Archive for the ‘Instrumentos de medição’ Category

Medidores de Velocidade (Radares)

30 de junho de 2020

Os medidores de velocidade para veículos automotores, popularmente conhecidos como “radares” são instrumentos usado para medir e registrar velocidade destinados ao monitoramento do trânsito.

Esses instrumentos estão submetidos ao Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria Inmetro nº 544/2014, por isso são obrigatoriamente verificados antes de serem colocados em operação (verificação metrológica inicial) e após instalados ou em uso pela autoridade policial (verificação metrológica subsequente).

Como funcionam:

É bom lembrar que o RADAR (sigla da expressão em inglês Radio Detection and Rangig) é um aparelho que localiza objetos a longa distância utilizando ondas eletromagnéticas. Possue uma antena emissora/receptora de ondas de rádio que se propagam até atingirem o alvo, retornando ao radar. A diferença de tempo de ida e de volta da onda determina a distância ou a velocidade do objeto. Portanto, nem todos os medidores de velocidade que chamamos de “radar” são radares de fato. Veja:

Medidor por radar propriamente dito: transmite e recebe ondas contínuas na faixa de micro-ondas, propiciando a medição da velocidade do veículo alvo através do efeito Doppler.

Medidor óptico: projeta um feixe de luz (Laser) no veículo alvo, e a medição é feita pelo processamento da energia por ele refletida.

Medidor de sensores de superfície: utiliza sensores instalados na superfície da via que detectam a passagem do veículo. A medição é feita em função do tempo de passagem do veículo entre dois sensores cuja distância entre eles é fixa e conhecida.

Em geral, os medidores são constituídos por:

dispositivo de detecção, que identifica as distâncias necessárias para o cálculo da velocidade dos veículos.

dispositivo de medição, constituído por micro processador e software que capta os dados do sistema de detecção e efetua o cálculo da velocidade.

dispositivo de processamento, constituído por um processador e software dedicado ao controle do sistema.

dispositivo de armazenamento, que registra e armazena os dados referente à medição.

dispositivo de registro óptico, constituído por câmera fotográfica ou de vídeo capaz de identificar o veículo.

Verificação metrológica

Os medidores podem ser fixos (como os das fotos), portáteis (tipo pistola), móveis (instalados em veículos em movimento) ou estáticos (sobre suporte que pode ser deslocado de um ponto para outro). No Estado de São Paulo é o Ipem-SP que fiscaliza todos esses instrumentos e verifica se apresentam medições corretas. A verificação dos instrumentos em operação é feita uma vez ao ano (verificação periódica), ou sempre que sofrem manutenção ou transferência de local de instalação (verificação eventual).

As verificações são realizadas com a utilização de uma viatura oficial, dotada de medidor de velocidade de alta precisão previamente calibrado (padrão). Os ensaios são realizados em cinco velocidades diferentes. Após a passagem da viatura pelo medidor, os resultados registrados pelo seu sistema fotográfico são confrontados com os resultados obtidos pelo padrão do Ipem-SP.

Os medidores aprovados recebem um laudo técnico com validade para um ano. Se forem reprovados, a empresa responsável pelo medidor é autuada e o equipamento é interditado.

Importante: Para que as multas emitidas em função dessas medições sejam legítimas e prosperem, o medidor de velocidade precisa ter sido verificado e aprovado pelo Ipem-SP, e estar dentro do prazo de validade. Para saber se o medidor de velocidade está dentro da validade, acesse o PSIE – Portal de Serviços do Inmetro nos Estados.

Carroçaria para Carga Sólida

15 de junho de 2020

foto: divulgação

Os caminhões dotados de carroçaria para carga sólida, também conhecida como caçamba, são muito utilizados no comércio e transporte de areia, brita, cascalho, terra e outros materiais a granel.

Essa carroçaria, entretanto, tem uma característica que a diferencia das carroçarias comuns. Ela é uma medida materializada de volume, utilizada comercialmente para comportar um volume conhecido de carga transportada, e, como tal, está submetida ao controle metrológico legal. Por isso, deve ter a sua capacidade útil conferida e verificada pelos órgãos metrológicos delegados do Inmetro.

