Dia Mundial da Metrologia 2019

20 de maio de 2019 by

O poster de 2019 foi criado pelo “the Standards and Calibration Laboratory”, Hong Kong, China.

Hoje comemoramos o Dia Mundial da Metrologia. O texto a seguir é uma tradução (e ligeira adaptação) do site World Metrology Day, que é suportado pelo BIPM – Bureau International des Poids et Mesures (Escritório Internacional de Pesos e Medidas) e pela OIML – Organisation Internationale de Métrologie Légale (Organização Internacional de Metrologia Legal).

“O tema do Dia Mundial da Metrologia de 2019 é O Sistema Internacional de Unidades – Fundamentalmente melhor. Este tema foi escolhido porque em 16 de novembro de 2018 a 26ª Conferência Geral sobre Pesos e Medidas concordou em promover o que é, talvez, uma das revisões mais significativas do Sistema Internacional de Unidades (o SI) desde o seu início. Pesquisas sobre novos métodos de medição, incluindo aqueles que usam fenômenos quânticos, sustentam a mudança, que entra em vigor justamente no dia de hoje, 20 de maio de 2019. O SI agora é baseado em um conjunto de definições, cada uma delas ligada às leis da física, e tem a vantagem de ser capaz de incorporar novas melhorias na ciência e tecnologia de medição para atender às necessidades dos futuros usuários por muitos anos.

De fato, cada vez mais amplamente a metrologia, a ciência da medição, vem desempenhando um papel central na descoberta e inovação científicas, na produção industrial e no comércio internacional, na melhoria da qualidade de vida e na proteção do meio ambiente global.

O Dia Mundial da Metrologia é uma celebração anual da assinatura da Convenção do Metro em 20 de maio de 1875 por representantes de dezessete nações, o Brasil inclusive! A Convenção estabeleceu a estrutura para colaboração global na ciência da medição e em suas aplicações industriais, comerciais e sociais. O objetivo original da Convenção do Metro – a uniformidade mundial da medição – permanece tão importante hoje quanto em 1875.”

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50° Aniversário do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

17 de maio de 2019 by

À esquerda, o poster da primeira comemoração do WTD (ano de 1969).    À direita, o poster do 50° aniversário do WTISD,  em 2019.

Hoje, 17 de maio de 2019, o mundo celebra pela 50ª vez o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

O dia marca a fundação, no dia 17 de maio de 1865, da International Telecommunication Union – ITU, organização destinada a padronizar e regular os assuntos relativos ao uso das ondas de rádio e telecomunicações internacionais. A ITU é hoje a organização internacional mais antiga do mundo, e é a agência especializada da ONU para tecnologias da comunicação e informação.

Resumidamente a ITU está assim estruturada:

Radiocomunicações (ITU-R): Responsável pela gestão do espectro de radiofrequência internacional e recursos de órbita de satélite mediante a elaboração de normas para o uso eficaz do espectro de radiofrequências.

Desenvolvimento (ITU-D): Responsável por ajudar a difundir o acesso equitativo, sustentável e barato à infraestrutura e aos serviços de tecnologias de informação e comunicação, com a finalidade de garantir a todos o direito à comunicação.

Normatização (ITU-T): Responsável pela elaboração, a partir do diálogo com o setor industrial, de padrões e normas consensuais sobre tecnologia que garantam o funcionamento, a interoperabilidade e a integração dos sistemas de comunicação em todo mundo. Responsável, também, pelas famosas ITU-T Recommendations series (de A à Z).

A cada aniversário da ITU um tema atual é escolhido, e os eventos que o celebram  ocorrem em todo o mundo. O tema de 2019 Bridging the standardization gap “BSG” (Transpondo o fosso da normalização) permitirá estimular a participação dos países em desenvolvimento no processo de elaboração de normas da ITU, capacitar especialistas locais no processo de padronização e promover a implementação de padrões internacionais nos países em desenvolvimento.

O objetivo geral do programa BSG é abordar as disparidades na capacidade dos países em desenvolvimento em relação aos desenvolvidos para acessar, implementar e influenciar os padrões internacionais da ITU. O programa BSG visa facilitar a participação eficiente dos países em desenvolvimento no processo de elaboração de normas da ITU, disseminar informações sobre os padrões existentes e ajudar os países em desenvolvimento na implementação de padrões.

Pois bem, você faz ideia de quanta metrologia, quanta tecnologia em sistemas de medição essa gigantesca e complexa organização internacional desenvolveu ao longo dos seus 50 anos de existência? Pois então dê uma olhada na ITU-T Recommendations serie O. Se você é do ramo e ainda não conhece, vale a pena uma visita.

