações de monitoramento onde instrumentos de medição (monitores) geram dados que são comparados com os padrões legais de qualidade do ar. Um padrão de qualidade do ar define um limite máximo aceitável para a concentração de componentes atmosféricos e é baseado em estudos científicos dos efeitos produzidos por poluentes específicos. O nível de poluição do ar é medido por sensores metrológicos que quantificam as substâncias poluentes nele presentes.  Considera-se poluente qualquer substância que, em razão da sua concentração, possa torná-la imprópria ou nociva à saúde e bem-estar das pessoas, da fauna e da flora.

Os sensores típicos usados em estações incluem medidores de velocidade e direção do vento, radiação solar, temperatura do ar, temperatura da água, temperatura do solo, umidade relativa, precipitação e pressão barométrica. Incluem também uma ampla gama de analisadores de gases que medem as concentrações de dióxido de enxofre (SO2), sulfeto de hidrogênio (H2S), ozônio (O3), óxido de nitrogênio (NOx), dióxido de nitrogênio (NO2), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e hidrocarbonetos, entre outros.

Clique aqui e saiba mais sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente 2019 e o que podemos fazer a respeito.

 

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Consciência Ambiental no Ipem-SP

3 de junho de 2019

O Ipem-SP está aproveitando a Semana Nacional do Meio Ambiente para estimular a consciência ambiental entre os funcionários. A ideia é produzir menos lixo e desenvolver hábitos mais sustentáveis, proteger a natureza e fazer economia para o instituto. Começamos por evitar o uso dos copos plásticos descartáveis e o consumo desnecessário de papel.

Não descarte copo plástico, descarte o hábito de usá-lo!

Uma pesquisa feita aqui no Ipem-SP revelou que cada servidor consome, em média, cinco copos plásticos descartáveis por dia! É muito plástico jogado fora!

O plástico está se tornando uma verdadeira praga para a natureza, principalmente nos oceanos, e um dos grandes responsáveis são os copos plásticos descartáveis.

Copos plásticos descartáveis podem demorar até duzentos anos para se decompor e são extremamente nocivos ao ambiente natural. Além disso eles custam caro para o Instituto!

caneca

Uma boa alternativa é cada funcionário ter o seu próprio copo ou caneca (ou ambos). As opções são inúmeras e é possível escolher o tipo, a cor e o material da caneca ou copo, desde que estes sejam de uso permanente. Vamos usar a criatividade!

Consumo inteligente de papel: todos ganham com isso!

Quanto mais papel é produzido, mais árvores são cortadas, mais água é gasta no processo de produção e mais espaço em lixos e aterros é ocupado. A produção de papel está entre os processos industriais que mais utilizam água.

É impressionante a quantidade de papel que se usa diariamente com embalagens, revistas, jornais, canhoto de compras e impressão de documentos no trabalho!

Imagine quantas folhas de papel são gastas desnecessariamente no Ipem-SP.  Pois então, algumas atitudes simples podem ajudar a economizar papel e proteger a natureza.

Saiba como reduzir

Na comunicação epistolar (memorandos, planilhas) opte, sempre que possível, pelo e-mail. É muito mais fácil de encaminhar e de manter registros. Arquivos digitais são mais seguros, mais práticos, não ocupam espaço físico e são muito mais fáceis de acessar, além de poderem ser copiados para pendrives, por exemplo, caso seja necessário.

Pense bem antes de imprimir e-mails, planilhas e outros documentos. Só imprima se for realmente necessário.

Se a impressão for inevitável, dimensione o conteúdo para que o texto caiba no menor número de páginas possível. Imprima na frente e no verso das folhas e evite impressão colorida. Um único elemento colorido no documento é computado como impressão colorida, que custa muito mais caro.

papel-reclicla

Reutilize e Recicle

Folhas usadas com o verso em branco dão ótimos blocos para anotações. Já aquela papelada que inevitavelmente temos que dispensar pode ser reciclada! Retire os grampos e clips, e jogue revistas,  envelopes, cartazes, panfletos, jornais, agendas etc. em um lixo reservado apenas para papel, assim ele não irá para aterros sanitários.

