Archive for the ‘METROLOGIA LEGAL’ Category

Medidores de Velocidade (Radares)

30 de junho de 2020

Os medidores de velocidade para veículos automotores, popularmente conhecidos como “radares” são instrumentos usado para medir e registrar velocidade destinados ao monitoramento do trânsito.

Esses instrumentos estão submetidos ao Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria Inmetro nº 544/2014, por isso são obrigatoriamente verificados antes de serem colocados em operação (verificação metrológica inicial) e após instalados ou em uso pela autoridade policial (verificação metrológica subsequente).

Como funcionam:

É bom lembrar que o RADAR (sigla da expressão em inglês Radio Detection and Rangig) é um aparelho que localiza objetos a longa distância utilizando ondas eletromagnéticas. Possue uma antena emissora/receptora de ondas de rádio que se propagam até atingirem o alvo, retornando ao radar. A diferença de tempo de ida e de volta da onda determina a distância ou a velocidade do objeto. Portanto, nem todos os medidores de velocidade que chamamos de “radar” são radares de fato. Veja:

Medidor por radar propriamente dito: transmite e recebe ondas contínuas na faixa de micro-ondas, propiciando a medição da velocidade do veículo alvo através do efeito Doppler.

Medidor óptico: projeta um feixe de luz (Laser) no veículo alvo, e a medição é feita pelo processamento da energia por ele refletida.

Medidor de sensores de superfície: utiliza sensores instalados na superfície da via que detectam a passagem do veículo. A medição é feita em função do tempo de passagem do veículo entre dois sensores cuja distância entre eles é fixa e conhecida.

Em geral, os medidores são constituídos por:

dispositivo de detecção, que identifica as distâncias necessárias para o cálculo da velocidade dos veículos.

dispositivo de medição, constituído por micro processador e software que capta os dados do sistema de detecção e efetua o cálculo da velocidade.

dispositivo de processamento, constituído por um processador e software dedicado ao controle do sistema.

dispositivo de armazenamento, que registra e armazena os dados referente à medição.

dispositivo de registro óptico, constituído por câmera fotográfica ou de vídeo capaz de identificar o veículo.

Verificação metrológica

Os medidores podem ser fixos (como os das fotos), portáteis (tipo pistola), móveis (instalados em veículos em movimento) ou estáticos (sobre suporte que pode ser deslocado de um ponto para outro). No Estado de São Paulo é o Ipem-SP que fiscaliza todos esses instrumentos e verifica se apresentam medições corretas. A verificação dos instrumentos em operação é feita uma vez ao ano (verificação periódica), ou sempre que sofrem manutenção ou transferência de local de instalação (verificação eventual).

As verificações são realizadas com a utilização de uma viatura oficial, dotada de medidor de velocidade de alta precisão previamente calibrado (padrão). Os ensaios são realizados em cinco velocidades diferentes. Após a passagem da viatura pelo medidor, os resultados registrados pelo seu sistema fotográfico são confrontados com os resultados obtidos pelo padrão do Ipem-SP.

Os medidores aprovados recebem um laudo técnico com validade para um ano. Se forem reprovados, a empresa responsável pelo medidor é autuada e o equipamento é interditado.

Importante: Para que as multas emitidas em função dessas medições sejam legítimas e prosperem, o medidor de velocidade precisa ter sido verificado e aprovado pelo Ipem-SP, e estar dentro do prazo de validade. Para saber se o medidor de velocidade está dentro da validade, acesse o PSIE – Portal de Serviços do Inmetro nos Estados.

Carroçaria para Carga Sólida

15 de junho de 2020

foto: divulgação

Os caminhões dotados de carroçaria para carga sólida, também conhecida como caçamba, são muito utilizados no comércio e transporte de areia, brita, cascalho, terra e outros materiais a granel.

