Archive for the ‘Termômetro Clínico’ Category

Ipem-SP mantém atividades que impactam na saúde e segurança da população

30 de março de 2020

verificação de etilômetros (bafômetros)

O Ipem-SP tem mantido os serviços de verificação metrológica que impactam diretamente a saúde e a segurança da população. Nos laboratórios do Instituto as atividades de verificação inicial de termômetros clínicos e aparelhos de medição de pressão arterial (esfigmomanômetros), além dos etilômetros (bafômetros) e densímetros, continuam ocorrendo normalmente. O objetivo é evitar paralisar as fábricas e importadoras de instrumentos essenciais no diagnóstico da COVID-19 e garantir que eles continuem medindo corretamente.

É bom lembrar que estes instrumentos não podem ser colocados no comércio sem a verificação inicial do Ipem-SP, que visa garantir o seu funcionando correto, já que erros de medição falseiam o diagnórtico médico e podem causar sérios riscos à saúde dos pacientes.

Por exemplo, se um termômetro clínico apresentar erro de -1,5 °C, uma pessoa febril poderia não ser diagnosticada como tal. Por isso, antes que os termômetros sejam colocados no mercado, eles são verificados comparando o seu desempenho com padrões de temperatura do Ipem-SP. Apenas em 2020 o Ipem-SP verificou 156.300 unidades de termômetros clínicos. Em 2019 foram 120.000.

Em relação aos instrumentos de medir pressão arterial, em 2020 foram verificados 3.490 desses aparelhos em uso nos hospitais e clínicas, e 27.250 unidades verificadas nos fabricantes e importadores. Em 2019 o Ipem-SP verificou, ao todo, mais de 280.000 desses instrumentos.

No caso dos bafômetros (foto), essenciais para coibir abusos de velocidade e prevenir acidentes nas estradas, foram verificados, apenas em 2020, um total de 925 unidades, enquanto em 2019 foram verificados 1.500 unidades desses instrumentos.

O Esfigmomanômetro e o Termômetro Clínico

17 de outubro de 2011

Esfigmomanômetro é o termo pouco amigável usado para nomear um dos mais importantes e populares instrumentos de medir utilizados pelo pessoal da área de saúde: O medidor de pressão arterial.

O esfigmomanômetro é quase tão conhecido quanto o termômetro clínico. Isso porque a temperatura corporal e a pressão arterial estão entre os primeiros parâmetros que o médico verifica quando atende um paciente.

Isso é tão importante que ambos esses instrumentos de medição estão submetidos à metrologia legal, ou seja, precisam ser obrigatoriamente verificados pelo Ipem-SP.

O termômetro clínico é submetido a ensaios de medição de temperatura antes de ser comercializado. Apenas os termômetros aprovados ostentam o símbolo do Inmetro, o que significa que apresentam medições confiáveis.

Com o esfigmomanômetro acontece a mesma coisa. Antes de ser comercializado, todo medidor de pressão arterial é submetido a ensaios para verificar se está medindo corretamente. Entretanto, diferentemente do termômetro clínico, o esfigmomanômetro precisa ser verificado periodicamente, a ver se mantém as características de precisão adequadas. Isso é necessário porque o esfigmomanômetro desregula com o tempo e com o uso, e passa a apresentar medições erradas.

É por isso que o Ipem-SP recomenda aos profissionais da área de saúde, sobretudo aos médicos, que fiquem atentos quanto à verificação periódica do medidor de pressão arterial. Esfigmomanômetro desregulado pode falsear o diagnóstico médico e colocar em risco a saúde do paciente.

Termômetros clínicos: Como funcionam

12 de abril de 2010

Os termômetros clínicos só podem ser comercializados após serem submetidos aos exames exigidos pela legislação metrológica. Os ensaios apuram se os termômetros estão medindo corretamente a temperatura, e se foram fabricados de acordo com as normas. Apenas os termômetros clínicos aprovados exibem o selo do Inmetro, e apenas os termômetros clínicos que exibem o selo do Inmetro são aprovados. O Ipem-SP verifica, diariamente, centenas desses instrumentos.

termômetro clínico analógico

termômetro clínico analógico

O termômetro clínico analógico é formado por um tubo de vidro oco dotado de uma escala termométrica em Graus Celsius, geralmente de 35°C até 42°C. A legislação metrológica pertinente exige que a escala dos termômetros clínicos deve estender-se de pelo menos 35,5 ºC até 42 ºC, com divisão de 0,1 ºC. Funciona Assim: No interior do tubo de vidro maior existe um outro tubo, muito fino, chamado de tubo capilar, o qual termina num bulbo onde o um líquido sensível ao calor (geralmente mercúrio ou álcool colorido) fica armazenado. Quando colocado em contato com o corpo (na axila, por exemplo), o líquido no interior do bulbo se expande e se desloca ao longo do capilar proporcionalmente à temperatura do corpo.  Um estrangulamento no capilar, logo após o bulbo, impede que o líquido retorne espontaneamente, permitindo que se faça a leitura da temperatura na escala graduada.

termômetro clínico digital

O termômetro clínico digital possui um circuito eletrônico alimentado por uma pequena bateria (como a de um relógio) e um sensor de temperatura na extremidade do instrumento, tudo isso acomodado em um estojo plástico dotado de um visor. Como nos demais modelos, a legislação metrológica exige que a escala desses termômetros estenda-se de pelo menos 35,5 ºC até 42 ºC, com divisão de 0,1 ºC . Funciona assim: O sensor de temperatura é um componente eletrônico (termistor, um semicondutor sensível à temperatura), que varia sua tensão conforme a temperatura aplicada, e essa tensão é transformada em sinais digitais que são enviados para a tela LCD do instrumento. Após colocado em contato com o corpo (na axila, por exemplo) um cronômetro interno avisa com um bipe que o processo de medição da temperatura terminou. 

LEMBRE-SE: O mercúrio é uma substância extremamente tóxica. Seus efeitos são cumulativos e não são eliminados pelo corpo humano. Não o toque com a mão desprotegida. Veja algumas curiosidades sobre o termômetro e o mercúrio aqui.