Saiu a primeira Metrologia em Revista de 2020!

25 de março de 2020 by

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A Metrologia em Revista deste primeiro trimestre de 2020 traz algumas matérias bem interessantes. Confira, especialmente, como o Laboratório Antifraude do Ipem-SP tem contribuído para proteger o consumidor na hora de abastecer o seu carro.

Água, Mudança Climática e Equinócio

20 de março de 2020 by

O dia 22 de março, Dia Mundial da Água, foi criado pela Assembleia Geral da ONU durante a Eco-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. A data visa promover a conscientização das pessoas, entidades e governos sobre a importância da conservação dos recursos de água doce.

A cada ano um novo tema é escolhido. Este ano o tema é “Natureza e Mudança Climática”. Infelizmente, todas as atenções estão voltadas, compreensivelmente, para a pandemia causada pelo coronavírus. Porém, por mais preocupante que seja, a COVID-19 não coloca em risco a espécie humana. Já a mudança climática, se nada for feito, poderá comprometer a própria vida no planeta em algumas décadas.

O dia 20 de março, por outro lado, marca o fim do verão e o início do outono aqui no hemisfério sul. O fenômeno é chamado equinócio e ocorre quando o Sol, na sua órbita aparente em torno da terra, cruza o equador celeste (projeção do equador terrestre no céu).

O equinócio ocorre duas vezes no ano, em março (para nós, o início do outono) e em setembro (para nós, o início da primavera). A palavra vem do latim aequinoctium, de aequus (igual) e nox (noite) e significa “o dia em que a duração da noite é igual à do dia”, pois ambos os hemisférios da Terra são igualmente iluminados.

O dia 23 de março é, muito oportunamente, o Dia da Meteorologia, ciência que estuda a atmosfera terrestre e que, entre muitas outras coisas, faz a previsão do tempo. Tudo a ver com mudança climática, com equinócio, com água e, é claro, com metrologia, já que sem medição não se faz ciência.

Ah! Por favor, não confunda a aniversariante Meteorologia com Metrologia, a ciência das medições. A palavra “meteorologia” vem do grego metéōros, que significa “elevado” (o céu).

 

Coronavírus motiva procedimento alternativo para Avaliação da Conformidade

18 de março de 2020 by

Photo by CDC/Pentagon website/USA

Por causa da pandemia de coronavírus o Inmetro adotou procedimento alternativo para a avaliação da conformidade de produtos fabricados por fornecedores localizados em países afetados pela COVID-19.

Pelos próximos seis meses os Organismos de Certificação de Produtos (OCPs) farão uma análise de risco baseada nos registros das últimas auditorias internas, após a qual o OCP poderá tomar a decisão de adiar a auditoria de manutenção ou de recertificação. O adiamento não impedirá a emissão do documento de confirmação da certificação.

A medida visa evitar o deslocamento dos avaliadores e o consequente risco de contaminação pelo coronavírus.

Caso haja adiamento a auditoria deverá, necessariamente, ser realizada num prazo máximo de seis meses.

Os ensaios deverão ser realizados pelo fabricante em laboratórios de 1ª ou 3ª parte acreditados no Brasil ou no exterior.

Essas condições extraordinárias foram estabelecidas na Portaria Inmetro nº 79/2020.

Dia Mundial do Consumidor – 2020

15 de março de 2020 by

O Dia Mundial dos Direitos do Consumidor é comemorado desde 15 de março de 1983. Nesse dia do ano de 1962 o então presidente dos EUA, John Kennedy, enviou ao Congresso Americano uma mensagem, hoje famosa, onde afirmava o direito do consumidor à segurança, à informação, à escolha e a ser ouvido. Em 1985 a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a tese e a incluiu entre as Diretrizes das Nações Unidas, o que conferiu legitimidade e reconhecimento internacional ao tema.

No Brasil, a Lei nº 8.078/1990 foi um marco nas relações de consumo, e ficou conhecida como Código de Defesa do Consumidor.  Acesse o Código e a legislação correlata na excelente coletânea publicada pelo Senado Federal.

