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O Ipem-SP nos Transportes – Instrumentos

9 de abril de 2019

Avenida 23 de Maio – São Paulo – SP foto: Folha de São Paulo – Uol

Se existe uma atividade que serve como exemplo de regulamentação metrológica e conformidade de produtos e serviços, essa atividade é o transporte rodoviário, ou seja, os carros, motos, caminhões, ônibus (e até bicicletas) em circulação. Não é difícil entender porque. Além de exigir muito controle metrológico, existem poucas áreas mais sensíveis à segurança do que o transporte, basta ver a quantidade de pessoas vítimas de acidentes nas ruas e nas estradas do País a cada ano.

Por isso, a lista de instrumentos de medição e de produtos sujeitos à metrologia legal que têm a ver com os veículos é muito grande, e maior ainda é a lista de produtos e serviços sujeitos à avaliação da conformidade que regulamentam itens de segurança para esses veículos. Vamos começar pelos instrumentos de medição, por ordem alfabética.

Balanças Rodoviárias

foto: Tecnobal

As balanças rodoviárias são utilizadas nas rodovias e em empresas de vários tipos para pesar os caminhões, de modo a que estes atendam aos limites de peso por eixo estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito. Uma vez instaladas, essas balanças são calibradas (foto acima) e estão sujeitas à verificação metrológica feita regularmente pelo Ipem-SP.

Bombas Medidoras de Combustível Líquido

As bombas de combustível são nossas velhas conhecidas. Elas medem e registram a quantidade de combustível fornecida aos veículos e calculam o valor a ser pago pelo consumidor. Bombas de combustível são instrumentos de medir sofisticados, com muita tecnologia digital incorporada. Elas são verificadas pelo Ipem-SP ainda na fábrica (verificação inicial) e também nos postos (verificação subsequente) de modo a manter as suas características metrológicas e coibir práticas abusivas que lesam o consumidor. A fiscalização pode ocorrer a qualquer tempo, várias vezes ao ano.

Cronotacógrafos

Cronotacógrafos são instrumentos de medir e registrar velocidade, tempo e quilometragem percorrida. É utilizado em ônibus, caminhões e outros veículos de transporte para controlar a velocidade, os tempos de parada e de movimento, e a distância percorrida em cada trecho. Essas informações ficam registradas e podem ser usadas em caso de acidente. O seu uso  é obrigatório. Esses instrumentos também estão sujeitos ao controle da metrologia legal.

Densímetros Termocompensados

à esquerda vemos o densímetro fora do copo condensador

Densímetros são usados para determinar a densidade (relação entre a massa e o volume) de vários tipos de substâncias. Este densímetro em particular funciona acoplado à bomba de etanol. Sua presença na bomba é obrigatória, pois é através dele que o consumidor pode verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou se mantém a sua composição química sem alteração. Os densímetros são verificados nos laboratórios metrológicos do Ipem-SP antes de serem colocados em uso.

 

Dispensers para Gás Natural Veicular

O gás natural veicular – GNV é fornecido pela concessionária aos postos de combustível através de encanamentos, e os  dispensers são os equipamentos que medem e entregam o GNV aos veículos preparados para consumir esse combustível, a maioria deles, táxis. Dispensers de GNV são similares às bombas de combustível quanto à sua finalidade, porém, enquanto as bombas convencionais exibem o resultado da medição em litros, eles apresentam o resultado em metros cúbicos. Ainda como as bombas de combustível, os dispensers também sujeitam-se ao controle metrológico realizado pelo Ipem-SP, tanto no fabricante quanto nos postos de combustível.

Etilômetros (bafômetros)

Os etilômetros, também conhecidos popularmente como bafômetros, são instrumentos que detectam a concentração de álcool no ar expelido pelos pulmões. A legislação de trânsito brasileira é uma das mais rígidas do mundo a esse respeito, e pune duramente quem for pego pelo bafômetro. Por isso é fundamental que o aparelho apresente resultados confiáveis. O Ipem-SP dispõe de laboratório especializado para a verificação dos etilômetros utilizados pelas autoridades de trânsito.

