Archive for the ‘Metrologia legal’ Category

Ipem-SP mantém atividades que impactam na saúde e segurança da população

30 de março de 2020

verificação de etilômetros (bafômetros)

O Ipem-SP tem mantido os serviços de verificação metrológica que impactam diretamente a saúde e a segurança da população. Nos laboratórios do Instituto as atividades de verificação inicial de termômetros clínicos e aparelhos de medição de pressão arterial (esfigmomanômetros), além dos etilômetros (bafômetros) e densímetros, continuam ocorrendo normalmente. O objetivo é evitar paralisar as fábricas e importadoras de instrumentos essenciais no diagnóstico da COVID-19 e garantir que eles continuem medindo corretamente.

É bom lembrar que estes instrumentos não podem ser colocados no comércio sem a verificação inicial do Ipem-SP, que visa garantir o seu funcionando correto, já que erros de medição falseiam o diagnórtico médico e podem causar sérios riscos à saúde dos pacientes.

Por exemplo, se um termômetro clínico apresentar erro de -1,5 °C, uma pessoa febril poderia não ser diagnosticada como tal. Por isso, antes que os termômetros sejam colocados no mercado, eles são verificados comparando o seu desempenho com padrões de temperatura do Ipem-SP. Apenas em 2020 o Ipem-SP verificou 156.300 unidades de termômetros clínicos. Em 2019 foram 120.000.

Em relação aos instrumentos de medir pressão arterial, em 2020 foram verificados 3.490 desses aparelhos em uso nos hospitais e clínicas, e 27.250 unidades verificadas nos fabricantes e importadores. Em 2019 o Ipem-SP verificou, ao todo, mais de 280.000 desses instrumentos.

No caso dos bafômetros (foto), essenciais para coibir abusos de velocidade e prevenir acidentes nas estradas, foram verificados, apenas em 2020, um total de 925 unidades, enquanto em 2019 foram verificados 1.500 unidades desses instrumentos.

Ipem-SP faz verificação de medidores de pressão arterial de uso hospitalar

27 de março de 2020

Medidor de pressão arterial (esfigmomanômetro) de parede, de uso hospitalar, marca “Riester”, importado da Alemanha. foto: divulgação

O Ipem-SP finalizou, na última quarta-feira, 25 de março, a verificação inicial em 400 esfigmomanômetros hospitalares, aparelhos popularmente conhecidos como medidores de pressão arterial, a serem utilizados no Estado de São Paulo.

Devido a atual situação de emergência de saúde pública internacional, a pandemia de Covid-19, o Ipem-SP está direcionando todos os esforços para que seja realizada, em tempo hábil, a verificação inicial em esfigmomanômetros, de modo a evitar o desabastecimento desses instrumentos essenciais. Nesta semana foi atendido um pedido de verificação emergencial de esfigmomanômetros importados da Alemanha, da marca “Riester” . O fabricante, que fornece instrumentos para 157 países, está trabalhando incansavelmente para atender os pedidos, em especial do Brasil, Espanha e Reino Unido. A agilidade do Ipem-SP na verificação metrológica é fundamental para que a empresa “Halma”, multinacional responsável pela importação dos instrumentos, consiga entregá-los rapidamente aos hospitais, uma vez que fazem parte do kit de combate ao Coronavírus.

Em 2020, até o momento, foram verificados 3.490 aparelhos de medir pressão arterial em hospitais e clínicas, e 27.250 na verificação inicial, em fabricantes e importadores destes instrumentos. Em 2019, o Ipem-SP verificou, em hospitais e clínicas, 19.992 esfigmomanômetros e outros 268.660 passaram por verificação inicial em fabricantes e importadores.

A verificação de esfigmomanômetros

Esfigmomanômetros são instrumentos de medir pressão arterial sujeitos à metrologia legal, e devem obedecer aos regulamentos técnicos do Inmetro. Precisam, obrigatoriamente, passar pelos ensaios de verificação metrológica inicial antes de serem comercializados, e, quando em uso, devem passar por verificação subsequente, que é feita periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, para assegurar a sua qualidade metrológica e a correção das medições. Por estarem sujeitos ao controle metrológico legal, os fabricantes precisam submeter ao Inmetro o projeto e demais requisitos de fabricação desses instrumentos. Apenas os esfigmomanômetros cujo modelo for aprovado pelo Inmetro podem ser comercializados no País. Instrumentos sem aprovação de modelo são retirados do mercado pela fiscalização.

