Archive for the ‘Metrologia legal’ Category

“O IPEM-SP NUMA CASCA DE NOZ” – nova publicação anual do Ipem-SP

1 de agosto de 2019

clique na imagem para acessar a revista

“O Ipem-SP numa casca de noz” é a nova publicação do Ipem-SP. De periodicidade anual, a revista apresenta a estrutura do instituto e expõe, de maneira sintética, as atividades desenvolvidas pelo Ipem-SP na verificação e fiscalização de instrumentos de medição sujeitos à metrologia legal, na fiscalização de produtos e serviços submetidos à avaliação compulsória da conformidade, nos seus laboratórios metrológicos e na avaliação e certificação de produtos e serviços.

A publicação de 52 páginas deverá ser veiculada apenas em mídia digital e ficará hospedada no site oficial da autarquia. A cada ano, por volta da data de aniversário do Ipem-SP (24 de abril), uma versão atualizada da revista substituirá a anterior, de modo a proporcionar aos leitores um panorama sempre atual do instituto “em uma casca de noz”.

 

Anúncios

O Ipem-SP nos Transportes – Instrumentos

9 de abril de 2019

Avenida 23 de Maio – São Paulo – SP foto: Folha de São Paulo – Uol

Se existe uma atividade que serve como exemplo de regulamentação metrológica e conformidade de produtos e serviços, essa atividade é o transporte rodoviário, ou seja, os carros, motos, caminhões, ônibus (e até bicicletas) em circulação. Não é difícil entender porque. Além de exigir muito controle metrológico, existem poucas áreas mais sensíveis à segurança do que o transporte, basta ver a quantidade de pessoas vítimas de acidentes nas ruas e nas estradas do País a cada ano.

Por isso, a lista de instrumentos de medição e de produtos sujeitos à metrologia legal que têm a ver com os veículos é muito grande, e maior ainda é a lista de produtos e serviços sujeitos à avaliação da conformidade que regulamentam itens de segurança para esses veículos. Vamos começar pelos instrumentos de medição, por ordem alfabética.

Balanças Rodoviárias

foto: Tecnobal

As balanças rodoviárias são utilizadas nas rodovias e em empresas de vários tipos para pesar os caminhões, de modo a que estes atendam aos limites de peso por eixo estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito. Uma vez instaladas, essas balanças são calibradas (foto acima) e estão sujeitas à verificação metrológica feita regularmente pelo Ipem-SP.

Bombas Medidoras de Combustível Líquido

As bombas de combustível são nossas velhas conhecidas. Elas medem e registram a quantidade de combustível fornecida aos veículos e calculam o valor a ser pago pelo consumidor. Bombas de combustível são instrumentos de medir sofisticados, com muita tecnologia digital incorporada. Elas são verificadas pelo Ipem-SP ainda na fábrica (verificação inicial) e também nos postos (verificação subsequente) de modo a manter as suas características metrológicas e coibir práticas abusivas que lesam o consumidor. A fiscalização pode ocorrer a qualquer tempo, várias vezes ao ano.

Cronotacógrafos

Cronotacógrafos são instrumentos de medir e registrar velocidade, tempo e quilometragem percorrida. É utilizado em ônibus, caminhões e outros veículos de transporte para controlar a velocidade, os tempos de parada e de movimento, e a distância percorrida em cada trecho. Essas informações ficam registradas e podem ser usadas em caso de acidente. O seu uso  é obrigatório. Esses instrumentos também estão sujeitos ao controle da metrologia legal.

Densímetros Termocompensados

à esquerda vemos o densímetro fora do copo condensador

Densímetros são usados para determinar a densidade (relação entre a massa e o volume) de vários tipos de substâncias. Este densímetro em particular funciona acoplado à bomba de etanol. Sua presença na bomba é obrigatória, pois é através dele que o consumidor pode verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou se mantém a sua composição química sem alteração. Os densímetros são verificados nos laboratórios metrológicos do Ipem-SP antes de serem colocados em uso.

