Posts Tagged ‘Medidor de Pressão Arterial’

O Esfigmomanômetro e o Termômetro Clínico

17 de outubro de 2011

Esfigmomanômetro é o termo pouco amigável usado para nomear um dos mais importantes e populares instrumentos de medir utilizados pelo pessoal da área de saúde: O medidor de pressão arterial.

O esfigmomanômetro é quase tão conhecido quanto o termômetro clínico. Isso porque a temperatura corporal e a pressão arterial estão entre os primeiros parâmetros que o médico verifica quando atende um paciente.

Isso é tão importante que ambos esses instrumentos de medição estão submetidos à metrologia legal, ou seja, precisam ser obrigatoriamente verificados pelo IPEM-SP.

O termômetro clínico é submetido a ensaios de medição de temperatura antes de ser comercializado. Apenas os termômetros aprovados ostentam o símbolo do Inmetro, o que significa que apresentam medições confiáveis.

Com o esfigmomanômetro acontece a mesma coisa. Antes de ser comercializado, todo medidor de pressão arterial é submetido a ensaios para verificar se está medindo corretamente. Entretanto, diferentemente do termômetro clínico, o esfigmomanômetro precisa ser verificado periodicamente, a ver se mantém as características de precisão adequadas. Isso é necessário porque o esfigmomanômetro desregula com o tempo e com o uso, e passa a apresentar medições erradas.

É por isso que o IPEM-SP recomenda aos profissionais da área de saúde, sobretudo aos médicos, que fiquem atentos quanto à verificação periódica do medidor de pressão arterial. Esfigmomanômetro desregulado pode falsear o diagnóstico médico e colocar em risco a saúde do paciente.

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Biometrologia

6 de julho de 2010

 

A metrologia, como já dissemos aqui no blog inúmeras vezes, é a ciência das medições. Com o desenvolvimento científico e tecnológico, o campo de atuação da metrologia tem se expandido e incorporado áreas que, às vezes, nos passam despercebidas. A biometrologia é uma delas.   Não é difícil de imaginar qual é o escopo dessa vasta área. A biometrologia dá conta dos instrumentos e dos processos de medição voltados às ciências biológicas, principalmente a medicina. Os termômetros clínicos e os esfigmomanômetros (medidores de pressão arterial) já fazem parte do cotidiano da metrologia legal e são verificados regularmente. Mas esta é apenas a ponta do iceberg. Existe uma imensa gama de parâmetros fisiológicos que necessitam ser medidos, e os muitos equipamentos utilizados nos vários tipos de diagnóstico incorporam instrumentos de medição. De uma simples seringa de injeção a um sofisticado espectrofotômetro para  laboratório, dos processos de medição em análises clínicas até os procedimentos que envolvem radiação ionizante, da cosmetologia à farmacologia, a biometrologia está presente. Entretanto, a biometrologia implica em cuidados especiais e exige alguns pré-requisitos nem sempre necessários em outros campos de aplicação. Veja alguns deles:

Elevada exatidão e rastreabilidade: Medições de parâmetros fisiológicos necessitam ser muito confiáveis, pois podem afetar seriamente decisões que implicam em tratamento médico e, por conseqüência, na saúde do paciente.

Custo reduzido para fabricação e utilização: Instrumentos biometrológicos, embora sofisticados, devem ser acessíveis.

Não-invasividade: Quanto menos invasivo for um exame, mais seguro e mais confortável será para o paciente.

Inocuidade: Instrumentos e procedimentos biometrológicos precisam ser inócuos, ou seja, não podem comprometer a saúde do paciente.

São esses os desafios dos cientistas, metrologistas, engenheiros, biólogos, médicos e de todo o pessoal técnico que trabalha com biometrologia. Desenvolver instrumentos e procedimentos biometrológicos precisos, baratos, inócuos e não invasivos. A sociedade, penhorada, agradece.

Tira da dupla Pesado e Medido – Pressão arterial

5 de março de 2010

Moral da história: Todo profissional que utiliza  o medidor de pressão arterial (esfigmomanômetro) deve aferir o instrumento pelo menos uma vez ao ano para evitar erros de medição que possam falsear o diagnóstico. O paciente não deve se sentir constrangido em perguntar ao médico se o aparelho que ele utiliza foi aferido naquele ano e se está funcionando corretamente.