Essa carroçaria, entretanto, tem uma característica que a diferencia das carroçarias comuns. Ela é uma medida materializada de volume, utilizada comercialmente para comportar um volume conhecido de carga transportada, e, como tal, está submetida ao controle metrológico legal. Por isso, deve ter a sua capacidade útil conferida e verificada pelos órgãos metrológicos delegados do Inmetro.

Essas carroçarias tem dispositivos de referência soldados nas laterais internas, onde a marca de referência indica a capacidade nominal em metros cúbicos. Se a carroçaria tiver mais de um nível de enchimento, o dispositivo de referência pode ser uma barra com as marcas de enchimento correspondentes. Veja o croquis abaixo:

Dispositivo de referência de volume. Ilustração anexa à Portaria Inmetro/MDIC nº 70 15/2016

Como todo instrumento de medir sujeito à metrologia legal, as carroçarias para carga sólida devem ser submetidas à verificação inicial no fabricante, e também às verificações subsequentes. Aqui no Estado de São Paulo, o Ipem-SP é o órgão responsável por verificar se o volume da caçamba informado pelo fabricante está correto. Para saber mais, acesse a Portaria Inmetro/MDIC nº 70/2016.

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Ipem-SP faz verificação inicial em carroçaria no fabricante

 

Taxímetro

25 de maio de 2020

Ipem realiza verificação de taxímetros em Sorocaba nesta sexta ...

 

O taxímetro é um instrumento que mede a distância que o táxi percorre e, também, o tempo que o veículo fica parado quando em serviço. A partir dessas informações e do valor da tarifa, o instrumento calcula automaticamente o preço a pagar. É muito importante que as medições de distância e tempo feitas pelo taxímetro sejam corretas. Por isso é obrigatório submeter o instrumento ao controle metrológico do Ipem-SP.

Controle metrológico é o processo de verificação do instrumento para ver se ele está medindo corretamente, e também se está indicando corretamente o preço a pagar correspondente à essa medição. A verificação do taxímetro é feita uma vez ao ano, ou sempre que a prefeitura altera o valor da tarifa. Além de verificar o taxímetro os fiscais do Ipem-SP verificam outros aspectos obrigatórios, como o estado de conservação do instrumento e a sua posição no painel do veículo.

taxímetro

O taxímetro que estiver bem conservado, instalado corretamente e que apresentar desempenho metrológico correto é aprovado e recebe um lacre amarelo e a marca de verificação do Inmetro (um selo holográfico adesivo) com o ano de validade.

Dicas:

O taxímetro deve ser ligado apenas quando o passageiro entrar no táxi. Nesse momento o taxímetro deve exibir, no visor, o valor da tarifa inicial (bandeirada).

O valor das tarifas são determinados pelas prefeituras municipais. Além disso, algumas prefeituras também permitem o uso de tarifas diversificadas quando o táxi trabalha em horário noturno, domingos e feriados (bandeiras um, dois, três etc.).

Observe a existência do lacre amarelo (que deve estar intacto) e do selo holográfico do Inmetro com o ano de validade. O taxímetro deve estar indicando “zero” no valor a pagar, e só passará a indicar o valor da bandeirada quando for ligado.

Recuse táxi de outro município (veja a placa do carro) e não aceite corrida com valor “tratado” em municípios onde se utilizam taxímetros.

Cronotacógrafo

18 de maio de 2020
IPEM-SP encontra irregularidades em “caixa preta” de veículos na ...

Cronotacógrafo analógico aberto, exibindo o disco diagrama.

Cronotacógrafo é um instrumento que registra velocidade, tempo e distância percorrida por um veículo em seu deslocamento. É reconhecido mundialmente por contribuir na redução de acidentes nas estradas, pois é considerado a “caixa preta” dos veículos de carga. A utilização do cronotacógrafo é regulamentada pela Resolução nº 92/1999 do CONTRAN.

Onde é obrigatório instalar?