 

 

Dia das Mães: Fique de olho nas etiquetas

6 de maio de 2019 by

Impossível deixar de homenagear as mães no seu dia. Será em 12 de maio! Aqui no Almanaque, além de parabenizar todas as mães vamos dar uma dica na hora de comprar presentes para elas: Fique de olho nas etiquetas!

Resolveu dar roupa de presente? Fique de olho na etiqueta têxtil. Ela contém uma série de informações importantes sobre o tipo de composição do tecido, tamanho, dados do fabricante e cuidados para limpeza. A presença da etiqueta têxtil é obrigatória nas peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho, cortinas, colchões, travesseiros, linhas e mais um grande variedade de produtos! O Ipem-SP fiscaliza regularmente os produtos têxteis. Equipes especiais de fiscalização  visitam fabricantes e comerciantes e retiram de comercialização os produtos que estiverem irregulares ou que não apresentarem a etiqueta têxtil. Aliás, lembre-se de que a lã e a seda são fibras naturais. Não existem lãs e sedas sintéticas.

Resolveu dar um eletrodoméstico? Fique de olho na Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE. Todos os eletrodomésticos devem apresentar a etiqueta do Inmetro que informa sobre o consumo de energia. As lavadoras e fogões devem apresentar, além disso, informações sobre o consumo de água e gás, respectivamente. O consumo de energia é indicado por uma escala colorida com letras de A a G, que apresentam os níveis de consumo do aparelho. Uma sete preta com a letra correspondente ao consumo daquele aparelho informa o seu nível de eficiência energética. Assim é fácil saber, por exemplo, que um produto classificado com letra A é mais eficiente (gasta menos) do que um com a letra C. O Ipem-SP fiscaliza a presença das etiquetas nesses produtos.

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa – 3 de maio

3 de maio de 2019 by

Etimologicamente a palavra Imprensa vem do latim imprimere, de premere (apertar, calcar, pressionar) mais o prefixo in (sobre), e tem origem no modo como os primeiros livros eram feitos: Placas com tipos móveis em relevo, embebidos em tinta, eram comprimidas sobre o papel ou tecido utilizando-se uma prensa.

Assim, a palavra Imprensa passou a ter dois significados: O primeiro diz respeito à própria máquina usada para imprimir textos e imagens. O segundo significado, derivado do primeiro, diz respeito ao conjunto dos jornais, dos jornalistas e demais profissionais que escrevem, ilustram e produzem jornais e, por similaridade, a todos os meios de divulgação de notícias, comentários e análises que hoje nós chamamos (um tanto impropriamente) de mídia.

A liberdade de imprensa não interessa apenas aos jornalistas e às empresas onde eles trabalham. Ela interessa a todos os cidadãos. Isso porque a Imprensa desempenha um papel crucial. Ela é o meio pelo qual os diversos grupos sociais se expressam. Ela proporciona aos cidadãos o acesso à informação, para que estes possam participar dos processos políticos e sociais, e possam fazer escolhas com conhecimento de causa.

Em 1993 a ONU elegeu o dia 3 de maio como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.  A data celebra os seus três princípios fundamentais: liberdade, pluralismo e independência.  É também um dia para homenagear os jornalistas que arriscam suas vidas, e muitas vezes as perdem, no desempenho da sua profissão.

A principal celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa de 2019 terá lugar em Adis Abeba, Etiópia, nos dias 2 a 3 de maio de 2019. O tema geral do evento será o papel da mídia nas eleições e na democracia. Afinal, sem Imprensa livre não há democracia e nem cidadania. Acesse a página do evento aqui.

Metrologia em Revista – Ano III – n° 1

25 de abril de 2019 by

clique na imagem para acessar a revista

A Metrologia em Revista do primeiro trimestre de 2019 explica o que é um cronotacógrafo. Traz, também, uma interessante matéria sobre a verificação inicial em medidores de vazão realizada diretamente nas instalações dos fabricantes, na França e EUA. Confira.

 

Dia 24 de abril: o Ipem-SP faz 52 anos!

24 de abril de 2019 by

Hoje o Ipem-SP comemora o seu quinquagésimo segundo aniversário!

Nesses 52 anos o Ipem-SP tem cumprido com esmero a sua missão principal, que é fiscalizar. Organismos fiscalizadores são fundamentais, pois sem eles a lei deixa de ser cumprida e o cidadão deixa de ter os seus direitos respeitados e as suas necessidades atendidas.

Desde a sua fundação, em 24 de abril de 1967, o Ipem-SP vem fiscalizando o cumprimento da legislação brasileira voltada à metrologia legal e à conformidade obrigatória de produtos e serviços, e vem contando com o comprometimento e o profissionalismo de servidoras e servidores dedicados à justiça nas relações de consumo e à cidadania.