Quanto ao Ipem-SP, desde a sua fundação em 1967 o Instituto vem protegendo o consumidor ao fiscalizar instrumentos de medir, produtos pré-medidos, produtos têxteis e produtos sujeitos à avaliação obrigatória da conformidade. O Ipem-SP também faz campanhas e desenvolve estratégias de comunicação para orientar o consumidor. Acesse as cartilhas de orientação produzidas pelo Ipem-SP, e muitas outras publicações interessantes na seção de publicações do site do Instituto.

Dúvidas, comentários?  Deixe uma mensagem no post, ou ligue para a Ouvidoria do Ipem-SP. O telefone é 0800.013.05.22

Álcool gel: assepsia bem à mão.

9 de março de 2020 by

Nestes tempos de coronavírus (aquele que causa a doença COVID-19) tem-se falado muito sobre o uso do álcool etílico como agente antisséptico. Então, nós colhemos a oportunidade para tratar de três aspectos que têm a ver com metrologia e com avaliação da conformidade: o teor alcoólico, a quantidade de produto contido na embalagem e as características dela.

O teor alcoólico

O teor do álcool indica o percentual de etanol presente no produto. Para expressar o teor alcoólico usa-se o grau GL e o grau INPM. Nas bebidas alcoólicas é comum utilizar-se o grau GL (Gay Lussac). Ele expressa o percentual de álcool em relação ao volume da bebida. Assim, por exemplo, um litro de cachaça com 40° GL terá 400 mililitros de etanol (40% do volume de 1000 ml).

Já o grau INPM expressa esse percentual em massa (peso). A sigla INPM significa Instituto Nacional de Pesos e Medidas, órgão antecessor do Inmetro. O álcool utilizado em assepsia é uma mistura de etanol, também chamado de álcool etílico (CH3CH2OH) e água, e contém um desnaturante (benzoato de denatônio) que confere um gosto muito ruim ao produto, assim ninguém se anima a fazer caipirinha com ele. Um quilograma de álcool para assepsia  com 70° INPM terá 700 gramas de etanol.

Mas… não é tudo a mesma coisa?

Na verdade, não é não! Um litro de água a 20°C pesa um quilograma, mas um litro de etanol a 20°C pesa pouco menos de 800 gramas. Veja a diferença quando fazemos a conversão.

Para converter grau GL em grau INPM é só transformar o volume da água e do álcool, separadamente, em massa. Depois basta conferir o percentual de cada uma dessas substâncias em relação à massa total. Exemplo:

Em um litro (1000 ml) de álcool 70° GL, 70% é etanol (700 ml) e 30% é água (300 ml). Para converter em massa, primeiro multiplicamos 700 ml por 0,800 g/ml (que é a massa específica do etanol). Isso vai dar 560 gramas. Agora multiplicamos 300 ml de água por 1,000 g/ml (que é a massa específica da água), o que dá 300 gramas. A massa total da mistura é dada pela soma: 560 g + 300 g = 860 gramas. Assim, em relação à essa massa total (860 g), 560 gramas correspondem a um percentual de 65 % ou 65° INPM.

E porque o álcool 70° INPM é o mais recomendado para assepsia?

Álcool com concentração acima de 50° INPM até 70° INPM possui ótima proporção álcool/água para efeito germicida. No álcool 70° INPM essa relação é a ideal. Isso porque os micro-organismos absorvem o etanol de maneira mais eficiente quando diluído em água. Por isso, uma concentração muito superior de etanol, como o álcool 99,3° INPM (o chamado álcool absoluto), que aparentemente teria um efeito mais eficaz contra os germes, na verdade é menos eficaz, pois não é absorvido adequadamente e evapora muito rápido do local onde é aplicado.

A quantidade de álcool na embalagem

O álcool gel é um produto pré-medido, quer dizer, a quantidade contida na embalagem é determinada sem que o consumidor acompanhe a medição. É obrigatório que a embalagem apresente a informação da quantidade (em massa ou em volume). O Ipem-SP fiscaliza regularmente esse aspecto do produto.

As características de segurança da embalagem

A Portaria Inmetro nº 269/2008 estabelece uma série de requisitos que precisam ser obrigatoriamente observados pelos fabricantes de embalagem para álcool de modo a proteger o usuário quanto ao seu manuseio.

 

O que é Metrologia Legal?

2 de março de 2020 by

A Organização Internacional de Metrologia Legal – OIML define Metrologia legal como sendo a aplicação de requisitos legais a medições e instrumentos de medição.