A verificação metrológica realizada pelo Ipem-SP, tanto inicial quanto subsequente, consiste em submeter o instrumento a ensaios de erros de medição, comparando o seu desempenho com o padrão metrológico de pressão do Ipem-SP.  Uma vez aprovado nos ensaios, o instrumento recebe a marca de verificação do Inmetro, uma etiqueta adesiva onde consta o ano de validade da verificação. Os aparelhos verificados e aprovados neste ano de 2020 recebem a marca de verificação onde consta a validade até 2021.

foto: divulgação

É fundamental que os profissionais de saúde encaminhem os seus instrumentos de medir pressão arterial para serem verificados no Ipem-SP. As Delegacias Regionais do Ipem-SP em todo o Estado de São Paulo recebem os esfigmomanômetros para verificação subsequente. Após verificado, caso o instrumento seja reprovado deve ser encaminhado para reparo em uma oficina credenciada pelo Ipem-SP. Uma vez reparado, deve retornar para nova verificação.

Projeto de pesquisa

O Ipem-SP e o Inmetro concluíram, em dezembro de 2019, projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) intitulado “Proposta de ensaio de proficiência aplicado à acreditação no âmbito da metrologia legal na medição de pressão arterial”. O projeto objetivou analisar o desempenho de empresas autoverificadoras de esfigmomanômetros de forma a garantir que tais equipamentos não sejam colocados no mercado em desacordo com a regulamentação, neste caso podendo impactar negativamente na saúde humana. Matéria sobre o projeto foi publicada na  Metrologia em Revista ano III, nº 4

O que é Metrologia Legal?

2 de março de 2020

A Organização Internacional de Metrologia Legal – OIML define Metrologia legal como sendo a aplicação de requisitos legais a medições e instrumentos de medição.

Em seu site a OIML apresenta o que a organização faz e qual é a sua missão (traduzido da versão em inglês):

A OIML é uma organização intergovernamental que desenvolve modelos de regulamentos, normas e demais documentos para uso das autoridades legais de metrologia e pela indústria; fornece sistemas de reconhecimento mútuo que reduzem barreiras e custos comerciais em um mercado global;  representa os interesses da comunidade de metrologia legal dentro de organizações e fóruns internacionais preocupados com metrologia, padronização, ensaios, certificação e acreditação; promove e facilita o intercâmbio de conhecimentos e competências na comunidade metrológica legal em todo o mundo; coopera com outros órgãos de metrologia para aumentar a conscientização sobre a contribuição que uma sólida infraestrutura de metrologia legal pode fazer à economia moderna.

A missão da OIML é possibilitar que as economias implementem infraestruturas eficazes de metrologia legal, que sejam mutuamente compatíveis e internacionalmente reconhecidas, para todas as áreas pelas quais os governos assumem responsabilidade, como as que facilitam o comércio, estabelecem confiança mútua e harmonizam o nível de proteção ao consumo, em todo o mundo.

Como muitos outros países, o Brasil segue as recomendações da OIML e dispõe de um sistema responsável pela elaboração e aplicação das normas e dos regulamentos compreendidos pela Metrologia Legal. Esse sistema é o Sinmetro – Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

O órgão normativo do Sinmetro é o Conmetro – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e seu órgão executivo é o Inmetro – Instituto nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. O Inmetro delega a atividade de fiscalização em metrologia legal (e também em qualidade) aos Institutos de Pesos e Medidas nos Estados.

Aqui no Estado de São Paulo o órgão delegado do Inmetro é o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo.

Clique aqui e saiba mais sobre o Ipem-SP, o que é e o que faz.

Medidor de Umidade de Grãos

27 de janeiro de 2020

exemplo de medidor de umidade de grãos de bancada

Conhecer o percentual de umidade dos grãos é muito importante, pois ele é um dos critérios avaliados pelos compradores de grãos de feijão, arroz, soja, milho e café. A soja e o milho, por exemplo, devem apresentar um teor de umidade em torno de 14%.

A razão é simples. Quanto mais úmido estiver o grão na hora de comercializar, mais pesado ele será. Assim, o preço que seria pago ao agricultor por um produto dentro das especificações de umidade é reduzido para compensar o excesso de água.