Essas carroçarias tem dispositivos de referência soldados nas laterais internas, onde a marca de referência indica a capacidade nominal em metros cúbicos. Se a carroçaria tiver mais de um nível de enchimento, o dispositivo de referência pode ser uma barra com as marcas de enchimento correspondentes. Veja o croquis abaixo:

Dispositivo de referência de volume. Ilustração anexa à Portaria Inmetro/MDIC nº 70 15/2016

Como todo instrumento de medir sujeito à metrologia legal, as carroçarias para carga sólida devem ser submetidas à verificação inicial no fabricante, e também às verificações subsequentes. Aqui no Estado de São Paulo, o Ipem-SP é o órgão responsável por verificar se o volume da caçamba informado pelo fabricante está correto. Para saber mais, acesse a Portaria Inmetro/MDIC nº 70/2016.

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Ipem-SP faz verificação inicial em carroçaria no fabricante

 

Taxímetro

25 de maio de 2020

Ipem realiza verificação de taxímetros em Sorocaba nesta sexta ...

 

O taxímetro é um instrumento que mede a distância que o táxi percorre e, também, o tempo que o veículo fica parado quando em serviço. A partir dessas informações e do valor da tarifa, o instrumento calcula automaticamente o preço a pagar. É muito importante que as medições de distância e tempo feitas pelo taxímetro sejam corretas. Por isso é obrigatório submeter o instrumento ao controle metrológico do Ipem-SP.

Controle metrológico é o processo de verificação do instrumento para ver se ele está medindo corretamente, e também se está indicando corretamente o preço a pagar correspondente à essa medição. A verificação do taxímetro é feita uma vez ao ano, ou sempre que a prefeitura altera o valor da tarifa. Além de verificar o taxímetro os fiscais do Ipem-SP verificam outros aspectos obrigatórios, como o estado de conservação do instrumento e a sua posição no painel do veículo.

taxímetro

O taxímetro que estiver bem conservado, instalado corretamente e que apresentar desempenho metrológico correto é aprovado e recebe um lacre amarelo e a marca de verificação do Inmetro (um selo holográfico adesivo) com o ano de validade.

Dicas:

O taxímetro deve ser ligado apenas quando o passageiro entrar no táxi. Nesse momento o taxímetro deve exibir, no visor, o valor da tarifa inicial (bandeirada).

O valor das tarifas são determinados pelas prefeituras municipais. Além disso, algumas prefeituras também permitem o uso de tarifas diversificadas quando o táxi trabalha em horário noturno, domingos e feriados (bandeiras um, dois, três etc.).

Observe a existência do lacre amarelo (que deve estar intacto) e do selo holográfico do Inmetro com o ano de validade. O taxímetro deve estar indicando “zero” no valor a pagar, e só passará a indicar o valor da bandeirada quando for ligado.

Recuse táxi de outro município (veja a placa do carro) e não aceite corrida com valor “tratado” em municípios onde se utilizam taxímetros.

Cronotacógrafo

18 de maio de 2020
IPEM-SP encontra irregularidades em “caixa preta” de veículos na ...

Cronotacógrafo analógico aberto, exibindo o disco diagrama.

Cronotacógrafo é um instrumento que registra velocidade, tempo e distância percorrida por um veículo em seu deslocamento. É reconhecido mundialmente por contribuir na redução de acidentes nas estradas, pois é considerado a “caixa preta” dos veículos de carga. A utilização do cronotacógrafo é regulamentada pela Resolução nº 92/1999 do CONTRAN.

Onde é obrigatório instalar?

Os veículos de carga com peso bruto acima de 4.536 quilogramas e os veículos de passageiros com mais de 10 lugares são obrigados pelo Código de Trânsito Brasileiro a possuir cronotacógrafo. Ele registra dados importantes em um disco diagrama ou fita diagrama num período de tempo mínimo de 24 horas. Os cronotacógrafos têm que ser, obrigatoriamente, aprovados pelo Inmetro e submetidos à verificação metrológica. Quanto aos cronotacógrafos digitais, estes ainda não foram aprovados pelo Inmetro (saiba mais aqui).

Os dados registrados pelo cronotacógrafo, como a velocidade, distância percorrida e tempo, além de operações realizadas pelo condutor do veículo, são informações aceitas legalmente como prova em caso de acidentes ou denúncias de má condução do veículo. Além disso, todas as informações ficam registradas nesse equipamento, o que possibilita descrever o comportamento do motorista.