Economize e recicle papel, arrume uma caneca com o seu estilo e colabore. A natureza agradece!

A Metrologia das Tempestades

21 de janeiro de 2019

Formação de cúmulo-nimbo com formato típico de “bigorna” Photo by Hussein Kefel, licensed under Creative Commons

Estamos em pleno verão, época em que as tempestades costumam se formar com mais frequência. Cerca de 70% das nuvens de tempestade, as famosas cúmulo-nimbo (ou cumulonimbus) ocorrem na primavera e no verão, quando a irradiação solar aquece intensamente a superfície e provoca grande evaporação de água. O interior dessa gigantesca formação de nuvens, cuja base escura é o prenúncio de tempestade, abriga ventos fortíssimos, raios e trovões, granizo e muita água.

A metrologia

Tamanho: As nuvens cúmulo-nimbo são enormes. Podem ter entre 10 km e 20km de diâmetro e chegar a mais de 12 km de altura e, excepcionalmente, atingir 20 km de altitude (um avião comercial voa a uma altitude média de 11 km).

Velocidade dos ventos: rajadas que podem chegar a mais de 100 km/h.

Temperatura: a partir de temperaturas de até a 40 °C próximo ao chão, chegam a 0 °C acima da base, aos 4 000 m de altitude, e até a 70 °C negativos no topo.

Precipitação (chuva): Cumulonimbus podem precipitar mais de 60 mm/h. Significa que em apenas 10 minutos a chuva produz uma lâmina de água de 10 mm de altura por metro quadrado. Em uma área de apenas 4 km² esse volume de água equivale a 40 000 000 litros, ou seja, 16 piscinas olímpicas.

Tempo de vida: O ciclo médio de vida entre a formação e a dissipação do cumulonimbus varia entre 30 min a 40 min.

Raios e trovões

Os raios e trovões são um capítulo à parte. As nuvens se eletrificam a partir da colisão entre cristais de gelo, água e granizo no seu interior. A maioria das descargas elétricas fica restrita ao interior da nuvem, mas cerca de 20% delas tocam o solo. Quando ocorre um relâmpago (parte luminosa visível do raio), a tensão elétrica associada pode chegar a 100 milhões de volts, e a corrente elétrica pode chegar a 30 kA (trinta quiloamperes), suficiente para acender 300 000 lâmpadas de LED de 800 lúmens!

Parte dessa energia é convertida em calor. A temperatura do canal ionizado, criado pelo percurso da descarga, é de 30 000 °C (mais de cinco vezes a temperatura na superfície do Sol, que é de, aproximadamente, 5 500 °C .  O calor expande o ar ao seu redor de maneira repentina e, após a descarga, o ar se resfria rapidamente e se contrai abruptamente. A brusca expansão e contração da massa de ar produz as ondas sonoras características do trovão.

Dependendo da intensidade do raio, da topografia do local e da distância, o trovão pode ser percebido como um simples estampido de curta duração ou por um ribombar cujas frequências ficam entre os 20 Hz a 120 Hz (20 hertz a 120 hertz), ou seja, sons muito graves. Próximo ao local da descarga o trovão pode exceder os 120 dB (cento e vinte decibels), um nível de potência sonora equivalente a uma banda de “heavy metal”. A propósito, o decibel (cujo plural pode ser decibels ou decibéis) é uma unidade logarítmica “em uso com o SI”.

A duração média do raio é cerca de 0,2 s (dois décimos de segundo). Como a velocidade da luz na atmosfera é de 1 080 000 000 km/h (arredondados) e a velocidade do som é de apenas cerca de 1 200 km/h (quase um milhão de vezes menor), nós vemos o relâmpago antes de escutarmos o trovão.

Mitos

Os raios e os trovões gerados pelas tempestades sempre despertaram o temor e a curiosidade, e aparecem com frequência em muitos mitos e lendas das antigas civilizações. Uma das mais pitorescas crenças da Europa medieval, e que perdurou até um passado recente, afirmava que a presença do sino protegia contra os raios, e o seu badalar os repelia. Acontece que na maioria das aldeias a igreja ou capela era a construção mais alta, e o campanário que abrigava o sino ficava muito exposto aos raios.