Por isso é fundamental que o agricultor se habitue a medir a umidade dos grãos antes de comercializá-los. O processo de medição do teor de umidade é simples e rápido. Existem dois tipos de medidores, os portáteis (mais simples e mais baratos) e os de bancada (mais sofisticados, mais precisos e, também, mais caros).

Medidores de umidade de grãos utilizados em transações comerciais estão sujeitos à metrologia legal e devem, obrigatoriamente, passar por verificação inicial (no fabricante), por verificação periódica (quando em uso, ao menos uma vez ao ano) e após reparo ou manutenção.

Os medidores de umidade de grãos utilizados apenas para controle interno (durante o plantio, colheita, armazenamento, por exemplo), que não sejam utilizados para dar respaldo à transação comercial, não precisam ser aprovados pelo Inmetro.

Antes de comprar medidor de umidade de grãos, veja qual modelo é o mais adequado à sua necessidade e leia o Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria Inmetro n.º 402, de 15 de agosto de 2013, que traz as especificações e as exigências que esses instrumentos devem respeitar para serem aprovados.

 

O Metro Comercial

20 de janeiro de 2020

 

foto: divulgação

O metro Comercial é uma medida materializada de comprimento geralmente utilizada nas lojas de tecidos de venda a varejo. Aliás, a palavra varejo tem origem na palavra “vara”, antiga medida de comprimento (depois substituída pelo Metro) usada pelos “retalhistas”, lojistas que vendiam retalhos.

O Metro Comercial pode ser construído em metal, madeira ou outro material rígido, como o PVC. Deve ter, naturalmente, um metro de comprimento de uma extremidade a outra (de topo a topo), e as extremidades devem ser protegidas para evitar desgaste. A escala, graduada em centímetros e milímetros, deve ter cor contrastante com o fundo.  Os traços de referência dos centímetros devem ser maiores do que os meios centímetros, que por sua vez devem ser maiores que os milímetros.

Detalhe de Metro Comercial exibindo a proteção de topo em latão, a escala, as indicações obrigatórias e o selo de Verificação Subsequente.

Como todo instrumento sujeito à metrologia legal, o Metro Comercial deve passar por Verificação Inicial (no fabricante, antes de ser comercializado) e Verificação Subsequente, que aqui no Estado de São Paulo é feita pelo menos uma vez ao ano pelo Ipem-SP. As medidas aprovadas recebem a marca de verificação do Inmetro com o ano de validade. As medidas reprovadas em verificação subsequente são apreendidas e inutilizadas, e dependendo do caso o responsável é autuado.

É preciso ter muita atenção ao adquirir produtos medidos na sua presença. O Metro Comercial não pode ser fixado no balcão, e muito menos marcado nele. Observe a existência do selo de verificação do Inmetro e acompanhe de perto a medição.

Para mais detalhes técnicos consulte o Regulamento  Técnico  Metrológico  anexo à  Portaria  Inmetro nº 145 de 30 de dezembro de 1999.

Boas festas? Boas, sim, mas dão um trabalho…

9 de dezembro de 2019

Não há como evitar. Nesta época de festas de fim de ano o corre-corre aumenta e a gente se desdobra para dar conta de tudo. Sem querer aumentar ainda mais as suas preocupações, lembramos que na hora das compras é preciso ficar atento a muita coisa.

Brinquedos: Atenção à faixa etária recomendada e ao símbolo do Inmetro. Comprar brinquedo sem nota fiscal, sem conhecer a origem do produto e sem o símbolo do Inmetro coloca em risco a saúde e a segurança da criança que o recebe.

Roupas:  Fique de olho na etiqueta têxtil. Ela contém uma série de informações importantes sobre o tipo de composição do tecido (fibras têxteis), tamanho, dados do fabricante e cuidados para conservação e limpeza. A etiqueta têxtil é obrigatória nas peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho, cortinas, colchões, travesseiros, linhas etc. Assim como faz com os brinquedos e muitos outros produtos, o Ipem-SP fiscaliza regularmente os produtos têxteis.

Produtos para a ceia: Panetone, castanhas, nozes, pernil, peru e mais uma grande variedade de produtos são consumidos nesta época. Então, fique atento à pesagem dos produtos e confira se a balança tem o selo de verificação do Inmetro. Produtos pesados na sua presença devem ter a embalagem (bandeja, prato, caixa) descontados. Os produtos que já estão embalados devem trazer a indicação da quantidade na embalagem.

