Moral da história: Presente no dia das mães é sagrado, e a maioria das pessoas prefere dar roupa. Se essa também for a sua opção, não deixe de olhar a etiqueta têxtil antes de comprar. Nela estão informações importantes como os dados do fabricante ou importador, o tamanho, as recomendações de conservação e, é claro, a composição têxtil do produto. Tecidos feitos com fibras naturais como a lã e a seda costumam ser muito mais caros do que as fibras sintéticas que as imitam, como por exemplo a fibra acrílica (que imita a lã) e a viscose (que imita a seda). Produtos de fibra acrílica e de viscose também são muito bons, mas custam bem mais barato do que aqueles feitos com as fibras naturais…
Tira da Dupla Pesado e Medido: Dia das Mães.
30 de abril de 2013Tira da dupla Pesado e Medido
18 de abril de 2013Moral da história: Como todo produto pré-medido, o papel higiênico tem as suas dimensões (largura e comprimento) definidas sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Na hora de comprar o produto é impossível conferir se aquele rolo de papel tem mesmo os 30 metros que a embalagem indica. É por esse motivo que o IPEM-SP coleta amostras de todas as marcas de papel higiênico que estejam expostas à venda nos supermercados. Essas amostras são levadas aos laboratórios do IPEM onde são medidas meticulosamente. Caso haja qualquer irregularidade o produto é retirado de comercialização e o responsável é autuado.
O indispensável papel higiênico.
18 de abril de 2013Tudo indica que o papel higiênico foi inventado na China, em 875!
Os chineses, de fato, usavam o papel para fins de higiene íntima desde a dinastia Tang. Existem registros, datados de 1393, da produção de quantidades consideráveis de folhas de papel macio, perfumadas, fabricadas especialmente para a corte do imperador Hongwu.
Ou seja, não foi apenas a pólvora e a bússola que os chineses descobriram antes do resto do mundo… Enquanto isso, na Europa medieval, imaginem o que o pessoal usava para fazer as vezes dessa incrível (e até então desconhecida) invenção chinesa.
Sim, porque o papel higiênico só foi reinventado no ocidente por Joseph Gayetty, de Nova Iorque, em 1857! E só foi patenteado e vendido em rolos em 1886! Esses dados, compilados da Wikipédia (a quem somos sempre gratos) revelam que aqui no Brasil o papel higiênico só esteve disponível, pra valer, a partir do início do século XX… Hoje o indispensável papel higiênico é comercializado em muitas versões, desde as mais simples e rústicas às mais sofisticadas.
O papel higiênico não pode ser fabricado em qualquer comprimento ou largura. O Inmetro padroniza as dimensões do produto da seguinte maneira: A largura deve ser de, no mínimo, 10 centímetros. O comprimento mínimo permitido é de 20 metros, e acima dessa medida são permitidos apenas múltiplos de dez, ou seja, 30 metros, 40 metros, 50 metros e assim por diante.
O papel higiênico de uso doméstico mais comum é usualmente fabricado com 10 centímetros de largura e em rolos com 30 metros de comprimento. Por essa razão é importante verificar na embalagem qual o comprimento do papel que se está levando.
O papel higiênico é um produto pré-medido, isto é, suas dimensões (largura e comprimento) são determinadas na fábrica, sem que o consumidor acompanhe o processo de medição. Naturalmente não é possível ao consumidor conferir, no ato da compra, se o rolo de papel higiênico que irá comprar tem, de fato, os 30 metros informados na embalagem. Por isso o IPEM-SP fiscaliza diariamente as muitas marcas de papel higiênico comercializadas no Estado de São Paulo, autuando e retirando do ponto de venda aquelas cujas dimensões não correspondam ao informado na embalagem.
Isqueiros
27 de março de 2013No passado o isqueiro era uma parafernália composta por aço, pederneira e mecha, um aparato bem complicado de usar. Hoje, o moderno isqueiro a gás conquistou rapidamente a preferência dos usuários graças à sua praticidade e ao baixo custo.
Por ser tão popular, muitas versões mais baratas e pouco seguras desses isqueiros começaram a ser vendidas, sobretudo no comércio informal. Os acidentes não demoraram a acontecer: De sobrancelhas chamuscadas até a explosão do isqueiro na mão do usuário, muitos acidentes sérios têm colocado em risco a integridade física do consumidor.
Por esse motivo, o Inmetro baixou a Portaria 191/2007 que criou o Regulamento de Avaliação da Conformidade para isqueiros a gás. Esse regulamento estabelece uma série de critérios e exigências técnicas de fabricação que devem ser obrigatoriamente cumpridas. Os isqueiros aprovados recebem um selo holográfico, de modo que o consumidor possa identificá-los. Nenhum isqueiro a gás com corpo de plástico, recarregável ou descartável, pode ser comercializado no País sem o selo holográfico do Inmetro.
