Fios e cabos elétricos

10 de fevereiro de 2020 by

foto: divulgação. Clique para ampliar

Fios, cabos e cordões flexíveis condutores de energia elétrica devem ser fabricados e comercializados de acordo com os requisitos dos Regulamentos Técnicos da Qualidade aprovados pelas Portaria Inmetro nº 640/2012 e Portaria Inmetro 589/2012.

Esses produtos estão obrigatoriamente sujeitos à avaliação da conformidade e precisam ser certificados por um Organismo de Certificação de Produto acreditado pelo Inmetro, e também estarem devidamente registrados no Inmetro. O Registro Ativo do produto junto ao Inmetro indica que o produto foi previamente analisado em laboratório e atende às condições mínimas para evitar incêndio e choques elétricos.

Os fios, cabos e cordões flexíveis comercializados devem possuir em sua embalagem, em etiqueta firmemente fixada, o Selo de Segurança do Inmetro com número de Registro Ativo. Antes de comprar, verifique a existência do Selo de Segurança e consulte o site do Inmetro para verificar se o Registro se encontra ativo: http://registro.inmetro.gov.br/consulta/

O Ipem-SP fiscaliza regularmente esses produtos no mercado, inclusive realizando o ensaio de resistência elétrica.

O ensaio de resistência elétrica é um dos principais parâmetros de qualidade dos cabos elétricos. Cada seção nominal (bitola) impressa na embalagem do produto corresponde a uma resistência elétrica especificada, em normas, para produção. Portanto, com esse parâmetro, é possível avaliar se a quantidade e qualidade do cobre ou alumínio utilizado foi adequada para a seção nominal (bitola) especificada na embalagem. Quanto maior a resistência elétrica encontrada, pior a qualidade do produto.

Quando um cabo elétrico possui em sua embalagem uma declaração do valor de seção nominal (bitola), mas na realidade esse valor é menor, induz o consumidor a comprar um produto que vai ser inadequado para a utilização pretendida. Um cabo elétrico mais fino do que o necessário terá maior resistência à passagem da corrente elétrica. Assim, quando vários aparelhos forem ligados à rede ao mesmo tempo ficarão submetidos a uma voltagem inferior àquela para a qual foram projetados, provocando mau funcionamento desses aparelhos e contribuindo para o superaquecimento da fiação elétrica, podendo, inclusive, levar a um incêndio.

 Dicas:

A norma NBR 5410 estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão.

Os fios são condutores elétricos formados por um único fio espesso e rígido. Os cabos são formados por diversos filamentos finos, o que os torna flexíveis. Os cordões são os cabos utilizados para conectar os aparelhos elétricos à tomada.

A bitola dos fios (secção nominal/espessura) é a área da sua secção transversal, e é dada em milímetros quadrados. A escolha da bitola depende da corrente elétrica (amperes) que o condutor deve transportar sem aquecer. Por exemplo, um condutor de 4 mm² precisa suportar uma corrente elétrica de até 28 A sem aquecer.

Fios e cabos podem ser fabricados em cobre ou alumínio. Nas instalações residenciais os fios de alumínio só podem ser usados em condutores neutros ou de proteção (fio terra), enquanto os condutores para fase só podem ser de cobre.

As cores dos revestimentos dos fios e cabos, conforme recomenda a NBR 5410, são: verde, ou verde com amarelo, para condutores de proteção (fio terra); azul claro para condutores neutros com isolação (não energizado); vermelho, preto ou marrom

Importante: Mexer com eletricidade não é para amadores. Consulte sempre um profissional eletricista.

Pneus novos – o que observar

3 de fevereiro de 2020 by

Imagem: ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos

Sim, pneus também devem ser fabricados segundo as normas técnicas aprovadas pelo Inmetro. Os pneus novos precisam cumprir os “Requisitos de Avaliação da Conformidade para Pneus Novos” anexo à Portaria Inmetro n° 544 de 25/10/2012.  A certificação para pneus novos é obrigatória e deve ser realizada por um Organismo de Certificação de Produto – OCP acreditado pelo Inmetro.