 

O sino, por esse motivo, protegia de fato a aldeia na medida em que recebia a maioria dos raios, mas a crença de que estes eram repelidos pelo dobrar dos sinos acabou vitimando centenas de monges incautos. Essa crença era tão arraigada que muitos sinos traziam uma gravação em seu corpo com a seguinte frase, em latim: Vivos voco, mortuos plango, fulgura frango. A frase significa: Convoco os vivos, pranteio os mortos, rompo os relâmpagos.

Medindo a Camada de Ozônio

14 de setembro de 2016

ozonioarteA camada de ozônio, ou ozonosfera, é uma região da estratosfera que concentra uma elevada quantidade desse gás. Diferentemente do oxigênio molecular, que tem dois átomos, o ozônio possui três átomos de oxigênio. Mas atenção! A figura acima é apenas uma brincadeira com a palavra e não representa a geometria da molécula de ozônio. Veja só:

ozonio-estruturaMesmo que as letras “Z” e “N” pudessem representar ligações químicas, a letra “I” ficaria sobrando, isso porque na molécula de ozônio o átomo central se liga a dois outros átomos por ligações covalentes dativas (coordenadas), como na figura à direita.

ozono-estruturaAgora, veja que coisa curiosa e provavelmente única: Em Portugal, onde OZÔNIO se diz OZONO, sem o fonema “i”, e onde, por consequência, não se usa a letra “i” para escrever a palavra, ela pode ser manipulada para assumir a mesma forma da geometria da molécula de “ozono”, como na figura à esquerda.

A ozonosfera é importante pois funciona como um escudo que bloqueia grande parte da radiação solar nociva à vida, principalmente a radiação ultra violeta, ou raios UV. No final da década de 1970 descobriu-se que a concentração de ozônio havia diminuído bastante sobre a região Antártica. O fenômeno foi batizado de “buraco de ozônio”. Desde então os cientistas têm observado variações na quantidade desse gás.

aerossol

Na época, apontou-se como causa do fenômeno o uso de compostos de cloro como os clorofluorcarbonos (CFCs). Esses gases, usados em refrigeração (geladeiras, ares-condicionados) e nos aerossóis liberam cloro, que destrói as moléculas de ozônio na estratosfera. Isso fez com que a ONU patrocinasse a redução do uso dessas substâncias. Assim, em 16 de setembro de 1987 foi firmado o Protocolo de Montreal. Os países que aderiram a esse protocolo comprometeram-se a interromper a produção e a comercialização dos principais CFCs. Veja, a seguir, onde fica a camada de ozônio.

ozonosfera No gráfico acima vemos a correlação entre quatro grandezas físicas que quantificam diferentes aspectos da camada de ozônio: À direita e à esquerda temos duas grandezas cujos valores diminuem com a altitude: A pressão atmosférica em quilopascal, e a densidade do ar, dada em gramas por metro cúbico. A linha vinho indica a correlação entre a altitude, em quilômetros, e a temperatura média do ar, em kelvins. Observe que temperatura do ar diminui à medida que se aproxima do limite superior da troposfera, e fica constante na tropopausa, entre os 12 km e os 20 km de altitude. No limite superior da tropopausa começa a camada de ozônio. Acima dos 20 km a temperatura do ar volta a esquentar até atingir a estratopausa, em torno dos 50 km de altitude, onde permanece constante até a mesosfera, tornando então a esfriar.

A ozonosfera concentra cerca de 90% de todo o ozônio atmosférico, tem uma espessura de cerca de 10 km e está localizada entre os 15 km e os 35 km de altitude, dentro da estratosfera (no gráfico, a área com listras brancas).