As equipes fiscais do IPEM-SP visitam os locais de venda de isqueiros à procura daqueles que não apresentam o selo holográfico. Quando encontrados, esses produtos irregulares são apreendidos e inutilizados, e o responsável é autuado.
Portanto, compre apenas isqueiro que tenha o selo holográfico do Inmetro! Essa é a maneira mais inteligente de se proteger contra acidentes envolvendo isqueiros.
Hibernar e sobreviver…
21 de março de 2013Nas regiões frias do planeta a hibernação é um recurso a que alguns animais endotérmicos recorrem para sobreviver.
Endotermia, para quem não se lembra, é a capacidade de manter a temperatura corporal relativamente constante. As aves e os mamíferos são endotérmicos, mas apenas alguns mamíferos e uma única ave conseguem hibernar.
O estado de letargia causado pela hibernação protege os animais do frio e da escassez de alimentos durante o rigor do inverno, pois as suas funções vitais são reduzidas ao mínimo.
A estivação é algo parecido, só que costuma ocorrer com animais que habitam regiões onde a estação quente e seca (o estio) provoca a escassez de água e de alimentos, além de altas temperaturas. Caracóis e até alguns peixes adotam a estratégia da estivação para sobreviver. Escondem-se em lugares úmidos e entram no estado letárgico até o fim da estiagem.
Para resumir: Hibernação ou estivação são estratégias a que alguns animais recorrem quando o rigor do clima ameaça a sua sobrevivência. Eles se recolhem e ficam inativos até o clima melhorar.
E onde entra a metrologia? Ora, a metrologia está, justamente, dentro desses animais, cujo relógio biológico parece ter sido calibrado em laboratório. De fato, o tempo nada mais é que a percepção (e o registro, no nosso caso) das durações e dos ciclos. Experimentamos durações, ciclos e ritmos em nossos próprios corpos e, assim como os animais que hibernam, podemos nos sintonizar com os ritmos da natureza. É uma questão de sobrevivência!
Aliás, foi mais ou menos isso o que aconteceu com o Almanaque no ano de 2012. Hibernou para sobreviver… Agora, entretanto, o tempo bom retornou, e o Almanaque pode voltar à ativa. Então, mãos à obra!
Medições estranhas: Gravimetria
16 de maio de 2012Gravimetria é o conjunto de metodos, técnicas e instrumentos utilizados para quantificar e estudar os campos gravitacionais, principalmente o da Terra. As informações obtidas pela gravimetria são fundamentais para se conhecer melhor as dimensões, a forma e o estado de agregação de matéria no interior do nosso planeta. Até aqui tudo bem. O que pode haver de estranho em medir gravidade? Então, antes de continuarmos, dê uma olhada no vídeo abaixo.
(obtido em www.youtube.com/user/geografismos )
O Geóide mostrado acima foi criado por computação gráfica a partir dos dados obtidos pelo satélite GOCE, da Agência Espacial Européia (ESA)! Esse formato bizarro é fruto das medições do campo gravitacional da Terra. Se prestarmos atenção, nós veremos que o sul da Índia fica num verdadeiro “buraco gravitacional”. Em compensação, a Nova Zelândia fica sobre uma alta montanha!
O gravímetro é um instrumento muito sensível e muito preciso, adequado para detectar variações muito pequenas no valor da aceleração de gravidade. Essas variações são consequência da maior ou menor densidade dos materiais subterrâneos. Quando o valor de aceleração de gravidade num dado lugar é diferente do previsto, diz-se que ali existe uma anomalia gravimétrica, o que significa que as rochas subjacentes àquele lugar são mais densas que a média prevista para a região. Isso pode significar que se está sobre uma jazida de minério de ferro ou outro metal cuja massa específica é elevada. Por isso, a gravimetria é também muito útil para localizar e identificar jazidas minerais.
Medições fabulosas: Os sapos e o sino
4 de maio de 2012Era uma vez uma pequena capela no campo, abandonada e em ruínas, onde moravam dois sapos. Os sapos não costumam ser muito amistosos entre si, mas aqueles dois conviviam bastante bem, sem serem incomodados por outros batráquios. As poças d’água que inundavam o chão carcomido da capela lhes serviam de lagoa, e os insetos eram sempre abundantes.
Os sapos, naturalmente, gostavam de coaxar. Quando a luz da lua surgia por entre os buracos do telhado, eles se esforçavam em superar um ao outro com o seu martelar alto e monótono. Às vezes algumas fêmeas interessadas apareciam, mas quase sempre eles cantavam apenas pelo prazer da disputa.