Organismos de Certificação de Produto são instituições técnicas reconhecidas pelo Inmetro e capacitadas para proceder aos ensaios previstos para esse produto. Uma vez constatado que o produto  está de acordo (conforme) com as exigências da portaria e das normas técnicas, recebe uma marca de conformidade. No caso dos pneus novos, além do Selo de Identificação da Conformidade colocado durante a vulcanização do pneu, este também deve ser acompanhado pela Etiqueta de  Nacional de Conservação de Energia – ENCE, que traz informações importantes ao consumidor.

clique na imagem para ampliar

Antes de comprar verifique o Selo de Identificação da Conformidade (logotipo do Inmetro e número de registro) gravado no pneu, e a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia.

Veja também o post sobre pneus reformados. Clique aqui.

 

Medidor de Umidade de Grãos

27 de janeiro de 2020 by

exemplo de medidor de umidade de grãos de bancada

Conhecer o percentual de umidade dos grãos é muito importante, pois ele é um dos critérios avaliados pelos compradores de grãos de feijão, arroz, soja, milho e café. A soja e o milho, por exemplo, devem apresentar um teor de umidade em torno de 14%.

A razão é simples. Quanto mais úmido estiver o grão na hora de comercializar, mais pesado ele será. Assim, o preço que seria pago ao agricultor por um produto dentro das especificações de umidade é reduzido para compensar o excesso de água.

Por isso é fundamental que o agricultor se habitue a medir a umidade dos grãos antes de comercializá-los. O processo de medição do teor de umidade é simples e rápido. Existem dois tipos de medidores, os portáteis (mais simples e mais baratos) e os de bancada (mais sofisticados, mais precisos e, também, mais caros).

Medidores de umidade de grãos utilizados em transações comerciais estão sujeitos à metrologia legal e devem, obrigatoriamente, passar por verificação inicial (no fabricante), por verificação periódica (quando em uso, ao menos uma vez ao ano) e após reparo ou manutenção.

Os medidores de umidade de grãos utilizados apenas para controle interno (durante o plantio, colheita, armazenamento, por exemplo), que não sejam utilizados para dar respaldo à transação comercial, não precisam ser aprovados pelo Inmetro.

Antes de comprar medidor de umidade de grãos, veja qual modelo é o mais adequado à sua necessidade e leia o Regulamento Técnico Metrológico aprovado pela Portaria Inmetro n.º 402, de 15 de agosto de 2013, que traz as especificações e as exigências que esses instrumentos devem respeitar para serem aprovados.

 

O Metro Comercial

20 de janeiro de 2020 by

 

foto: divulgação

O metro Comercial é uma medida materializada de comprimento geralmente utilizada nas lojas de tecidos de venda a varejo. Aliás, a palavra varejo tem origem na palavra “vara”, antiga medida de comprimento (depois substituída pelo Metro) usada pelos “retalhistas”, lojistas que vendiam retalhos.

O Metro Comercial pode ser construído em metal, madeira ou outro material rígido, como o PVC. Deve ter, naturalmente, um metro de comprimento de uma extremidade a outra (de topo a topo), e as extremidades devem ser protegidas para evitar desgaste. A escala, graduada em centímetros e milímetros, deve ter cor contrastante com o fundo.  Os traços de referência dos centímetros devem ser maiores do que os meios centímetros, que por sua vez devem ser maiores que os milímetros.

Detalhe de Metro Comercial exibindo a proteção de topo em latão, a escala, as indicações obrigatórias e o selo de Verificação Subsequente.

Como todo instrumento sujeito à metrologia legal, o Metro Comercial deve passar por Verificação Inicial (no fabricante, antes de ser comercializado) e Verificação Subsequente, que aqui no Estado de São Paulo é feita pelo menos uma vez ao ano pelo Ipem-SP. As medidas aprovadas recebem a marca de verificação do Inmetro com o ano de validade. As medidas reprovadas em verificação subsequente são apreendidas e inutilizadas, e dependendo do caso o responsável é autuado.

É preciso ter muita atenção ao adquirir produtos medidos na sua presença. O Metro Comercial não pode ser fixado no balcão, e muito menos marcado nele. Observe a existência do selo de verificação do Inmetro e acompanhe de perto a medição.

