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Chegou a “Metrologia em Revista” Ano III, n° 4.

15 de janeiro de 2020

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A “Metrologia em Revista” do quarto trimestre de 2019 já está disponível. Além da pitoresca matéria de capa, ela traz uma interessante matéria sobre o conceito de “aferição”. Confira!

 

Hoje o Almanaque faz 10 anos!

6 de janeiro de 2020

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O Pesado e o Medido tinham que participar deste post. Afinal, eles foram concebidos especialmente para serem publicados no Almanaque, e estrearam em 17 de fevereiro de 2010. O primeiro post do Almanaque, entretanto, foi publicado em 6 de janeiro de 2010, há exatos dez anos, para apresentar a mascote do Ipem-SP.

Mascote do ipem-SP. Clique para ampliar.

Já o segundo post (acesse aqui), um pouco mais pretensioso, foi publicado no dia 22 de janeiro e, curiosamente, fala do tempo!

Tempus fugit, diziam os romanos. Fugiu mesmo, e dez anos após aquela primeira postagem muita coisa mudou, como não poderia deixar de ser. Mudou a equipe que criou o Almanaque (com exceção deste articulista), mudou o layout, mudou até a linha editorial.

Sim, pois no início o Almanaque divulgava principalmente o dia a dia do Ipem-SP, as notícias, os eventos, coisas do tipo. Com o tempo, porém, os posts foram adquirindo maior densidade, e alguns continuam recebendo centenas de visualizações até hoje. E assim adotamos uma nova linha editorial, onde a maioria dos posts passou a ser de consulta permanente.

Para este ano de 2020 planejamos atualizar completamente o blog e remodelar o seu layout, a sua articulação com o site do Ipem-SP e, inclusive, a sua mascote.

As mudanças, como vimos, são inevitáveis, e esperamos poder mudar com elas por muito tempo ainda.

Aproveitamos este post para agradecer a você, que nos tem prestigiado com a sua presença, atenção e participação, e que nos motiva a melhorar cada vez mais.

Obrigado por nos acompanhar até aqui, continue conosco e aguarde as novidades!

 

22 de dezembro: chegou o verão!

20 de dezembro de 2019

Neste ano o verão começa no próximo domingo, dia 22 de dezembro de 2019, à 01 h 19 min pelo horário de Brasília. É o solstício de verão no hemisfério sul (e de inverno no hemisfério norte), momento em que o Sol, no seu movimento aparente ao redor da Terra, atinge o seu ponto mais ao sul.

No mapa acima estão representados os três meridianos que marcam os diferentes fusos horários do território nacional. Cada fuso horário corresponde a uma faixa de quinze graus de longitude. Os fusos horários são marcados a partir do meridiano de Greenwich, estabelecido em 1851. Ele passa sobre o Observatório Real de mesmo nome, nos arredores de Londres. Por convenção, o meridiano divide o globo terrestre em ocidente e oriente, e é o ponto de partida para medir a longitude e os fusos horários.

O meridiano define o “Greenwich Mean Time – GMT” (tempo médio de Greenwich) que se baseia no movimento de translação da Terra. Como a velocidade da Terra é irregular, atualmente usa-se o Coordinated Universal Time – UTC” (Tempo Universal Coordenado), baseado nos relógios atômicos.

Na prática, entretanto, não há diferença significativa entre a hora GMT e a hora UTC. O solstício ocorrerá exatamente às 4 h 19 min UTC (hora do fuso horário de Londres). Como vimos no mapa acima, temos quatro fusos horários:

No arquipélago de Fernando de Noronha a hora local corresponde a duas horas a menos em relação ao UTC. O verão começa às 2 h 19 min.

São Paulo tem o mesmo fuso horário de Brasília (área amarela). A hora local corresponde a menos três horas em relação ao UTC, e o verão começa à 1 h e 19 min.

Em Manaus, que fica no fuso horário da Amazônia, a  hora local corresponde a quatro horas a menos em relação ao UTC. Lá o verão começa às 0 h 19 min.

E em Rio Branco, que fica no fuso horário do Acre, a hora local corresponde a cinco horas a menos em relação ao UTC, e o verão começa às 11 h 19 min.