Em seu site a OIML apresenta o que a organização faz e qual é a sua missão (traduzido da versão em inglês):

A OIML é uma organização intergovernamental que desenvolve modelos de regulamentos, normas e demais documentos para uso das autoridades legais de metrologia e pela indústria; fornece sistemas de reconhecimento mútuo que reduzem barreiras e custos comerciais em um mercado global;  representa os interesses da comunidade de metrologia legal dentro de organizações e fóruns internacionais preocupados com metrologia, padronização, ensaios, certificação e acreditação; promove e facilita o intercâmbio de conhecimentos e competências na comunidade metrológica legal em todo o mundo; coopera com outros órgãos de metrologia para aumentar a conscientização sobre a contribuição que uma sólida infraestrutura de metrologia legal pode fazer à economia moderna.

A missão da OIML é possibilitar que as economias implementem infraestruturas eficazes de metrologia legal, que sejam mutuamente compatíveis e internacionalmente reconhecidas, para todas as áreas pelas quais os governos assumem responsabilidade, como as que facilitam o comércio, estabelecem confiança mútua e harmonizam o nível de proteção ao consumo, em todo o mundo.

Como muitos outros países, o Brasil segue as recomendações da OIML e dispõe de um sistema responsável pela elaboração e aplicação das normas e dos regulamentos compreendidos pela Metrologia Legal. Esse sistema é o Sinmetro – Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial.

O órgão normativo do Sinmetro é o Conmetro – Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, e seu órgão executivo é o Inmetro – Instituto nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. O Inmetro delega a atividade de fiscalização em metrologia legal (e também em qualidade) aos Institutos de Pesos e Medidas nos Estados.

Aqui no Estado de São Paulo o órgão delegado do Inmetro é o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo.

Clique aqui e saiba mais sobre o Ipem-SP, o que é e o que faz.

CARNAVAL 2020!

17 de fevereiro de 2020 by

Todo ano, pouco antes do Carnaval, costumamos chamar a atenção para os produtos típicos desse período de folia. Este ano, além das dicas de sempre, vamos falar um pouco mais sobre essa festa e explicar como se define o dia e o mês em que ela ocorre.

Mas, primeiro, vamos às dicas:

Fantasias são produtos têxteis sujeitos à fiscalização do Ipem-SP. Na hora de comprar a fantasia, veja a “composição têxtil” informada na etiqueta.  Essa informação é importante porque algumas pessoas são alérgicas a determinadas fibras. A etiqueta também exibe informações sobre o fabricante ou importador, o país de origem, os cuidados para a conservação do produto e uma indicação de tamanho.

Brinquedos! No carnaval muita gente usa brinquedo, até as crianças. Ao comprar brinquedos típicos de carnaval procure o selo de certificação (selo de conformidade do Inmetro) e observe a faixa etária indicada na embalagem do produto. As máscaras infantis (menos as descartáveis, de papelão) e os adereços que acompanham as fantasias das crianças (tiaras, martelinhos, espadinhas etc.) são considerados brinquedos e precisam ser certificados. Lembre-se: brinquedo sem o selo do Inmetro põe em risco a saúde da criança.

Preservativos: O preservativo de uso masculino, a conhecida camisinha, deve ter o símbolo do Inmetro na embalagem. Veja também o prazo de validade e não compre se a embalagem estiver danificada. O Ipem-SP fiscaliza e retira de comercialização as camisinhas irregulares.

Bafômetro: As leis brasileiras são bastante rígidas com aqueles que dirigem alcoolizados, e quem quiser correr o risco pode ser pego pelo bafômetro…. E não vai adiantar comer cebola, chupar bala de hortelã, mascar chiclete, tomar vinagre ou qualquer outra “receita caseira”, pois os bafômetros usados pela polícia são verificados pelo Ipem-SP e nunca se enganam. Então, se beber, não dirija!

Táxi:  Resolveu ir para a folia de táxi? Sábia decisão! O Ipem-SP verifica periodicamente os taxímetros para que estes registrem corretamente o valor da corrida.