Os veículos de carga com peso bruto acima de 4.536 quilogramas e os veículos de passageiros com mais de 10 lugares são obrigados pelo Código de Trânsito Brasileiro a possuir cronotacógrafo. Ele registra dados importantes em um disco diagrama ou fita diagrama num período de tempo mínimo de 24 horas. Os cronotacógrafos têm que ser, obrigatoriamente, aprovados pelo Inmetro e submetidos à verificação metrológica. Quanto aos cronotacógrafos digitais, estes ainda não foram aprovados pelo Inmetro (saiba mais aqui).

Os dados registrados pelo cronotacógrafo, como a velocidade, distância percorrida e tempo, além de operações realizadas pelo condutor do veículo, são informações aceitas legalmente como prova em caso de acidentes ou denúncias de má condução do veículo. Além disso, todas as informações ficam registradas nesse equipamento, o que possibilita descrever o comportamento do motorista.

Conforme pesquisas, um dos fatores responsáveis por acidentes com ônibus e caminhões é o excesso de horas ao volante. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, 51,5% dos motoristas trabalham de 13 a 19 horas por dia. Usado para identificar também esse problema, o cronotacógrafo pode ajudar a diminuir muito o número de acidentes.

Proporcionalmente à frota total de veículos no Brasil, os ônibus e caminhões têm uma participação cinco vezes maior nos acidentes.

Estradas | Saiba como verificar se um ônibus ou caminhão está com ...

Fiscalização de cronotacógrafo feita pelo Ipem-SP

Por isso, o Ipem-SP realiza diversas operações para fiscalizar os cronotacógrafos instalados nos coletivos de passageiros, ônibus escolares e veículos que transportam cargas em geral, em diversos municípios do interior, além da capital paulista.

Como saber se determinado veículo já foi verificado?

Para obter essa informação, é necessário ter em mãos o número do RENAVAM e a placa do veículo. O Inmetro disponibiliza esses dados. Clique aqui.

 

Ipem-SP mantém atividades que impactam na saúde e segurança da população

30 de março de 2020

verificação de etilômetros (bafômetros)

O Ipem-SP tem mantido os serviços de verificação metrológica que impactam diretamente a saúde e a segurança da população. Nos laboratórios do Instituto as atividades de verificação inicial de termômetros clínicos e aparelhos de medição de pressão arterial (esfigmomanômetros), além dos etilômetros (bafômetros) e densímetros, continuam ocorrendo normalmente. O objetivo é evitar paralisar as fábricas e importadoras de instrumentos essenciais no diagnóstico da COVID-19 e garantir que eles continuem medindo corretamente.

É bom lembrar que estes instrumentos não podem ser colocados no comércio sem a verificação inicial do Ipem-SP, que visa garantir o seu funcionando correto, já que erros de medição falseiam o diagnórtico médico e podem causar sérios riscos à saúde dos pacientes.

Por exemplo, se um termômetro clínico apresentar erro de -1,5 °C, uma pessoa febril poderia não ser diagnosticada como tal. Por isso, antes que os termômetros sejam colocados no mercado, eles são verificados comparando o seu desempenho com padrões de temperatura do Ipem-SP. Apenas em 2020 o Ipem-SP verificou 156.300 unidades de termômetros clínicos. Em 2019 foram 120.000.

Em relação aos instrumentos de medir pressão arterial, em 2020 foram verificados 3.490 desses aparelhos em uso nos hospitais e clínicas, e 27.250 unidades verificadas nos fabricantes e importadores. Em 2019 o Ipem-SP verificou, ao todo, mais de 280.000 desses instrumentos.

No caso dos bafômetros (foto), essenciais para coibir abusos de velocidade e prevenir acidentes nas estradas, foram verificados, apenas em 2020, um total de 925 unidades, enquanto em 2019 foram verificados 1.500 unidades desses instrumentos.