 

Dispensers para Gás Natural Veicular

O gás natural veicular – GNV é fornecido pela concessionária aos postos de combustível através de encanamentos, e os  dispensers são os equipamentos que medem e entregam o GNV aos veículos preparados para consumir esse combustível, a maioria deles, táxis. Dispensers de GNV são similares às bombas de combustível quanto à sua finalidade, porém, enquanto as bombas convencionais exibem o resultado da medição em litros, eles apresentam o resultado em metros cúbicos. Ainda como as bombas de combustível, os dispensers também sujeitam-se ao controle metrológico realizado pelo Ipem-SP, tanto no fabricante quanto nos postos de combustível.

Etilômetros (bafômetros)

Os etilômetros, também conhecidos popularmente como bafômetros, são instrumentos que detectam a concentração de álcool no ar expelido pelos pulmões. A legislação de trânsito brasileira é uma das mais rígidas do mundo a esse respeito, e pune duramente quem for pego pelo bafômetro. Por isso é fundamental que o aparelho apresente resultados confiáveis. O Ipem-SP dispõe de laboratório especializado para a verificação dos etilômetros utilizados pelas autoridades de trânsito.

Opacímetros

A palavra opacímetro vem de “opaco” e designa o aparelho utilizado para medir a “opacidade” da fumaça expelida pelos veículos. Uma sonda é colocada no cano de escape e a fumaça é levada a uma câmara, onde é atravessada por um feixe de luz. Sensores detectam quanta luz atravessa a fumaça e calculam o índice de opacidade. A legislação estabelece limites para emissão desses poluentes de modo a proteger a saúde e o meio ambiente, e o Ipem-SP verifica esses instrumentos. O opacímetro é usado na fiscalização, mas também como ferramenta para diagnóstico de eventuais anomalias.

Radares e Barreiras Eletrônicas

Os Radares e as barreiras eletrônicas são medidores de velocidade utilizados para o controle da velocidade dos veículos nas vias públicas, e fornecem embasamento para eventuais multas de trânsito. Justamente por isso precisam apresentar resultados confiáveis. O Ipem-SP verifica periodicamente esses instrumentos a ver se estão medindo corretamente.

Taxímetros

Taxímetros são instrumentos que medem a distância percorrida pelos táxis e o tempo que estes permanecem parados durante o percurso. O taxímetro calcula automaticamente o valor da corrida em função desses parâmetros, de modo que o consumidor só toma conhecimento do valor a pagar. Por isso é fundamental que eles funcionem corretamente. O Ipem-SP verifica e fiscaliza esses instrumentos pelo menos uma vez ao ano.

Os instrumentos citados acima são aqueles cuja fabricação e desempenho devem atender, obrigatoriamente, à legislação metrológica em vigor. Entretanto, existem muitos outros instrumentos de medição embarcados nos veículos, ou utilizados na sua manutenção, que não estão sujeitos à metrologia legal.  É o caso dos odômetros, velocímetros, termômetros, manômetros (pressão dos pneus), amperímetros, voltímetros, multímetros, vacuômetros etc. Esses instrumentos, embora não sejam fiscalizados pelo Ipem-SP, podem e devem ser calibrados periodicamente.

 

 

 

 

 

 

7 de abril – Dia Mundial da Saúde

5 de abril de 2019

Cobertura universal de saúde é o tema do Dia Mundial da Saúde deste ano de 2019, da Organização Mundial de Saúde – OMS. O objetivo principal da OMS é assegurar que todos possam obter os cuidados de saúde necessários, quando for preciso, na sua própria comunidade. Infelizmente, isso ainda está longe de acontecer. Daí a necessidade de um dia especial para a tomada de consciência sobre essa questão tão importante.

De fato, quando nos referimos à saúde pensamos logo em médicos, hospitais, ambulatórios, vacinação, saneamento básico… Então, qual seria a participação do Ipem-SP nessa história?

O Ipem-SP trabalha em várias frentes que promovem o cuidado e a prevenção da saúde da população, quer quando verifica instrumentos de medição, quer quando fiscaliza produtos sujeitos à avaliação da conformidade.