Opacímetros

A palavra opacímetro vem de “opaco” e designa o aparelho utilizado para medir a “opacidade” da fumaça expelida pelos veículos. Uma sonda é colocada no cano de escape e a fumaça é levada a uma câmara, onde é atravessada por um feixe de luz. Sensores detectam quanta luz atravessa a fumaça e calculam o índice de opacidade. A legislação estabelece limites para emissão desses poluentes de modo a proteger a saúde e o meio ambiente, e o Ipem-SP verifica esses instrumentos. O opacímetro é usado na fiscalização, mas também como ferramenta para diagnóstico de eventuais anomalias.

Radares e Barreiras Eletrônicas

Os Radares e as barreiras eletrônicas são medidores de velocidade utilizados para o controle da velocidade dos veículos nas vias públicas, e fornecem embasamento para eventuais multas de trânsito. Justamente por isso precisam apresentar resultados confiáveis. O Ipem-SP verifica periodicamente esses instrumentos a ver se estão medindo corretamente.

Taxímetros

Taxímetros são instrumentos que medem a distância percorrida pelos táxis e o tempo que estes permanecem parados durante o percurso. O taxímetro calcula automaticamente o valor da corrida em função desses parâmetros, de modo que o consumidor só toma conhecimento do valor a pagar. Por isso é fundamental que eles funcionem corretamente. O Ipem-SP verifica e fiscaliza esses instrumentos pelo menos uma vez ao ano.

Os instrumentos citados acima são aqueles cuja fabricação e desempenho devem atender, obrigatoriamente, à legislação metrológica em vigor. Entretanto, existem muitos outros instrumentos de medição embarcados nos veículos, ou utilizados na sua manutenção, que não estão sujeitos à metrologia legal.  É o caso dos odômetros, velocímetros, termômetros, manômetros (pressão dos pneus), amperímetros, voltímetros, multímetros, vacuômetros etc. Esses instrumentos, embora não sejam fiscalizados pelo Ipem-SP, podem e devem ser calibrados periodicamente.

 

 

 

 

 

 

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Tira da dupla Pesado e Medido – Termômetro clínico

18 de outubro de 2011

 Moral da história: Os termômetros clínicos são verificados obrigatoriamente nos laboratórios de termometria do IPEM. Apenas os termômetros aprovados recebem o selo do INMETRO e podem ser comercializados. Antes de comprar um termômetro clínico, verifique a presença do selo do Inmetro. Ah! Se o termômetro quebrar, não permita que ninguém pegue o mercúrio metálico com as mãos desprotegidas. Ele é extremamente tóxico!

O Esfigmomanômetro e o Termômetro Clínico

17 de outubro de 2011

Esfigmomanômetro é o termo pouco amigável usado para nomear um dos mais importantes e populares instrumentos de medir utilizados pelo pessoal da área de saúde: O medidor de pressão arterial.

O esfigmomanômetro é quase tão conhecido quanto o termômetro clínico. Isso porque a temperatura corporal e a pressão arterial estão entre os primeiros parâmetros que o médico verifica quando atende um paciente.

Isso é tão importante que ambos esses instrumentos de medição estão submetidos à metrologia legal, ou seja, precisam ser obrigatoriamente verificados pelo IPEM-SP.

O termômetro clínico é submetido a ensaios de medição de temperatura antes de ser comercializado. Apenas os termômetros aprovados ostentam o símbolo do Inmetro, o que significa que apresentam medições confiáveis.

Com o esfigmomanômetro acontece a mesma coisa. Antes de ser comercializado, todo medidor de pressão arterial é submetido a ensaios para verificar se está medindo corretamente. Entretanto, diferentemente do termômetro clínico, o esfigmomanômetro precisa ser verificado periodicamente, a ver se mantém as características de precisão adequadas. Isso é necessário porque o esfigmomanômetro desregula com o tempo e com o uso, e passa a apresentar medições erradas.