Para mais detalhes técnicos consulte o Regulamento  Técnico  Metrológico  anexo à  Portaria  Inmetro nº 145 de 30 de dezembro de 1999.

Chegou a “Metrologia em Revista” Ano III, n° 4.

15 de janeiro de 2020 by

clique na imagem para acessar a revista

A “Metrologia em Revista” do quarto trimestre de 2019 já está disponível. Além da pitoresca matéria de capa, ela traz uma interessante matéria sobre o conceito de “aferição”. Confira!

 

Hoje o Almanaque faz 10 anos!

6 de janeiro de 2020 by

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O Pesado e o Medido tinham que participar deste post. Afinal, eles foram concebidos especialmente para serem publicados no Almanaque, e estrearam em 17 de fevereiro de 2010. O primeiro post do Almanaque, entretanto, foi publicado em 6 de janeiro de 2010, há exatos dez anos, para apresentar a mascote do Ipem-SP.

Mascote do ipem-SP. Clique para ampliar.

Já o segundo post (acesse aqui), um pouco mais pretensioso, foi publicado no dia 22 de janeiro e, curiosamente, fala do tempo!

Tempus fugit, diziam os romanos. Fugiu mesmo, e dez anos após aquela primeira postagem muita coisa mudou, como não poderia deixar de ser. Mudou a equipe que criou o Almanaque (com exceção deste articulista), mudou o layout, mudou até a linha editorial.

Sim, pois no início o Almanaque divulgava principalmente o dia a dia do Ipem-SP, as notícias, os eventos, coisas do tipo. Com o tempo, porém, os posts foram adquirindo maior densidade, e alguns continuam recebendo centenas de visualizações até hoje. E assim adotamos uma nova linha editorial, onde a maioria dos posts passou a ser de consulta permanente.

Para este ano de 2020 planejamos atualizar completamente o blog e remodelar o seu layout, a sua articulação com o site do Ipem-SP e, inclusive, a sua mascote.

As mudanças, como vimos, são inevitáveis, e esperamos poder mudar com elas por muito tempo ainda.

Aproveitamos este post para agradecer a você, que nos tem prestigiado com a sua presença, atenção e participação, e que nos motiva a melhorar cada vez mais.

Obrigado por nos acompanhar até aqui, continue conosco e aguarde as novidades!

 

22 de dezembro: chegou o verão!

20 de dezembro de 2019 by

Neste ano o verão começa no próximo domingo, dia 22 de dezembro de 2019, à 01 h 19 min pelo horário de Brasília. É o solstício de verão no hemisfério sul (e de inverno no hemisfério norte), momento em que o Sol, no seu movimento aparente ao redor da Terra, atinge o seu ponto mais ao sul.

No mapa acima estão representados os três meridianos que marcam os diferentes fusos horários do território nacional. Cada fuso horário corresponde a uma faixa de quinze graus de longitude. Os fusos horários são marcados a partir do meridiano de Greenwich, estabelecido em 1851. Ele passa sobre o Observatório Real de mesmo nome, nos arredores de Londres. Por convenção, o meridiano divide o globo terrestre em ocidente e oriente, e é o ponto de partida para medir a longitude e os fusos horários.

O meridiano define o “Greenwich Mean Time – GMT” (tempo médio de Greenwich) que se baseia no movimento de translação da Terra. Como a velocidade da Terra é irregular, atualmente usa-se o Coordinated Universal Time – UTC” (Tempo Universal Coordenado), baseado nos relógios atômicos.

Na prática, entretanto, não há diferença significativa entre a hora GMT e a hora UTC. O solstício ocorrerá exatamente às 4 h 19 min UTC (hora do fuso horário de Londres). Como vimos no mapa acima, temos quatro fusos horários:

No arquipélago de Fernando de Noronha a hora local corresponde a duas horas a menos em relação ao UTC. O verão começa às 2 h 19 min.

São Paulo tem o mesmo fuso horário de Brasília (área amarela). A hora local corresponde a menos três horas em relação ao UTC, e o verão começa à 1 h e 19 min.

