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Ipem-SP faz verificação de medidores de pressão arterial de uso hospitalar

27 de março de 2020

Medidor de pressão arterial (esfigmomanômetro) de parede, de uso hospitalar, marca “Riester”, importado da Alemanha. foto: divulgação

O Ipem-SP finalizou, na última quarta-feira, 25 de março, a verificação inicial em 400 esfigmomanômetros hospitalares, aparelhos popularmente conhecidos como medidores de pressão arterial, a serem utilizados no Estado de São Paulo.

Devido a atual situação de emergência de saúde pública internacional, a pandemia de Covid-19, o Ipem-SP está direcionando todos os esforços para que seja realizada, em tempo hábil, a verificação inicial em esfigmomanômetros, de modo a evitar o desabastecimento desses instrumentos essenciais. Nesta semana foi atendido um pedido de verificação emergencial de esfigmomanômetros importados da Alemanha, da marca “Riester” . O fabricante, que fornece instrumentos para 157 países, está trabalhando incansavelmente para atender os pedidos, em especial do Brasil, Espanha e Reino Unido. A agilidade do Ipem-SP na verificação metrológica é fundamental para que a empresa “Halma”, multinacional responsável pela importação dos instrumentos, consiga entregá-los rapidamente aos hospitais, uma vez que fazem parte do kit de combate ao Coronavírus.

Em 2020, até o momento, foram verificados 3.490 aparelhos de medir pressão arterial em hospitais e clínicas, e 27.250 na verificação inicial, em fabricantes e importadores destes instrumentos. Em 2019, o Ipem-SP verificou, em hospitais e clínicas, 19.992 esfigmomanômetros e outros 268.660 passaram por verificação inicial em fabricantes e importadores.

A verificação de esfigmomanômetros

Esfigmomanômetros são instrumentos de medir pressão arterial sujeitos à metrologia legal, e devem obedecer aos regulamentos técnicos do Inmetro. Precisam, obrigatoriamente, passar pelos ensaios de verificação metrológica inicial antes de serem comercializados, e, quando em uso, devem passar por verificação subsequente, que é feita periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, para assegurar a sua qualidade metrológica e a correção das medições. Por estarem sujeitos ao controle metrológico legal, os fabricantes precisam submeter ao Inmetro o projeto e demais requisitos de fabricação desses instrumentos. Apenas os esfigmomanômetros cujo modelo for aprovado pelo Inmetro podem ser comercializados no País. Instrumentos sem aprovação de modelo são retirados do mercado pela fiscalização.

A verificação metrológica realizada pelo Ipem-SP, tanto inicial quanto subsequente, consiste em submeter o instrumento a ensaios de erros de medição, comparando o seu desempenho com o padrão metrológico de pressão do Ipem-SP.  Uma vez aprovado nos ensaios, o instrumento recebe a marca de verificação do Inmetro, uma etiqueta adesiva onde consta o ano de validade da verificação. Os aparelhos verificados e aprovados neste ano de 2020 recebem a marca de verificação onde consta a validade até 2021.

foto: divulgação

É fundamental que os profissionais de saúde encaminhem os seus instrumentos de medir pressão arterial para serem verificados no Ipem-SP. As Delegacias Regionais do Ipem-SP em todo o Estado de São Paulo recebem os esfigmomanômetros para verificação subsequente. Após verificado, caso o instrumento seja reprovado deve ser encaminhado para reparo em uma oficina credenciada pelo Ipem-SP. Uma vez reparado, deve retornar para nova verificação.

Projeto de pesquisa

O Ipem-SP e o Inmetro concluíram, em dezembro de 2019, projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) intitulado “Proposta de ensaio de proficiência aplicado à acreditação no âmbito da metrologia legal na medição de pressão arterial”. O projeto objetivou analisar o desempenho de empresas autoverificadoras de esfigmomanômetros de forma a garantir que tais equipamentos não sejam colocados no mercado em desacordo com a regulamentação, neste caso podendo impactar negativamente na saúde humana. Matéria sobre o projeto foi publicada na  Metrologia em Revista ano III, nº 4

O Esfigmomanômetro e o Termômetro Clínico

17 de outubro de 2011

Esfigmomanômetro é o termo pouco amigável usado para nomear um dos mais importantes e populares instrumentos de medir utilizados pelo pessoal da área de saúde: O medidor de pressão arterial.