Eletrodomésticos:  Observe a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE. Todos os eletrodomésticos trazem a etiqueta do Inmetro que informa sobre o consumo de energia. As lavadoras e fogões devem informar, além disso, o consumo de água e gás, respectivamente. O consumo de energia é indicado por uma escala colorida com letras de A a G, que apresentam os níveis de consumo do aparelho. Uma seta preta com a letra correspondente ao consumo daquele aparelho informa o seu nível de eficiência energética. Um produto classificado com letra A, por exemplo, é mais eficiente (gasta menos) do que um com a letra C.

E também você, que está do outro lado do balcão, fique atento a essas recomendações para não ter problemas com a fiscalização do Ipem-SP. Boas compras, bons negócios e boas festas!

 

Calibração versus Verificação – Parte 2

4 de novembro de 2019

Qual é a diferença entre verificação metrológica, calibração e ajuste?

Repetimos a pergunta feita na “Parte 1” (veja o post anterior) para reafirmar que, de fato, existe uma grande diferença entre essas operações. Este post tratará da verificação metrológica.

Verificação Metrológica

Consiste em submeter um instrumento ou medida materializada à inspeção e aos ensaios definidos na regulamentação legal pertinente, comparando os resultados com as exigências legais estabelecidas nessa regulamentação. Ao contrário da calibração, a verificação metrológica pertence ao universo da metrologia legal e, portanto, é de caráter obrigatório.

Verificação metrológica subsequente em bomba de combustível

Alguns tipos de Verificação Metrológica definidas pelo VIML – Vocabulário Internacional de Metrologia Legal

Verificação de um instrumento de medição: procedimento que compreende o exame, a marcação e/ou a emissão de um certificado de verificação e que constata e confirma que o instrumento de medição satisfaz as exigências regulamentares.

Verificação inicial: verificação de um instrumento de medição que não foi verificado anteriormente.

Verificação subsequente: qualquer verificação de um instrumento de medição posterior à verificação inicial, incluindo a verificação periódica e a verificação após reparos.

Verificação periódica: verificação subsequente de um instrumento de medição efetuada periodicamente em intervalos de tempo especificados e segundo procedimentos fixados por regulamentos.

Comentário

Todo instrumento utilizado em transação comercial, saúde e segurança deve, obrigatoriamente, ter seu modelo (protótipo e projeto de engenharia) aprovado pelo Inmetro, caso contrário não poderá ser comercializado no território nacional.

Na verificação inicial o instrumento é submetido à inspeção visual e aos ensaios de erros de medição previstos em regulamentação geral e específica (portaria de aprovação de modelo), ainda nas dependências do fabricante, e antes de ser comercializado. Caso o instrumento seja reprovado, deve retornar à linha de produção.

Na verificação subsequente (periódica e após reparo), o instrumento já em uso é submetido à inspeção visual que avalia suas condições gerais, a integridade das marcas de verificação e de selagem, e eventual modificação do instrumento em relação ao modelo aprovado. Em seguida são feitos os ensaios de erros de medição, que confrontam as indicações apresentadas pelo instrumento com os erros máximos permitidos pela legislação. Caso o instrumento seja reprovado é tomada a ação fiscal cabível (notificação, autuação) que pode implicar nas penalidades previstas em Lei, inclusive multa. Os instrumentos aprovados recebem a marca de verificação (selo do Inmetro) ou certificado.

Atenção: A palavra aferição” ainda vem sendo utilizada como sinônimo de calibração, e mesmo de verificação metrológica, embora tenha caído em desuso. O termo, que já vinha sendo esvaziado dos seus significados originais em favor de conceitos como “calibração” e “verificação”, deixou finalmente de constar da última versão do VIM (2012), e do VIML (2005). Por isso deve-se evitar o uso da palavra “aferição” como conceito metrológico.

Para acessar os conceitos citados aqui na sua íntegra, consulte o VIML – Vocabulário Internacional de Metrologia Legal

“O IPEM-SP NUMA CASCA DE NOZ” – nova publicação anual do Ipem-SP

1 de agosto de 2019

clique na imagem para acessar a revista

“O Ipem-SP numa casca de noz” é a nova publicação do Ipem-SP. De periodicidade anual, a revista apresenta a estrutura do instituto e expõe, de maneira sintética, as atividades desenvolvidas pelo Ipem-SP na verificação e fiscalização de instrumentos de medição sujeitos à metrologia legal, na fiscalização de produtos e serviços submetidos à avaliação compulsória da conformidade, nos seus laboratórios metrológicos e na avaliação e certificação de produtos e serviços.