Parabéns a todos aqueles que, com o seu trabalho e dedicação, vêm construindo o Ipem-SP a cada dia desses 52 anos.

 

 

O Papel do Livro e outras impressões

23 de abril de 2019 by

No post anterior falamos da gramatura do papel. Aqui vamos falar da padronização internacional dos tamanhos dos papéis segundo a norma ISO 216 (no Brasil, norma ABNT NBR NM – ISO 216). É importante esclarecer que a norma se aplica a formatos acabados de papel para uso administrativo e técnico, mas não necessariamente a jornais, livros e outros impressos.

Indo direto ao assunto: Quem nunca ouviu falar em “folha de sulfite tamanho A4“? Pois é disso que trata a norma! Ela define os conceitos e os formatos das folhas de papel das séries  ISO-A e ISO-B. Aqui vamos abordar apenas a série ISO-A, mais comum.

Os papéis acima têm diferentes texturas, densidades, gramaturas, aplicações. Todos, porém, têm o mesmo formato: série ISO-A. Mas afinal, o que há de tão especial no formato ISO-A?

Para começar, utiliza-se as unidades de medida do SI (no caso, o metro). O formato é retangular. A divisão do lado maior pelo lado menor é sempre igual a √2. A série A tem início com o formato tamanho A0, com área de 1 m². Os demais tamanhos (A1; A2; A3; A4 etc.) são obtidos dividindo-se ao meio o formato A0, (corte paralelo ao lado menor), sucessivamente, mantendo-se assim a similaridade de formato e metade da área do tamanho anterior.

Muito bem bolado! O “pulo do gato” foi construir um retângulo a partir de um quadrado, usando para isso as dimensões da diagonal e de um lado do quadrado. Acompanhe passo a passo:

No desenho acima, traçamos a diagonal y do quadrado de lado x. Usando a medida da diagonal y formamos o retângulo de base x e altura y. Pronto! chegamos ao formato da série ISO-A.

Agora, observe que a diagonal e dois dos lados do quadrado formam um triângulo retângulo, onde a hipotenusa é y e os catetos são x. Aplicando o teorema de Pitágoras temos que =+, ou seja, =2x².  Extraindo a raiz quadrada de ambos os termos (√y²=√2x²) obtemos… y=x√2. E como √2=1,4142 temos que y=1,4142x. É essa relação que confere proporcionalidade ao formato ISO-A.

Restou, ainda, saber porque os lados do A0, a partir do qual todos os demais tamanhos são definidos, têm essas medidas. Acontece que o A0 precisava ter uma área de 1m² para facilitar os cálculos, pois a gramatura é definida em g/m². Observe:

A área do retângulo é igual ao seu comprimento vezes a sua largura, (no caso, lados y e x). Em metros fica y m X x m=1 m² (y metros multiplicado por x metros igual a um metro quadrado).

Como y m=1,4142x m podemos escrever 1,4142x m X x m=1m², ou seja, 1,4142x² m²=1 m². Extraindo-se a raiz quadrada (√1,4142x² m²=√1 m²) temos que 1,189x m=1 m e que, portanto, x m=1 m/1,189=0,841 m. Daí, se x m é 0,841 m então y m será 1,4142 X 0,841 m=1,189 m. Obtivemos as medidas dos dois lados do A0: 1,189 m e 0,841 m.

O sistema é tão bom que é incompreensível que os EUA não o tenham adotado. Mas, pensando bem, eles também não adotaram o SI, não é… Sorry.

 

O Papel do Livro

22 de abril de 2019 by

O Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, criado pela UNESCO em 1995, é comemorado anualmente em 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes, de Shakespeare e outros escritores importantes. A cidade de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, foi escolhida como a Capital Mundial do Livro de 2019.

Discorrer sobre o papel do livro na história humana é uma tarefa gigantesca que, obviamente, não cabe em um post. Por isso, não vamos falar sobre o papel do livro, mas sobre alguns aspectos metrológicos do papel de que o livro é feito.

Papéis podem ser feitos de diferentes tipos de matéria prima e ter diferentes tipos de acabamento (papel couché, pólen, offset, sulfite etc.), porém, um dado fundamental é a sua “gramatura”.

A gramatura é a relação entre a massa (peso) do papel e a sua área, e é expressa em gramas por metro quadrado (g/m²). Para uma obra muito extensa opta-se por um papel mais fino e leve, caso contrário a espessura e o peso do livro o tornariam de difícil manuseio. Um livro de arte, entretanto, exige papel mais espesso e mais denso, caso contrário as imagens podem aparecer no verso da folha impressa.