Ipem-SP faz verificação de medidores de pressão arterial de uso hospitalar

27 de março de 2020

Medidor de pressão arterial (esfigmomanômetro) de parede, de uso hospitalar, marca “Riester”, importado da Alemanha. foto: divulgação

O Ipem-SP finalizou, na última quarta-feira, 25 de março, a verificação inicial em 400 esfigmomanômetros hospitalares, aparelhos popularmente conhecidos como medidores de pressão arterial, a serem utilizados no Estado de São Paulo.

Devido a atual situação de emergência de saúde pública internacional, a pandemia de Covid-19, o Ipem-SP está direcionando todos os esforços para que seja realizada, em tempo hábil, a verificação inicial em esfigmomanômetros, de modo a evitar o desabastecimento desses instrumentos essenciais. Nesta semana foi atendido um pedido de verificação emergencial de esfigmomanômetros importados da Alemanha, da marca “Riester” . O fabricante, que fornece instrumentos para 157 países, está trabalhando incansavelmente para atender os pedidos, em especial do Brasil, Espanha e Reino Unido. A agilidade do Ipem-SP na verificação metrológica é fundamental para que a empresa “Halma”, multinacional responsável pela importação dos instrumentos, consiga entregá-los rapidamente aos hospitais, uma vez que fazem parte do kit de combate ao Coronavírus.

Em 2020, até o momento, foram verificados 3.490 aparelhos de medir pressão arterial em hospitais e clínicas, e 27.250 na verificação inicial, em fabricantes e importadores destes instrumentos. Em 2019, o Ipem-SP verificou, em hospitais e clínicas, 19.992 esfigmomanômetros e outros 268.660 passaram por verificação inicial em fabricantes e importadores.

A verificação de esfigmomanômetros

Esfigmomanômetros são instrumentos de medir pressão arterial sujeitos à metrologia legal, e devem obedecer aos regulamentos técnicos do Inmetro. Precisam, obrigatoriamente, passar pelos ensaios de verificação metrológica inicial antes de serem comercializados, e, quando em uso, devem passar por verificação subsequente, que é feita periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, para assegurar a sua qualidade metrológica e a correção das medições. Por estarem sujeitos ao controle metrológico legal, os fabricantes precisam submeter ao Inmetro o projeto e demais requisitos de fabricação desses instrumentos. Apenas os esfigmomanômetros cujo modelo for aprovado pelo Inmetro podem ser comercializados no País. Instrumentos sem aprovação de modelo são retirados do mercado pela fiscalização.

A verificação metrológica realizada pelo Ipem-SP, tanto inicial quanto subsequente, consiste em submeter o instrumento a ensaios de erros de medição, comparando o seu desempenho com o padrão metrológico de pressão do Ipem-SP.  Uma vez aprovado nos ensaios, o instrumento recebe a marca de verificação do Inmetro, uma etiqueta adesiva onde consta o ano de validade da verificação. Os aparelhos verificados e aprovados neste ano de 2020 recebem a marca de verificação onde consta a validade até 2021.

foto: divulgação

É fundamental que os profissionais de saúde encaminhem os seus instrumentos de medir pressão arterial para serem verificados no Ipem-SP. As Delegacias Regionais do Ipem-SP em todo o Estado de São Paulo recebem os esfigmomanômetros para verificação subsequente. Após verificado, caso o instrumento seja reprovado deve ser encaminhado para reparo em uma oficina credenciada pelo Ipem-SP. Uma vez reparado, deve retornar para nova verificação.

Projeto de pesquisa

O Ipem-SP e o Inmetro concluíram, em dezembro de 2019, projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) intitulado “Proposta de ensaio de proficiência aplicado à acreditação no âmbito da metrologia legal na medição de pressão arterial”. O projeto objetivou analisar o desempenho de empresas autoverificadoras de esfigmomanômetros de forma a garantir que tais equipamentos não sejam colocados no mercado em desacordo com a regulamentação, neste caso podendo impactar negativamente na saúde humana. Matéria sobre o projeto foi publicada na  Metrologia em Revista ano III, nº 4

O que é Metrologia Legal?