A publicação de 52 páginas deverá ser veiculada apenas em mídia digital e ficará hospedada no site oficial da autarquia. A cada ano, por volta da data de aniversário do Ipem-SP (24 de abril), uma versão atualizada da revista substituirá a anterior, de modo a proporcionar aos leitores um panorama sempre atual do instituto “em uma casca de noz”.

 

O Ipem-SP nos Transportes – Instrumentos

9 de abril de 2019

Avenida 23 de Maio – São Paulo – SP foto: Folha de São Paulo – Uol

Se existe uma atividade que serve como exemplo de regulamentação metrológica e conformidade de produtos e serviços, essa atividade é o transporte rodoviário, ou seja, os carros, motos, caminhões, ônibus (e até bicicletas) em circulação. Não é difícil entender porque. Além de exigir muito controle metrológico, existem poucas áreas mais sensíveis à segurança do que o transporte, basta ver a quantidade de pessoas vítimas de acidentes nas ruas e nas estradas do País a cada ano.

Por isso, a lista de instrumentos de medição e de produtos sujeitos à metrologia legal que têm a ver com os veículos é muito grande, e maior ainda é a lista de produtos e serviços sujeitos à avaliação da conformidade que regulamentam itens de segurança para esses veículos. Vamos começar pelos instrumentos de medição, por ordem alfabética.

Balanças Rodoviárias

foto: Tecnobal

As balanças rodoviárias são utilizadas nas rodovias e em empresas de vários tipos para pesar os caminhões, de modo a que estes atendam aos limites de peso por eixo estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito. Uma vez instaladas, essas balanças são calibradas (foto acima) e estão sujeitas à verificação metrológica feita regularmente pelo Ipem-SP.

Bombas Medidoras de Combustível Líquido

As bombas de combustível são nossas velhas conhecidas. Elas medem e registram a quantidade de combustível fornecida aos veículos e calculam o valor a ser pago pelo consumidor. Bombas de combustível são instrumentos de medir sofisticados, com muita tecnologia digital incorporada. Elas são verificadas pelo Ipem-SP ainda na fábrica (verificação inicial) e também nos postos (verificação subsequente) de modo a manter as suas características metrológicas e coibir práticas abusivas que lesam o consumidor. A fiscalização pode ocorrer a qualquer tempo, várias vezes ao ano.

Cronotacógrafos

Cronotacógrafos são instrumentos de medir e registrar velocidade, tempo e quilometragem percorrida. É utilizado em ônibus, caminhões e outros veículos de transporte para controlar a velocidade, os tempos de parada e de movimento, e a distância percorrida em cada trecho. Essas informações ficam registradas e podem ser usadas em caso de acidente. O seu uso  é obrigatório. Esses instrumentos também estão sujeitos ao controle da metrologia legal.

Densímetros Termocompensados

à esquerda vemos o densímetro fora do copo condensador

Densímetros são usados para determinar a densidade (relação entre a massa e o volume) de vários tipos de substâncias. Este densímetro em particular funciona acoplado à bomba de etanol. Sua presença na bomba é obrigatória, pois é através dele que o consumidor pode verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou se mantém a sua composição química sem alteração. Os densímetros são verificados nos laboratórios metrológicos do Ipem-SP antes de serem colocados em uso.

 

Dispensers para Gás Natural Veicular

O gás natural veicular – GNV é fornecido pela concessionária aos postos de combustível através de encanamentos, e os  dispensers são os equipamentos que medem e entregam o GNV aos veículos preparados para consumir esse combustível, a maioria deles, táxis. Dispensers de GNV são similares às bombas de combustível quanto à sua finalidade, porém, enquanto as bombas convencionais exibem o resultado da medição em litros, eles apresentam o resultado em metros cúbicos. Ainda como as bombas de combustível, os dispensers também sujeitam-se ao controle metrológico realizado pelo Ipem-SP, tanto no fabricante quanto nos postos de combustível.

Etilômetros (bafômetros)

Os etilômetros, também conhecidos popularmente como bafômetros, são instrumentos que detectam a concentração de álcool no ar expelido pelos pulmões. A legislação de trânsito brasileira é uma das mais rígidas do mundo a esse respeito, e pune duramente quem for pego pelo bafômetro. Por isso é fundamental que o aparelho apresente resultados confiáveis. O Ipem-SP dispõe de laboratório especializado para a verificação dos etilômetros utilizados pelas autoridades de trânsito.