É por isso que o IPEM-SP recomenda aos profissionais da área de saúde, sobretudo aos médicos, que fiquem atentos quanto à verificação periódica do medidor de pressão arterial. Esfigmomanômetro desregulado pode falsear o diagnóstico médico e colocar em risco a saúde do paciente.

Termômetros clínicos: Como funcionam

12 de abril de 2010

Os termômetros clínicos só podem ser comercializados após serem submetidos aos exames exigidos pela legislação metrológica. Os ensaios apuram se os termômetros estão medindo corretamente a temperatura, e se foram fabricados de acordo com as normas. Apenas os termômetros aprovados exibem o selo do Inmetro. Termômetro clínico sem o selo do Inmetro não pode ser comercializado no País. O Ipem-SP verifica, diariamente, centenas desses instrumentos.

termômetro clínico analógico

termômetro clínico analógico

O termômetro clínico analógico é formado por um tubo de vidro oco dotado de uma escala termométrica em Graus Celsius, geralmente de 35°C até 42°C. A legislação metrológica (Portaria Inmetro 254/2016) exige que a escala dos termômetros clínicos deve estender-se de pelo menos 35,5 ºC até 42 ºC, com divisão de 0,1 ºC. Funciona Assim: No interior do tubo de vidro maior existe um outro tubo, muito fino, chamado de tubo capilar, o qual termina num bulbo onde o um líquido sensível ao calor (geralmente mercúrio ou álcool colorido) fica armazenado. Quando colocado em contato com o corpo (na axila, por exemplo), o líquido no interior do bulbo se expande e se desloca ao longo do capilar proporcionalmente à temperatura do corpo.  Um estrangulamento no capilar, logo após o bulbo, impede que o líquido retorne espontaneamente, permitindo que se faça a leitura da temperatura na escala graduada.

termômetro clínico digital

O termômetro clínico digital possui um circuito eletrônico alimentado por uma pequena bateria (como a de um relógio) e um sensor de temperatura na extremidade do instrumento, tudo isso acomodado em um estojo plástico dotado de um visor. Como nos demais modelos, a legislação metrológica (Portaria Inmetro 89/2006) exige que a escala desses termômetros estenda-se de pelo menos 35,5 ºC até 42 ºC, com divisão de 0,1 ºC . Funciona assim: O sensor de temperatura é um componente eletrônico (termistor, um semicondutor sensível à temperatura), que varia sua tensão conforme a temperatura aplicada, e essa tensão é transformada em sinais digitais que são enviados para a tela LCD do instrumento. Após colocado em contato com o corpo (na axila, por exemplo) um cronômetro interno avisa com um bipe que o processo de medição da temperatura terminou. 

termômetro clínico digital infravermelho

 

O termômetro clínico digital infravermelho também possui um circuito eletrônico (alimentado por pilhas), um sensor de temperatura e um visor LCD, tudo isso acomodado em um estojo plástico. Seu sensor, entretanto, é sensível à radiação infravermelha. Também deve operar na faixa de 35,5 ºC até 42 ºC, com divisão de 0,1 ºC (Portaria Inmetro 89/2006). Funciona assim: O sensor infravermelho capta a temperatura através da radiação emitida pelo paciente, de modo que não é necessário encostar nenhuma parte do termômetro no corpo, a medição é feita à distância. O sinal elétrico gerado pelo sensor é captado por um chip onde um software converte os sinais no valor da temperatura corporal, que é mostrado na tela LCD.

LEMBRE-SE:
  • Independentemente do tipo de termômetro,  este deve trazer a O SELO DE VERIFICAÇÃO DO INMETRO.
  • O mercúrio é uma substância extremamente tóxica. Seus efeitos são cumulativos e não são eliminados pelo corpo humano. Não o toque com a mão desprotegida.

Veja algumas curiosidades sobre o termômetro e o mercúrio aqui.