Embora a hora local esteja vinculada à faixa que cada fuso horário define sobre a superfície terrestre, a decisão de adotar este ou aquele fuso é política, de modo que o horário nos diferentes locais do globo não obedecem exatamente aos fusos. Confira no mapa do Fuso Horário Civil.

fonte: IBGE. Clique para ampliar.

BOAS FESTAS E FELIZ 2020

16 de dezembro de 2019

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Nem tudo permanece como antigamente. Vivemos num mundo em constante mudança, e novos desafios exigem novas abordagens e novas estratégias. Este ano exigiu muita criatividade de todos nós, e parece que o ano novo exigirá ainda mais.

Aqui no Ipem-SP trabalhamos muito para manter o Instituto firme e atuante. Protegemos e orientamos os cidadãos nas suas relações de consumo, propiciamos a leal concorrência entre as empresas e oferecemos soluções inovadoras em metrologia, avaliação e certificação. Esta é a nossa missão, e ela não mudou. Esperamos que o ano de 2020 nos proporcione o ambiente e os recursos necessários para que possamos cumpri-la como temos feito nos últimos 52 anos.

Ah! Sim! Também não mudou o compromisso que temos com você. Queremos agradecer a sua companhia, participação e incentivo durante este ano, e esperamos que você continue conosco no ano que vem! Muito obrigado, boas festas e um feliz 2020.

Boas festas? Boas, sim, mas dão um trabalho…

9 de dezembro de 2019

Não há como evitar. Nesta época de festas de fim de ano o corre-corre aumenta e a gente se desdobra para dar conta de tudo. Sem querer aumentar ainda mais as suas preocupações, lembramos que na hora das compras é preciso ficar atento a muita coisa.

Brinquedos: Atenção à faixa etária recomendada e ao símbolo do Inmetro. Comprar brinquedo sem nota fiscal, sem conhecer a origem do produto e sem o símbolo do Inmetro coloca em risco a saúde e a segurança da criança que o recebe.

Roupas:  Fique de olho na etiqueta têxtil. Ela contém uma série de informações importantes sobre o tipo de composição do tecido (fibras têxteis), tamanho, dados do fabricante e cuidados para conservação e limpeza. A etiqueta têxtil é obrigatória nas peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho, cortinas, colchões, travesseiros, linhas etc. Assim como faz com os brinquedos e muitos outros produtos, o Ipem-SP fiscaliza regularmente os produtos têxteis.

Produtos para a ceia: Panetone, castanhas, nozes, pernil, peru e mais uma grande variedade de produtos são consumidos nesta época. Então, fique atento à pesagem dos produtos e confira se a balança tem o selo de verificação do Inmetro. Produtos pesados na sua presença devem ter a embalagem (bandeja, prato, caixa) descontados. Os produtos que já estão embalados devem trazer a indicação da quantidade na embalagem.

Eletrodomésticos:  Observe a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE. Todos os eletrodomésticos trazem a etiqueta do Inmetro que informa sobre o consumo de energia. As lavadoras e fogões devem informar, além disso, o consumo de água e gás, respectivamente. O consumo de energia é indicado por uma escala colorida com letras de A a G, que apresentam os níveis de consumo do aparelho. Uma seta preta com a letra correspondente ao consumo daquele aparelho informa o seu nível de eficiência energética. Um produto classificado com letra A, por exemplo, é mais eficiente (gasta menos) do que um com a letra C.

E também você, que está do outro lado do balcão, fique atento a essas recomendações para não ter problemas com a fiscalização do Ipem-SP. Boas compras, bons negócios e boas festas!

 

Dia da Astrônomo no Brasil: 2 de dezembro

2 de dezembro de 2019

Mapa celeste do hemisfério sul – clique para ampliar

No Brasil, o Dia do Astrônomo é comemorado em 2 de dezembro, data de nascimento de Dom Pedro II, que era astrônomo amador. A astronomia é tida, por alguns, como a mais antiga das ciências, embora aqui no Almanaque a gente prefira atribuir essa distinção à metrologia. Mas deixando isso para lá, o que queremos mesmo é homenagear os astrônomos e a astronomia, essa ciência fascinante, e mostrar que até mesmo no “espaço sideral” a metrologia está presente.