Certa vez, após um dia abafado e quente, um temporal desabou sobre a capela. O vento uivava e a chuva despencava copiosa e pesada. Sapos não se importam com tempestades, mas daquela vez eles se assustaram com um estrondo e logo em seguida um tilintar musical. Acontece que a ventania, entrando pelas janelas, derrubara uma velha estante onde um pequeno sino de bronze, de há muito esquecido, fora arrancado dali e acabou por ficar suspenso por uma corrente, a centímetros do chão.
Quando o dia clareou os sapos foram examinar a novidade. Um deles, mais atrevido, aproximou-se do sino e o empurrou levemente. Suspenso no ar pela corrente, o sino sentiu-se livre para badalar, e foi o que fez. Soou um acorde único, ainda tímido, mas de uma pureza cristalina. Os sapos ficaram encantados e, tomando coragem, empurraram o sino com mais força. O sino não se fez de rogado e badalou fortemente. Imediatamente os sapos quiseram competir com o sino, e coaxaram tentando superá-lo, mas em vão. O sino sempre soava mais alto, mais claro e mais belo. Uma velha coruja, que também morava na capela, resolveu ajudar os anfíbios com uma explicação científica, coisa típica de coruja:
- Sinto muito – disse a coruja – mas vocês não vão conseguir superar este sino. Tenho os ouvidos treinados e, por isso, sei que ele badala muitos decibéis acima do coaxar de vocês.
- Que negócio de decibéis é esse? – Perguntaram, em uníssono, os sapos.
- O decibel é a décima parte do bel, uma maneira de medir a intensidade sonora. Na verdade, melhor seria usar o joule por metro quadrado ou o watt por metro quadrado, que são unidades do SI. Se vocês fossem sapos ingleses, saberiam que “bell” quer dizer sino.
- Então nós estamos lidando com o próprio inventor do som?
- Não! – Respondeu a coruja – Mas não deixa de ser curioso que o homem que desenvolveu o telefone se chamasse Alexander Graham Bell, do qual o nome Bel derivou. Mas essa é outra história.
- Quer dizer que não tem jeito da gente vencer este sino aqui?
- Não tem não! – Respondeu a coruja – É um sino excelente . Vejam, quando o badalo toca no seu corpo, este vibra harmoniosamente e a ressonância é muito mais intensa do que aquela que vocês conseguem produzir.
- Vibração? – Perguntaram novamente os sapos! Então é isso, só vibração?
- É claro, o que mais seria?
- Ora, se é apenas vibração, então é só a gente abafá-la!
E foi o que fizeram. Em vez de empurrarem o sino, os dois sapos se encostaram a ele o balançaram com os seus corpos. Não podendo reverberar, o pobre sino nada pode fazer além de emitir um ruído seco e sem graça.
- Vencemos! – Disseram os sapos, felizes da vida.
Pois é, ponderou a coruja: No brejo, como na vida, nem sempre vence o mérito.
Moral da história: Jamais convide sapos para a sua sinfonia.
Medições estranhas: Viscosimetria
25 de abril de 2012Viscosimetria, como o nome sugere, é a medição da viscosidade de um fluído.
A viscosidade está associada à resistência que o fluido oferece para deformar-se por cisalhamento. Cisalhar significa cortar! Tanto a palavra cisalha quanto a palavra francesa “ciseaux” e a inglesa “scissors” significam “tesoura”. Todas derivam do latim “cesarea” (tudo a ver com parto por cesariana!), que por sua vez vem do verbo latino caedere (pronuncia-se cedere) que significa cortar e, como você já percebeu, deu origem ao verbo ceder! Três vivas à etimologia!
As tesouras cortam pois suas pernas aplicam tensões tangenciais opostas no objeto que está sendo cortado. Por isso, em geologia, o termo cisalhamento é usado para identificar a rocha que foi deformada devido a tensões tangenciais. Viscosidade também pode ser definida como sendo o atrito interno nos fluídos causado por interações intermoleculares em função da temperatura.
Para resumir, a viscosidade é a propriedade física que caracteriza a resistência de um fluido ao escoamento. Quanto mais viscoso o fluído, mais lento o seu escoamento. Ou seja, existem fluídos “finos” como a água e fluídos “grossos” como o mel, por exemplo. E existem fluídos tão “grossos” que nunca irão escoar, como é o caso intrigante e paradoxal do vidro à temperatura ambiente.
Quer dizer, então, que o vidro é um fluído mesmo quando está sólido? Há controvérsias, mas a explicação é um pouco longa e fica para outra vez. Bem, não é difícil perceber que o fluído está associado aos três estados fundamentais da matéria, o sólido, o líquido e o gasoso, e que esses estados dependem da temperatura.
Então, para praticar a viscosimetria é preciso sempre referir-se à temperatura do fluído que se está medindo. Outra coisa importantíssima é definir o método de medição, que vai resultar no tipo de viscosidade. Se formos medir a viscosidade dinâmica ou absoluta usamos o Pascal segundo e seus múltiplos, e se formos medir a viscosidade cinemática usamos o metro quadrado por segundo e seus submúltiplos.
