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Equilibrar, medir e pensar

3 de junho de 2011

O equilíbrio é experimentado por todo mundo que já teve que se deslocar pelo planeta. É algo tão importante que temos até um sentido especial para ele! Isso mesmo, o nosso verdadeiro sexto sentido é o equilíbrio, dado pelo labirinto vestibular que fica no ouvido interno. É com o sistema do labirinto que percebemos a gravidade e sabemos se estamos em pé ou de ponta cabeça…

O equilíbrio é intuitivo, por isso é mais fácil perceber do que explicar… Na verdade, equilíbrio é um estado. Dizemos que uma coisa está em equilíbrio quando as forças que atuam sobre essa coisa não alteram o seu estado. Também podemos dizer (com alguma reserva) que essas forças se anulam mutuamente. Assim, podemos identificar equilíbrio em tudo, desde as galáxias até a rotação de um pião sobre o seu eixo (nesses casos, equilíbrio dinâmico).

A explicação que a física nos dá também serve para outras concepções de equilíbrio. O equilíbrio emocional, por exemplo, não deixa de ser uma distribuição tal dos afetos, que produz na pessoa uma sensação de estabilidade. Se, por acaso, um desses afetos, uma dessas forças (a paixão, a raiva, o medo, etc.) se sobressai momentâneamente, a estabilidade é perdida e dizemos que a pessoa ficou emocionalmente desequilibrada.

A idéia de equilíbrio sempre nos comunica um sentimento de justiça. Palavras como equitativo, equânime, equivalente são aparentadas, pois começam pelo prefixo latino equi, que significa igual. Do mesmo modo, a palavra equilíbrio é composta pelo prefixo equi, mais a palavra latina libra, que significa balança. Equilibrar é, portanto, manter iguais os pratos da balança equiparando as forças que agem sobre eles.

Quando pesamos alguma coisa numa balança de braços iguais, avaliamos a sua massa (peso) colocando pesos no outro prato até que ambos fiquem em estado de equilíbrio. Um sinônimo para a palavra peso é penso. O conceito de pensamento deriva do conceito de pesagem. Pensar é, portanto, avaliar o peso (penso) das coisas em sentido amplo, a ver com o que elas se identificam e se equilibram. Pesar e pensar são, por conseguinte, operações muito parecidas.

Conclusão: O pensamento, quem diria, é um processo de medição! Mais um ponto para a metrologia…

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