Os termômetros clínicos, os medidores de pressão arterial (esfigmomanômetros) e as balanças antropométricas são instrumentos cujas medições precisam ser absolutamente confiáveis, pois delas depende, muitas vezes, o diagnóstico e o tratamento adequado. O Ipem-SP verifica esses instrumentos para que mantenham a confiabilidade metrológica esperada.

 

Dentre os muitos produtos sujeitos à avaliação compulsória da conformidade, vários deles estão diretamente vinculados à saúde e à segurança dos cidadãos. As seringas e agulhas hipodérmicas,  os equipos para infusão e transfusão, implantes mamários ou as luvas cirúrgicas dispensam maiores explicações.

No que diz respeito à prevenção, produtos como os preservativos masculinos (camisinha), mamadeiras, berços, andadores infantis, chupetas, entre muitos outros, também devem ser fabricados conforme as normas de segurança aprovadas pelo Inmetro, e são fiscalizados pelo Ipem-SP. Todos esses produtos podem comprometer a saúde ou a segurança dos usuários caso sejam fabricados de maneira inadequada.

A ação fiscalizadora do Ipem-SP é mesmo muito diversificada. Conheça melhor o campo de atuação do Ipem-SP acessando o post Ipem-SP – O que é e o que faz

Campanha #PiratariaNão: De olho no selo

26 de novembro de 2018

O selo de verificação inicial do Inmetro demonstra que a balança passou por verificação metrológica realizada pelos fiscais do Ipem-SP nas dependências do fabricante ou importador. Apenas as balanças fabricadas de acordo com a legislação (Portaria 236/94 do Inmetro) recebem o selo de verificação inicial. Fique atento. Ao comprar balança observe o lacre e o selo do Inmetro.

Visite o site do Ipem-SP e mídias sociais. Acesse, confira e compartilhe.

 

 

Campanha #PiratariaNão: Cuidado com os Piratas

14 de novembro de 2018

Balança ilegal só traz dor de cabeça. Você paga por um produto de qualidade inferior e sem nenhuma confiabilidade metrológica. Sem querer você pode acabar lesando os seus clientes ou entregando mais produto do que deveria. E além disso está sujeito a ser autuado, multado e ter a sua balança apreendida. Antes de comprar balança verifique se ela apresenta o selo do Inmetro, o lacre e a placa de identificação da balança, onde constam uma série de informações sobre o fabricante e sobre o instrumento.  O selo do Inmetro e o lacre amarelo são colocados na balança pelos fiscais do Ipem-SP, quando da verificação inicial do instrumento, e comprovam que a balança foi fabricada de acordo com a legislação (Portaria 236/94 do Inmetro). Balança sem lacre e sem o selo de verificação inicial é pirata! Na dúvida, não compre!

Visite o site do Ipem-SP e mídias sociais. Acesse, confira e compartilhe.

 

Lançamento da Campanha #PiratariaNão

7 de novembro de 2018

Já há algum tempo o Ipem-SP vem constatando que balanças de uso no comércio como padarias, supermercados, feiras livres etc. vêm sendo importadas e comercializadas irregularmente. A comercialização de balanças irregulares, sem aprovação do Inmetro, vem sendo feita, principalmente, por empresas de e-commerce (venda pela internet).

Todas as balanças utilizadas para compra e venda de mercadorias precisam cumprir uma série de requisitos técnicos e legais (Portaria 236/94 do Inmetro). Apenas as balanças fabricadas de acordo com as normas atendem aos elevados padrões de qualidade metrológica e apresentam resultados confiáveis na pesagem dos produtos.

O Ipem-SP apreende as balanças irregulares e autua o responsável pelo instrumento. Mas isso não basta. É preciso que os comerciantes sejam alertados sobre o risco de comprar e usar balanças ilegais. Assim, o Ipem-SP decidiu criar uma campanha de esclarecimento aos usuários para alertá-los sobre o problema. Assista, abaixo, ao vídeo produzido especialmente para esse fim.

clique na imagem para assistir

A Campanha foi lançada oficialmente no dia 6 de novembro, durante o 1° Seminário de Metrologia Legal que ocorre simultaneamente à ENQUALAB 2018, e será veiculada também no site do Ipem-SP e nas redes sociais. Acesse, confira e compartilhe!