Medições estranhas: Picnometria
2 de abril de 2012Como tantas outras palavras do universo metrológico, picnometria também tem origem grega. É a junção do termo grego puknos (denso) com metron (medida). A picnometria é uma técnica laboratorial desenvolvida para determinar a densidade e a massa específica de líquidos utilizando-se um picnômetro, mas antes de abordá-la é importante lembrar alguns conceitos.
Densidade de um corpo é o quociente entre a massa e o volume desse corpo. A unidade SI para a densidade é o quilograma por metro cúbico (kg/m³), porém é mais comum utilizarmos os submúltiplos g/cm³ ou g/ml.
A definição de massa específica é idêntica à de densidade, porém nós só a usamos quando nos referimos às substâncias, e não a um objeto sólido qualquer, a menos que este seja homogênio e isotrópico (tenha massa distribuída igualmente ao longo de todo o volume). Por isso, para líquidos e gases homogênios, a densidade e massa específica podem ser sinônimos, pois nesses casos a isotropia está presente.
Como referência de densidade usa-se a massa específica da água, pois um litro de água pesa um quilograma à pressão ambiente e à temperatura de 25 °C, ou seja, o quociente é igual a 1kg/L ou 1g/cm³.
Voltando ao picnômetro, este consiste num recipiente fabricado com material adequado e que tenha o seu volume determinado com precisão. Para usar é fácil: Basta pesar o picnômetro vazio, enche-lo com o produto a ser medido e depois pesá-lo cheio. Uma simples subtração dará o peso do produto. Como o volume já é conhecido, basta dividir o peso obtido (massa) pelo volume e pronto, achamos a densidade!
É claro que fazer isso num laboratório é bem mais complicado. É preciso calibrar o picnômetro com água, fazer várias medições, colocar o produto com cuidado, verificar a temperatura… Procedimentos laboratoriais exigem extremo cuidado e precisão. Na verdade, embora o nome soe muito estranho, em princípio a picnometria é mesmo muito simples…
A Páscoa dos muitos simbolismos
23 de março de 2012
Coelhos, ovos, primavera no hemisfério norte, lua cheia, êxodo, ressurreição: Estamos na Páscoa!
A palavra Páscoa (Pâques em francês, Pascua em espanhol, Pasqua em italiano) deriva do hebraico Pessach (passagem), festa judaica que comemora o dia em que Adonai poupou os primogênitos judeus e deu início ao Êxodo. É, também, a principal festa cristã, pois comemora a ressurreição de Cristo, ocorrida no mesmo dia em que os hebreus celebravam o Pessach.
Antes de o cristianismo chegar no norte da Europa, os povos daquela região festejavam o início da primavera em fins de março (o equinócio ocorre no dia 21), justamente na mesma época em que os cristãos comemoram a Páscoa. O sincretismo foi inevitável. Os termos “Easter” e “Ostern” (Páscoa em inglês e em alemão) são resquícios das festividades em honra de Ishtar, ou Astarte, ou Esther, ou Eostre, ou Ostera, enfim, todas elas divindades vinculadas à fertilidade e ao início da primavera.
Por conta disso, ainda hoje fazemos alusão aos ovos multicoloridos, pintados à mão, que eram presenteados na festa da primavera. Esses ovos simbolizam o renascimento, o início de um novo ciclo de vida após o duro e estéril inverno. O coelho da Páscoa, originalmente uma lebre, também era um símbolo de fertilidade vinculado à deusa Ostera, e é possível vê-lo na lua cheia. Então, quando dizemos que o coelho da Páscoa nos traz ovos, embora de chocolate, estamos nos referindo a essas antigas tradições.

Lua cheia. Com um pouco de imaginação é possível ver o desenho de uma lebre, formado pelas manchas.
Eventos muito antigos costumam carregar influências culturais de distintas épocas e civilizações. Seja como for, o que importa é comemorar a data da maneira mais tradicional entre nós: Com chocolate. E para isso é preciso ficar atento na hora de comprar os ovos de Páscoa. Veja as dicas:
- O ovo de chocolate deve apresentar, de forma clara, a indicação do peso líquido na embalagem. Naturalmente o peso da embalagem e de eventuais brindes não podem ser incluídos no peso do chocolate.
- Algumas marcas numeram os ovos de acordo com o tamanho. Porém, não se pode dizer que um ovo com numeração maior pesa mais, pois cada marca adota uma escala diferente. Por isso, esqueça os números e baseie-se apenas no peso líquido.
- Se os brindes no interior da embalagem forem brinquedos, estes precisam apresentar a marca de avaliação da conformidade do Inmetro.