O esfigmomanômetro é quase tão conhecido quanto o termômetro clínico. Isso porque a temperatura corporal e a pressão arterial estão entre os primeiros parâmetros que o médico verifica quando atende um paciente.

Isso é tão importante que ambos esses instrumentos de medição estão submetidos à metrologia legal, ou seja, precisam ser obrigatoriamente verificados pelo IPEM-SP.

O termômetro clínico é submetido a ensaios de medição de temperatura antes de ser comercializado. Apenas os termômetros aprovados ostentam o símbolo do Inmetro, o que significa que apresentam medições confiáveis.

Com o esfigmomanômetro acontece a mesma coisa. Antes de ser comercializado, todo medidor de pressão arterial é submetido a ensaios para verificar se está medindo corretamente. Entretanto, diferentemente do termômetro clínico, o esfigmomanômetro precisa ser verificado periodicamente, a ver se mantém as características de precisão adequadas. Isso é necessário porque o esfigmomanômetro desregula com o tempo e com o uso, e passa a apresentar medições erradas.

É por isso que o IPEM-SP recomenda aos profissionais da área de saúde, sobretudo aos médicos, que fiquem atentos quanto à verificação periódica do medidor de pressão arterial. Esfigmomanômetro desregulado pode falsear o diagnóstico médico e colocar em risco a saúde do paciente.

Biometrologia

6 de julho de 2010

 

A metrologia, como já dissemos aqui no blog inúmeras vezes, é a ciência das medições. Com o desenvolvimento científico e tecnológico, o campo de atuação da metrologia tem se expandido e incorporado áreas que, às vezes, nos passam despercebidas. A biometrologia é uma delas.   Não é difícil de imaginar qual é o escopo dessa vasta área. A biometrologia dá conta dos instrumentos e dos processos de medição voltados às ciências biológicas, principalmente a medicina. Os termômetros clínicos e os esfigmomanômetros (medidores de pressão arterial) já fazem parte do cotidiano da metrologia legal e são verificados regularmente. Mas esta é apenas a ponta do iceberg. Existe uma imensa gama de parâmetros fisiológicos que necessitam ser medidos, e os muitos equipamentos utilizados nos vários tipos de diagnóstico incorporam instrumentos de medição. De uma simples seringa de injeção a um sofisticado espectrofotômetro para  laboratório, dos processos de medição em análises clínicas até os procedimentos que envolvem radiação ionizante, da cosmetologia à farmacologia, a biometrologia está presente. Entretanto, a biometrologia implica em cuidados especiais e exige alguns pré-requisitos nem sempre necessários em outros campos de aplicação. Veja alguns deles:

Elevada exatidão e rastreabilidade: Medições de parâmetros fisiológicos necessitam ser muito confiáveis, pois podem afetar seriamente decisões que implicam em tratamento médico e, por conseqüência, na saúde do paciente.

Custo reduzido para fabricação e utilização: Instrumentos biometrológicos, embora sofisticados, devem ser acessíveis.

Não-invasividade: Quanto menos invasivo for um exame, mais seguro e mais confortável será para o paciente.

Inocuidade: Instrumentos e procedimentos biometrológicos precisam ser inócuos, ou seja, não podem comprometer a saúde do paciente.

São esses os desafios dos cientistas, metrologistas, engenheiros, biólogos, médicos e de todo o pessoal técnico que trabalha com biometrologia. Desenvolver instrumentos e procedimentos biometrológicos precisos, baratos, inócuos e não invasivos. A sociedade, penhorada, agradece.

Tira da dupla Pesado e Medido – Pressão arterial

5 de março de 2010

Moral da história: Todo profissional que utiliza  o medidor de pressão arterial (esfigmomanômetro) deve aferir o instrumento pelo menos uma vez ao ano para evitar erros de medição que possam falsear o diagnóstico. O paciente não deve se sentir constrangido em perguntar ao médico se o aparelho que ele utiliza foi aferido naquele ano e se está funcionando corretamente.