 

IPEM-SP inaugura o seu Labdata

25 de abril de 2017

clique na imagem para ampliar

Você sabe o que é um labdata? Chama-se labdata o laboratório que pesquisa e desenvolve soluções em eletrônica, microeletrônica, rádio frequência, software, hardware e outras coisas do gênero que envolvem  a captação, transferência e processamento de dados por meio eletrônico e digital. E para quê o IPEM-SP precisa de um labdata? Muito simples, para fazer frente à crescente sofisticação das fraudes eletrônicas e digitais em instrumentos de medição.

clique na imagem para ampliar

O labdata do IPEM-SP, ou mais propriamente, o Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Antifraudes do IPEM-SP foi inaugurado oficialmente no dia 24 de abril deste ano, durante as comemorações dos 50 anos da Autarquia, e surgiu a partir da parceria entre o IPEM-SP e o Sindicom – Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes.

clique na imagem para ampliar

Desde a sua origem os pesquisadores do futuro labdata já vinham produzindo excelentes resultados, embora ainda com poucos recursos, na detecção de fraudes eletrônicas e digitais em bombas de abastecimento de combustível. O processo de detecção de fraudes desenvolvido pelo labdata consiste em um sistema integrado de emissão e recepção de sinais eletromagnéticos gerenciados por computador, que incorpora tecnologia inovadora e sofisticada.

clique na imagem para ampliar

As pesquisas ganharam maior relevância com o aporte dos recursos tecnológicos necessários e com as fiscalizações sistemáticas em postos de combustível do programa “Operação Olhos de Lince”.

clique na imagem para ampliar

A “Operação Olhos de Lince” teve início em maio de 2016. Apenas neste ano de 2017 a “Operação Olhos de Lince” fiscalizou mais de 2.000 (dois mil) postos de combustível e verificou mais de 24.000 (vinte e quatro mil) bombas de combustível, dentre as quais mais de 1.200 (mil e duzentas) estavam irregulares, muitas delas com fraudes eletrônicas e digitais que lesavam o consumidor.

clique na imagem para ampliar

Apesar de usarmos as tirinhas de humor para tratar do assunto, a coisa é séria! Os responsáveis pelos postos de combustível irregulares são autuados, as bombas de combustível são interditadas e as multas são pesadas… A “Operação Olhos de Lince” não tem data prevista para terminar.

O Densímetro: Veja para que serve!

9 de novembro de 2015

densimetros

Como o próprio nome diz, o densímetro serve para medir a grandeza densidade, que é a relação entre o peso e o volume de um corpo. O densímetro é usado nos laboratórios, na indústria e no comércio! Sim, também no comércio, e já veremos como.

O tipo mais comum de densímetro é aquele formado por um bulbo de vidro fechado, cuja base contém um lastro de chumbo granulado. O lastro fica preso por um lacre de resina. Uma haste com uma escala graduada em gramas por mililitros (g/ml) completa o instrumento. Esse tipo de densímetro funciona segundo o “Princípio de Arquimedes”. Existem outras maneiras de medir densidade, como densímetros eletrônicos, medidores mássicos por efeito coriolis e até picnômetros.

Para medir a densidade com um densímetro comum, o líquido é colocado numa proveta onde o instrumento é mergulhado. Usa-se também um termômetro, pois o valor da densidade depende da temperatura. A leitura é feita no ponto onde a escala graduada é tocada pela superfície do líquido. Veja a ilustração a seguir:

densimetria

clique na imagem para ampliar

Para um mesmo líquido pode ser necessário o uso de densímetros com diferentes escalas, pois estas costumam ter uma amplitude de apenas 0,050 g/ml. Para o álcool hidratado carburante (etanol), por exemplo, usa-se um densímetro com graduação de 0,7500 g/ml até 0,8000 g/ml e outro de 0,8000 g/ml até o,8500 g/ml.  É que a densidade mínima admitida para o produto à 20°C é de 0,8075 g/ml (93,8º INPM), e a máxima é de 0,8110 (92,6º INPM).

