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Água, Mudança Climática e Equinócio

20 de março de 2020

O dia 22 de março, Dia Mundial da Água, foi criado pela Assembleia Geral da ONU durante a Eco-92, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. A data visa promover a conscientização das pessoas, entidades e governos sobre a importância da conservação dos recursos de água doce.

A cada ano um novo tema é escolhido. Este ano o tema é “Natureza e Mudança Climática”. Infelizmente, todas as atenções estão voltadas, compreensivelmente, para a pandemia causada pelo coronavírus. Porém, por mais preocupante que seja, a COVID-19 não coloca em risco a espécie humana. Já a mudança climática, se nada for feito, poderá comprometer a própria vida no planeta em algumas décadas.

O dia 20 de março, por outro lado, marca o fim do verão e o início do outono aqui no hemisfério sul. O fenômeno é chamado equinócio e ocorre quando o Sol, na sua órbita aparente em torno da terra, cruza o equador celeste (projeção do equador terrestre no céu).

O equinócio ocorre duas vezes no ano, em março (para nós, o início do outono) e em setembro (para nós, o início da primavera). A palavra vem do latim aequinoctium, de aequus (igual) e nox (noite) e significa “o dia em que a duração da noite é igual à do dia”, pois ambos os hemisférios da Terra são igualmente iluminados.

O dia 23 de março é, muito oportunamente, o Dia da Meteorologia, ciência que estuda a atmosfera terrestre e que, entre muitas outras coisas, faz a previsão do tempo. Tudo a ver com mudança climática, com equinócio, com água e, é claro, com metrologia, já que sem medição não se faz ciência.

Ah! Por favor, não confunda a aniversariante Meteorologia com Metrologia, a ciência das medições. A palavra “meteorologia” vem do grego metéōros, que significa “elevado” (o céu).

 

Dia da Árvore (ou Festa Anual das Árvores) e Equinócio de Primavera.

23 de setembro de 2019

O Dia da Árvore, ou Festa Anual das Árvores, conforme instituiu o Decreto Federal nº 55.795 de 1965, é comemorado aqui no Estado de São Paulo e demais estados das regiões sudeste, sul e centro-oeste, durante uma semana a começar no dia 21 de setembro. E os outros estados? Bem, o Decreto estabelece que para eles a Festa Anual das Árvores acontece na última semana de março.

Na verdade a escolha do nome ou da data é praticamente irrelevante. O que interessa, mesmo, é ter uma semana na qual as árvores possam ser lembradas, protegidas e disseminadas.

Por aqui a semana da Árvore coincide, muito propriamente, com o Equinócio de Primavera, que neste ano acontecerá às 4 h 50 min do dia 23 de setembro. Já falamos sobre equinócios e solstícios (e as questões metrológicas envolvidas) aqui no Almanaque. E também já falamos da metrologia voltada às árvores, ou seja, a dendrometria.

Em sendo assim, este post é apenas para marcar mais um equinócio de primavera e lembrar sobre a necessidade de proteger árvores, matas, florestas, cerrados, caatingas, bosques e tudo o mais…

 

Equinócio, Água Doce e Meteorologia

18 de março de 2019

Neste post vamos falar de três datas que, além de muito próximas, têm muita coisa em comum. São elas: 20 de março, que assinala o começo do outono; 22 de março, Dia Mundial da Água; e 23 de março, Dia da Meteorologia.

O dia 20 de março, como já foi dito, marca o fim do verão e o início do outono aqui no hemisfério sul. No hemisfério norte, ao contrário, a data assinala o término do inverno e o começo da primavera. Em astronomia o fenômeno é chamado equinócio, e ocorre quando o Sol, na sua órbita aparente em torno da terra, cruza o equador celeste (projeção do equador terrestre no céu).

O equinócio ocorre duas vezes no ano, em março (para nós, o início do outono) e em setembro (para nós, o início da primavera), e faz com que ambos os hemisférios da Terra sejam igualmente iluminados pelo Sol. Por esse motivo, nos equinócios o dia e a noite têm a mesma duração. O termo vem do latim aequinoctium, de aequus (igual) e nox (noite) e significa, justamente, “o dia em que a duração da noite é igual à do dia”.

O dia 22 de março, dia Mundial da Água, foi criado pela Assembleia Geral da ONU (A/RES/47/193 –  93ª reunião plenária de 22 de dezembro de 1992) conforme as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92, Rio de Janeiro) contida no capítulo 18 da Agenda 21. A data visa promover a conscientização das pessoas, entidades e governos sobre a importância da conservação dos recursos de água doce. A cada ano um novo tema relativo ao assunto é escolhido.

Neste ano, o tema “Não deixar ninguém para trás” aborda a questão dos grupos em situação de fragilidade social, frequentemente marginalizados e negligenciados quando tentam acessar água potável segura, e que são formados quase sempre por mulheres, crianças, refugiados, idosos, povos indígenas, entre outros. A ONU afirma que “os serviços de água devem atender às necessidades dos grupos marginalizados e suas vozes devem ser ouvidas nos processos de tomada de decisão”.

Exemplo de mapa meteorológico (imagem por satélite) – INMET – Instituto Nacional de Meteorologia

O dia 23 de março é o Dia da Meteorologia, ciência que estuda a atmosfera terrestre, seus processos e fenômenos, e que entre muitas outras coisas faz a previsão do tempo. Por favor, não confunda com Metrologia, a ciência das medições. A palavra “meteorologia” vem do grego metéōros, que significa “elevado” (o céu), formado por meta, (acima, além), mais aeiro (ergo, levanto), mais logia (estudo).

E o que é que essas datas têm em comum? Bem, além do óbvio envolvimento que cada um desses temas tem com as medições, eles estão relacionados ao clima do nosso planeta. Sim, porque o fim do verão, para boa parte do território brasileiro, é o fim da estação chuvosa e o começo da estação seca. Isto nos remete diretamente à questão da conservação da água potável, cada vez mais escassa por conta da poluição e do aquecimento global, o que nos conduz aos fenômenos catastróficos que o desequilíbrio climático provoca, desequilíbrio esse que é estudado pela meteorologia e que pudemos sentir, recentemente, nos violentos temporais deste fim de verão. Simples, não é?