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Botijão de Gás : Passamos de mil comentários!! Veja alguns temas!

11 de março de 2015
Família de Botijões de GLP - Gás Liquefeito de Petróleo

Família de Botijões de GLP – Gás Liquefeito de Petróleo

Desde a criação do Almanaque temos procurado responder às mais variadas perguntas sobre Gás Liquefeito de Petróleo, o famoso gás de botijão, ou de cozinha. Embora os posts sobre o assunto tenham como objetivo esclarecer as dúvidas mais corriqueiras do consumidor, muita gente aproveita para perguntar sobre aspectos mais complexos como instalações em condomínios, características técnicas do GLP e dos botijões, legislação e até mesmo sobre algumas perigosas adaptações e “gambiarras”. Vejas os posts na página sobre Botijão de Gás aqui do Almanaque.

Por conta disso, e para comemorar os mais de mil comentários já postados, vamos abordar aqui, ao longo das próximas semanas, algumas dessas questões menos comuns, mas não menos relevantes.

1- GLP: Gás que a Lei Proíbe…

A Lei Federal n° 8.176/91 proíbe o uso de GLP em motores de qualquer espécie, saunas, caldeiras e aquecimento de piscinas, ou para fins automotivos (crime contra a ordem econômica e pena de detenção de um a cinco anos!!). Então, quem pretendia fazer aquela famosa gambiarra de instalar um botijão de gás no carro, é melhor desistir. Além de perigosíssimo, dá cadeia!

A Lei Estadual nº 9.494/97 proíbe o uso, no Estado de São Paulo, do botijão de GLP de 13 kg (P-13) que não seja para fins domésticos. Isso quer dizer que é proibido usar o P-13 para fins comerciais, ou seja, em oficinas (solda), em restaurantes, padarias, pizzarias, churrasqueiras de frango, barracas e veículos de comida de rua… Enfim, você entendeu. Os demais botijões (P-2, P-5, P-8, P-45) podem ser usados para fins comerciais.

2- As impressionantes questões da pressão.

Dentro dos botijões o gás é mantido em estado líquido sob pressão, entre 4 kgf/cm² a 7 kgf/cm² (ou 392 kPa a 686 kPa em unidades SI). A pressão interna nos botijões é a mesma, não importa a capacidade. No P-13, P-8 e P-5 o regulador de pressão (conhecido popularmente como “click” ou “registro”) reduz essa pressão toda em até 250 vezes (até cerca de 2,8 kPa) para uso nos fogões domésticos de baixa pressão.

Enquanto os botijões de 5 kg, 8 kg e 13 kg são projetados para operar com equipamentos a gás de baixa pressão (fogões, fornos, churrasqueiras, etc.), o botijão de 2 kg (P-2) é projetado para uso em fogareiros e lampiões de alta pressão, em geral acoplados diretamente sobre a válvula do botijão. Então, nada de usar o P-2 num fogão de baixa pressão (a rosca da válvula do P-2 é incompatível com a rosca do regulador de pressão) e nem usar o P-5, P-8 ou P-13 com fogareiros e lampiões de alta pressão.  Para fogões e fornos industriais de alta pressão, use o P-45, aquele cilindro que contém 45 kg de GLP.

3- Botijão congelado é uma fria, e também é uma questão de geometria!

Às vezes acontece: O botijão começa a esfriar, “transpirar” e, em alguns casos, surge uma camada de gelo sobre a superfície que congela o sistema e acaba interrompendo o fornecimento do GLP.  Esse fenômeno intrigante tem uma explicação muito simples: Consumo muito rápido de gás. E é aqui que a geometria entra! Veja só:

Dentro do botijão o GLP permanece na fase líquida, submetido a grande pressão. Para ser consumido o produto precisa voltar à fase gasosa e, para isso, é necessário que ele receba calor do ambiente através da parede do botijão. Quanto maior for a superfície relativa (área da parede em relação ao volume) do botijão, maior a capacidade de receber calor do ambiente. Assim, um botijão P-45 consegue vaporizar cerca de 1 kg/h, enquanto o botijão P-13 vaporiza cerca de 600 g/h, o botijão P-8 uns 500 g/h e um P-5 gaseifica 400 g/h.

Por isso, quando o consumo ultrapassa a capacidade de vaporização do botijão, o processo de despressurização do GLP passa a exigir mais calor do que o botijão consegue trocar com o ambiente. Como consequência, a superfície do botijão esfria e passa a condensar o vapor d’agua presente no ar, dando a impressão de que o botijão está transpirando. Aí, se o consumo continuar elevado as gotículas de água podem congelar, o que provoca a formação de gelo e a interrupção do fornecimento de gás por falta de energia (calor) para a vaporização.

Se isso acontecer basta fechar todos os registros (do fogão, forno, churrasqueira, etc.) e aguardar o descongelamento natural do botijão. Dias muito frios favorecem a ocorrência desse fenômeno. Porém, quando o congelamento ocorre com frequência, é sinal de que o sistema de alimentação de GLP está subdimensionado e talvez exija a substituição do regulador de pressão ou o acréscimo de mais botijões.

O indispensável papel higiênico.

18 de abril de 2013

papelhigienico

Tudo indica que o papel higiênico foi inventado na China, em 875!

Os chineses, de fato, usavam o papel para fins de higiene íntima desde a dinastia Tang. Existem registros, datados de 1393, da produção de quantidades consideráveis de folhas de papel macio, perfumadas, fabricadas especialmente para a corte do imperador Hongwu.

Ou seja, não foi apenas a pólvora e a bússola que os chineses descobriram antes do resto do mundo… Enquanto isso, na Europa medieval, sabe-se lá o que o pessoal usava para fazer as vezes dessa incrível (e até então desconhecida) invenção chinesa.