Como é definido em que dia “cai” a Terça-feira de Carnaval

O Carnaval é uma festa móvel ligada ao calendário litúrgico católico. O nome Carnaval tem origem provável na expressão italiana carne levare (suprimir a carne), ou mesmo do latim tardio carne vale (despedir-se da carne). Acontece que imediatamente após o carnaval inicia-se o período da Quaresma, que é uma preparação para a Páscoa. Durante a Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas, os fiéis não podem comer carne. Daí a expressão “Terça-feira Gorda”, último dia antes da Quaresma em que a carne é permitida.

Arlequim, Colombina e Pierrot são personagens da Commedia dell’Arte, estilo teatral nascido na Itália do século dezesseis, e que durante muitos anos inspirou as fantasias e as marchinhas de carnaval.

Segundo a liturgia católica, o Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Por ter a sua origem ligada ao calendário lunossolar judeu (baseado nos movimentos do Sol e da Lua) a Páscoa ocorre no primeiro domingo depois da primeira lua cheia que surgir após o dia do primeiro equinócio do ano (primavera no hemisfério norte e outono no hemisfério sul). Complicado? Nem tanto, veja:

  • Data em que ocorre o primeiro equinócio de 2020: 20 de março.
  • Primeira Lua Cheia depois do equinócio: 7 de abril, terça-feira.
  • Primeiro domingo depois desse dia: 12 de abril, Páscoa.
  • 47 dias antes da Páscoa: 12 dias de abril + 31 dias de março + 4 dias de fevereiro (que este ano tem 29 dias por ser bissexto).
  • Resultado: 25 de fevereiro, Terça-feira de Carnaval.

Sim, é muito mais fácil olhar no calendário. Mas afinal, este é um blog sobre metrologia, e contagem de tempo é medição…

É bom lembrar que o carnaval não é feriado nacional. Aqui em São Paulo, por exemplo, o carnaval é ponto facultativo. Contudo, as repartições públicas, os bancos e a maioria das empresas costumam liberar seus empregados, de modo que para muitos paulistas a folia começa no sábado e só termina na quarta-feira.

No caso de dúvidas, sugestões ou reclamações, fale com a Ouvidoria do Ipem-SP. O telefone é o 0800 013 05 22 e a ligação é gratuita.

Boa diversão!

Fios e cabos elétricos

10 de fevereiro de 2020 by

foto: divulgação. Clique para ampliar

Fios, cabos e cordões flexíveis condutores de energia elétrica devem ser fabricados e comercializados de acordo com os requisitos dos Regulamentos Técnicos da Qualidade aprovados pelas Portaria Inmetro nº 640/2012 e Portaria Inmetro 589/2012.

Esses produtos estão obrigatoriamente sujeitos à avaliação da conformidade e precisam ser certificados por um Organismo de Certificação de Produto acreditado pelo Inmetro, e também estarem devidamente registrados no Inmetro. O Registro Ativo do produto junto ao Inmetro indica que o produto foi previamente analisado em laboratório e atende às condições mínimas para evitar incêndio e choques elétricos.

Os fios, cabos e cordões flexíveis comercializados devem possuir em sua embalagem, em etiqueta firmemente fixada, o Selo de Segurança do Inmetro com número de Registro Ativo. Antes de comprar, verifique a existência do Selo de Segurança e consulte o site do Inmetro para verificar se o Registro se encontra ativo: http://registro.inmetro.gov.br/consulta/

O Ipem-SP fiscaliza regularmente esses produtos no mercado, inclusive realizando o ensaio de resistência elétrica.

O ensaio de resistência elétrica é um dos principais parâmetros de qualidade dos cabos elétricos. Cada seção nominal (bitola) impressa na embalagem do produto corresponde a uma resistência elétrica especificada, em normas, para produção. Portanto, com esse parâmetro, é possível avaliar se a quantidade e qualidade do cobre ou alumínio utilizado foi adequada para a seção nominal (bitola) especificada na embalagem. Quanto maior a resistência elétrica encontrada, pior a qualidade do produto.

Quando um cabo elétrico possui em sua embalagem uma declaração do valor de seção nominal (bitola), mas na realidade esse valor é menor, induz o consumidor a comprar um produto que vai ser inadequado para a utilização pretendida. Um cabo elétrico mais fino do que o necessário terá maior resistência à passagem da corrente elétrica. Assim, quando vários aparelhos forem ligados à rede ao mesmo tempo ficarão submetidos a uma voltagem inferior àquela para a qual foram projetados, provocando mau funcionamento desses aparelhos e contribuindo para o superaquecimento da fiação elétrica, podendo, inclusive, levar a um incêndio.