2 de março de 2020

A Organização Internacional de Metrologia Legal – OIML define Metrologia legal como sendo a aplicação de requisitos legais a medições e instrumentos de medição.

Em seu site a OIML apresenta o que a organização faz e qual é a sua missão (traduzido da versão em inglês):

A OIML é uma organização intergovernamental que desenvolve modelos de regulamentos, normas e demais documentos para uso das autoridades legais de metrologia e pela indústria; fornece sistemas de reconhecimento mútuo que reduzem barreiras e custos comerciais em um mercado global;  representa os interesses da comunidade de metrologia legal dentro de organizações e fóruns internacionais preocupados com metrologia, padronização, ensaios, certificação e acreditação; promove e facilita o intercâmbio de conhecimentos e competências na comunidade metrológica legal em todo o mundo; coopera com outros órgãos de metrologia para aumentar a conscientização sobre a contribuição que uma sólida infraestrutura de metrologia legal pode fazer à economia moderna.

A missão da OIML é possibilitar que as economias implementem infraestruturas eficazes de metrologia legal, que sejam mutuamente compatíveis e internacionalmente reconhecidas, para todas as áreas pelas quais os governos assumem responsabilidade, como as que facilitam o comércio, estabelecem confiança mútua e harmonizam o nível de proteção ao consumo, em todo o mundo.

Como muitos outros países, o Brasil segue as recomendações da OIML e dispõe de um sistema responsável pela elaboração e aplicação das normas e dos regulamentos compreendidos pela Metrologia Legal. Esse sistema é o Sinmetro – Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

O órgão normativo do Sinmetro é o Conmetro – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e seu órgão executivo é o Inmetro – Instituto nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. O Inmetro delega a atividade de fiscalização em metrologia legal (e também em qualidade) aos Institutos de Pesos e Medidas nos Estados.

Aqui no Estado de São Paulo o órgão delegado do Inmetro é o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo.

Clique aqui e saiba mais sobre o Ipem-SP, o que é e o que faz.

Medidor de Umidade de Grãos

27 de janeiro de 2020

exemplo de medidor de umidade de grãos de bancada

Conhecer o percentual de umidade dos grãos é muito importante, pois ele é um dos critérios avaliados pelos compradores de grãos de feijão, arroz, soja, milho e café. A soja e o milho, por exemplo, devem apresentar um teor de umidade em torno de 14%.

A razão é simples. Quanto mais úmido estiver o grão na hora de comercializar, mais pesado ele será. Assim, o preço que seria pago ao agricultor por um produto dentro das especificações de umidade é reduzido para compensar o excesso de água.

Por isso é fundamental que o agricultor se habitue a medir a umidade dos grãos antes de comercializá-los. O processo de medição do teor de umidade é simples e rápido. Existem dois tipos de medidores, os portáteis (mais simples e mais baratos) e os de bancada (mais sofisticados, mais precisos e, também, mais caros).

Medidores de umidade de grãos utilizados em transações comerciais estão sujeitos à metrologia legal e devem, obrigatoriamente, passar por verificação inicial (no fabricante), por verificação periódica (quando em uso, ao menos uma vez ao ano) e após reparo ou manutenção.

Os medidores de umidade de grãos utilizados apenas para controle interno (durante o plantio, colheita, armazenamento, por exemplo), que não sejam utilizados para dar respaldo à transação comercial, não precisam ser aprovados pelo Inmetro.

Antes de comprar medidor de umidade de grãos, veja qual modelo é o mais adequado à sua necessidade e leia o Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria Inmetro n.º 402, de 15 de agosto de 2013, que traz as especificações e as exigências que esses instrumentos devem respeitar para serem aprovados.

 

O Metro Comercial

20 de janeiro de 2020

 

foto: divulgação

O metro Comercial é uma medida materializada de comprimento geralmente utilizada nas lojas de tecidos de venda a varejo. Aliás, a palavra varejo tem origem na palavra “vara”, antiga medida de comprimento (depois substituída pelo Metro) usada pelos “retalhistas”, lojistas que vendiam retalhos.