Em Manaus, que fica no fuso horário da Amazônia, a  hora local corresponde a quatro horas a menos em relação ao UTC. Lá o verão começa às 0 h 19 min.

E em Rio Branco, que fica no fuso horário do Acre, a hora local corresponde a cinco horas a menos em relação ao UTC, e o verão começa às 11 h 19 min.

Embora a hora local esteja vinculada à faixa que cada fuso horário define sobre a superfície terrestre, a decisão de adotar este ou aquele fuso é política, de modo que o horário nos diferentes locais do globo não obedecem exatamente aos fusos. Confira no mapa do Fuso Horário Civil.

fonte: IBGE. Clique para ampliar.

BOAS FESTAS E FELIZ 2020

16 de dezembro de 2019 by

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Nem tudo permanece como antigamente. Vivemos num mundo em constante mudança, e novos desafios exigem novas abordagens e novas estratégias. Este ano exigiu muita criatividade de todos nós, e parece que o ano novo exigirá ainda mais.

Aqui no Ipem-SP trabalhamos muito para manter o Instituto firme e atuante. Protegemos e orientamos os cidadãos nas suas relações de consumo, propiciamos a leal concorrência entre as empresas e oferecemos soluções inovadoras em metrologia, avaliação e certificação. Esta é a nossa missão, e ela não mudou. Esperamos que o ano de 2020 nos proporcione o ambiente e os recursos necessários para que possamos cumpri-la como temos feito nos últimos 52 anos.

Ah! Sim! Também não mudou o compromisso que temos com você. Queremos agradecer a sua companhia, participação e incentivo durante este ano, e esperamos que você continue conosco no ano que vem! Muito obrigado, boas festas e um feliz 2020.

Boas festas? Boas, sim, mas dão um trabalho…

9 de dezembro de 2019 by

Não há como evitar. Nesta época de festas de fim de ano o corre-corre aumenta e a gente se desdobra para dar conta de tudo. Sem querer aumentar ainda mais as suas preocupações, lembramos que na hora das compras é preciso ficar atento a muita coisa.

Brinquedos: Atenção à faixa etária recomendada e ao símbolo do Inmetro. Comprar brinquedo sem nota fiscal, sem conhecer a origem do produto e sem o símbolo do Inmetro coloca em risco a saúde e a segurança da criança que o recebe.

Roupas:  Fique de olho na etiqueta têxtil. Ela contém uma série de informações importantes sobre o tipo de composição do tecido (fibras têxteis), tamanho, dados do fabricante e cuidados para conservação e limpeza. A etiqueta têxtil é obrigatória nas peças de vestuário, roupas de cama, mesa e banho, cortinas, colchões, travesseiros, linhas etc. Assim como faz com os brinquedos e muitos outros produtos, o Ipem-SP fiscaliza regularmente os produtos têxteis.

Produtos para a ceia: Panetone, castanhas, nozes, pernil, peru e mais uma grande variedade de produtos são consumidos nesta época. Então, fique atento à pesagem dos produtos e confira se a balança tem o selo de verificação do Inmetro. Produtos pesados na sua presença devem ter a embalagem (bandeja, prato, caixa) descontados. Os produtos que já estão embalados devem trazer a indicação da quantidade na embalagem.

Eletrodomésticos:  Observe a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE. Todos os eletrodomésticos trazem a etiqueta do Inmetro que informa sobre o consumo de energia. As lavadoras e fogões devem informar, além disso, o consumo de água e gás, respectivamente. O consumo de energia é indicado por uma escala colorida com letras de A a G, que apresentam os níveis de consumo do aparelho. Uma seta preta com a letra correspondente ao consumo daquele aparelho informa o seu nível de eficiência energética. Um produto classificado com letra A, por exemplo, é mais eficiente (gasta menos) do que um com a letra C.

E também você, que está do outro lado do balcão, fique atento a essas recomendações para não ter problemas com a fiscalização do Ipem-SP. Boas compras, bons negócios e boas festas!