Espectrofotômetro Dobson

Espectrofotômetro Dobson

A quantidade de ozônio na atmosfera é medida por instrumentos no solo ou embarcados em balões, aviões e satélites. Algumas medições são feitas pela análise do ar seco em um detector de ozônio. Outras são baseadas na capacidade única do ozônio de absorver a luz na atmosfera. É o caso do espectrofotômetro Dobson, que mede a intensidade da luz solar em dois comprimentos de onda na faixa ultravioleta, uma fortemente absorvida pelo ozônio e outra fracamente absorvida. A diferença na intensidade de luz desses dois comprimentos de onda é utilizada para medir o ozônio total acima da localização do instrumento.

É preciso dizer que não há consenso, nem mesmo entre os cientistas, de que o CFC seja o causador do “buraco de ozônio”. Há quem defenda que a flutuação na concentração de ozônio na ozonosfera se deve a causas naturais. De todo modo, para que seja possível defender uma ou outra tese acerca desse fenômeno é fundamental medi-lo, e  para isso existe a metrologia.

 

Medições fabulosas: O Vulcão e a Geleira.

28 de julho de 2016
vulcaoegeleira

A imagem acima (e também o texto) foi inspirada nas magníficas paisagens da Islândia.

Era uma vez, em uma distante ilha do Mar da Noruega, um vulcão que começava a se formar. Com um longo rugido entrecortado por soluços, a fenda que lhe dera origem expulsou cinzas e fumaça espessa aos borbotões, seguidas por um derrame de lava pastosa que abriu caminho lentamente pelo gelo. Esse foi o primeiro contato do novo vulcão com a geleira que o envolvia. Sim, lá estava ela, um gigantesco glaciar compacto e ancestral, que há milênios ocupava o sul da ilha.
Passaram-se alguns anos de mútua indiferença. Nem a geleira, nem o vulcão tomaram conhecimento um do outro. Finalmente, após um período particularmente ruidoso em que o vulcão erguera o seu cone acima das elevações mais próximas, a geleira condescendeu em notá-lo.
– Você acordou? – Perguntou a geleira – Em tom quase afetuoso.
– Acordei você? – Devolveu a pergunta o jovem e impetuoso vulcão .
– Eu nunca durmo – respondeu a geleira. Embora não pareça, estou sempre em movimento. Isso de dormir é com os vulcões. Vocês dormem muito…
– Pois eu acabei de surgir das entranhas da mãe Terra, e tenho energia e calor de sobra para permanecer acordado e até para transformar você num lago fumegante.
– Calor? – Riu a geleira – Não conheço essa palavra.
– Mas deveria! O gelo frágil de que você é feita não resiste a meros dois ou três graus acima de zero. Você não teme o imenso calor do magma?
– Você está enganado, meu amigo! Começo a derreter quando a temperatura ultrapassa 273,15 K.
– Não sei nada de 273,15 K. Que diabo de temperatura é essa?
– Temperatura termodinâmica. Kelvin, meu caro, falo da escala kelvin!
– Quer dizer que 273,15 graus kelvin correspondem a zero graus Celsius?
– Não se fala em graus kelvin! A escala kelvin é absoluta, seu ponto zero é o zero absoluto, a menor temperatura que um corpo pode atingir no universo, portanto não é dada em graus. O grau é usado apenas para escalas comparativas como o Celsius, ou no arcaico e ultrapassado Fahrenheit.
– Mas 273 K equivalem ou não a zero graus Celsius?
– Sim, equivalem. E a conversão de grau Celsius para a escala kelvin é muito fácil, basta somar 273,15. Se você quiser pode arredondar para 273. Mas não me pergunte a equivalência entre eles e o tosco Fahrenheit. Recuso-me a responder.
– Que seja! De qualquer modo o seu gelo irá sublimar quando eu lançar sobre ele toneladas de lava ardente a mais 1.000 °C ou, como você prefere, a mais de 1.273 K. Posso transformar você num prato de sopa…
– Ora, ora! Mas que sujeito enfezado! – Zombou a geleira. – Você fala de maneira tão absoluta que deveria adotar o kelvin em lugar do Celsius. Você precisa aprender a comparar e a relativizar as coisas!
– Relativizar? – Perguntou o vulcão, um tanto embaraçado.
– Sim! Veja bem: Você acabou de nascer, enquanto eu tenho quase três mil anos. Você atingiu há pouco os duzentos metros de altura, enquanto minha camada de gelo pode chegar a mil metros de espessura. Enfim, você derreteu à sua volta uma área cujo raio terá uns dez quilômetros, mas eu me estendo por mais de oito mil quilômetros quadrados… E para o seu governo, você não é o único vulcão por aqui. Há outros, bem mais antigos e mais sábios, e nenhum deles achou que poderia me derreter.
– Bem, bem – Gaguejou o vulcão – Eu não sabia de nada disso… Eu só estava brincando…
– Não se preocupe – Contemporizou a Geleira – Perdoo a sua juventude. Voltaremos a conversar quando você for mais velho, digamos, daqui a uns cem anos… Se você estiver acordado.
– Cem anos? Combinado! Voltamos a conversar daqui a cem anos se eu estiver acordado, e se o efeito estufa não tiver reduzido você a um pote de sorvete…