Para medir a gramatura do papel é preciso, entre outras coisas, de uma balança de precisão. Prepara-se uma amostra do papel, por exemplo, um quadrado de 10 cm de lado (usa-se régua e esquadro para isso). Como 10 cm é igual a 0,1 metro, a área da amostra será 0,1 m x 0,1 m, ou seja, 0,01 m². Vamos supor que, após pesar a amostra, obtivemos o valor de 1,203 gramas. Basta, então, dividir esse valor pela área: 1,203 g / 0,01 m² = 120,3 g/m². É claro que para se obter resultados precisos deve-se fazer os ensaios conforme definidos pela norma ABNT NBR NM – ISO 536.

E o tamanho das folhas? Livros podem ser impressos em vários tamanhos e formatos, mas os papéis utilizados pela indústria gráfica, impressoras e copiadoras costumam obedecer ao Padrão Internacional de Tamanhos de Papéis. Poucos países deixam de adotar esse padrão, entre eles os EUA (o que não chega a ser novidade) e o Canadá! Mas este é um assunto para o próximo post.

 

 

 

O Ipem-SP nos Transportes – Produtos

10 de abril de 2019 by

       Hora do rush na Avenida Prestes Maia – São Paulo – SP       foto: Bruno Takahashi Carvalhas de Oliveira (Domínio Público)

Além dos Instrumentos de medição verificados e fiscalizados pelo Ipem-SP que vimos na primeira postagem sobre o tema (O Ipem-SP nos Transportes – Instrumentos), também são verificados pelo Ipem-SP os produtos pré-medidos, cuja quantidade é definida sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Os aditivos, aromatizantes, ceras, fluídos para freios, fluídos e óleos lubrificantes, fluídos para radiador, massas e líquidos polidores, solução para baterias, xampus e muitos outros, utilizados na manutenção e conservação dos veículos, são verificados para saber se a quantidade de produto contida na embalagem corresponde, de fato, àquela informada no rótulo. Amostras dos produtos são coletadas, diariamente, nos pontos de venda e encaminhadas aos laboratórios do Ipem-SP para verificação metrológica.

fotos: divulgação

Além dos instrumentos e produtos sujeitos à metrologia legal, o Ipem-SP também fiscaliza os produtos e serviços sujeitos à avaliação da conformidade, ou seja, cuja fabricação, instalação ou manutenção só pode ser feita, obrigatoriamente, conforme as normas e os regulamentos técnicos aprovados pelo Inmetro. Capacetes para motociclistas, Cilindros para GNV, Dispositivo de retenção para crianças (cadeiras e assentos de segurança), Extintores de Incêndio, Inspeção em veículos de transporte rodoviário de passageiros, Líquidos para freio hidráulico, Pneus, Rodas automotivas, Vidros automotivos… A lista é realmente longa. São cerca de sessenta produtos e serviços voltados para a segurança no transporte. O Ipem-SP fiscaliza esses produtos (e muitos outros, das mais variadas categorias) e verifica se estes apresentam os símbolos de certificação (selo do Inmetro).

 

fotos: divulgação

 

 

O Ipem-SP nos Transportes – Instrumentos

9 de abril de 2019 by

Avenida 23 de Maio – São Paulo – SP foto: Folha de São Paulo – Uol

Se existe uma atividade que serve como exemplo de regulamentação metrológica e conformidade de produtos e serviços, essa atividade é o transporte rodoviário, ou seja, os carros, motos, caminhões, ônibus (e até bicicletas) em circulação. Não é difícil entender porque. Além de exigir muito controle metrológico, existem poucas áreas mais sensíveis à segurança do que o transporte, basta ver a quantidade de pessoas vítimas de acidentes nas ruas e nas estradas do País a cada ano.

Por isso, a lista de instrumentos de medição e de produtos sujeitos à metrologia legal que têm a ver com os veículos é muito grande, e maior ainda é a lista de produtos e serviços sujeitos à avaliação da conformidade que regulamentam itens de segurança para esses veículos. Vamos começar pelos instrumentos de medição, por ordem alfabética.

Balanças Rodoviárias

foto: Tecnobal

As balanças rodoviárias são utilizadas nas rodovias e em empresas de vários tipos para pesar os caminhões, de modo a que estes atendam aos limites de peso por eixo estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito. Uma vez instaladas, essas balanças são calibradas (foto acima) e estão sujeitas à verificação metrológica feita regularmente pelo Ipem-SP.