 

Dia do Astrônomo no Brasil: 2 de dezembro

2 de dezembro de 2019 by

Mapa celeste do hemisfério sul – clique para ampliar

No Brasil, o Dia do Astrônomo é comemorado em 2 de dezembro, data de nascimento de Dom Pedro II, que era astrônomo amador. A astronomia é tida, por alguns, como a mais antiga das ciências, embora aqui no Almanaque a gente prefira atribuir essa distinção à metrologia. Mas deixando isso para lá, o que queremos mesmo é homenagear os astrônomos e a astronomia, essa ciência fascinante, e mostrar que até mesmo no “espaço sideral” a metrologia está presente.

A astronomia estuda o Universo (ou o Cosmo, se você preferir) e investiga a sua origem, formação e comportamento dos astros e todos os fenômenos que ocorrem ali. Ou seja, o objeto de estudo da astronomia não é nada modesto. Como toda ciência, a astronomia precisa realizar um sem número de medições, e para isso utiliza as unidades de base do SI e as suas derivadas. Porém, por conta das imensas distâncias com as quais a astronomia tem que lidar, ela utiliza algumas unidades especiais. São elas:

Unidade em uso com o SI

Nome: unidade astronômica
Plural do nome: unidades astronômicas
Símbolo: au
Equivalência: 1 au = 149 597 870 700 m (quase 150 milhões de km)
Definição: Distância média da terra ao sol (Valor adotado pela União Astronômica Internacional). Utiliza-se um valor médio porque, devido à forma elíptica da órbita da terra, a sua distância até o sol varia. Apenas a unidade astronômica é reconhecida pelo SI. Ela costuma ser utilizada para expressar distâncias dentro do Sistema Solar, ou entre astros considerados “próximos” uns dos outros, como as estrelas dos sistemas binários.

Unidades fora do SI

Nome: ano-luz
Plural do nome: anos-luz
Símbolo: ly (light-year)
Equivalência: 9 460 730 472 580,8 km ou cerca de 63 241 au
Definição: distância percorrida pela luz no vácuo num intervalo de tempo de 1 ano juliano (medida de tempo usada em astronomia que equivale a 365,25 dias de 86 400 segundos cada, ou 31 557 600 segundos no total). O ano-luz é utilizado para expressar grandes distâncias, e por ser uma medida mais intuitiva é a preferida por quem faz divulgação científica ou ficção.

Nome: parsec
plural do nome: parsecs
símbolo: pc
equivalência: 3,08568×1016 m ou 206 265 au (pouco mais de 3 ly).
Definição: distância de um objeto cuja paralaxe anual média vale um segundo de arco. O parserc é utilizado pelos astrônomos e cientistas em trabalhos científicos e acadêmicos. Ao contrário das outras duas unidades, o parsec precisa ser melhor explicado.

A palavra parsec foi formada pela contração das palavras inglesas paralax e second (paralaxe e segundo). Então, vamos começar por aí. O segundo (símbolo “), aqui, é medida de ângulo plano (não é o segundo de medir tempo). Paralaxe é o deslocamento aparente de um objeto em relação ao observador, quando o ponto de observação é alterado.

Quer um exemplo? Segure um lápis na vertical bem na frente do seu nariz, com o braço bem esticado. Agora feche o olho direito mantendo o esquerdo aberto e, em seguida, feche o olho esquerdo mantendo o direito aberto. Quando você olha com o olho direito, o lápis aparentemente se move para a esquerda em relação ao fundo, e vice-versa. Isso é paralaxe.

Representação esquemática, fora de escala, do parsec.

A Paralaxe anual é a diferença de posição de uma estrela quando vista a partir da Terra e a partir do Sol. Como não dá para observá-la do Sol, a estrela é observada da Terra em dois pontos distintos da sua órbita (por exemplo, em janeiro e junho), e o resultado é dividido por dois. O deslocamento aparente da estrela em relação ao fundo das estrelas distantes determina um ângulo que pode ser medido. Como a distância da Terra ao Sol é de 1 au, um cálculo trigonométrico simples define a distância da estrela. O parsec é, justamente, essa distância quando a paralaxe anual determina um ângulo de um segundo de arco.