Moral da história: A geleira pode ter razão, mas a última palavra, parece, é mesmo do vulcão…

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

5 de junho de 2015

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O dia 5 de junho deu início à primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em 1972.

O estudo das interações dos seres vivos entre si e com o ambiente natural onde vivem se chama “ecologia”.  A palavra deriva do grego “Oîkos”, que significa casa, morada. Entretanto, quando nos referimos ao ambiente onde nós, seres humanos, vivemos, usamos a expressão “Meio Ambiente”.

E porque não usar a palavra ecologia? Acontece que a esmagadora maioria dos seres humanos deixou o “ambiente natural” há muito tempo. Vivemos em todos os lugares, graças ao desenvolvimento tecnológico que nos permitiu adaptar o ambiente às nossas necessidades, ao contrário dos demais seres vivos que precisam se adaptar ao ambiente. Por isso, o nosso habitat é praticamente todo o planeta, e o nosso modo de vida o afeta de todos os modos, o que nos torna responsáveis por tudo o que há nele.

A metrologia contribui bastante para ampliar o conhecimento sobre o meio ambiente, pois permite quantificar os vários fatores físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de nos afetar e aos outros seres vivos. Esse conhecimento é fundamental para que adotemos medidas de proteção e conservação do ambiente onde vivemos, a Terra.

Dia Internacional do Animal (world animal day)

3 de outubro de 2013

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Dia 4 de outubro é o Dia Internacional do Animal! Não por acaso é dia de São Francisco de Assis, que ficou conhecido por ser devotado a todos os animais e chamá-los de irmãos. A propósito, 4 de outubro é também Dia do Cão, Dia do Poeta, Dia da Ecologia  e Dia Internacional da Anistia!!  E o que é que o IPEM-SP tem com isso? Muita coisa!

Em primeiro lugar, o IPEM-SP é um órgão engajado nas questões ecológicas e ambientais. Além disso, as equipes de fiscalização do IPEM-SP fiscalizam regularmente os produtos destinados aos animais de estimação, conforme pode se visto em nosso recente post sobre o assunto.

Mas não é apenas isso. Acontece que todos nós, instituições públicas ou privadas, empresas ou órgãos de fiscalização, pessoas físicas e pessoas jurídicas, enfim, todos temos obrigação de divulgar e comemorar a data, pois isso faz parte do esforço de conscientização com relação aos nossos amigos animais, mesmo que alguns deles não nos pareçam muito amistosos.

Proteger os animais é proteger o mundo natural e, por extensão, o ambiente no qual todos vivemos. E devemos lembrar que se os grandes animais como elefantes, rinocerontes, hipopótamos e leões são aqueles mais ameaçados, nós humanos também somos animais de grande porte e poderemos ficar extintos muito antes de carrapatos, pulgas e, naturalmente, as sempiternas bactérias, as verdadeiras donas do planeta.

Tira da dupla Pesado e Medido – Primavera!