Conforme pesquisas, um dos fatores responsáveis por acidentes com ônibus e caminhões é o excesso de horas ao volante. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, 51,5% dos motoristas trabalham de 13 a 19 horas por dia. Usado para identificar também esse problema, o cronotacógrafo pode ajudar a diminuir muito o número de acidentes.

Proporcionalmente à frota total de veículos no Brasil, os ônibus e caminhões têm uma participação cinco vezes maior nos acidentes.

Estradas | Saiba como verificar se um ônibus ou caminhão está com ...

Fiscalização de cronotacógrafo feita pelo Ipem-SP

Por isso, o Ipem-SP realiza diversas operações para fiscalizar os cronotacógrafos instalados nos coletivos de passageiros, ônibus escolares e veículos que transportam cargas em geral, em diversos municípios do interior, além da capital paulista.

Como saber se determinado veículo já foi verificado?

Para obter essa informação, é necessário ter em mãos o número do RENAVAM e a placa do veículo. O Inmetro disponibiliza esses dados. Clique aqui.

 

Ipem-SP mantém atividades que impactam na saúde e segurança da população

30 de março de 2020

verificação de etilômetros (bafômetros)

O Ipem-SP tem mantido os serviços de verificação metrológica que impactam diretamente a saúde e a segurança da população. Nos laboratórios do Instituto as atividades de verificação inicial de termômetros clínicos e aparelhos de medição de pressão arterial (esfigmomanômetros), além dos etilômetros (bafômetros) e densímetros, continuam ocorrendo normalmente. O objetivo é evitar paralisar as fábricas e importadoras de instrumentos essenciais no diagnóstico da COVID-19 e garantir que eles continuem medindo corretamente.

É bom lembrar que estes instrumentos não podem ser colocados no comércio sem a verificação inicial do Ipem-SP, que visa garantir o seu funcionando correto, já que erros de medição falseiam o diagnórtico médico e podem causar sérios riscos à saúde dos pacientes.

Por exemplo, se um termômetro clínico apresentar erro de -1,5 °C, uma pessoa febril poderia não ser diagnosticada como tal. Por isso, antes que os termômetros sejam colocados no mercado, eles são verificados comparando o seu desempenho com padrões de temperatura do Ipem-SP. Apenas em 2020 o Ipem-SP verificou 156.300 unidades de termômetros clínicos. Em 2019 foram 120.000.

Em relação aos instrumentos de medir pressão arterial, em 2020 foram verificados 3.490 desses aparelhos em uso nos hospitais e clínicas, e 27.250 unidades verificadas nos fabricantes e importadores. Em 2019 o Ipem-SP verificou, ao todo, mais de 280.000 desses instrumentos.

No caso dos bafômetros (foto), essenciais para coibir abusos de velocidade e prevenir acidentes nas estradas, foram verificados, apenas em 2020, um total de 925 unidades, enquanto em 2019 foram verificados 1.500 unidades desses instrumentos.

Ipem-SP faz verificação de medidores de pressão arterial de uso hospitalar

27 de março de 2020

Medidor de pressão arterial (esfigmomanômetro) de parede, de uso hospitalar, marca “Riester”, importado da Alemanha. foto: divulgação

O Ipem-SP finalizou, na última quarta-feira, 25 de março, a verificação inicial em 400 esfigmomanômetros hospitalares, aparelhos popularmente conhecidos como medidores de pressão arterial, a serem utilizados no Estado de São Paulo.

Devido a atual situação de emergência de saúde pública internacional, a pandemia de Covid-19, o Ipem-SP está direcionando todos os esforços para que seja realizada, em tempo hábil, a verificação inicial em esfigmomanômetros, de modo a evitar o desabastecimento desses instrumentos essenciais. Nesta semana foi atendido um pedido de verificação emergencial de esfigmomanômetros importados da Alemanha, da marca “Riester” . O fabricante, que fornece instrumentos para 157 países, está trabalhando incansavelmente para atender os pedidos, em especial do Brasil, Espanha e Reino Unido. A agilidade do Ipem-SP na verificação metrológica é fundamental para que a empresa “Halma”, multinacional responsável pela importação dos instrumentos, consiga entregá-los rapidamente aos hospitais, uma vez que fazem parte do kit de combate ao Coronavírus.