A astronomia estuda o Universo (ou o Cosmo, se você preferir) e investiga a sua origem, formação e comportamento dos astros e todos os fenômenos que ocorrem ali. Ou seja, o objeto de estudo da astronomia não é nada modesto. Como toda ciência, a astronomia precisa realizar um sem número de medições, e para isso utiliza as unidades de base do SI e as suas derivadas. Porém, por conta das imensas distâncias com as quais a astronomia tem que lidar, ela utiliza algumas unidades especiais. São elas:

Unidade em uso com o SI

Nome: unidade astronômica
Plural do nome: unidades astronômicas
Símbolo: au
Equivalência: 1 au = 149 597 870 700 m (quase 150 milhões de km)
Definição: Distância média da terra ao sol (Valor adotado pela União Astronômica Internacional). Utiliza-se um valor médio porque, devido à forma elíptica da órbita da terra, a sua distância até o sol varia. Apenas a unidade astronômica é reconhecida pelo SI. Ela costuma ser utilizada para expressar distâncias dentro do Sistema Solar, ou entre astros considerados “próximos” uns dos outros, como as estrelas dos sistemas binários.

Unidades fora do SI

Nome: ano-luz
Plural do nome: anos-luz
Símbolo: ly (light-year)
Equivalência: 9 460 730 472 580,8 km ou cerca de 63 241 au
Definição: distância percorrida pela luz no vácuo num intervalo de tempo de 1 ano juliano (medida de tempo usada em astronomia que equivale a 365,25 dias de 86 400 segundos cada, ou 31 557 600 segundos no total). O ano-luz é utilizado para expressar grandes distâncias, e por ser uma medida mais intuitiva é a preferida por quem faz divulgação científica ou ficção.

Nome: parsec
plural do nome: parsecs
símbolo: pc
equivalência: 3,08568×1016 m ou 206 265 au (pouco mais de 3 ly).
Definição: distância de um objeto cuja paralaxe anual média vale um segundo de arco. O parserc é utilizado pelos astrônomos e cientistas em trabalhos científicos e acadêmicos. Ao contrário das outras duas unidades, o parsec precisa ser melhor explicado.

A palavra parsec foi formada pela contração das palavras inglesas paralax e second (paralaxe e segundo). Então, vamos começar por aí. O segundo (símbolo “), aqui, é medida de ângulo plano (não é o segundo de medir tempo). Paralaxe é o deslocamento aparente de um objeto em relação ao observador, quando o ponto de observação é alterado.

Quer um exemplo? Segure um lápis na vertical bem na frente do seu nariz, com o braço bem esticado. Agora feche o olho direito mantendo o esquerdo aberto e, em seguida, feche o olho esquerdo mantendo o direito aberto. Quando você olha com o olho direito, o lápis aparentemente se move para a esquerda em relação ao fundo, e vice-versa. Isso é paralaxe.

Representação esquemática, fora de escala, do parsec.

A Paralaxe anual é a diferença de posição de uma estrela quando vista a partir da Terra e a partir do Sol. Como não dá para observá-la do Sol, a estrela é observada da Terra em dois pontos distintos da sua órbita (por exemplo, em janeiro e junho), e o resultado é dividido por dois. O deslocamento aparente da estrela em relação ao fundo das estrelas distantes determina um ângulo que pode ser medido. Como a distância da Terra ao Sol é de 1 au, um cálculo trigonométrico simples define a distância da estrela. O parsec é, justamente, essa distância quando a paralaxe anual determina um ângulo de um segundo de arco.

Dia do Músico, 22 de novembro!

22 de novembro de 2019

Ilustração: cromatas.com

Sim, a ilustração acima é romântica, é nostálgica, é poética… Mas que músico não merece pelo menos um desses adjetivos? Parabéns a todos vocês que abraçaram essa arte maravilhosa, e muito obrigado!

Já fizemos alguns posts sobre música aqui no Almanaque, mesmo porque música e metrologia têm uma afinidade natural. Então, para comemorar o dia do músico, achamos melhor indicar, aqui, esses posts. Confira:

Dia da Música

Dia Mundial do Rock and Roll

Para não perder o ritmo… Metrônomo

Dia da Bandeira (e suas medidas).

18 de novembro de 2019

O Brasil adotou oficialmente a Bandeira Nacional da República em 19 de novembro de 1889, em substituição à bandeira do Império. Nessa data, portanto, passamos a comemorar o Dia da Bandeira!