O papel higiênico não pode ser fabricado em qualquer comprimento ou largura. O Inmetro padroniza as dimensões do produto da seguinte maneira: A largura deve ser de, no mínimo, 10 centímetros. O comprimento mínimo permitido é  de 20 metros, e acima dessa medida são permitidos apenas múltiplos de dez, ou seja, 30 metros, 40 metros, 50 metros e assim por diante.

O papel higiênico de uso doméstico mais comum é usualmente fabricado com 10 centímetros de largura e em rolos com 30 metros de comprimento. Por essa razão é importante verificar na embalagem qual o comprimento do papel que se está levando.

O papel higiênico é um produto pré-medido, isto é, suas dimensões (largura e comprimento) são determinadas na fábrica, sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Naturalmente não é possível ao consumidor conferir, no ato da compra, se o rolo de papel higiênico que irá comprar tem, de fato, os 30 metros informados na embalagem. Por isso o Ipem-SP fiscaliza diariamente as muitas marcas de papel higiênico comercializadas no Estado de São Paulo, autuando e retirando do ponto de venda aquelas cujas dimensões não correspondam ao informado na embalagem.

Padronização de Produtos Pré-Medidos

1 de dezembro de 2010

Produto pré-medido, como nós já vimos aqui no Almanaque, é aquele cuja quantidade é determinada sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. A maioria dos produtos que compramos no supermercado são pré-medidos: Açúcar, arroz, café, detergente, sabão em pó, papel higiênico… enfim, uma grande variedade de produtos.

Em princípio os fabricantes podem vender os seus produtos com qualquer quantidade, ou seja, se alguém quiser comercializar o refrigerante em embalagem de 500 ml; 400 ml; 300 ml; ou 135 ml, tudo bem. Entretanto, alguns produtos considerados de grande consumo, ou de primeira necessidade, têm as quantidades padronizadas pelo Inmetro.  A farinha de trigo, por exemplo, só pode ser comercializada em embalagens de 500 g; 1 kg; 2 kg e 5 kg. Isso permite ao consumidor comparar os preços mais facilmente.

O número de produtos com padronização de quantidade não é grande, uma vez que a regulamentação teve que seguir as normas Mercosul.

Veja alguns produtos com quantidades padronizadas.

Açúcar: 100 g; 200 g; 250 g; 500 g; 1 kg; 2 kg e 5 kg

Arroz: 100 g; 125 g; 200 g; 250 g; 500 g; 1 kg; 2 kg e 5 kg

Café: 250 g; 500 g e 1 kg

Feijão: 100 g; 200 g; 500 g; 1 kg e 2 kg

Leite líquido: 250 ml;  500 ml; 750 ml e 1 L

Macarrão: 100 g;  200 g; 300g; 400g; 500 g; 750 g e 1 kg

Óleo:100 ml; 200 ml; 250 ml; 500 ml; 750 ml; 900 ml; 1 L; 1,5 L …

Papel higiênico: mínimo 20 m. Acima disso, em múltiplos de 10 m.

Sal: 100 g; 250 g; 500 g e 1 kg

A relação completa de produtos padronizados no anexo à Portaria n°153 do Inmetro. Veja também a Portaria Inmetro n° 103/2019.

Indicação da quantidade no rótulo de produto embalado.

8 de abril de 2010

Rotulagem de produtos pré-medidos: Esse é um assunto que faz muito empresário e designer ficar de cabelo em pé! Acontece que quando se cria um produto para o mercado, o rótulo da embalagem precisa cumprir uma série de critérios estipulados pelo Inmetro.

Esses critérios existem para proteger o consumidor. Você já deve ter passado pela situação de ficar procurando as informações quantitativas no rótulo do produto sem conseguir encontrar, pois ou elas foram escritas com letra muito pequena, ou com uma cor muito parecida com a cor do rótulo, ou está escondida entre outras informações, dificultando a visualização. Daí a necessidade de regulamentar o modo como a informação da quantidade contida na embalagem deve ser apresentada.

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Produto pré-medido: Como é fiscalizado.

23 de março de 2010

Produto pré-medido é aquele cuja quantidade é determinada sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Já falamos sobre produtos pré-medidos aqui no Almanaque. Neste post vamos abordar o modo como o Ipem-SP fiscaliza esses produtos. O primeiro critério é dividir toda a gama de produtos em duas categorias:

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Para não comprar gelo por peixe

8 de março de 2010

O Ipem-SP fiscaliza a quantidade dos produtos pré-medidos expostos à venda nos supermercados. Produto pré-medido é aquele cuja quantidade é determinada sem que o consumidor esteja presente para acompanhar o processo de medição.

Como todo produto pré-medido, os pescados congelados (peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios etc.), glaciados ou não, com conteúdo nominal (peso do produto declarado na embalagem) desigual são obrigados a apresentar a indicação da quantidade na embalagem. O conteúdo nominal declarado deve corresponder ao peso do produto sem a camada de glaciamento.

O glaciamento consiste na aplicação de água, com ou sem aditivos, sobre a superfície do pescado congelado para formar uma camada protetora de gelo que evita a oxidação e a desidratação.

Além de informar, na embalagem, a quantidade de pescado que ela contém, o responsável por embalar o produto deve informar, também, o peso da própria embalagem e o peso do glaciamento, quando houver.

Durante o exame metrológico são verificadas as informações sobre o peso da embalagem, o peso do glaciamento e o peso do pescado contido na embalagem.

Caso o produto esteja irregular,  o responsável é autuado e pode pagar multa. Os produtos irregulares devem ser retirados de comercialização. A Portaria Inmetro n° 284 de 10 de junho de 2019 regulamenta a forma de expressar o conteúdo nominal para os pescados congelados pré-medidos com conteúdo nominal desigual.