Bombas Medidoras de Combustível Líquido

As bombas de combustível são nossas velhas conhecidas. Elas medem e registram a quantidade de combustível fornecida aos veículos e calculam o valor a ser pago pelo consumidor. Bombas de combustível são instrumentos de medir sofisticados, com muita tecnologia digital incorporada. Elas são verificadas pelo Ipem-SP ainda na fábrica (verificação inicial) e também nos postos (verificação subsequente) de modo a manter as suas características metrológicas e coibir práticas abusivas que lesam o consumidor. A fiscalização pode ocorrer a qualquer tempo, várias vezes ao ano.

Cronotacógrafos

Cronotacógrafos são instrumentos de medir e registrar velocidade, tempo e quilometragem percorrida. É utilizado em ônibus, caminhões e outros veículos de transporte para controlar a velocidade, os tempos de parada e de movimento, e a distância percorrida em cada trecho. Essas informações ficam registradas e podem ser usadas em caso de acidente. O seu uso  é obrigatório. Esses instrumentos também estão sujeitos ao controle da metrologia legal.

Densímetros Termocompensados

à esquerda vemos o densímetro fora do copo condensador

Densímetros são usados para determinar a densidade (relação entre a massa e o volume) de vários tipos de substâncias. Este densímetro em particular funciona acoplado à bomba de etanol. Sua presença na bomba é obrigatória, pois é através dele que o consumidor pode verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou se mantém a sua composição química sem alteração. Os densímetros são verificados nos laboratórios metrológicos do Ipem-SP antes de serem colocados em uso.

 

Dispensers para Gás Natural Veicular

O gás natural veicular – GNV é fornecido pela concessionária aos postos de combustível através de encanamentos, e os  dispensers são os equipamentos que medem e entregam o GNV aos veículos preparados para consumir esse combustível, a maioria deles, táxis. Dispensers de GNV são similares às bombas de combustível quanto à sua finalidade, porém, enquanto as bombas convencionais exibem o resultado da medição em litros, eles apresentam o resultado em metros cúbicos. Ainda como as bombas de combustível, os dispensers também sujeitam-se ao controle metrológico realizado pelo Ipem-SP, tanto no fabricante quanto nos postos de combustível.

Etilômetros (bafômetros)

Os etilômetros, também conhecidos popularmente como bafômetros, são instrumentos que detectam a concentração de álcool no ar expelido pelos pulmões. A legislação de trânsito brasileira é uma das mais rígidas do mundo a esse respeito, e pune duramente quem for pego pelo bafômetro. Por isso é fundamental que o aparelho apresente resultados confiáveis. O Ipem-SP dispõe de laboratório especializado para a verificação dos etilômetros utilizados pelas autoridades de trânsito.

Opacímetros

A palavra opacímetro vem de “opaco” e designa o aparelho utilizado para medir a “opacidade” da fumaça expelida pelos veículos. Uma sonda é colocada no cano de escape e a fumaça é levada a uma câmara, onde é atravessada por um feixe de luz. Sensores detectam quanta luz atravessa a fumaça e calculam o índice de opacidade. A legislação estabelece limites para emissão desses poluentes de modo a proteger a saúde e o meio ambiente, e o Ipem-SP verifica esses instrumentos. O opacímetro é usado na fiscalização, mas também como ferramenta para diagnóstico de eventuais anomalias.

Radares e Barreiras Eletrônicas

Os Radares e as barreiras eletrônicas são medidores de velocidade utilizados para o controle da velocidade dos veículos nas vias públicas, e fornecem embasamento para eventuais multas de trânsito. Justamente por isso precisam apresentar resultados confiáveis. O Ipem-SP verifica periodicamente esses instrumentos a ver se estão medindo corretamente.

Taxímetros

Taxímetros são instrumentos que medem a distância percorrida pelos táxis e o tempo que estes permanecem parados durante o percurso. O taxímetro calcula automaticamente o valor da corrida em função desses parâmetros, de modo que o consumidor só toma conhecimento do valor a pagar. Por isso é fundamental que eles funcionem corretamente. O Ipem-SP verifica e fiscaliza esses instrumentos pelo menos uma vez ao ano.

Os instrumentos citados acima são aqueles cuja fabricação e desempenho devem atender, obrigatoriamente, à legislação metrológica em vigor. Entretanto, existem muitos outros instrumentos de medição embarcados nos veículos, ou utilizados na sua manutenção, que não estão sujeitos à metrologia legal.  É o caso dos odômetros, velocímetros, termômetros, manômetros (pressão dos pneus), amperímetros, voltímetros, multímetros, vacuômetros etc. Esses instrumentos, embora não sejam fiscalizados pelo Ipem-SP, podem e devem ser calibrados periodicamente.