Não, não é feriado… Por isso resolvemos homenagear a Bandeira aqui no blog, à nossa maneira. Mas não vamos contar a história da sua criação, ainda que seja muito interessante. É que existem sites na Internet que fazem isso, e esta data é uma boa oportunidade para visitar alguns deles. Aqui no Almanaque vamos abordar o aspecto metrológico deste símbolo pátrio. Acompanhe:

O Decreto n° 4 de 19 de novembro1889 diz o seguinte:

Art. 1º A bandeira adoptada pela Republica mantem a tradição das antigas côres nacionaes – verde e amarella – do seguinte modo: um losango amarello em campo verde, tendo no meio a esphera celeste azul, atravessada por uma zona branca, em sentido obliquo e descendente da esquerda para a direita, com a legenda – Ordem e Progresso – e ponteada por vinte e uma estrellas, entre as quaes as da constellação do Cruzeiro, dispostas da sua situação astronomica, quanto á distancia e o tamanho relativos, representando os vinte Estados da Republica e o Municipio Neutro; tudo segundo o modelo debuxado no annexo n. 1.

Mantivemos a ortografia da época. O modelo “debuxado” já não se encontra mais no anexo citado, que foi substituído pelas Leis subsequentes. Hoje a Bandeira Nacional é regulamentada pela Lei nº 5700 de 01/09/1971, alterada pela Lei nº 8.421 de 1992. Resumidamente, a parte que trata das dimensões diz o seguinte:

Tipos: Quando feita em tecido para uso oficial, são sete tipos: O tipo 1 é feito com um pano de 45 centímetros de largura. O tipo 2, dois panos, e assim por diante até o tipo 7, com sete panos de largura. Pode-se fabricar bandeiras em outras medidas, respeitadas as devidas proporções. Para calcular as dimensões, a largura que se pretende deve ser dividida em 14 (quatorze) partes iguais. Cada uma das partes é uma medida ou módulo. Assim:

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O comprimento será de vinte módulos (20M).

A distância dos vértices do losango amarelo ao quadro externo será de um módulo e sete décimos (1,7M).

O círculo azul no meio do losango amarelo terá o raio de três módulos e meio (3,5M).

O centro dos arcos da faixa branca estará dois módulos (2M) à esquerda do ponto do encontro do prolongamento do diâmetro vertical do círculo com a base do quadro externo.

O raio do arco inferior da faixa branca será de oito módulos (8M); o raio do arco superior da faixa branca será de oito módulos e meio (8,5M).

A largura da faixa branca será de meio módulo (0,5M).

Com isso a Lei cria um sistema que garante a proporcionalidade das dimensões para qualquer tamanho de bandeira que se queira. Note-se que o formato adotado (7 x 10) parece não reproduzir nenhuma proporção particular. Se dividirmos 10 por 7 encontraremos o número 1,4285. Esse número não é a razão áurea (1,618) e nem é a proporção usada nos tamanhos de papel (√2=1,4142).

Um aspecto interessante é que nem o Decreto n° 4/1889, nem as Leis que regulamentam o assunto, especificam os tons das cores da bandeira. Então as cores verde, amarelo, azul e branco podem, em tese, ser de quaisquer tonalidades.

O Inmetro desenvolve um Programa de Análise da Qualidade de Produtos que analisou bandeiras existentes no mercado a ver se foram construídas  adequadamente. Confira aqui.

A Sequência Fibonacci

11 de novembro de 2019

Leonardo de Pisa, um matemático também conhecido como Fibonacci,  publicou em 1202 o seu famoso Liber Abaci (O Livro do Cálculo). Esse livro ajudou a introduzir e a difundir na Europa, nada mais, nada menos, do que os algarismos indo-arábicos e a notação posicional (na qual o valor de cada algarismo depende da sua posição relativa na composição do número) e, ainda, o uso do zero.

Tudo isso Fibonacci  aprendeu com os árabes quando viveu no Norte de África. É interessante notar que os algarismos arábicos só se popularizaram na Europa em meados do século XV. Ou seja, até recentemente (menos de 600 anos) os europeus ainda faziam cálculos utilizando algarismos romanos. Dá para imaginar? Esse fato, por si só, já justifica que se faça um post sobre Fibonacci neste blog especializado em metrologia.