Opacímetros

A palavra opacímetro vem de “opaco” e designa o aparelho utilizado para medir a “opacidade” da fumaça expelida pelos veículos. Uma sonda é colocada no cano de escape e a fumaça é levada a uma câmara, onde é atravessada por um feixe de luz. Sensores detectam quanta luz atravessa a fumaça e calculam o índice de opacidade. A legislação estabelece limites para emissão desses poluentes de modo a proteger a saúde e o meio ambiente, e o Ipem-SP verifica esses instrumentos. O opacímetro é usado na fiscalização, mas também como ferramenta para diagnóstico de eventuais anomalias.

Radares e Barreiras Eletrônicas

Os Radares e as barreiras eletrônicas são medidores de velocidade utilizados para o controle da velocidade dos veículos nas vias públicas, e fornecem embasamento para eventuais multas de trânsito. Justamente por isso precisam apresentar resultados confiáveis. O Ipem-SP verifica periodicamente esses instrumentos a ver se estão medindo corretamente.

Taxímetros

Taxímetros são instrumentos que medem a distância percorrida pelos táxis e o tempo que estes permanecem parados durante o percurso. O taxímetro calcula automaticamente o valor da corrida em função desses parâmetros, de modo que o consumidor só toma conhecimento do valor a pagar. Por isso é fundamental que eles funcionem corretamente. O Ipem-SP verifica e fiscaliza esses instrumentos pelo menos uma vez ao ano.

Os instrumentos citados acima são aqueles cuja fabricação e desempenho devem atender, obrigatoriamente, à legislação metrológica em vigor. Entretanto, existem muitos outros instrumentos de medição embarcados nos veículos, ou utilizados na sua manutenção, que não estão sujeitos à metrologia legal.  É o caso dos odômetros, velocímetros, termômetros, manômetros (pressão dos pneus), amperímetros, voltímetros, multímetros, vacuômetros etc. Esses instrumentos, embora não sejam fiscalizados pelo Ipem-SP, podem e devem ser calibrados periodicamente.

 

 

 

 

 

 

7 de abril – Dia Mundial da Saúde

5 de abril de 2019

Cobertura universal de saúde é o tema do Dia Mundial da Saúde deste ano de 2019, da Organização Mundial de Saúde – OMS. O objetivo principal da OMS é assegurar que todos possam obter os cuidados de saúde necessários, quando for preciso, na sua própria comunidade. Infelizmente, isso ainda está longe de acontecer. Daí a necessidade de um dia especial para a tomada de consciência sobre essa questão tão importante.

De fato, quando nos referimos à saúde pensamos logo em médicos, hospitais, ambulatórios, vacinação, saneamento básico… Então, qual seria a participação do Ipem-SP nessa história?

O Ipem-SP trabalha em várias frentes que promovem o cuidado e a prevenção da saúde da população, quer quando verifica instrumentos de medição, quer quando fiscaliza produtos sujeitos à avaliação da conformidade.

Os termômetros clínicos, os medidores de pressão arterial (esfigmomanômetros) e as balanças antropométricas são instrumentos cujas medições precisam ser absolutamente confiáveis, pois delas depende, muitas vezes, o diagnóstico e o tratamento adequado. O Ipem-SP verifica esses instrumentos para que mantenham a confiabilidade metrológica esperada.

 

Dentre os muitos produtos sujeitos à avaliação compulsória da conformidade, vários deles estão diretamente vinculados à saúde e à segurança dos cidadãos. As seringas e agulhas hipodérmicas,  os equipos para infusão e transfusão, implantes mamários ou as luvas cirúrgicas dispensam maiores explicações.

No que diz respeito à prevenção, produtos como os preservativos masculinos (camisinha), mamadeiras, berços, andadores infantis, chupetas, entre muitos outros, também devem ser fabricados conforme as normas de segurança aprovadas pelo Inmetro, e são fiscalizados pelo Ipem-SP. Todos esses produtos podem comprometer a saúde ou a segurança dos usuários caso sejam fabricados de maneira inadequada.

A ação fiscalizadora do Ipem-SP é mesmo muito diversificada. Conheça melhor o campo de atuação do Ipem-SP acessando o post Ipem-SP – O que é e o que faz