23 de setembro de 2013

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Mais uma vez comemoramos o dia 23 de setembro, o início da primavera! Do ponto de vista da geofísica, e também da metrologia, a ciência das medições, a primavera marca o início do segundo equinócio do ano (o primeiro  foi no outono, no dia 20 de março). Mas não vamos voltar ao tema, que já foi abordado em outro post aqui no Almanaque (dê uma olhada no link abaixo).

https://ipemsp.wordpress.com/2011/09/28/primavera/ ).

Hoje vamos aproveitar o começo da estação das flores para lembrar outra data importante: No dia 21 de setembro comemoramos o dia da árvore! Sim, e a proximidade entre essas duas datas não é casual. O dia 21 foi escolhido em razão do início da primavera. Não é preciso dizer muito sobre esse dia! Todo mundo reconhece como é fundamental para o futuro do planeta que as árvores, e por extensão toda a natureza, sejam respeitadas e preservadas!

Palestra “Sustentabilidade no ambiente de trabalho” orienta funcionários na reta final do 5S

12 de dezembro de 2011

 O Ipem-SP recrutou um grupo de funcionários em meados de outubro com a finalidade de desenvolver e monitorar a realização do projeto 5s em todas as sedes da instituição.

 Na semana final do projeto, o Ipem-SP tomou a cuidado de convidar um especialista na àrea para garantir que no “DIA D”, sexta-feira, todo o processo de descarte dos diferentes materiais seja realizado corretamente de modo que a regulamentação envolvida seja respeitada. O Inmetro, por exemplo, criou a portaria nº 319 que estabelece procedimentos e requisitos para tratamento e destinação de produtos apreendidos durante as atividades de fiscalização realizadas pela rede.

A palestra de “Sustentabilidade no ambiente de trabalho”  será realizada pelo advogado Fabrício Dorado Soler, coordenador do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Felsberg e Associados e presidente da Comissão de Energia da OAB-SP. A palestra de Fabrício é uma ação da Comissão 5S do Ipem-SP.

O palestrante abordará temas como responsabilidade compartilhada, coleta seletiva, manejo, responsabilidade pós-consumo, destinação e disposição ambientalmente adequada de resíduos. Todos os servidores estão convidados.

 Fabrício é advogado pelo Centro Universitário de Araraquara. Pós-graduado em Gestão Ambiental na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Gestão Ambiental e Negócios do Setor Energético pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e MBA Executivo em Infraestrutura pela Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
 
Também é autor de diversos artigos na área do direito ambiental e integrou a equipe jurídica que compôs o grupo de consultores do Banco Mundial na elaboração do estudo “Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Hidrelétricos no Brasil: Uma Contribuição para o Debate.”

Metrologia e Meteorologia: O Anemômetro

21 de setembro de 2011

Anemômetro com hélice e catavento (foto wikipédia)

O nome anemômetro vem do grego “anemós”, que significa vento. Medir a velocidade e direção dos ventos é fundamental em meteorologia, sobretudo para prever o tempo climático.

Anemômetro de Conchas

Os tipos mais comuns de anemômetro são os de conchas e os de hélice. Ambos obedecem ao mesmo princípio de medição, ou seja, a passagem do ar pelas conchas ou pela hélice faz com que estas girem com velocidade proporcional à velocidade do vento. O movimento desses dispositivos é, por sua vez, transmitido a um sistema de registro, que pode ser mecânico, elétrico ou eletrônico. O sistema precisa ser calibrado para que registre corretamente a velocidade, e isto é feito em um túnel de vento.

O anemômetro de hélice fixo precisa de um catavento acoplado de modo a posicioná-lo contra o vento. Os anemômetros registram as velocidades em metros por segundo ou quilômetros por hora. O anemômetro fixo mais utilizado é o de conchas.

Os cataventos são muito antigos e ainda são usados na Europa, no telhado das casas, para indicar a direção do vento e deixar a propriedade mais charmosa. É muito fácil e divertido fabricar um catavento com hélice em casa. Já o anemômetro não é tão simples, pois o problema não é captar o vento, mas criar um dispositivo que registre a sua velocidade corretamente.