Em 2020, até o momento, foram verificados 3.490 aparelhos de medir pressão arterial em hospitais e clínicas, e 27.250 na verificação inicial, em fabricantes e importadores destes instrumentos. Em 2019, o Ipem-SP verificou, em hospitais e clínicas, 19.992 esfigmomanômetros e outros 268.660 passaram por verificação inicial em fabricantes e importadores.

A verificação de esfigmomanômetros

Esfigmomanômetros são instrumentos de medir pressão arterial sujeitos à metrologia legal, e devem obedecer aos regulamentos técnicos do Inmetro. Precisam, obrigatoriamente, passar pelos ensaios de verificação metrológica inicial antes de serem comercializados, e, quando em uso, devem passar por verificação subsequente, que é feita periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, para assegurar a sua qualidade metrológica e a correção das medições. Por estarem sujeitos ao controle metrológico legal, os fabricantes precisam submeter ao Inmetro o projeto e demais requisitos de fabricação desses instrumentos. Apenas os esfigmomanômetros cujo modelo for aprovado pelo Inmetro podem ser comercializados no País. Instrumentos sem aprovação de modelo são retirados do mercado pela fiscalização.

A verificação metrológica realizada pelo Ipem-SP, tanto inicial quanto subsequente, consiste em submeter o instrumento a ensaios de erros de medição, comparando o seu desempenho com o padrão metrológico de pressão do Ipem-SP.  Uma vez aprovado nos ensaios, o instrumento recebe a marca de verificação do Inmetro, uma etiqueta adesiva onde consta o ano de validade da verificação. Os aparelhos verificados e aprovados neste ano de 2020 recebem a marca de verificação onde consta a validade até 2021.

foto: divulgação

É fundamental que os profissionais de saúde encaminhem os seus instrumentos de medir pressão arterial para serem verificados no Ipem-SP. As Delegacias Regionais do Ipem-SP em todo o Estado de São Paulo recebem os esfigmomanômetros para verificação subsequente. Após verificado, caso o instrumento seja reprovado deve ser encaminhado para reparo em uma oficina credenciada pelo Ipem-SP. Uma vez reparado, deve retornar para nova verificação.

Projeto de pesquisa

O Ipem-SP e o Inmetro concluíram, em dezembro de 2019, projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) intitulado “Proposta de ensaio de proficiência aplicado à acreditação no âmbito da metrologia legal na medição de pressão arterial”. O projeto objetivou analisar o desempenho de empresas autoverificadoras de esfigmomanômetros de forma a garantir que tais equipamentos não sejam colocados no mercado em desacordo com a regulamentação, neste caso podendo impactar negativamente na saúde humana. Matéria sobre o projeto foi publicada na  Metrologia em Revista ano III, nº 4

Medidor de Umidade de Grãos

27 de janeiro de 2020

exemplo de medidor de umidade de grãos de bancada

Conhecer o percentual de umidade dos grãos é muito importante, pois ele é um dos critérios avaliados pelos compradores de grãos de feijão, arroz, soja, milho e café. A soja e o milho, por exemplo, devem apresentar um teor de umidade em torno de 14%.

A razão é simples. Quanto mais úmido estiver o grão na hora de comercializar, mais pesado ele será. Assim, o preço que seria pago ao agricultor por um produto dentro das especificações de umidade é reduzido para compensar o excesso de água.

Por isso é fundamental que o agricultor se habitue a medir a umidade dos grãos antes de comercializá-los. O processo de medição do teor de umidade é simples e rápido. Existem dois tipos de medidores, os portáteis (mais simples e mais baratos) e os de bancada (mais sofisticados, mais precisos e, também, mais caros).

Medidores de umidade de grãos utilizados em transações comerciais estão sujeitos à metrologia legal e devem, obrigatoriamente, passar por verificação inicial (no fabricante), por verificação periódica (quando em uso, ao menos uma vez ao ano) e após reparo ou manutenção.

Os medidores de umidade de grãos utilizados apenas para controle interno (durante o plantio, colheita, armazenamento, por exemplo), que não sejam utilizados para dar respaldo à transação comercial, não precisam ser aprovados pelo Inmetro.

Antes de comprar medidor de umidade de grãos, veja qual modelo é o mais adequado à sua necessidade e leia o Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria Inmetro n.º 402, de 15 de agosto de 2013, que traz as especificações e as exigências que esses instrumentos devem respeitar para serem aprovados.

