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Medições fabulosas – O Lobo e o Cordeiro.

7 de abril de 2016

lobo&cordeiro

Esta fábula atribuída a Esopo foi reescrita por La Fontaine e, no Brasil, por Monteiro Lobato.  Aqui ela vai adaptada ao nosso tema principal, a Metrologia.

Era uma vez um lobo alfa que conduzia a sua alcateia quando avistou um cordeiro bebendo num riacho. O lobo gostava de aparentar nobreza e civilidade para o seu eleitorado, por isso achou melhor encontrar alguma desculpa para devorar o cordeiro em vez de atacá-lo sem mais nem menos.

– O que significa isso? – perguntou o lobo ao cordeiro, com fingida indignação, ao aproximar-se do riacho – Você está deliberadamente sujando a água que pretendo beber! Isso é imperdoável!

– Mas não é possível! – Respondeu o assustado cordeiro – O senhor está a montante do fluxo de água, enquanto eu estou a jusante, de modo que a água escoa do senhor para mim, e não o contrário.

– Escute aqui, seu tratante – retrucou o lobo, embasbacado com o argumento – você está querendo me confundir com esse negócio de montante, jusante, fluxo e não sei mais o quê! Eu não perdoo enganadores do seu tipo!

– Desculpe, não quero enganar ninguém – disse o cordeiro – quando se trata de vazão, esses são os termos adequados. É o que dizem os manuais de hidrologia e de metrologia em dinâmica de fluídos.

– Pode até ser! – Concordou com relutância o lobo, que não entendia do assunto mas não queria admitir isso na frente do seu séquito – Mesmo assim, ainda existe o fato de que a minha família aqui também quer beber, e você está tomando toda a água do riacho! Não admito tamanho egoísmo!

– Eu não poderia beber toda a água, mesmo que quisesse! – Defendeu-se novamente o cordeiro, cada vez mais temeroso – Embora este seja um córrego realmente pequeno, estimo a sua vazão em uns oitenta metros cúbicos por hora, o que dá mais de vinte litros por segundo. Nem mesmo um elefante conseguiria beber tanta água… Além do mais, eu já estou mesmo de saída…

– Não pense que você vai se safar assim, seu pedante! – Rosnou o Lobo – Acontece que eu não perdoo cordeiro metido a sabichão, ainda mais na hora do almoço!

E com esse argumento primoroso, o lobo pulou sobre o cordeiro. Os outros membros da alcateia, que também esperavam participar do banquete, acharam a atitude do seu líder perfeitamente justificada e todos se regalaram.

Moral da história: “Contra a força não há argumento”, ou, para quem prefere um dístico: “Contra o arbítrio do mais forte, não há razão que importe”.

 

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Verificação de Caminhão-Tanque

10 de fevereiro de 2011

Talvez você não saiba, mas um dos muitos trabalhos que o IPEM realiza é verificar o volume dos tanques que transportam combustíveis líquidos. Sabe esses caminhões-tanque que a gente vê nos postos de combustível? Pois então! O dono do posto compra o combustível baseado na quantidade de litros contidos no tanque do caminhão.

Funciona assim: O dono do posto encomenda à distribuidora de combustível dez mil litros de gasolina e dez mil litros de óleo diesel, por exemplo. A distribuidora escolhe um caminhão cujo tanque comporte vinte mil litros divididos em dois compartimentos de dez mil litros cada um. Depois de enchê-los com o combustível e de lacrar as bocas de inspeção e de descarga, emite a nota fiscal e manda o caminhão fazer a entrega no posto. Chegando lá a carga é conferida e descarregada.

Acontece que a única maneira de conhecer a capacidade volumétrica do tanque do caminhão é mediante o Certificado de Verificação Volumétrica emitido pelos postos de verificação de tanques (VT) do IPEM. São quatro postos: Em Guarulhos, Bauru, São José do Rio Preto e Paulínia.

Os técnicos do IPEM conferem a capacidade do tanque enchendo com água cada um dos compartimentos. O volume de água colocado no tanque é medido com precisão por meio de um medidor volumétrico calibrado. Uma vez determinado o volume de cada compartimento, uma referência é afixada, marcando até onde o tanque precisa ser enchido para conter o volume correto. Na verdade, cada compartimento do tanque é uma medida de volume calibrada! Simples, mas fundamental, como a maioria das coisas simples.

Para obter o serviço acesse o site do IPEM-SP.

Instrumentos de medir incomuns – Volume

22 de julho de 2010

Medida materializada de volume para combustível

Para medir volume usa-se uma medida materializada de volume! Ou seja, pega-se o conceito físico de metro cúbico (ou de litro), seus mútiplos e submúltiplos e, com ele, se constrói um recipiente onde seja possível medir uma dada quantidade de líquido. Uma proveta, por exemplo, é uma medida materializada de volume. Existem, entretanto, muitas outras maneiras de se medir volume. Vamos ver algumas delas. (more…)