O Metro Comercial pode ser construído em metal, madeira ou outro material rígido, como o PVC. Deve ter, naturalmente, um metro de comprimento de uma extremidade a outra (de topo a topo), e as extremidades devem ser protegidas para evitar desgaste. A escala, graduada em centímetros e milímetros, deve ter cor contrastante com o fundo.  Os traços de referência dos centímetros devem ser maiores do que os meios centímetros, que por sua vez devem ser maiores que os milímetros.

Detalhe de Metro Comercial exibindo a proteção de topo em latão, a escala, as indicações obrigatórias e o selo de Verificação Subsequente.

Como todo instrumento sujeito à metrologia legal, o Metro Comercial deve passar por Verificação Inicial (no fabricante, antes de ser comercializado) e Verificação Subsequente, que aqui no Estado de São Paulo é feita pelo menos uma vez ao ano pelo Ipem-SP. As medidas aprovadas recebem a marca de verificação do Inmetro com o ano de validade. As medidas reprovadas em verificação subsequente são apreendidas e inutilizadas, e dependendo do caso o responsável é autuado.

É preciso ter muita atenção ao adquirir produtos medidos na sua presença. O Metro Comercial não pode ser fixado no balcão, e muito menos marcado nele. Observe a existência do selo de verificação do Inmetro e acompanhe de perto a medição.

Para mais detalhes técnicos consulte o Regulamento  Técnico  Metrológico  anexo à  Portaria  Inmetro nº 145 de 30 de dezembro de 1999.

Boas festas? Boas, sim, mas dão um trabalho…

9 de dezembro de 2019

Não há como evitar. Nesta época de festas de fim de ano o corre-corre aumenta e a gente se desdobra para dar conta de tudo. Sem querer aumentar ainda mais as suas preocupações, lembramos que na hora das compras é preciso ficar atento a muita coisa.

Brinquedos: Atenção à faixa etária recomendada e ao símbolo do Inmetro. Comprar brinquedo sem nota fiscal, sem conhecer a origem do produto e sem o símbolo do Inmetro coloca em risco a saúde e a segurança da criança que o recebe.

Roupas:  Fique de olho na etiqueta têxtil. Ela contém uma série de informações importantes sobre o tipo de composição do tecido (fibras têxteis), tamanho, dados do fabricante e cuidados para conservação e limpeza. A etiqueta têxtil é obrigatória nas peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho, cortinas, colchões, travesseiros, linhas etc. Assim como faz com os brinquedos e muitos outros produtos, o Ipem-SP fiscaliza regularmente os produtos têxteis.

Produtos para a ceia: Panetone, castanhas, nozes, pernil, peru e mais uma grande variedade de produtos são consumidos nesta época. Então, fique atento à pesagem dos produtos e confira se a balança tem o selo de verificação do Inmetro. Produtos pesados na sua presença devem ter a embalagem (bandeja, prato, caixa) descontados. Os produtos que já estão embalados devem trazer a indicação da quantidade na embalagem.

Eletrodomésticos:  Observe a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE. Todos os eletrodomésticos trazem a etiqueta do Inmetro que informa sobre o consumo de energia. As lavadoras e fogões devem informar, além disso, o consumo de água e gás, respectivamente. O consumo de energia é indicado por uma escala colorida com letras de A a G, que apresentam os níveis de consumo do aparelho. Uma seta preta com a letra correspondente ao consumo daquele aparelho informa o seu nível de eficiência energética. Um produto classificado com letra A, por exemplo, é mais eficiente (gasta menos) do que um com a letra C.

E também você, que está do outro lado do balcão, fique atento a essas recomendações para não ter problemas com a fiscalização do Ipem-SP. Boas compras, bons negócios e boas festas!