 

O Metro Comercial

20 de janeiro de 2020

 

foto: divulgação

O metro Comercial é uma medida materializada de comprimento geralmente utilizada nas lojas de tecidos de venda a varejo. Aliás, a palavra varejo tem origem na palavra “vara”, antiga medida de comprimento (depois substituída pelo Metro) usada pelos “retalhistas”, lojistas que vendiam retalhos.

O Metro Comercial pode ser construído em metal, madeira ou outro material rígido, como o PVC. Deve ter, naturalmente, um metro de comprimento de uma extremidade a outra (de topo a topo), e as extremidades devem ser protegidas para evitar desgaste. A escala, graduada em centímetros e milímetros, deve ter cor contrastante com o fundo.  Os traços de referência dos centímetros devem ser maiores do que os meios centímetros, que por sua vez devem ser maiores que os milímetros.

Detalhe de Metro Comercial exibindo a proteção de topo em latão, a escala, as indicações obrigatórias e o selo de Verificação Subsequente.

Como todo instrumento sujeito à metrologia legal, o Metro Comercial deve passar por Verificação Inicial (no fabricante, antes de ser comercializado) e Verificação Subsequente, que aqui no Estado de São Paulo é feita pelo menos uma vez ao ano pelo Ipem-SP. As medidas aprovadas recebem a marca de verificação do Inmetro com o ano de validade. As medidas reprovadas em verificação subsequente são apreendidas e inutilizadas, e dependendo do caso o responsável é autuado.

É preciso ter muita atenção ao adquirir produtos medidos na sua presença. O Metro Comercial não pode ser fixado no balcão, e muito menos marcado nele. Observe a existência do selo de verificação do Inmetro e acompanhe de perto a medição.

Para mais detalhes técnicos consulte o Regulamento  Técnico  Metrológico  anexo à  Portaria  Inmetro nº 145 de 30 de dezembro de 1999.

O Ipem-SP nos Transportes – Instrumentos

9 de abril de 2019

Avenida 23 de Maio – São Paulo – SP foto: Folha de São Paulo – Uol

Se existe uma atividade que serve como exemplo de regulamentação metrológica e conformidade de produtos e serviços, essa atividade é o transporte rodoviário, ou seja, os carros, motos, caminhões, ônibus (e até bicicletas) em circulação. Não é difícil entender porque. Além de exigir muito controle metrológico, existem poucas áreas mais sensíveis à segurança do que o transporte, basta ver a quantidade de pessoas vítimas de acidentes nas ruas e nas estradas do País a cada ano.

Por isso, a lista de instrumentos de medição e de produtos sujeitos à metrologia legal que têm a ver com os veículos é muito grande, e maior ainda é a lista de produtos e serviços sujeitos à avaliação da conformidade que regulamentam itens de segurança para esses veículos. Vamos começar pelos instrumentos de medição, por ordem alfabética.

Balanças Rodoviárias

foto: Tecnobal

As balanças rodoviárias são utilizadas nas rodovias e em empresas de vários tipos para pesar os caminhões, de modo a que estes atendam aos limites de peso por eixo estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito. Uma vez instaladas, essas balanças são calibradas (foto acima) e estão sujeitas à verificação metrológica feita regularmente pelo Ipem-SP.

Bombas Medidoras de Combustível Líquido

As bombas de combustível são nossas velhas conhecidas. Elas medem e registram a quantidade de combustível fornecida aos veículos e calculam o valor a ser pago pelo consumidor. Bombas de combustível são instrumentos de medir sofisticados, com muita tecnologia digital incorporada. Elas são verificadas pelo Ipem-SP ainda na fábrica (verificação inicial) e também nos postos (verificação subsequente) de modo a manter as suas características metrológicas e coibir práticas abusivas que lesam o consumidor. A fiscalização pode ocorrer a qualquer tempo, várias vezes ao ano.

Cronotacógrafos

Cronotacógrafos são instrumentos de medir e registrar velocidade, tempo e quilometragem percorrida. É utilizado em ônibus, caminhões e outros veículos de transporte para controlar a velocidade, os tempos de parada e de movimento, e a distância percorrida em cada trecho. Essas informações ficam registradas e podem ser usadas em caso de acidente. O seu uso  é obrigatório. Esses instrumentos também estão sujeitos ao controle da metrologia legal.