 Dicas:

A norma NBR 5410 estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão.

Os fios são condutores elétricos formados por um único fio espesso e rígido. Os cabos são formados por diversos filamentos finos, o que os torna flexíveis. Os cordões são os cabos utilizados para conectar os aparelhos elétricos à tomada.

A bitola dos fios (secção nominal/espessura) é a área da sua secção transversal, e é dada em milímetros quadrados. A escolha da bitola depende da corrente elétrica (amperes) que o condutor deve transportar sem aquecer. Por exemplo, um condutor de 4 mm² precisa suportar uma corrente elétrica de até 28 A sem aquecer.

Fios e cabos podem ser fabricados em cobre ou alumínio. Nas instalações residenciais os fios de alumínio só podem ser usados em condutores neutros ou de proteção (fio terra), enquanto os condutores para fase só podem ser de cobre.

As cores dos revestimentos dos fios e cabos, conforme recomenda a NBR 5410, são: verde, ou verde com amarelo, para condutores de proteção (fio terra); azul claro para condutores neutros com isolação (não energizado); vermelho, preto ou marrom

Importante: Mexer com eletricidade não é para amadores. Consulte sempre um profissional eletricista.

Pneus novos – o que observar

3 de fevereiro de 2020 by

Imagem: ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos

Sim, pneus também devem ser fabricados segundo as normas técnicas aprovadas pelo Inmetro. Os pneus novos precisam cumprir os “Requisitos de Avaliação da Conformidade para Pneus Novos” anexo à Portaria Inmetro n° 544 de 25/10/2012.  A certificação para pneus novos é obrigatória e deve ser realizada por um Organismo de Certificação de Produto – OCP acreditado pelo Inmetro.

Organismos de Certificação de Produto são instituições técnicas reconhecidas pelo Inmetro e capacitadas para proceder aos ensaios previstos para esse produto. Uma vez constatado que o produto  está de acordo (conforme) com as exigências da portaria e das normas técnicas, recebe uma marca de conformidade. No caso dos pneus novos, além do Selo de Identificação da Conformidade colocado durante a vulcanização do pneu, este também deve ser acompanhado pela Etiqueta de  Nacional de Conservação de Energia – ENCE, que traz informações importantes ao consumidor.

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Antes de comprar verifique o Selo de Identificação da Conformidade (logotipo do Inmetro e número de registro) gravado no pneu, e a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia.

Veja também o post sobre pneus reformados. Clique aqui.

 

Medidor de Umidade de Grãos

27 de janeiro de 2020 by

exemplo de medidor de umidade de grãos de bancada

Conhecer o percentual de umidade dos grãos é muito importante, pois ele é um dos critérios avaliados pelos compradores de grãos de feijão, arroz, soja, milho e café. A soja e o milho, por exemplo, devem apresentar um teor de umidade em torno de 14%.

A razão é simples. Quanto mais úmido estiver o grão na hora de comercializar, mais pesado ele será. Assim, o preço que seria pago ao agricultor por um produto dentro das especificações de umidade é reduzido para compensar o excesso de água.

Por isso é fundamental que o agricultor se habitue a medir a umidade dos grãos antes de comercializá-los. O processo de medição do teor de umidade é simples e rápido. Existem dois tipos de medidores, os portáteis (mais simples e mais baratos) e os de bancada (mais sofisticados, mais precisos e, também, mais caros).

Medidores de umidade de grãos utilizados em transações comerciais estão sujeitos à metrologia legal e devem, obrigatoriamente, passar por verificação inicial (no fabricante), por verificação periódica (quando em uso, ao menos uma vez ao ano) e após reparo ou manutenção.

Os medidores de umidade de grãos utilizados apenas para controle interno (durante o plantio, colheita, armazenamento, por exemplo), que não sejam utilizados para dar respaldo à transação comercial, não precisam ser aprovados pelo Inmetro.

Antes de comprar medidor de umidade de grãos, veja qual modelo é o mais adequado à sua necessidade e leia o Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria Inmetro n.º 402, de 15 de agosto de 2013, que traz as especificações e as exigências que esses instrumentos devem respeitar para serem aprovados.