Ou seja, é pela densidade que a qualidade do etanol é avaliada, e é no comércio de combustíveis que o densímetro aparece! Quem já foi a um posto e observou uma bomba fornecendo etanol, viu um densímetro em plena atividade. Esse instrumento é chamado de densímetro termocompensado e a sua presença na bomba é obrigatória, pois através dele é possível verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou permanece íntegro.

clique na imagem para ampliar

clique na imagem para ampliar

Acima, à esquerda da ilustração, separamos o densímetro propriamente dito do estojo que o abriga (que consiste de um copo condensador, de material transparente, e de um sistema de entrada e saída de etanol). À direita temos o conjunto completo. Quando em operação, o densímetro permanece flutuando dentro do copo por onde o etanol passa. Note, também, as instruções ao consumidor sobre como interpretar a posição do densímetro em relação ao líquido.

Os densímetros só podem ser utilizados se passarem por verificação metrológica. O IPEM-SP verifica vários tipos de densímetro em seus laboratórios, inclusive o densímetro termocompensado para etanol.

Fiscalizar é fundamental!

21 de julho de 2015

.

O IPEM-SP fiscaliza a quantidade e a qualidade de inúmeros produtos e serviços adquiridos pelo cidadão!  Veja como funciona:

Os especialistas e técnicos do IPEM-SP agem em nome do Inmetro.  Eles fiscalizam o desempenho de todos os instrumentos de medir  (balanças, bombas de combustível, taxímetros, termômetros clínicos, tacógrafos, radares e muitos outros) usados nas transações de compra e venda ou na prestação de serviços, em todo o Estado de São Paulo! Os fiscais verificam se esses instrumentos  estão medindo corretamente, para que o consumidor não seja prejudicado.

Os produtos embalados e pré-medidos como arroz, feijão, açúcar, óleo, leite, detergente, desodorante, papel higiênico e mais uma infinidade de produtos cuja quantidade é determinada pelo fabricante sem que o consumidor acompanhe a medição, também são fiscalizados diariamente pelo IPEM-SP, para que o consumidor leve para casa exatamente a quantidade de produto que comprou.

Além disso, o IPEM-SP fiscaliza o selo de conformidade dos produtos sujeitos à Avaliação da Conformidade, como brinquedos, mamadeiras, carrinhos de bebê, preservativos, material elétrico, extintores de incêndio e muitos outros produtos que possam causar dano ao consumidor e ao meio ambiente, caso não sejam fabricados da maneira correta.

Ou seja, a atuação do IPEM-SP é fundamental para a sociedade, tanto na proteção dos interesses do consumidor, como na preservação do meio ambiente e na manutenção da leal concorrência entre produtores, comerciantes e prestadores de serviço. Afinal, de nada adianta termos boas leis se não tivermos instituições fortes e atuantes que fiscalizem o cumprimento e a aplicação dessas leis.

 

 

 

Botijão de Gás : Passamos de mil comentários!! Veja alguns temas!

11 de março de 2015
Família de Botijões de GLP - Gás Liquefeito de Petróleo

Família de Botijões de GLP – Gás Liquefeito de Petróleo

Desde a criação do Almanaque temos procurado responder às mais variadas perguntas sobre Gás Liquefeito de Petróleo, o famoso gás de botijão, ou de cozinha. Embora os posts sobre o assunto tenham como objetivo esclarecer as dúvidas mais corriqueiras do consumidor, muita gente aproveita para perguntar sobre aspectos mais complexos como instalações em condomínios, características técnicas do GLP e dos botijões, legislação e até mesmo sobre algumas perigosas adaptações e “gambiarras”. Vejas os posts na página sobre Botijão de Gás aqui do Almanaque.

Por conta disso, e para comemorar os mais de mil comentários já postados, vamos abordar aqui, ao longo das próximas semanas, algumas dessas questões menos comuns, mas não menos relevantes.