Densímetros Termocompensados

à esquerda vemos o densímetro fora do copo condensador

Densímetros são usados para determinar a densidade (relação entre a massa e o volume) de vários tipos de substâncias. Este densímetro em particular funciona acoplado à bomba de etanol. Sua presença na bomba é obrigatória, pois é através dele que o consumidor pode verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou se mantém a sua composição química sem alteração. Os densímetros são verificados nos laboratórios metrológicos do Ipem-SP antes de serem colocados em uso.

 

Dispensers para Gás Natural Veicular

O gás natural veicular – GNV é fornecido pela concessionária aos postos de combustível através de encanamentos, e os  dispensers são os equipamentos que medem e entregam o GNV aos veículos preparados para consumir esse combustível, a maioria deles, táxis. Dispensers de GNV são similares às bombas de combustível quanto à sua finalidade, porém, enquanto as bombas convencionais exibem o resultado da medição em litros, eles apresentam o resultado em metros cúbicos. Ainda como as bombas de combustível, os dispensers também sujeitam-se ao controle metrológico realizado pelo Ipem-SP, tanto no fabricante quanto nos postos de combustível.

Etilômetros (bafômetros)

Os etilômetros, também conhecidos popularmente como bafômetros, são instrumentos que detectam a concentração de álcool no ar expelido pelos pulmões. A legislação de trânsito brasileira é uma das mais rígidas do mundo a esse respeito, e pune duramente quem for pego pelo bafômetro. Por isso é fundamental que o aparelho apresente resultados confiáveis. O Ipem-SP dispõe de laboratório especializado para a verificação dos etilômetros utilizados pelas autoridades de trânsito.

Opacímetros

A palavra opacímetro vem de “opaco” e designa o aparelho utilizado para medir a “opacidade” da fumaça expelida pelos veículos. Uma sonda é colocada no cano de escape e a fumaça é levada a uma câmara, onde é atravessada por um feixe de luz. Sensores detectam quanta luz atravessa a fumaça e calculam o índice de opacidade. A legislação estabelece limites para emissão desses poluentes de modo a proteger a saúde e o meio ambiente, e o Ipem-SP verifica esses instrumentos. O opacímetro é usado na fiscalização, mas também como ferramenta para diagnóstico de eventuais anomalias.

Radares e Barreiras Eletrônicas

Os Radares e as barreiras eletrônicas são medidores de velocidade utilizados para o controle da velocidade dos veículos nas vias públicas, e fornecem embasamento para eventuais multas de trânsito. Justamente por isso precisam apresentar resultados confiáveis. O Ipem-SP verifica periodicamente esses instrumentos a ver se estão medindo corretamente.

Taxímetros

Taxímetros são instrumentos que medem a distância percorrida pelos táxis e o tempo que estes permanecem parados durante o percurso. O taxímetro calcula automaticamente o valor da corrida em função desses parâmetros, de modo que o consumidor só toma conhecimento do valor a pagar. Por isso é fundamental que eles funcionem corretamente. O Ipem-SP verifica e fiscaliza esses instrumentos pelo menos uma vez ao ano.

Os instrumentos citados acima são aqueles cuja fabricação e desempenho devem atender, obrigatoriamente, à legislação metrológica em vigor. Entretanto, existem muitos outros instrumentos de medição embarcados nos veículos, ou utilizados na sua manutenção, que não estão sujeitos à metrologia legal.  É o caso dos odômetros, velocímetros, termômetros, manômetros (pressão dos pneus), amperímetros, voltímetros, multímetros, vacuômetros etc. Esses instrumentos, embora não sejam fiscalizados pelo Ipem-SP, podem e devem ser calibrados periodicamente.

Campanha #PiratariaNão: De olho no selo

26 de novembro de 2018

O selo de verificação inicial do Inmetro demonstra que a balança passou por verificação metrológica realizada pelos fiscais do Ipem-SP nas dependências do fabricante ou importador. Apenas as balanças fabricadas de acordo com a legislação (Portaria 236/94 do Inmetro) recebem o selo de verificação inicial. Fique atento. Ao comprar balança observe o lacre e o selo do Inmetro.

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