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A sequência Fibonacci é uma sucessão recursiva de números inteiros que começa por 0 e 1, e onde cada número subsequente é igual à soma dos dois números anteriores (0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89…). Ela foi utilizada na solução de um problema sobre reprodução de coelhos mencionada no Liber Abaci. Em vez de coelhos, preferimos representar o crescimento de uma árvore. Parece uma coisa singela, mas do ponto de vista matemático não é tão simples. Por exemplo, se construirmos quadrados com lados cujo tamanho respeite a sequência, o resultado será esse:

Assim como os números da sequência Fibonacci, a espiral desenhada a partir dos quadrados é recorrente na natureza, e pode ser identificada na disposição das pétalas de algumas flores, caracóis, nuvens de tempestade e até galáxias. Outro aspecto muito interessante da sequência Fibonacci é que, quando um número da sequência é dividido pelo número imediatamente anterior, a resultante se aproxima do número φ (pronuncia-se fi), a famosa constante algébrica conhecida como razão áurea, cujo valor arredondado é 1,618. Quanto maiores forem os números, mais o resultado se aproxima do número φ. No post sobre o Dia Mundial do Desenhista, que homenageia outro Leonardo genial, o Da Vinci, explicamos isso melhor. Confira.

Calibração versus Verificação – Parte 2

4 de novembro de 2019

Qual é a diferença entre verificação metrológica, calibração e ajuste?

Repetimos a pergunta feita na “Parte 1” (veja o post anterior) para reafirmar que, de fato, existe uma grande diferença entre essas operações. Este post tratará da verificação metrológica.

Verificação Metrológica

Consiste em submeter um instrumento ou medida materializada à inspeção e aos ensaios definidos na regulamentação legal pertinente, comparando os resultados com as exigências legais estabelecidas nessa regulamentação. Ao contrário da calibração, a verificação metrológica pertence ao universo da metrologia legal e, portanto, é de caráter obrigatório.

Verificação metrológica subsequente em bomba de combustível

Alguns tipos de Verificação Metrológica definidas pelo VIML – Vocabulário Internacional de Metrologia Legal

Verificação de um instrumento de medição: procedimento que compreende o exame, a marcação e/ou a emissão de um certificado de verificação e que constata e confirma que o instrumento de medição satisfaz as exigências regulamentares.

Verificação inicial: verificação de um instrumento de medição que não foi verificado anteriormente.

Verificação subsequente: qualquer verificação de um instrumento de medição posterior à verificação inicial, incluindo a verificação periódica e a verificação após reparos.

Verificação periódica: verificação subsequente de um instrumento de medição efetuada periodicamente em intervalos de tempo especificados e segundo procedimentos fixados por regulamentos.

Comentário

Todo instrumento utilizado em transação comercial, saúde e segurança deve, obrigatoriamente, ter seu modelo (protótipo e projeto de engenharia) aprovado pelo Inmetro, caso contrário não poderá ser comercializado no território nacional.

Na verificação inicial o instrumento é submetido à inspeção visual e aos ensaios de erros de medição previstos em regulamentação geral e específica (portaria de aprovação de modelo), ainda nas dependências do fabricante, e antes de ser comercializado. Caso o instrumento seja reprovado, deve retornar à linha de produção.

Na verificação subsequente (periódica e após reparo), o instrumento já em uso é submetido à inspeção visual que avalia suas condições gerais, a integridade das marcas de verificação e de selagem, e eventual modificação do instrumento em relação ao modelo aprovado. Em seguida são feitos os ensaios de erros de medição, que confrontam as indicações apresentadas pelo instrumento com os erros máximos permitidos pela legislação. Caso o instrumento seja reprovado é tomada a ação fiscal cabível (notificação, autuação) que pode implicar nas penalidades previstas em Lei, inclusive multa. Os instrumentos aprovados recebem a marca de verificação (selo do Inmetro) ou certificado.

Atenção: A palavra aferição” ainda vem sendo utilizada como sinônimo de calibração, e mesmo de verificação metrológica, embora tenha caído em desuso. O termo, que já vinha sendo esvaziado dos seus significados originais em favor de conceitos como “calibração” e “verificação”, deixou finalmente de constar da última versão do VIM (2012), e do VIML (2005). Por isso deve-se evitar o uso da palavra “aferição” como conceito metrológico.

Para acessar os conceitos citados aqui na sua íntegra, consulte o VIML – Vocabulário Internacional de Metrologia Legal