1- GLP: Gás que a Lei Proíbe…

A Lei Federal n° 8.176/91 proíbe o uso de GLP em motores de qualquer espécie, saunas, caldeiras e aquecimento de piscinas, ou para fins automotivos (crime contra a ordem econômica e pena de detenção de um a cinco anos!!). Então, quem pretendia fazer aquela famosa gambiarra de instalar um botijão de gás no carro, é melhor desistir. Além de perigosíssimo, dá cadeia!

A Lei Estadual nº 9.494/97 proíbe o uso, no Estado de São Paulo, do botijão de GLP de 13 kg (P-13) que não seja para fins domésticos. Isso quer dizer que é proibido usar o P-13 para fins comerciais, ou seja, em oficinas (solda), em restaurantes, padarias, pizzarias, churrasqueiras de frango, barracas e veículos de comida de rua… Enfim, você entendeu. Os demais botijões (P-2, P-5, P-8, P-45) podem ser usados para fins comerciais.

2- As impressionantes questões da pressão.

Dentro dos botijões o gás é mantido em estado líquido sob pressão, entre 4 kgf/cm² a 7 kgf/cm² (ou 392 kPa a 686 kPa em unidades SI). A pressão interna nos botijões é a mesma, não importa a capacidade. No P-13, P-8 e P-5 o regulador de pressão (conhecido popularmente como “click” ou “registro”) reduz essa pressão toda em até 250 vezes (até cerca de 2,8 kPa) para uso nos fogões domésticos de baixa pressão.

Enquanto os botijões de 5 kg, 8 kg e 13 kg são projetados para operar com equipamentos a gás de baixa pressão (fogões, fornos, churrasqueiras, etc.), o botijão de 2 kg (P-2) é projetado para uso em fogareiros e lampiões de alta pressão, em geral acoplados diretamente sobre a válvula do botijão. Então, nada de usar o P-2 num fogão de baixa pressão (a rosca da válvula do P-2 é incompatível com a rosca do regulador de pressão) e nem usar o P-5, P-8 ou P-13 com fogareiros e lampiões de alta pressão.  Para fogões e fornos industriais de alta pressão, use o P-45, aquele cilindro que contém 45 kg de GLP.

3- Botijão congelado é uma fria, e também é uma questão de geometria!

Às vezes acontece: O botijão começa a esfriar, “transpirar” e, em alguns casos, surge uma camada de gelo sobre a superfície que congela o sistema e acaba interrompendo o fornecimento do GLP.  Esse fenômeno intrigante tem uma explicação muito simples: Consumo muito rápido de gás. E é aqui que a geometria entra! Veja só:

Dentro do botijão o GLP permanece na fase líquida, submetido a grande pressão. Para ser consumido o produto precisa voltar à fase gasosa e, para isso, é necessário que ele receba calor do ambiente através da parede do botijão. Quanto maior for a superfície relativa (área da parede em relação ao volume) do botijão, maior a capacidade de receber calor do ambiente. Assim, um botijão P-45 consegue vaporizar cerca de 1 kg/h, enquanto o botijão P-13 vaporiza cerca de 600 g/h, o botijão P-8 uns 500 g/h e um P-5 gaseifica 400 g/h.

Por isso, quando o consumo ultrapassa a capacidade de vaporização do botijão, o processo de despressurização do GLP passa a exigir mais calor do que o botijão consegue trocar com o ambiente. Como consequência, a superfície do botijão esfria e passa a condensar o vapor d’agua presente no ar, dando a impressão de que o botijão está transpirando. Aí, se o consumo continuar elevado as gotículas de água podem congelar, o que provoca a formação de gelo e a interrupção do fornecimento de gás por falta de energia (calor) para a vaporização.

Se isso acontecer basta fechar todos os registros (do fogão, forno, churrasqueira, etc.) e aguardar o descongelamento natural do botijão. Dias muito frios favorecem a ocorrência desse fenômeno. Porém, quando o congelamento ocorre com frequência, é sinal de que o sistema de alimentação de GLP está subdimensionado e talvez exija a substituição do regulador de pressão ou o acréscimo de mais botijões.